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POR QUE É TÃO DIFÍCIL A INTERPRETAÇÃO DO TEXTO BÍBLICO? (1Co 1,29!):

EU DIGO E REPITO: EU ANSELMO ESTEVAN, CONSIDERO O PAI YAHU, O FILHO YAHUSHÚA, E O ESPÍRITO DE AMBOS DO PAI E DO FILHO SUA ESSÊNCIA COMO PESSOA! OU PESSOAS!!!!! E QUE MAL HÁ NISSO????? PESSOA MAS NÃO DE CARNE E OSSO COMO NÓS. MAS NO MODO DE FALAR! POIS SÃO ESPÍRITOS! E NÃO CONHECEMOS NADA DELES!!!!!!!!!! OS PAIS DA IGREJA HÁ MAIS DE 2000 ANOS QUE NÃO TINHAM A TECNOLOGIA QUE TEMOS HOJE EM DIA TENTAVAM FALAR SE EXPRESSAR PARA PODER ENTENDER FALAR, VER, ENTENDER COMO ELE É E ERA. INDEPENDENTE SE NÃO TEM NA ESCRITURA SAGRADA NÃO DOU A MINIMA….POXA VIDA!!!! SE ELE PODE SER RESISTIDO! SE PODEM MENTIR PARA ELE! SE PODEM BLASFEMAR CONTRA ELE! SE ELE PODE SEGURAR O CARCARÁ SANGUINOLENTO O CÃO CHUPANDO MANGA O DIABO SATANÁS, NAS PRÓPRIAS MALDADES DOS HOMENS….!!!! QUE MAL HÁ NISSO DE CHAMÁ-LO DE PESSOA???? NÃO PESSOA IGUAL A NÓS NUNCA CLARO!!!!! MAS UMA PESSOA QUE ESCUTA, FALA, ENTRISTECE, PODE SER RECUSADA!!!! VAI SER O QUE ENTÃO???????????????????? CARAMBA A BÍBLIA É FEITA DE: HISTÓRIA, SABEDORIA, VERSOS, POESIAS, VEJA MELHOR ESTOU COM DIFICULDADES DE ME EXPRESSAR VEJA SÓ:
A BÍBLIA:
Conjunto de 66 livros, escritos por cerca de 40 pessoas, durante 1.100 anos: O Antigo Testamento entre 1500 e 500 a.C., o Novo Testamento, entre 50 e 95 d.C.
O Antigo Testamento, levou quase mil anos para ser escrito. Enquanto o Novo Testamento, levou quase cem anos para ser escrito.
Best seller mundial de todos os tempos, é um livro único por sua fascinante beleza, sua perene atualidade, no plano da experiência pessoal e até vai adiante do tempo no plano cientifico (3.200 anos antes de Galileu), apresenta a Terra suspensa no espaço: (Jó 26,7), sua inegável autenticidade, seus escritores transmitem suas próprias experiências com ‘Ulhím (Yahu) e nunca duvidam dos fatos que narram.
Algumas “contradições” lhe são atribuídas, mas são apenas aparentes contradições. Por exemplo, quando Josué ordena que o sol e não a Terra pare por quase um dia inteiro, apenas usou linguagem comum, para ser compreendido em qualquer tempo.
DIVISÃO DO ANTIGO TESTAMENTO
Criação e história: 17 livros (de Gênesis a Ester);
Poesia: 5 livros (de Jó a Cântico dos Cânticos);
Profecias: 17 livros (de Isaías a Malaquias).
Essa divisão por natureza literária não é assim tão rigorosa. Encontramos a Lei na História, a Poesia na Profecia, a Profecia na Poesia (muitos Salmos trazem profecias do ministério de Cristo, tais como 2; 16; 22; 31; 34; 40; 41; 68; 69 e outros).
DIVISÃO DO NOVO TESTAMENTO
História do Novo Testamento: 5 livros;
Cartas de Paulo de Tarso: 13 livros;
Cartas aos Cristãos hebreus: 9 livros.
PASSAGENS MAIS FAMOSAS
Criação do mundo. Gênesis caps. 1 e 2.
Paraíso perdido. Gênesis cap. 3.
Caim e Abel. Gênesis caps. 4,1-17.
Dilúvio. Gênesis caps. 6 a 9.
Torre de Babel. Gênesis cpa. 11,1-9.
Sodoma e Gomorra. Gênesis caps. 18 e 19.
Sacrifício de Abraão. Gênesis cap. 22.
Jacó e Esaú. Gênesis caps. 25,19 a 33,20 e cap. 35.
José no Egito. Gênesis cap. 37 e 39 a 50.
Travessia do mar Vermelho. Êxodo caps. 14 e 15.
Dez Mandamentos. Êxodo cap. 20,1-21.
Sansão e Dalila. Juízes caps. 13 a 16.
Davi e Golias. 1 Samuel cap. 17,31-49.
Salmo 23 (o Messias é o meu Pastor, Nada me faltará…).
Jonas no ventre de um grande peixe. Jonas 1 e 2.
Daniel lançado na cova dos leões. Daniel cap. 6.
Natal de Cristo. Mateus caps. 1 e 2 e Lucas cap. 2
Água em Vinho. João 2,1-12.
Nem só de pão vive o homem. Mateus 4,4 e Lucas 4,4.
Sermão da Montanha. Mt 5 a 7 e Lucas 6,17-49.
Pai Nosso. Mateus 6,9-15 e Lucas 11.1-4.
Primeira Pedra. João 8,1-11.
Joio e Trigo. Mateus 13,24-31 e 36-43 e Lucas 20,19-26.
Cabeça de João Batista. Mateus 14,1-12; Marcos 6,14-29; Lucas 3,19-20 e 9,7-9.
Multiplicação dos pães. Mateus 14,13-21, Marcos 6,30-44; Lucas 9,10-17; João 6,1-15.
Filho Pródigo. Lucas 15,11-32.
Ressurreição de Lázaro. João 11,1-44.
Cristo expulsa os cambistas do templo. Mateus 21,12-16; Marcos 11,15-19; Lucas 19,45-48.
A ‘Ulhim (Yahu) o que é de ‘Ulhim (Yahu) e a César o que é de César. Mateus 22,15-22 e Marcos 12,13-17.
Ceia do Messias. Mateus 26,17-30; Marcos 14,12-26 e Lucas 22,7-23.
Crucificação. Mateus 26,31 a 27,66; Marcos 14,27 a 15,47; Lucas 22,31 a 23,56; João 18,1 a 19,42.
Ressurreição de Cristo. Mateus 28; Marcos 16; Lucas 24 e João 20 e 21.
Volta do Messias ao Céu. Lucas 24,50-53 e Atos 11,1-14.
Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos… 1 Coríntios 13.
Cavaleiros do Apocalipse. Apocalipse 6,1-8.
(Livro): Foi Justino quem, por volta de 150, usou primeiro esta palavra para designar o evangelho como livro (I Apologia, 663).
(Escreviam): Tentou-se indicar nas notas de tradução as tendências que caracterizam cada evangelista, toda vez que isto foi possível, e sempre com prudência. As indicações que foram encontradas, p. ex., na anotação a parábolas, só intentam assinalar uma tendência de interpretação. Os títulos das perícopes esforçam-se também por salientar o sentido dominante do texto. Assim, p. ex., a parábola tradicionalmente intitulada: O Filho pródigo é aqui intitulada: O Filho reencontrado.
(Pontos): Abençoar/dar graças – meu corpo/meu corpo que é dado a vós – meu sangue da Aliança/a nova Aliança em meu sangue – ausência em Mt e Mc da ordem: “Fazei isto em minha memória”.
(História): Cf. Lc 1,1-4.
(Palavras): Por ex., Mc 1,15: o anúncio da proximidade do Reino não é reflexo da pregação dos cristãos; pois estes, depois da Páscoa, anunciavam, não o Reino, mas a Ressurreição. Cf. também Mc 13,32, a palavra referente ao dia e à hora.
(Relatos): Por ex., Mc 6,8-9: o envio dos Doze sem nenhum recurso material supõe decerto uma missão muito limitada no tempo e no espaço, não as missões longínquas que a primeira geração cristã presenciaria.
(Textos): Os tradutores esforçaram-se, às vezes à custa de certas proezas de estilo, por salientar as semelhanças e diferenças entre os textos paralelos dos evangelhos. Dessa forma, o leitor poderá fazer comparações por si mesmo, embora nenhuma nota lhe chame a atenção a respeito.
(Oral): Para este documento, só 50% do vocabulário é comum a Mt e Lc. De 23 perícopes, apenas 13 se encontram na mesma ordem em Mt e Lc.
O Novo Testamento é constituído por 27 Livros: EVANGELHOS: Mateus; Marcos; Lucas; João; Atos dos Apóstolos. (05).
EPÍSTOLAS DE PAULO: [SENDO, 13 CARTAS]: {Aos Romanos; Aos Corintios – 1 e 2; Aos Gálatas; Aos Efésios; Aos Filipenses; Aos Colossenses; Aos Tessalonicenses – 1 e 2; A Timóteo 1 e 2; A Tito; A Filemom.}.
EPÍSTOLAS GERAIS: [escritas para o “público em geral – 08 cartas”]: Epístola aos Hebreus; Epístola de Tiago; Primeira Epístola de Pedro; Segunda Epístola de Pedro; Primeira Epístola de João; Segunda Epístola de João; Terceira Epístola de João; Epístola de Judas. [Totalizando – 21 cartas: 13 de Paulo + 08 cartas gerais].
E, finalizando, o livro da “Revelação de João” – Apocalipse de João. (01).
Relembrando: O Antigo Testamento: é constituído por 39 Livros:
PENTATEUCO: Gênesis, Êxodo, Levítico, Números, Deuteronômio. (05).
LIVROS HISTÓRICOS: Josué, Juízes, Rute, 1Samuel, 2Samuel, 1Reis, 2Reis, 1Crônicas, 2Crônicas, Esdras, Neemias, Ester. (12).
LIVROS POÉTICOS: Jó, Salmos, Provérbios, Eclesiastes, Cântico. (05).
LIVROS PROFÉTICOS: Isaías, Jeremias, Lamentação de Jeremias, Ezequiel, Daniel, Oséias, Joel, Amós, Obadias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuque, Sofonias, Ageu, Zacarias, Malaquias. (17).
Bem, como conhecemos, totalizando 66 Livros da nossa Bíblia – Sagradas Escrituras! AMÉM. Anselmo Estevan.
BEM, RESUMIDAMENTE É ISTO: AGORA VEJAMOS O “PORTUGUES” A LÍNGUA PORTUGUESA NA BÍBLIA:
RESUMIDAMENTE: Figura de Síntaxe: Quando se busca maior expressividade, muitas vezes usam-se lacunas, superabundâncias e desvios nas estruturas da frase. Nesse caso, a coesão gramatical dá lugar à coesão significativa. Os processos que ocorrem nessas particularidades de construção da frase chamam-se figuras de síntaxe. As mais empregadas são:
a) Na Elipse: ocorre a omissão de termos, facilmente depreendidos do contexto geral ou da situação (seí que [tu] me compreendes.).
b) Zeugma: é uma forma de elipse que consiste em fazer participar de dois ou mais enunciados um termo expresso em apenas um deles (Eu vou de carro, você [vai] de bicicleta.)
c) O Anacoluto: consiste na quebra da estrutura regular da frase, interrompida por outra estrutura, geralmente depois de uma pausa (Quem o feio ama, bonito lhe parece.)
d) O Pleorasmo: é a repetição do conteúdo significativo de um termo, para realçar a idéia ou evitar a ambigüidade (Vi com estes olhos!)
e) Hipérbole: é a inversão da ordem normal das palavras na oração, ou das orações no período, com finalidade expressiva, como na abertura do Hino Nacional Brasileiro: “Ouviram do Ipiranga as margens plácidas/ de um povo heróico o brado retumbante”. (As margens plácidas do Ipiranga ouviram o brado retumbante de um povo heróico.)
f) Anástrofe: – Inversão da ordem normal de termos sintaticamente relacionados: “Do mar lançou-se na gelada areia” = “Lançaou-se na gelada areia do mar”.
etc. Agora vamos a outro termo: Bem para não ficar muito extenso o texto vamos somente aos nomes e depois chego aonde quero chegar: (ELÍPSE; ZEUGMA; ANACOLUTO; PLEONASMO; HIPÉRBATO; ANÁSTROFE; PROLEPSE SINQUISE; METAFÓRA: VAMOS A DUAS DELAS PARA FICAR MELHOR O QUE TENHO A DIZER: Metáfora: é a tranferência de um termo para outro campo semântico, por uma comparação subentendida (como por exemplo quando se chama uma pessoa astuta de “águia”). E, figuras de linguagem: São maneiras de falar diferentes do cotidiano comum, com o fim de chamar a atenção por meio de expressões mais vivas. Visa também dar relevo ao valor autônomo do signo lingüístico, o que é caraterística própria da linguagem literária. (teriamos também> as figuras de construção: assindetismo; sindetismo; redundância; reticência; transposição. A comparação; antítese; hipérbole; litotes. figuras de linguagem…..). É exatamente nisso que quero chegar! Nessas formas de línguagem quando falo do Espírito Santo ser uma PESSOA!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! É já ta bom….to cansado de tentar explicar a mesma coisa…… por todos esses motivos a Bíblia é tão difícil de ser entendida!!!!!!!!!!!!!!! Porque usa esses termos da língua portuguesa!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Oras bolas….teria muito mais para relatar mas não adianta nada, daqui há pouco vem alguém que fala que escrevo demais…..
E MESMO POR ISSO: 1Co 1,17-24; 2,1-13; 3,19; 12,8! Pois posso ter mil anos de sabedoria e se o Yah quiser levantar um mendingo e falar com sabedoria da sua Palavra Ele o podes…………..NÃO ME VANGLORIO EM MIM MESMO MAS NA SABEDORIA QUE VEM DO ALTO E ME INSPIRA………..ANSELMO ESTEVAN. POR ISSO POSSO TER UM MINUTO DE LEITURA DA BÍBLIA E 50 ANOS DE ESTUDO……….MAS SE YAH NÃO ME REVELAR NADA SEREI EM SUA PALAVRA…………EM TEU NOME NÃO EXPULSAMOS DEMÔNIOS E NÃO FIZEMOS MILAGRES….AFASTATE DE MIM MALDITOS QUE NÃO VOS CONHEÇO….PARA O FOGO DO INFERNO…..ISSO O USO NA MINHA MENTE QUANTO A SABEDORIA HUMANDA DE HORAS DE ESTUDO E TALVEZ SEM A INSPIRAÇÃO DE YAH NADA É E NADA VALE…….DAR FRUTOS DE ARREPENDIMENTO E FAZER A BOA OBRA SIM……………………………………………………………ANSELMO ESTEVAN!
BÍBLIA (OU COMO O NOME CORRETO LIVRINHOS: a COLEÇÃO DE ESCRITOS CONSIDERADOS PELA IGREJA CATÓLICA COMO INSPIRADOS POR (DEUS) ‘ULHÍM YAH. O TERMO ‘BIBLÍA’ É DE ORIGEM GREGA E QUER DIZER ‘LIVRINHOS’. (A BÍBLIA TEM 66 LIVROS E SE DIVIDE EM DUAS PARTES: ANTIGO TESTAMENTO – {TORAH – [PENTATEUCO], O TANAK – A [ANTIGA ALANÇA], GRIFO MEU}; COM 39, LIVROS). E O [NOVO TESTAMENTO – B’RIT HADASHAH (A NOVA ALIANÇA) COM 27 LIVROS]. O AT FOI ESCRITO EM HEBRAICO, COM EXCEÇÃO DE ALGUNS TRECHOS ESCRITOS EM ARAMAICO. O NT FOI ESCRITO EM GREGO.
Caros leitores, quero colocar algo que acho interessante sobre: “As Escrituras Sagradas” e a “Bíblia como a conhecemos hoje!”. Bem, o AT faz parte do povo judeu e foi feito para ele (mas todos nós devemos observá-los para não cometer os “erros” do passado…! Sendo desta forma, o At já existia em rolos, pergaminhos etc. bem antes da compilação do NT, que quando começou a existir o NT era também em “rolos”… mais ou menos isso!). Vamos lá.:
– Cânon (Gr. Kanôn vara de medida, padrão, barra, regra). O termo se acha em Gl 6,16 para “regra”, e, no 2º século, a expressão “regra de fé” (Lat. Regula fidei) veio a indicar o padrão de verdade revelada, os artigos básicos da fé que constituem a confissão cristã essencial.
As palavras cânon e canônico que já tinham sido empregadas por Orígenes (c. de 185 – c. de 254) entraram em uso geral no século IV com o sentido técnico dos livros que eram recebidos pela igreja como regra da fé cristã. O último dos livros que pertencia ao cânon do AT foi escrito vários séculos a.C., mas, para judeus piedosos, a questão do cânon foi encerrada cerca do fim do 1º século d.C. Muitos estudiosos acreditam que no Sínodo de Jâmnia (c. de 100 d.C.), uma cidade que tinha sido sede do grande Sinédrio desde a destruição de Jerusalém em 70 d.C., o conteúdo do AT foi discutido e, como sugere o – Mixná, o alcance do cânon foi finalmente definido. Outros estudiosos, no entanto levantam a questão quanto à existência real de tal sínodo. O núcleo do cânon do NT (os Quatro Evangelhos e as 13 Epístolas de Paulo) veio a ser aceita na igreja c. de 130. Em certos lugares, no entanto, ainda persistiam dúvidas quanto a certos livros, especialmente Hebreus, Judas, 2 e 3 João e Apocalipse, enquanto certos relatos e coletâneas de livros incluíam a Epístola de Barnabé e o Pastor de Hermas (Pais Apostólicos). A Carta Pascal de Atanásio em 367 é o testemunho exato mais antigo do cânon conforme o temos hoje. O cânon foi reconhecido por sínodos em Hipona e Cartago em fins do 4º século. Não houve, porém, nenhum concílio geral da igreja primitiva que autorizou o cânon. (v. NDB, I pp. 246-261.).
Dessa forma – se formou a Bíblia que temos hoje em dia! Claro que houve alterações de textos, parágrafos, etc. dos “rolos, papiros” para a “impressão em livros – formando a Bíblia…!”.
O Papiro: Até aproximadamente o ano 3000 a.C., escrevia-se sobre tijolos de barro, peles de animais, folhas de certas plantas, cascas preparadas, etc. Difícil e custoso, como bem se pode imaginar.
Naquele momento, um homem industrioso reparou uma planta que vicejava nativa e esplendidamente às margens do Rio Nilo. Era o papiro (do grego: pápyros, Cyperus papyrus). O papiro é uma ciperácea [família de plantas monocolitedôneas do porte das gramíneas, mas de caule cheio e sem nós: junca, carriço, junco] cultivada no Egito ao longo do Nilo, e cujas hastes são formadas de folhas sobrepostas, que os antigos egípcios separavam uma das outras, servindo-se delas para escrever, depois de convenientemente preparadas. Folha de papel feita com papiro. Manuscrito feito de papiro.
O papiro é uma grande e bela planta, cuja haste nua, de 2 a 4 metros de altura, da seção triangular até sua parte superior, cheia de uma medula muito semelhante à do sabugueiro, tem no alto uma umbela de forma elegante. Esta espécie crescia, antigamente, nas margens do Nilo, e parece ter quase desaparecido daquela região; encontra-se ainda na Calábria e na Sicília.
A parte inferior e carnosa da haste fornecia aos egípcios um alimento utilizado pelos pobres. As hastes compridas e flexíveis, serviam para o fabrico de objetos diversos. Mas o principal uso da planta era o fabrico de uma espécie de “papel”. A região exterior da haste compreende diversas películas concêntricas e muito leves; separavam-nas, cortando-as em fitas de 20 a 30 centímetros de comprimento por 5 a 6 de largura, e depois colava-se até a borda no sentido longitudinal, um certo número dessas fitas, de forma que fizessem uma folha. Colavam-se diversas folhas umas sobre as outras assim preparadas, cruzando as fibras das películas sucessivas para dar maior solidez ao conjunto. Quando se tinha obtido a espessura desejada, polia-se o papel e esfregava-se com óleo de cedro, destinado a torna-lo incorruptível.
O papiro grosseiro ou leneótico (= de aparência lanosa) era fabricado com as películas mais exteriores; o papiro sagrado ou hierático (= sagrado), mais fino, obtinha-se com as películas interiores.
Escrevia-se com tinta indelével, feita de fuligem. Servia de caneta um talo de junco e, mais tarde, penas preparadas com fibras de bambu.
O preparo do papiro atingiu uma técnica elevada. Havia vários tipos de papiro. Os gregos e romanos distinguiram os seguintes: o hierático ou sagrado, destinado aos documentos religiosos; o emporético, usado no comércio comum, e certa variedade mais ou menos para o luxo social, um requinte surgido muito mais tarde que as duas primeiras, e chamado liviano, em homenagem a Lívia, esposa do imperador Augusto. Foi da palavra papiro que surgiu a palavra papel (do grego papyrus, do latim papyrum, do baixo latim: papillum), papier, em francês; paper, em inglês; Papier, em alemão (pronuncia-se papir, e com P maiúsculo).
A idéia de fabricar uma matéria própria para receber e fixar a escrita, remonta a épocas remotas. Os egípcios empregavam para esse fim uma espécie de cana e que chamavam papiro, de onde vem o nome papel. Além do papiro egípcio, os romanos se serviam do líber (que deu origem à palavra “livro”) de diferentes árvores, tais como o mogno, o plátano e a tília.
Todavia, a idéia de formar uma folha mole e polida pela simples feltragem de fibras vegetais pertence aos chineses. Em 128 a.C., Tsai Lun, ministro da agricultura, recomendava a amoreira e o bambu para esse fabrico. Em 751, prisioneiros chineses, conduzidos a Samarkand, introduziram a sua indústria nesta cidade. Em 794, foi fundada outra fábrica em Bagdá e depois em Damasco. Os árabes espalharam os novos processos no norte da África, depois na Espanha, onde se encontra uma fábrica, em 1154 em Jativa. O papel árabe era feito de trapos (principalmente de linho), triturado entre duas mós. Da África e da Espanha a indústria do papel espalhou-se pela Itália e França. O fabrico do papel tomou grande desenvolvimento, na Europa, com o aperfeiçoamento da imprensa.
E, essa imprensa… , é o que por “homens…” houve “mudanças nas Escrituras Sagradas”. E, o que temos hoje em dia a “Bíblia” – o Cânon! Anselmo Estevan.
LIVROS CONSULTADOS: DE TODOS OS LIVROS DA BÍBLIA. GRAMÁTICA DO HEBRAICO CLÁSSICO E MODERNO. DICIONÁRIO BÍBLICO DE ALMEIDA. BÍBLIAS DE ESTUDO: TRADUÇÃO ECUMÊNICA TEB. GENEBRA EDIÇÃO REVISTA E AMPLIADA. COM GRIFOS MEUS.

Anselmo Estevan.
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Prisão e julgamento do apóstolo Paulo

 

 

A personalidade de Paulo em suas epístolas
As epístolas de Paulo são o espelho de sua alma. Revelam seus motivos íntimos, suas mais profundas paixões, suas convicções fundamentais. Sem a sobrevivência das cartas de Paulo, ele seria para nós uma figura vaga, confusa.
Paulo estava mais interessado nas pessoas e no que lhes acontecia do que em formalidades literárias. À medida que lemos os escritos de Paulo, notamos que suas palavras podem vir aos borbotões, como no primeiro capítulo da carta aos Gálatas. Às vezes ele irrompe abruptamente para mergulhar numa nova linha de pensamento. Nalguns pontos ele toma um longo fôlego e dita uma sentença quase sem fim.
Temos em uma das epístolas direcionadas aos coríntios uma pista de como as epístolas de Paulo eram recebidas e consideradas. Mesmo seus inimigos e críticos reconheciam o impacto do que ele tinha para dizer, pois sabemos que comentavam: “As cartas, com efeito, dizem, são graves e fortes” (2Co 10.10).
Líderes fortes, como Paulo, tendem a atrair ou repelir os que eles buscam influenciar. Paulo tinha tanto seguidores devotados quanto inimigos figadais. Como conseqüência, seus contemporâneos mantinham opiniões variadíssimas a seu respeito.
Os mais antigos escritos de Paulo antedatam a maioria dos quatro Evangelhos. Refletem-no como um homem de coragem (2Co 2.3), de integridade e de elevados motivos (vv. 4-5), de humildade (v.6), e de benignidade (v.7).
Paulo sabia diferençar entre sua própria opinião e o “mandamento do Senhor” (1Co 7.25). Era humilde bastante para dizer “segundo minha opinião” sobre alguns assuntos (1Co 7.40). Ele estava bem cônscio da urgência de sua comissão (1Co 9.16-17), e do fato de não estar fora do perigo de ser “desqualificado” por sucumbir à tentação (1Co 9.27). Ele se recorda com pesar de que outrora perseguia a Igreja de Deus (1Co 15.9).
Paulo era um homem que amava e prezava pelas pessoas e tinha em alto apreço a comunhão dos crentes. Na carta aos Colossenses vemos quão afetivo e amistoso Paulo poderia ser, mesmo com cristãos com os quais ainda não se havia encontrado. “Gostaria, pois, que saibais, quão grande luta venho mantendo por vós (…) e por quantos não me viram face a face”, escreve ele (Cl 2.1).
Na carta aos Colossenses lemos também a respeito de um homem chamado Onésimo, escravo fugitivo (Cl 4.9; Fm 10), que evidentemente havia acrescentado ao furto o crime de abandonar o seu dono, Filemom. Agora Paulo o havia conquistado para a fé cristã e o persuadira a voltar ao seu senhor. Mas conhecendo a severidade do castigo imposto aos escravos fugitivos, o apóstolo desejava convencer a Filemom a tratar Onésimo como irmão. Aqui vemos Paulo, o reconciliador. E tudo isso ele fez a favor de um homem que estava no degrau mais baixo da escada da sociedade romana.
Contraste essa atitude com o comportamento do jovem Saulo guardando as vestes dos apedrejadores de Estevão. Observe quão profundamente Paulo havia mudado em sua atitude para com as pessoas.
Nesses escritos vemos Paulo como amigo generoso, afetivo, um homem de grande fé e coragem, mesmo em face de circunstâncias extremas. Ele estava totalmente comprometido com Cristo, quer na vida, quer na morte. Seu testemunho é profundamente firmado nas realidades espirituais: “Tanto sei estar humilhado, como também ser honrado; de tudo e em todas as circunstâncias já tenho experiência, tanto de fartura, como de fome; assim de abundância, como de escassez; tudo posso naquele que me fortalece” (Fp 4.12-13).

Prisão e julgamento do apóstolo Paulo
Os cristãos de Jerusalém ficaram felizes ao ouvir o relatório de Paulo sobre a divulgação da fé cristã. Contudo, alguns cristãos judeus duvidaram da sinceridade de Paulo. Para mostrar seu respeito pela tradição judaica, Paulo juntou-se a quatro homens que cumpriam um voto de nazireu no templo. Alguns judeus da Ásia agarraram Paulo e falsamente o acusaram de introduzir gentios no templo (At 21.27-29). O tribuno da guarnição romana levou Paulo em custódia para impedir um levante. Ao saber que Paulo era cidadão romano, o tribuno retirou-lhe as cadeias e pediu aos judeus que convocassem o Sinédrio para interrogá-lo.
Paulo percebeu que a multidão enfurecida poderia matá-lo. Assim, ele disse ao Sinédrio que fora preso por ser fariseu e crer na ressurreição dos mortos. Esta afirmação dividiu o Sinédrio em suas facções de fariseus e saduceus, e o comandante romano teve de salvar Paulo de novo.
Ouvindo dizer que os judeus tramavam uma emboscada contra Paulo, o comandante enviou-o de noite a Cesaréia, onde ficou guardado no palácio de Herodes. Paulo passou dois anos presos ali.
Quando os acusadores de Paulo chegaram, acusaram-no de haver tentado profanar o templo e de ter criado uma revolta civil em Jerusalém (At 24.1-9). Félix, procurador romano, exigiu mais provas do tribuno em Jerusalém. Mas antes que estas chegassem, Félix foi substituído por um novo procurador, Pórcio Festo. Este novo oficial pediu aos acusadores de Paulo que viessem de novo a Cesaréia. Ao chegarem, Paulo fez valer os seus direitos como cidadão romano de apresentar seu caso perante César.
Enquanto aguardava o navio para Roma, Paulo teve oportunidade de defender a sua causa perante o rei Agripa II que visitava Festo. O capítulo 26 de Atos registra o discurso de Paulo no qual ele contou de novo os eventos de sua vida até aquele ponto.
Festo entregou Paulo aos cuidados de um centurião chamado Júlio, que estava levando um navio carregado de prisioneiros para a cidade imperial. Após uma viagem acidentada, o navio naufragou na ilha de Malta. Três meses depois, Paulo e os demais prisioneiros tomaram outro navio para Roma. Os cristãos de Roma viajaram quase cinqüenta quilômetros para dar as boas-vindas a Paulo (At 28.15). Em Roma Paulo foi posto sob prisão domiciliar, e em Atos 28.30 lemos que ele alugou uma casa por dois anos enquanto aguardava que César ouvisse o seu caso.
O Novo Testamento não nos fala da morte de Paulo. Muitos estudiosos modernos crêem que César libertou o apóstolo, e que ele empenhou-se em mais trabalho missionário antes de ser preso pela segunda vez e executado.
Dois livros escritos antes do ano 200 d.C. — a “Primeira Epístola de Clemente” e os “Atos de Paulo” — asseveram que isso aconteceu. Indicam que Paulo foi decapitado em Roma perto do fim do reinado do imperador Nero (c. 67 d.C.).

Box: A Conversão do apóstolo Paulo
“E Saulo, respirando ainda ameaças e mortes contra os discípulos do SENHOR, dirigiu-se ao sumo sacerdote. E pediu-lhe cartas para Damasco, para as sinagogas, a fim de que, se encontrasse alguns daquela seita, quer homens quer mulheres, os conduzisse presos a Jerusalém. E, indo no caminho, aconteceu que, chegando perto de Damasco, subitamente o cercou um resplendor de luz do céu. E, caindo em terra, ouviu uma voz que lhe dizia: Saulo, Saulo, por que me persegues? E ele disse: Quem és, Senhor? E disse o Senhor: Eu sou Jesus, a quem tu persegues. Duro é para ti recalcitrar contra os aguilhões. E ele, tremendo e atônito, disse: Senhor, que queres que eu faça? E disse-lhe o Senhor: Levanta-te, e entra na cidade, e lá te será dito o que te convém fazer. E os homens, que iam com ele, pararam espantados, ouvindo a voz, mas não vendo ninguém. E Saulo levantou-se da terra, e, abrindo os olhos, não via a ninguém. E, guiando-o pela mão, o conduziram a Damasco. E esteve três dias sem ver, e não comeu nem bebeu. E havia em Damasco um certo discípulo chamado Ananias; e disse-lhe o Senhor em visão: Ananias! E ele respondeu: Eis-me aqui, Senhor. E disse-lhe o Senhor: Levantate, e vai à rua chamada Direita, e pergunta em casa de Judas por um homem de Tarso chamado Saulo; pois eis que ele está orando; e numa visão ele viu que entrava um homem chamado Ananias, e punha sobre ele a mão, para que tornasse a ver. E respondeu Ananias: Senhor, a muitos ouvi acerca deste homem, quantos males tem feito aos teus santos em Jerusalém; e aqui tem poder dos principais dos sacerdotes para prender a todos os que invocam o teu nome. Disse-lhe, porém, o Senhor: Vai, porque este é para mim um vaso escolhido, para levar o meu nome diante dos gentios, e dos reis e dos filhos de Israel. E eu lhe mostrarei quanto deve padecer pelo meu nome. E Ananias foi, e entrou na casa e, impondo-lhe as mãos, disse: Irmão Saulo, o Senhor Jesus, que te apareceu no caminho por onde vinhas, me enviou, para que tornes a ver e sejas cheio do Espírito Santo. E logo lhe caíram dos olhos como que umas escamas, e recuperou a vista; e, levantando-se, foi batizado.” (At 9.1-18).

Fonte: Apologetica.com