Eclética - Ad Majorem Dei Gloriam -Shema Yisrael Adonai Eloheinu Adonai Ejad, = "Ouve Israel! O Senhor é Nosso Deus e Senhor, o Senhor único." PIX: 61986080227
³ Alguns fariseus aproximaram-se dele para pô-lo à prova. E perguntaram: «É permitido ao homem divorciar-se de sua mulher por qualquer motivo?» ⁴ Ele respondeu: «Vocês não leram que, no princípio, o Criador os fez homem e mulher ⁵ e disse: ‘Por esta razão, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e os dois se tornarão uma só carne’? ⁶ Assim, eles já não são dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus uniu, não o separe o homem». ⁷ Eles perguntaram: «Por que, então, Moisés mandou dar carta de divórcio e se separar dela?» ⁸ Jesus respondeu: «Moisés permitiu que vocês se divorciassem de suas mulheres por causa da dureza do coração de vocês. Mas não foi assim desde o princípio. ⁹ Eu lhes digo que todo aquele que se divorciar de sua mulher, exceto por imoralidade sexual, e se casar com outra mulher, estará cometendo adultério».
(A passagem correspondente em Marcos 10:2-12 traz o mesmo ensinamento sob a perspetiva do evangelista Marcos).
2. O Relato da Criação no Génesis
Génesis 2:24 «Por essa razão, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e eles se tornarão uma só carne.»
3. A Concessão na Lei de Moisés
Deuteronómio 24:1 «Se um homem se casar com uma mulher e depois não se agradar dela, por ter encontrado nela algo que ele reprove autêntico, escreverá uma carta de divórcio, a entregará à mulher e a despedirá.»
4. O Mistério do Casamento e a Igreja
Efésios 5:31-32 ³¹ «Por isso, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e os dois se tornarão uma só carne». ³² Este é um mistério profundo; digo-o, porém, a respeito de Cristo e da igreja.
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Submissão ou Reciprocidade? Desmistificando o Papel da Mulher na Bíblia e nas Cartas de Paulo
A palavra “submissão” carrega um peso histórico terrível. Para a mulher contemporânea, ela ressoa imediatamente como apagamento, opressão e machismo institucionalizado. É um termo que ativa um alerta legítimo de autodefesa — afinal, foram séculos de discursos religiosos utilizados para justificar a violência psicológica e a subalternidade feminina. No entanto, quando olhamos para os textos bíblicos despindo-os do filtro cultural patriarcal e mergulhando nos seus idiomas originais (hebraico e grego), o cenário muda drasticamente. O que a Bíblia propõe, na verdade, passa longe da servidão.
1. O Antigo Testamento: O Ideal da Criação vs. A Distorção da Queda
Para compreender a visão do Antigo Testamento sobre a mulher, é indispensável separar o projeto original de Deus da decadência social descrita na história de Israel.
O Conceito de Ezer Kenegdo (Gênesis 2:18)
Na maioria das traduções em língua portuguesa, Deus afirma que fará para o homem uma “auxiliadora que lhe seja idônea”. Culturalmente, a palavra “auxiliadora” foi domesticada para parecer o papel de uma assistente, uma secretária ou alguém de menor escalão. No hebraico original, a expressão usada é Ezer Kenegdo:
Ezer: Significa “socorro”, “força”, “resgatador” ou “poder”. Curiosamente, no Antigo Testamento, essa palavra é usada majoritariamente para se referir ao próprio Deus quando Ele intervém como o socorro militar ou protetor de Israel em momentos de desespero. Não há qualquer conotação de inferioridade.
Kenegdo: Significa literalmente “face a face”, “olho no olho”, “lado a lado” ou “correspondente igual”.
O Plano Original: A mulher não foi criada para ser a serva do homem, mas sim uma força idêntica e correspondente, uma parceira de resgate disposta lado a lado com ele.
A Origem do Machismo (Gênesis 3:16)
A ideia de dominação masculina só entra na narrativa bíblica após a desobediência humana (a Queda): “[…] o teu desejo será para o teu marido, e ele te dominará”. Teologicamente, isso não é um mandamento de Deus, mas sim a constatação de uma tragédia. O patriarcado e a opressão da mulher são apresentados pela Bíblia como sequelas do pecado, e não como a vontade divina para a humanidade.
2. O Novo Testamento e os Ensinamentos de Paulo
O apóstolo Paulo é frequentemente rotulado como o grande arquiteto da opressão feminina na Igreja primitiva, principalmente devido a textos como Efésios 5:22: “As mulheres sejam submissas a seus maridos”. Mas o que a análise textual e contextual nos revela?
A Regra Oculta: Submissão Mútua
As Bíblias modernas costumam colocar um subtítulo bem em cima do versículo 22, separando-o do que veio antes. Isso destrói a gramática de Paulo. No grego original, o versículo 22 sequer tem o verbo “submeter”. Ele depende inteiramente do versículo 21, que diz: Paulo estabelece uma premissa revolucionária: a submissão no cristianismo é mútua. Todos os cristãos devem se submeter uns aos outros, abrindo mão do próprio ego por amor.
O Significado de Hypotasso
A palavra grega para submissão é Hypotasso.
O que NÃO significa: Não significa obediência cega ou escravidão. Se Paulo quisesse exigir subordinação servil, ele teria usado o termo hypakoe (utilizado na época para escravos e crianças).
O que significa: É um termo de organização voluntária. Significa “organizar-se abaixo de” ou “ceder o seu lugar voluntariamente em prol de um propósito maior”. É uma atitude de cooperação comunitária, nunca uma imposição à força feita pelo homem.
O Peso Revolucionário sobre o Marido
Na cultura romana e judaica do primeiro século, o homem tinha poder absoluto e legal sobre a vida e a morte de sua esposa. Diante dessa realidade, Paulo faz uma exigência chocante para a época: “Maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela.” (Efésios 5:25)
Paulo inverte a lógica do Império Romano. Ele não diz para o marido dominar ou governar a esposa; diz para o homem morrer por ela. O chamado do homem é o do sacrifício próprio, colocando o bem-estar, a segurança e os desejos da esposa acima dos seus próprios.
Tabela Comparativa: O Mito Cultural vs. A Realidade Teológica
DimensãoO Mito do Senso ComumA Realidade Textual e HistóricaGênesis (Criação)Mulher criada como ajudante subordinada.Mulher criada como força equivalente, lado a lado (Ezer Kenegdo).Gênesis (Queda)O machismo é a ordem natural de Deus.O domínio do homem é uma distorção gerada pelo pecado.Direção do MandamentoUnilateral (apenas a mulher cede).Bilateral e mútua (ambos se servem e se submetem no amor).O Papel do HomemExercer autoridade, comando e controle.Exercer entrega, sacrifício e amor sacrificial (liderança servil).
Conclusão: Uma Parceria de Alto Nível
O grito de “nem a pau” contra a submissão está absolutamente correto quando direcionado à sua versão distorcida: aquela que silencia mulheres, tolera abusos e alimenta o ego masculino. Essa visão opressora não encontra amparo no plano original do Gênesis e nem na teologia de Paulo. A submissão bíblica, quando despida de machismo histórico, não é sobre hierarquia de valor, mas sobre reciprocidade e parceria estratégica. Trata-se de um sistema onde duas pessoas com o mesmo valor abrem mão de suas vaidades individuais para proteger, honrar e edificar um ao outro em equipe.
Durante o “Programa Silvio Santos” deste domingo (1º), a apresentadora Patrícia Abravanel gerou polêmica ao dizer que a mulher não pode se negar a fazer sexo com o marido.
A fala foi feita em resposta à pergunta: “É normal ou não é normal a mulher dizer que está com dor de cabeça para não fazer sexo com o marido?” Patrícia escreveu que não é normal e afirmou: “Mulher não pode negar fogo para o marido, senão ele vai procurar em outro lugar, tá na Bíblia” disse a apresentadora, que é evangélica.
Ao falar que está na Bíblia que a mulher não pode negar sexo ao marido, Patrícia se refere ao texto de I Coríntios 7: 3-5 que diz: “O marido deve cumprir os seus deveres conjugais para com a sua mulher, e da mesma forma a mulher para com o seu marido. A mulher não tem autoridade sobre o seu próprio corpo, mas sim o marido. Da mesma forma, o marido não tem autoridade sobre o seu próprio corpo, mas sim a mulher. Não vos priveis um ao outro, senão por consentimento mútuo por algum tempo, para vos aplicardes ao jejum e à oração; e depois ajuntai-vos outra vez, para que Satanás não vos tente pela vossa incontinência”.
A fala de Patrícia foi muito criticada nas redes sociais onde a filha de Silvio Santos foi chamada de “machista”, entre outros nomes e até mesmo ofendida por conta de sua fé.