“A justiça de Deus não deixará político impune”, alerta Sóstenes Cavalcante

Deputado lembrou que “o povo foi cobrar a classe política: basta de se meter em corrupção”

por Jarbas Aragão -gospelprime-

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 “A justiça de Deus não deixará político impune”

Embora esteja filiado ao PSD, partido da base aliada do governo petista, o deputado federal Sóstenes Cavalcante (RJ), tem mantido uma postura crítica. Um dos mais atuantes na Câmara, ele é membro da bancada evangélica.

Pastor de formação, trabalhou muito tempo no ministério de Silas Malafaia, ao lado de quem participou das manifestações no domingo (13).

Ao subir à tribuna para discursar nesta terça (15), Sóstenes fez um balanço da situação política do país. Sua fala refletiu o sentimento comum dos cidadãos de bem em relação às constantes denúncias que mostram como o país vem sendo saqueado de maneira contínua nos 4 governos petistas.

Confessou que por vezes teve vergonha de ser deputado e lamentou a visão de muitos que todos os políticos são corruptos. Estima que o Congresso, “tem no mínimo 40% de homens e mulheres sérios”. Sóstenes reafirmou sua independência, e que não atenderá aos pedidos do governo atual, que classificou de “quadrilha”.

“Eu sei que a justiça da terra há de julgar esses bandidos. Mas a justiça de Deus não deixará nenhum deles impune!”, alertou. Ao dizer isso, lembrou: “Inclusive a mim, se cometer algum ilícito no meu mandato”.

Em um recado dado publicamente à Dilma, asseverou: “Presidente, vossa excelência não foi eleita para governar só para os vermelhinhos”. Indagou do motivo de ela ter ignorado as manifestações que mobilizaram milhões de pessoas que pediam o impeachment.

Lembrou que “o povo foi cobrar a classe política: basta de se meter em corrupção”. Aplaudido por muitos dos deputados presentes à sessão, subiu o tom ao falar sobre o vazamento do áudio que mostram o ministro da Educação Aloísio Mercadante tentando comprar o silêncio dos delatores e atrapalhar as investigações da Polícia Federal.

“Ele está educando o quê?… Para como burlar a justiça?”, disparou. Em seguida, lembrou que as mesmas delações envolvem ministros do Supremo Tribunal Federal. “STF… se vossas excelências não se distanciarem e terem total isenção para julgar com a régua da justiça esses quadrilheiros… Cuidado STF, vocês podem ir para a mesma vala”, enfatizou.

Ao finalizar o seu balanço do atual governo, em tom profético avisou que a manobra para nomear Lula para ministro só iria “facilitar a logística da Polícia Federal”. Assim, “O camburão vai passar e levar todo mundo. Para limpar o Brasil desta corja”, arrematou.

Assista:

httpv://www.youtube.com/watch?v=e0ACYjTg6r8

“Sou um profeta do caos”, afirma Delcídio Amaral

Profecia de 2013 sobre abate do “principado da corrupção” no Brasil parece estar se cumprindo em meio a crise

por Jarbas Aragão -gospelprime-

“Sou um profeta do caos”, afirma Delcídio Amaral

A crise política e econômica que tomou conta do Brasil desde a reeleição de Dilma Rousseff atinge pessoas de todos os credos. Em meio a ela, o senador Delcídio Amaral (sem partido/MS), preso no final do ano passado, usou um termo religioso para definir o que ainda está por vir.

Após fazer uma delação premiada que só foi homologada pelo STF (Supremo Tribunal Federal), esta semana, ele se tornou uma figura central na revelação dos bastidores da política, que mostram o abismo moral que o país atravessa.

Justamente por revelar muito, Delcídio tomou para si o título de “profeta do caos”. Em entrevista aos jornais O Estado de São Paulo e Folha de São Paulo, ele insiste que se vê assim.

Embora diga que fez uma ‘colaboração de político’. Após pedir desfiliação do Partido dos Trabalhadores, disse que continuará trabalhando, pois, seu mandato eletivo como senador não foi cassado. Atualmente, ele está afastado do Senado pois desfruta de licença médica.

Ao mesmo tempo que procura ganhar a simpatia dos opositores à Dilma, assevera: “Eu não sou vilão. Eu não sou bandido. Eu sou um profeta do caos”. Sua importância no processo da Lava Jato não pode ser minimizada, pois para muitos é essa delação que pôs fim definitivamente à estabilidade do governo.

Ele, que já foi líder do governo no Senado, explica que sua delação “junta as pontas”. Ainda em tom profético, assevera: “Vai ficar fácil para os investigadores trabalharem com outras informações já existentes”.

Enquanto isso, a presidente Dilma, cujas declarações de Delcídio desmascararam frente a opinião pública, nomeou o ex-presidente Lula como ministro da Casa Civil. A manobra, que daria a ele fórum privilegiado e impediria sua prisão, já era esperada. O anúncio gerou um abalo na economia, com subida do dólar e queda nas bolsas.

Cumprimento de Profecia?

Entre alguns segmentos evangélicos, os acontecimentos recentes na política do país são resultado de uma profecia, mas não a de Delcídio. Seriam o cumprimento de uma revelação da norte-americana Cindy Jacobs.

Em 2013 ela profetizou durante um evento em Belo Horizonte:  “Assim diz o Senhor: estou dando ao Brasil uma segunda chance. Estou abrindo uma nova janela, diz o Senhor. E vocês começarão a orar, e se vocês não entrarem por essa janela eu vou abalar a economia. Eu vou transformar o Brasil… Assim diz o Senhor: É o meu desejo abater o principado da corrupção”.

Partido ligado à Universal rompe com governo Dilma

A bancada do PRB decidiu por unanimidade deixar a base aliada

por Leiliane Roberta Lopes -gospelprime –

 

Partido ligado à Universal rompe com governo Dilma
Partido ligado à IURD rompe com governo Dilma

Na noite desta quarta-feira (16) o PRB (Partido Republicano Brasileiro), ligado à Igreja Universal do Reino de Deus, decidiu romper com o governo de Dilma Rousseff.

Segundo o anúncio do partido a decisão foi unanime na bancada composta por 21 deputados e pelo senador Marcelo Crivella.

Ainda segundo o presidente nacional do PRB, pastor Marcos Pereira, as bancadas da sigla adotarão postura de “independência” na Câmara Federal e no Senado.

“Estamos escutando a voz das ruas. Não estamos vendo norte para a situação que o país vive”, justificou Pereira.

O Ministro do Esporte, George Hilton, deixará o ministério à disposição da presidente. Ao colocar o ministério à disposição de Dilma, Hilton poderá ou não ser demitido do cargo.

Ao falar sobre essa ruptura, Pereira afirmou: “Não vemos norte para a situação do país”.

Vale lembrar que a união política do PRB com o governo federal durou mais de uma década. A sigla chegou a participar do governo Lula com o vice-presidente José Alencar, falecido em 2011.

Nos governos de Lula e Dilma o partido assumiu três ministérios: Secretaria de Planejamento de Longo Prazo da Presidência da República com Roberto Mangabeira Unger, Pesca com o senador Marcelo Crivella e agora o Ministério do Esporte com George Hilton.