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Trabalhadores dos correios ingleses se recusam a entregar gravações da Bíblia por considerarem o conteúdo dos CDs como “ofensivo”

 

Trabalhadores dos correios se recusaram a entregar CDs com leituras da Bíblia após decidirem que o material era “ofensivo”.

Várias igrejas pagaram pela produção de gravação de CDs do Evangelho de Marcos em celebração aos 400 anos de aniversário da versão King James (a tradução em inglês mais lida nos EUA e em países de língua inglesa).

Eles deveriam entregar para todas as casas em Jersey (que é parte do arquipélago das Ilhas do Canal, no Canal da Mancha, e que é uma dependência da coroa britânica), mas os líderes das igrejas ficaram espantados quando foram informados de que os trabalhadores dos correios não entregariam os 45.000 CDs.

Controvérsia: autoridades dos correios disseram que ficaram preocupadas que o conteúdo gravado da Bíblia King James poderia ofender as pessoas.

O Reverendo Liz Hunter do Centro Metodista de Helier disse: “Inicialmente, os correios de Jersey pareceram bem receptivos sobre nos ajudar com a entrega dos CDs. Mas duas semanas depois alguém do departamento de marketing deles nos telefonou dizendo que eles não poderiam fazer a entrega pois poderia ser considerado ofensivo. Disseram que havia regras sobre o envio de material em certa quantidade na ilha e que gravações religiosas poderiam ofender as pessoas. Isso não é evangelho abertamente invasivo, era apenas uma boa idéia dar às todos um CD que eles poderiam escolher ouvir se quisessem”

Grupos de igrejas de toda a ilha se uniram para o projeto, com a meta de entregar 45.000 gravações do Evangelho de Marcos a todas as casas em Jersey.

O Reverendo Hunter acrescentou: “O impacto se dissipou de certa forma. Nós lançamos o esquema ‘Ligar’ na segunda passada e queríamos que cada casa tivesse seu CD ao mesmo tempo nessa semana. Agora nós dependemos de voluntários para fazer a entrega para cada casa, então isso provavelmente demorará quase todo o mês de setembro”.

Os correios de Jersey se desculparam pelo incidente, dizendo que a equipe interpretou mal as regras.

O Diretor Kevin Keen disse: “Entendo que um dos meus colegas disse que o material era ofensivo. Essa decisão foi feita com base nos nossos termos e condições, as quais declaram que eles têm o direito de recusar a distribuição de material que caia na categoria de ‘material promocional que possa causar ofensa’. Claramente isso foi interpretado de forma incorreta. Falei com a pessoa envolvida e escrevi a todos os meus colegas pedindo que viessem até mim se houvesse qualquer dúvida no futuro”.

Os CDs são agora entregues por voluntários (pelo menos enquanto ninguém proibir isso).

Traduzido por Eliseu P. L. J. (com acréscimos em negrito).

Artigo original: Postal workers refuse to deliver Bible recordings because the CDs are ‘offensive’

Fonte em português: www.juliosevero.com

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O Tesouro de Davi: comentários aos Salmos editados por C.H.Spurgeon (Salmo 1)

 

SALMO 1

Este Salmo pode ser considerado como o Salmo prefácio, posto que nele há uma ideia do conteúdo de todo o livro. O desejo do Salmista é ensinar-nos o caminho para a bem-aventurança e advertir-nos da destruição segura dos pecadores. Este é, pois, o assunto do primeiro Salmo, que pode ser considerado, em certos aspectos, como o texto sobre o qual o conjunto dos Salmos forma um sermão divino. C. H. S.

O Salmista diz mais, e de modo apropriado, sobre a verdadeira felicidade, neste curto Salmo, do que qualquer dos filósofos, ou que todos eles juntos; estes não fazem mais que enrolar-se; Deus vai certeiramente ao ponto e diz o essencial. John Trapp.

Vers. 1. Bem-aventurado. Observe-se como este Livro dos Salmos começa com uma bênção, assim como o famoso Sermão de nosso Senhor no monte. A palavra traduzida como «bem-aventurado» é uma palavra muito expressiva. No original é plural, e é uma questão discutida se se trata de um adjectivo ou de um substantivo. Daí que podemos coligir a multiplicidade das bênçãos que repousam sobre o homem, a quem Deus justificou, e a perfeição e grandeza das bênçãos de que gozará.

Bem-aventurado o varão que não anda no conselho de maus. Este homem segue o conselho prudente, e anda nos mandamentos do Senhor, seu Deus. Para ele os caminhos da piedade são caminhos de paz e de bem-aventurança. Os seus passos são ordenados pela Palavra de Deus e não pela astúcia e argúcias do homem carnal. É um sinal certo de graça interior o facto de que o modo de andar foi transformado e que a impiedade é apartada das nossas acções. C.H.S

A palavra haish é enfática neste homem; é um entre mil que vive para o cumprimento do fim para o qual Deus o criou. Adam Clarke.

Nem se detém no caminho dos pecadores. O pecador tem um caminho ou modo particular de transgredir; um é um bêbado, o outro é pouco honrado ou de má fé, o outro impuro. Há poucos que se entreguem a toda classe de vícios. Há muitos avaros que aborrecem a embriaguez, e muitos bêbados que aborrecem a avareza; e assim a respeito de outras coisas. Cada um tem o seu pecado dominante; portanto, como diz o profeta: «Deixe o ímpio o seu caminho» (Is 55:7). Pois bem, bem-aventurado o que não anda por um caminho semelhante. Adam Clarke.

Nem se assenta na roda dos escarnecedores. Que outros se mofem do pecado, da eternidade, do Inferno e do Céu e do Deus eterno; este homem conhece uma filosofia melhor que a dos infiéis e tem um sentido muito claro da presença de Deus para permitir que o Seu nome seja blasfemado.

Quando os homens vivem no pecado, vão de mal a pior. No começo andam meramente no conselho dos descuidados e dos ímpios, que não se preocupam com Deus – o mal é, pelo contrário, de carácter mais prático que o habitual –, mas depois disto habituam-se ao mal e andam no caminho dos pecadores declarados que voluntariamente quebrantam os mandamentos de Deus; e se são deixados sozinhos, vão um passo adiante e volvem-se mestres e tentadores deploráveis em relação aos demais, e com isso se sentam na cadeira dos escarnecedores. Graduaram-se no vício, e como verdadeiros doutores de condenação, concedeu-se-lhes o título, e os demais consideram-nos como professores em Belial. Mas o homem bem-aventurado, o homem que possui todas as bênçãos de Deus, não pode ter contacto com personagens desta classe. Mantém-se puro e livre destes leprosos; aparta as maldades dele como vestidos manchados pela carne; sai de entre os perversos e vai para fora do acampamento levando a reproche de Cristo. Oh, se pudéssemos ter graça para nos manter separados assim dos pecadores! C. H. S.

Vers. 2. Antes tem o seu prazer na lei do SENHOR. «A lei do SENHOR» é o pão diário do crente verdadeiro. E, contudo, nos dias de David, que reduzida era a quantidade de inspiração, porque apenas havia nada mais do que os cinco primeiros livros de Moisés! Quanto mais, pois, deveríamos louvar toda a Palavra escrita que temos o privilégio de possuir nas nossas casas! Mas, ah!, que trato tão pobre damos a este anjo do Céu. Não somos como os esquadrinhadores de Bereia quanto às Escrituras. Quão poucos há entre nós que podem reclamar a bênção deste texto! C. H. S.

A «vontade» a que se alude aqui, é o deleite do coração, e o prazer certo na lei, que não se olhe ao que a lei promete, nem ao que ameaça, mas só a isto: que «a lei é santa, justa e boa». Daí que não só é amor à lei, mas que também é um deleitar-se amoroso na lei que nem a prosperidade, nem a adversidade, nem o mundo, nem o príncipe do mundo podem tirar ou destruir; porque abre caminho vitoriosamente no meio da pobreza, da má fama, da cruz, da morte e do Inferno e no meio das adversidades é quando brilha mais. Martinho Lutero.

E em sua lei medita de dia e de noite. Neste versículo tão simples há todo um mundo de santidade e espiritualidade; e se em oração e em dependência de Deus nos sentamos e o estudamos, poderemos contemplar muito mais do que nos apresenta à vista. É possível que quando o lermos ou o olhemos vejamos pouco ou nada; o servo de Elias foi olhar uma vez e não viu nada; por isso Elias deu-lhe a ordem de ir olhar sete vezes. «O que vês agora?» – perguntou-lhe o profeta –. «Vejo uma nuvem que sobe, como a palma da mão», e, em pouco tempo, toda a superfície dos céus se achava coberta de nuvens. Igualmente é possível que se lance um olhar rápido sobre uma passagem e não se veja nada; medita sobre ela com frequência; logo verás luz, como a luz do Sol. Jos. Carvil.

«A boca dos justos meditará sabedoria.» Por isso Agostinho tem na sua tradução «conversar»; o qual é uma formosa metáfora, posto que indica um conversar constante, familiar, com a lei do Senhor, que é aquilo em que o homem se devia ocupar, porque o falar é peculiar do homem. Martinho Lutero

O homem piedoso lê a Palavra de dia para que, vendo os demais as suas boas obras, possam glorificar a seu Pai que está nos Céus; fá-lo-á de noite para não ser visto dos homens; de dia, para mostrar que não é um dos que temem a luz; de noite, para mostrar que é um dos que podem brilhar na sombra; de dia, porque é a hora de obrar, e assim obra enquanto é de dia; de noite, para que o seu Senhor não venha, como ladrão na noite, e o encontre ocioso.Richard Baker.

Não tenho descanso, se não for em companhia do livro. Tomás de Kempis.

Vers. 3. Será como árvore plantada; não uma árvore silvestre, mas «uma árvore plantada», escolhida, considerada como propriedade, cultivada e protegida de ser desarreigada, porque «toda planta que não plantou meu Pai celestial, será desarraigada».

Junto a correntes de águas. De modo que até se falta uma corrente, há outra disponível. Os rios do perdão e os rios da graça, os rios da promessa e os rios da comunhão com Cristo, são fontes de provisões que jamais falham.

Que dá o seu fruto a seu tempo. O homem que se deleita na Palavra de Deus, recebe instrução dela, dispõe de paciência na hora do sofrimento, fé na hora da prova e gozo santo na hora da prosperidade. O dar fruto é uma qualidade essencial do homem que possui graça, e o seu fruto será na ocasião certa. C. H. S.

Os ímpios têm os seus dias marcados, as suas ocasiões, as suas obras e os seus lugares determinados, aos quais se aderem estreitamente; de modo que se o seu vizinho morresse de fome, nem por isso se apartaria de seu costume. Mas o homem bem-aventurado, sendo livre em todos os momentos, em todos os lugares, para todas as obras e para todas as pessoas, acode a servir e a ajudar sempre que houver uma necessidade.

E a sua folha não cai. Descreve antes o fruto do que a folha, e, por isso, intima-se ao que professa a palavra de doutrina que dê primeiro os frutos de vida se não querer que o seu fruto murche, porque Cristo amaldiçoou a figueira que não dava fruto. Martinho Lutero.

E tudo o que faz, prosperará. Assim como há uma maldição envolta na prosperidade do malvado, há também uma bênção escondida nas cruzes, perdas e aflições do justo. As provas e tribulações do santo pertencem à administração divina, e por meio delas cresce e dá fruto em abundância. C. H. S.

A prosperidade externa, segue-se ao acto de andar com Deus, que é muito doce; como o zero, que quando segue um dígito aumenta o valor do número, ainda que ele mesmo, em si mesmo, não é nada.John Trapp

Ver. 4. Não são assim os ímpios. Nota o uso da palavra, «maus» ou ímpios, porque, como vimos ao começo do Salmo, estes são os principiantes no mal e são os pecadores que ofendem menos. Estes são os que prescindem de Deus, ainda que continuem sem alterar-se na sua moralidade. Se este é o teu  triste estado, qual será a condição dos pecadores francos e declarados, os infiéis e reprovados? C. H. S.

Que são como a moinha. Este é seu carácter: intrinsecamente sem valor, mortos, inúteis, sem substância e levados pelo vento. C. H. S.

Que arrebata o vento. Aqui vemos o seu destino e condenação: a morte os arrebatará com as suas rajadas terríveis de fogo, no qual serão totalmente consumidos. C. H. S.

Aqui, de passagem, podemos ver que os maus têm algo de que dar graças, sem que o saibam; que podem agradecer aos piedosos pelos dias bons que vivem na terra, posto que é por eles e não por si mesmos que gozam do que gozam. Porque como a moinha, enquanto está unida ao trigo, goza de alguns privilégios por causa do trigo, posto cuidadosamente no celeiro, mas logo que é tirada e separada do trigo é lançada e esparramada pelo vento, assim também os maus, enquanto que se achem na companhia dos bons, no meio deles, participam por sua causa de algumas das bênçãos prometidas aos bons; mas se os bons os abandonam ou são se apartados deles, então cai sobre eles como que um dilúvio de fogo, como ocorreu a Sodoma quando Loth a abandonou e se foi da cidade. Sir Richard Baker.

Vers. 5. Portanto, não se erguerão na congregação dos justos. Toda a igreja tem um demónio nela. A cizânia cresce nos mesmos sulcos que o trigo. Não há nenhuma era que tenha sido limpa de toda a moinha. Os pecadores mesclam-se com os santos, e a escória com o ouro. Os preciosos diamantes de Deus acham-se ainda no mesmo terreno que os calhaus.

Os pecadores não podem viver no Céu. Estariam fora do seu elemento. Seria mais fácil para um peixe viver encarrapitado numa árvore do que para um malvado viver no Paraíso. C. H. S.

Vers. 6. Porque Jehová conhece o caminho dos justos, ou como o hebraico ainda de modo mais pleno: «O Senhor é conhecedor do caminho dos justos.» Ele está observando constantemente o seu caminho, e ainda que o caminho possa passar por entre a névoa e a obscuridade, tudo, o Senhor o conhece.

Porém o caminho dos maus conduz à perdição. Não somente vão perecer eles mesmos, mas que também perecerá o seu caminho. O justo: cinzela o seu nome na rocha, mas o mau escreve a sua lembrança sobre a areia. C. H. S.


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Tesouro de David: versão resumida em espanhol

Tradução de Carlos António da Rocha

http://no-caminhodejesus.blogspot.com/

É PROIBIDA A REPRODUÇÃO DESTE TEXTO SEM CITAR NA ÍNTEGRA ESTA FONTE

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Biblia y la adivinación en los sueños

Juan Antonio Monroy

La adivinación en la Biblia (3)

Biblia y la adivinación en los sueños

Un recorrido de personajes bíblicos que tuvieron revelaciones en sueños.

01 DE DE 2011

  Que la Onoromancia o adivinación por la interpretación de los sueños ocupa un lugar destacado en las páginas de la Biblia, nadie puede negarlo.

Un gran especialista de estos temas, Sigmund Freud, en su célebre libro La interpretación de los sueños , traducido a los principales idiomas del mundo, dice al respecto: “Un eco de la primitiva concepción de los sueños se nos muestra indudablemente como base en la idea que de ellos se formaban los pueblos de la antigüedad clásica; admitían estos que los sueños se hallaban en relación con el mundo de seres sobrehumanos de su mitología y traían consigo revelaciones divinas o demoníacas, poseyendo, además, una determinada intención muy importante con respecto al sujeto; generalmente, la de anunciarle el porvenir… No corresponden a una revelación sobrenatural, sino que obedecen a leyes de nuestro espíritu humano, aunque desde luego éste se relaciona con la divinidad [1] .
Entre esos pueblos de la antigüedad clásica hay que contar a Israel, cuya historia Freud conocía a la perfección, por ser él mismo judío y por haberle interesado profundamente, como científico y como literato.
En la literatura bíblica la valoración de los sueños va unida a la manifestación misteriosa de la voluntad divina y como augurio del futuro. Los sueños aparecen en la Biblia como una vía normal por la que Dios se comunica con los hombres.
Nada más producirse la alianza entre Dios y Abraham, el patriarca sueña “a la caída del sol” con aves de rapiña que caen sobre cuerpos de animales muertos. La revelación explica el significado del sueño. Su descendencia viviría oprimida en país extraño ( Génesis 15:12-17 ).
La literatura y el arte han tratado extensamente la llamada escalera de Jacob . Camino de Beerseba a Harán el hijo de Isaac llega a un lugar que no nombra y, cansado del camino, al caer la noche se acuesta en tierra, poniendo por cabecera una piedra: “Y soñó: y he aquí una escalera que estaba apoyada en tierra, y su extremo tocaba en el cielo; y he aquí ángeles de Dios que subían y descendían por ella” ( Génesis 28:12 ).
La escala indicaba la existencia de una comunicación continua entre el cielo y la tierra. La interpretación futurista del sueño era la protección de Dios sobre Jacob en su viaje y a lo largo de su vida.
A José le llamaban sus propios hermanos “el soñador” ( Génesis 37:19 ). De joven contó a su padre y hermanos dos sueños ocurridos durante la noche que tuvieron exacto cumplimiento años después: en el primero de ellos se presagiaba el encumbramiento de José en Egipto, al que tendrían que postrarse sus hermanos. El segundo incluía en la supremacía, además de los hermanos, al padre y a la madre, representados por el sol, la luna y las once estrellas (Génesis 37:1-11).
Encarcelado en Egipto por las artimañas de la esposa de Potifar, José coincide en prisión con dos personajes importantes, “el jefe de los coperos y el jefe de los panaderos” del Faraón. El primero sueña que volverá a exprimir vino en la copa del Faraón y el segundo que las aves le comieron las pastas que llevaba al todopoderoso señor de Egipto. José interpreta ambos sueños, que tienen un cumplimiento puntual. El copero fue repuesto en su oficio y el panadero fue decapitado.
Unas páginas más, en el capítulo 41 de Génesis , Moisés vuelve a relacionar a José con la interpretación de los sueños. Esta vez se trata del Faraón de Egipto. El gran señor de aquellas tierras creía que los sueños que le habían inquietado durante la noche eran obra de su padre Ra, con la intención de amonestarle. Al día siguiente convoca a los grandes de palacio, sabios, magos, adivinos, les cuenta los sueños, y les pide que le expliquen sus significados. No pueden. Siguiendo el consejo del copero manda llamar a José, que aún estaba en prisión. Creyendo estar ante un adivino superior, Faraón pide a José que haga uso de toda su ciencia y le interprete los sueños. El joven israelita le responde que su ciencia no vale para esas cosas, pero la ciencia de su Dios, sí. José acierta plenamente en su misión y es encumbrado al cargo de Virrey de todo Egipto.
La utilización de la copa que se empleaba para adivinar, la correcta interpretación de todos los sueños, ¿fue José un adivino, como pretenden los ocultistas? En la Biblia está claro que sus poderes le venían de Dios , pero quienes se mueven en el mundo de la oscuridad y de la magia insisten en que a sus facultades divinas se unían las fuerzas ocultas y misteriosas de la adivinación practicada en las antiguas civilizaciones caldea, babilónica y egipcia.
Los sueños de Abraham, Jacob y José no son los únicos que podemos encontrar en las páginas de la Biblia. Otros personajes, menos referidos, protagonizaron sueños que fueron alusiones metafóricas de eventos futuros  y de los cuales podría escribirse todo un libro. En Jueces 7:13-14 , un soldado del ejército de Gedeón cuenta un sueño y otro, compañero suyo, lo interpreta. El advino acierta en su pronóstico.
En Daniel se repite una historia muy parecida a la de José y los sueños del Faraón. Pero en el caso de Daniel toda la interpretación es en función de una profecía mesiánica concreta.
Daniel es un personaje de la nobleza judía, llevado de niño cautivo a Babilonia. Allí logra ocupar un cargo importante en la corte del rey Nabucodonosor.
El rey tuvo un sueño que le inquietó. Para conocer su significado “hizo llamar a magos, astrólogos, encantadores y caldeos” ( Daniel 2:2 ). Tiránicamente, Nabucodonosor exige de ellos que le digan primero el sueño que tuvo y después su interpretación. Todos fracasan. Llamado Daniel, satisface la curiosidad del rey. Primero le dice qué soñó, y luego su significado ( Daniel 2:1-49 ).
Un segundo sueño espanta los pensamientos del rey.
El desarrollo es idéntico al anterior. Mandó llamar a “magos, astrólogos, caldeos y adivinos” ( Daniel 4:7 ), quienes fracasaron en su trabajo. Daniel volvió a triunfar ( Daniel 4:1-37 ).
Los intérpretes cristianos de la Biblia ponen mucho cuidado en destacar que Daniel no obtiene sus conocimientos por medios mágicos, sino que provienen del Dios que está en los cielos , que revela los secretos, según confesión del propio profeta. Para Daniel, Dios “revela lo profundo y lo escondido; conoce lo que está en tinieblas, y con él mora la luz” ( Daniel 2:22 ). Nabucodonosor da a Daniel el título de “jefe de todos los magos, astrólogos, caldeos y adivinos” ( Daniel 5:11 ).
En esta relación no se incluyen las revelaciones de Dios en los sueños de personajes conocidos, como Salomón, José, la Virgen María, Pablo y algún otro.
Con todo, la Biblia se muestra reservada ante el fenómeno de los sueños por lo que respecta a su valoración religiosa. El Antiguo Testamento pone un tope negativo a la evaluación de los sueños. Son falsos cuando se oponen a los designios de Dios : “No darás oído a las palabras de tal profeta, ni a tal soñador de sueños” ( Deuteronomio 13:3 ).
El profeta Jeremías arremete contra los falsos agoreros que vaticinan prosperidad a los pueblos infieles: “No prestéis oídos a vuestros profetas, ni a vuestros adivinos, ni a vuestros soñadores, ni a vuestros encantadores..No os engañen vuestros profetas que están entre vosotros, ni vuestros adivinos, ni atendáis a los sueños que soñáis” ( Jeremías 27:9 y 29:8 ).


[1]  Sigmund Freud, OBRAS COMPLETAS, Editorial Biblioteca Nueva, Madrid 1973, tomo I.

Autores: Juan Antonio Monroy

©Protestante Digital 2011

20-06-16 034

Rev. Ângelo Medrado, Bacharel em Teologia, Doutor em Novo Testamento, referendado pela International Ministry Of Restoration-USA e Multiuniversidade Cristocêntrica é presidente do site Primeira Igreja Virtual do Brasil e da Igreja Batista da Restauração de Vidas em Brasília DF., ex-maçon, autor de diversos livros entre eles: Maçonaria e Cristianismo, O cristão e a Maçonaria, A Religião do antiCristo, Vendas alto nível, com análise transacional e Comportamento Gerencial.