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Como é a descrição bíblica do apocalipse?

Apocalipse-Biblia-9© Mundo Estranho Apocalipse-Biblia-9

1. No início da era cristã, uma onda de opressão propalada pelo Império Romano avassalou a comunidade judaico-cristã no Mediterrâneo. Foi nesse contexto, marcado por violência e hostilidade, que o apóstolo João de Patmos teria escrito o último livro da Bíblia: o Livro da Revelação, mais famoso como o Livro do Apocalipse. Nele, afirma relatar revelações feitas a ele por Jesus Cristo. Ao longo dos capítulos, o apóstolo traça um panorama político e social da época, anunciando como seria o fim desses dias: a vitória do bem sobre o mal. Assim, mais do que o fim do planeta, João anunciava o fim dos que mandavam no mundo naquela época

Apocalipse-Biblia-1© Mundo Estranho Apocalipse-Biblia-1

2. O apocalipse começa com a vinda do anticristo, que governará o mundo por “mil anos”. No Novo Testamento, “anticristo” é tudo “contra Cristo” – assim, a figura é personificada de forma diferente, dependendo da tradição. No caso do Livro do Apocalipse, o anticristo é personificado no imperador romano Nero, perseguidor e assassino de cristãos. E os “mil anos” podem ser tanto literais quanto figurativos, dependendo da corrente interpretativa

Apocalipse-Biblia-2© Mundo Estranho Apocalipse-Biblia-2

3. Uma série de quatro “setes” marca o apocalipse: sete cartas, sete selos, sete trombetas e sete flagelos. Na tradição judaica, o número 4 representa a ideia de totalidade. As cartas simbolizam as igrejas destinatárias originais do livro, espalhadas na Ásia Menor, nas cidades de Éfeso, Esmirna, Pérgamo, Tiatira, Sardes, Filadélfia e Laodiceia. Os selos desencadeiam as trombetas tocadas por anjos, anunciando os castigos perpetrados pela ira de Deus

Apocalipse-Biblia-3© Mundo Estranho Apocalipse-Biblia-3

4. O primeiro anjo toca a trombeta e uma chuva de pedras e fogo misturado com sangue atinge o solo, queimando árvores e ervas verdes. Após o som do segundo anjo, um terço do mar vira sangue. No terceiro toque, a estrela Absinto cai do céu, ardendo como uma tocha sobre os rios – e as águas viram absinto amargo, matando muitos

Apocalipse-Biblia-4© Mundo Estranho Apocalipse-Biblia-4

5. O estrondo da quarta trombeta fere um terço do Sol, da Lua e das estrelas, que perdem o brilho. Ao toque do quinto anjo, uma estrela cai do céu abrindo um abismo, de onde sai uma fumaça com gafanhotos para atormentar os infiéis. Venenosos, os bichos têm cauda de escorpião, couraça de ferro, coroa de ouro, dentes de leão, cabelo de mulher e rosto de homem

6. A sexta trombeta solta outros anjos que estavam presos no Rio Eufrates: os quatro cavaleiros do apocalipse, com couraças de fogo, jacinto e enxofre. Sua missão é exterminar o futuro: matar um terço da humanidade. Ao lado de um exército de 200 milhões, eles montam cavalos com cauda de serpente e cabeça de leão. O líder é o cavaleiro do cavalo branco, que simboliza a conquista. O do cavalo vermelho empunha uma espada, que representa a guerra. O do cavalo negro traz a fome e a miséria. O cavaleiro do cavalo amarelo, por fim, traz a morte

7. O sétimo anjo desce do céu com um livrinho aberto, apoiando o pé direito sobre o mar e o pé esquerdo sobre a terra. É ele quem traz as más notícias: o fim está próximo. Após sua passagem, o Sol se torna negro, as estrelas caem do céu, trovões e terremotos ribombam. Muitos se escondem nas cavernas e nas montanhas. Mas apenas se salvariam 144 mil servos de Deus (12 mil das 12 tribos de Israel) – o que inspira a crença das Testemunhas de Jeová de 144 mil salvos

Apocalipse-Biblia-6© Mundo Estranho Apocalipse-Biblia-6

8. Abre-se no céu o templo de Deus em meio a relâmpagos e trovões. No céu, são avistados sinais, como um dragão vermelho de sete cabeças, dez chifres e sete diademas sobre suas cabeças. Na batalha celestial, o arcanjo Miguel e os anjos batalham contra a fera (que simboliza satanás). O dragão é derrubado e preso com correntes – o que é interpretado como a destruição do anticristo pela palavra de Cristo

Apocalipse-Biblia-7© Mundo Estranho Apocalipse-Biblia-7

9. Após as catástrofes e a queda do reino do mal, citado simbolicamente como a Babilônia (na época da escritura do livro, os babilônios representavam inimigos dos judeus), é instaurado o reino do bem, que retrata um retorno a um paraíso perfeito. Os mortos passam a ser julgados por Deus. É o famoso juízo final: os santos vão para o céu, os pecadores vão para o inferno, com informações do Estadao.com

Apocalipse-Biblia-8© Mundo Estranho Apocalipse-Biblia-8

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Denúncias de abusos sexuais na Igreja Católica perseguem o papa em suas viagens

 

A intervenção do Vaticano na congregação laica peruana Sodalício de Vida Cristã e as denúncias de abuso sexual no Chile antecedem a chegada do papa Francisco aos dois países, onde vai encontrar uma Igreja manchada pela tolerância com os sacerdotes pedófilos.

A designação de um comissário apostólico no Sodalício, no Peru, procura silenciar as acusações que as vítimas fazem ao Vaticano. Elas questionam que ele continue protegendo o fundador dessa congregação, o laico Luis Fernando Figari.

No Chile, o ambiente tampouco será um mar de rosas para o pontífice argentino. Uma ONG destacou nesta semana que 80 religiosos estão envolvidos em casos de abuso sexual no país, de maioria católica, como o Peru.

Os ativistas preveem a publicação simultânea na sexta-feira, em Santiago e Lima, de uma carta aberta assinada por vítimas, advogados e laicos, a fim de lembrar o papa que tem uma dívida pendente com as vítimas.

Ao assumir o papado em março de 2013, Francisco anunciou uma política de tolerância zero, pedindo para tornar os casos públicos.

O escândalo parece maior no Chile, onde abarca sacerdotes, diáconos e até uma freira em uma lista de quase 80 religiosos acusados de abusar de menores desde o ano 2000, segundo uma base de dados da ONG americana Bishop  Accountability.

“Publicamos antes da visita de Francisco, na esperança de que um de seus acompanhantes faça ele saber e tomar consciência de que os bispos e líderes religiosos do Chile minam sua promessa de tolerância zero”, diz Ann  Barrett-Doyle, codiretora da ONG que desde 2003 publica os arquivos de abusadores da Igreja.

Na base de dados estão casos emblemáticos como o de Karadima, denunciado em 2010 por várias vítimas. A Justiça chilena decidiu que o caso tinha prescrito, mas o Vaticano declarou o influente sacerdote culpável de abuso sexual e condenou-o a se aposentar “para uma vida de oração e penitência”.

“A Igreja Católica chilena reage exatamente igual ao resto do mundo” ante os abusos sexuais, disse José Andrés  Murillo, um dos que denunciou Karadima e diretor da Fundação para a Confiança, que luta contra o abuso infantil no Chile.

O caso emblemático do Peru é o de Sodalitium  Christianae  Vítae, o nome original da congregação em latim, com o qual criada em 1971.

Seu fundador, Figari, de 70 anos, vive confinado em Roma sob proteção de um decreto vaticano que proíbe sua volta ao Peru, onde desde dezembro enfrenta um pedido de prisão preventiva da Procuradoria.

O Vaticano não o expulsou da organização por considerá-lo um “mediador com um carisma de origem divina”.

O Sodalício, reconhecido por João Paulo 2º em 1997 como uma sociedade de vida apostólica de direito pontífice, é comandado por laicos e dirige vários colégios católicos no Peru. Há mais de um ano, ele admitiu que pelo menos quatro de seus líderes laicos, entre eles Figari, cometeram abusos a 19 menores de idade e 10 maiores entre 1975 e 2002.

O Sodalício se expandiu para Colômbia, Chile, Argentina, Brasil, Estados Unidos, Costa Rica, Equador e Itália.

Além desta, há duas investigações judiciais contra sacerdotes por abusos de menores no Peru, e um cura espanhol está em prisão preventiva.

Francisco vai visitar o Chile de 15 a 18 de janeiro, para em seguida ir ao Peru, onde ficará até o dia 21. Em nenhum dos países prevê receber as vítimas de abusos, uma conduta que marcou suas visitas ao México, quando se recusou a se reunir com as vítimas do líder da congregação Os Legionários de Cristo, o sacerdote mexicano Marcial Maciel (morto em 2008).

Fonte: AFP via UOL

PSOL lançará pastor candidato para enganar conservadores

Partido tenta se aproximar de evangélicos, apesar de agenda anticristã

          PSOL lançará pastor candidato para enganar conservadores

O Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) é um contrassenso até no nome da sigla. Afinal, os países de regime socialista sempre violentaram as liberdades individuais. Cuba, maior modelo dos psolistas, desde sua revolução acabou com a liberdade de culto e a Bíblia foi proibida por décadas.

A única tentativa bem-sucedida dos psolistas em eleger um evangélico mostrou claramente como funciona a lógica do partido. Eleito em 2014, o Cabo Daciolo foi expulso do PSOL pouco mais de um ano depois por defender suas convicções cristãs.

A nova experimentação para atrair “evangélicos de esquerda”, outro contrassenso que se encaixa bem no perfil do partido é o vereador de Niterói (RJ) Henrique Vieira, 30. Ele é pastor da Igreja Batista do Caminho e será lançado à Assembleia Legislativa do Rio.

Segundo a reportagem da Folha de São Paulo, essa candidatura “robusteceria planos da sigla em se aproximar de eleitorados tidos como inclinados a cair no colo da direita”. Vieira foi assessor de Marcelo Freixo, defensor da necessidade do PSOL “abrir um diálogo progressista” com aqueles que a esquerda sempre repudiou. Ou seja, tenta conquistar votos de evangélicos, apesar de agenda anticristã

“Não acho que evangélicos ou policiais têm que ser tratados como reacionários, porque esse rótulo não diz respeito à cabeça da maioria deles. Muitas vezes a esquerda constrói essas bolhas, que são muito aconchegantes, porque você fica falando entre os iguais. A gente está num momento em que tem que buscar o comum, mais do que o idêntico”, afirmou Freixo, que quando disputou o segundo turno com Marcelo Crivella (em 2016) sempre depreciou a religião do oponente.

Vieira já apareceu no programa Encontro com Fátima Bernardes algumas vezes, onde defendeu que evangélicos e umbandistas são irmãos. A partir de sua igreja surgiu o movimento “Frente Evangélica pela Legalização do Aborto” uma bandeira conhecida do PSOL.

Ele também é frequentador das reuniões do #342, um movimento político liderado por Paula Lavigne e Caetano Veloso que defendeu exposições como a do Quermuseu e ataca o deputado federal Marco Feliciano, desafeto de Jean Wyllys, o psolista mais ativo do Congresso.

Para seus apoiadores, segundo a Folha, o pastor Henrique Vieira seria um exemplo que “nem todo evangélico é fundamentalista” e não representa as “pregações cheias de ódio em programas de TV e muito menos à lamentável Frente Parlamentar Evangélica”.

Ele diz estar acostumado a ser criticado por ser “crente de esquerda” e reconhece que, para a maioria dos evangélicos os adjetivos mais comuns para ser referir a eles são “lobo, falso, imoral, herege”.

O líder batista tenta se apresentar como o oposto de quem defende os valores cristãos na TV. Usando todos os chavões típicos da esquerda, ele dispara: “Existe um referencial evangélico televisivo e político que é muito extremista. Costumo dizer que são púlpitos cheios de sangue, na medida em que reforçam discursos machistas, homofóbicos e racistas que estimulam violência contra mulheres, LGBTQ e irmãos e irmãs de matriz afrobrasileira.”

Não deixa de ser curioso ver um defensor do aborto falando em sangue, afinal, nas redes sociais celebrou o apoio “por unanimidade”, em assembleia de sua igreja, a ação no Supremo Tribunal Federal para descriminalizar o aborto. “Em canto, orações e debate, decidimos em favor de uma política de defesa da vida, porque a criminalização mata”, garante.

Mas esse talvez não sejam seu maior contrassenso. Em postagem no Facebook diz que Deus é uma “Mulher Preta carregando a maior resistência do mundo” e avisa aos críticos: “Se essa imagem parece incômoda e requerendo mil explicações, é fruto do patriarcado e do racismo”.

Comungante de uma teologia liberal que reúne, por exemplo, igrejas inclusivas –  apoiadoras do casamento gay defensora dos transgêneros como ‘imagem de Deus’ – Henrique Vieira parece desconhecer o significado do conceito bíblico de “pecado” e talvez seja uma boa representação de Mateus 7:15-20.

Em outubro será possível dizer se mais essa tentativa de ‘desconstrução’ do termo evangélico pela mídia brasileira está tendo o efeito desejado.