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Ludibriando os católicos

 

Olavo de Carvalho

Ao ver que ia perdendo o apoio da Igreja à sua protegida Dilma Roussef, cujo abortismo radical e persistente nem os desmentidos de última hora, nem as abjetas e blasfematórias encenações de fé católica da candidata puderam camuflar, o sr. Presidente da República, em desespero, decidiu recorrer ao crime eleitoral explícito: usando o Estado como instrumento de chantagem, ameaçou romper a concordata do governo brasileiro com o Vaticano caso o eleitorado católico se recuse a continuar sendo otário do PT, como o foi servilmente durante tantas décadas por obra e graça de comunistas vestidos de bispos.

O próprio Lula, algum tempo atrás, reconheceu que devia sua carreira política ao eleitorado católico, que aqueles bispos e a mídia cúmplice haviam logrado enganar cinicamente, encobrindo o programa comunista e abortista do PT com a imagem beatificada e perfumada de "Lulinha Paz e Amor".

O fim da farsa, embora tardio e parcial, não só privou Dilma Roussef da anunciada vitória no primeiro turno, mas serviu para desmascarar a autoridade religiosa postiça de tantos sacerdotes e prelados que só entraram na carreira eclesiástica para aí realizar o programa estratégico de Antonio Gramsci: esvaziar a Igreja de todo o seu conteúdo espiritual e usá-la como dócil instrumento da política comunista. A Teologia da Libertação é o braço mais ativo desse programa e, como ninguém ignora, o catolicismo de Lula – e do PT em geral – é o da Teologia da Libertação. Não o de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Não deixa de ser útil lembrar que a Igreja, desde sua fundação, teve de lutar menos contra os seus inimigos ostensivos do que contra os seus falsificadores. Tal é, aliás, a definição de "heresia", palavra que hoje tantos usam sem conhecer-lhe o significado: não qualquer doutrina anticatólica, ou não católica, e sim a falsa doutrina católica oferecida indevidamente em nome da Igreja. Lembrem-se disso quando algum professorzinho aparecer alardeando que a Igreja "perseguia doutrinas adversas". Heresia não é divergência de idéias, é crime de fraude. Da Antigüidade até hoje, gnósticos, arianistas e tutti quanti jamais hesitaram em fingir-se de católicos para vender, sob roupagem inocente, as idéias mais opostas e hostis aos ensinamentos de Cristo. Com freqüência, obtiveram nesse empreendimento sucessos espetaculares, embora passageiros. Ainda no século XIX praticamente todos os seminários da França e da Alemanha ensinavam, com o nome de teologia católica, uma pasta confusa de idéias cartesianas, iluministas e românticas, na qual os jovens aprendizes, iludidos pelos prestígios intelectuais do dia, não enxergavam nada de maligno. Foi só a decisiva intervenção do Papa Leão XIII que acabou com a palhaçada, mediante a bula "Aeterni Patris" (1879), que restaurou o ensino da teologia católica tradicional. Se quiserem uma boa resenha desses fatos, leiam a obra em quatro volumes de Etienne Couvert, "De la Gnose à l’Ecumenisme" (Éditions de Chiré, 1989).

No século XX, à medida que o movimento neotomista inaugurado por Leão XIII reconquistava o prestígio intelectual da Igreja, os eternos falsários abdicaram temporariamente da propaganda aberta e voltaram-se, em massa, para a estratégia da infiltração discreta, praticada em escala industrial a partir da década de 30 graças à iniciativa da KGB (leiam o depoimento de Bella Dodd em "School of Darkness": há cópias circulando pela internet). Foi só em 1963, no Concílio Vaticano II, que, sentindo-se protegidos pela atmosfera de mudança, voltaram a vender impunemente, ao público geral, seus simulacros de cristianismo.

A fundação do PT e toda a sua carreira de crimes inigualáveis não foram senão a extensão remota desses fatos a um país periférico. O PT sempre foi a encarnação viva de um catolicismo de fancaria, concebido para ludibriar os fiéis e induzi-los a trabalhar pelo avanço do comunismo.

Não espanta que a própria entidade que personifica esse catolicismo ante o público seja, ela própria, uma fraude publicitária: a CNBB fala em nome da Igreja e posa, ante os fiéis, como expressão suma da autoridade eclesiástica, mas não é sequer uma entidade da Igreja, é uma simples sociedade civil sem lugar nem função na hierarquia católica. Os bispos, individualmente, têm autoridade para falar em nome da Igreja. A CNBB, não. Quando a CNBB repreende um bispo, ela falsifica e inverte a hierarquia. Está na hora de os fiéis, em massa, tomarem consciência disso.

Fonte: Diário do Comércio, 18 de outubro de 2010

Divulgação: www.juliosevero.com

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Gráfica recebe encomenda de bispo para imprimir 2,1 mi de panfletos anti-Dilma

16/10/2010 – 14h24

Folha.com

BRENO COSTA
DE SÃO PAULO

Atualizado às 15h05.

Uma gráfica no bairro do Cambuci, região sudeste da capital paulista, estava imprimindo, na manhã deste sábado, panfletos com um texto de um braço da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) contra o PT e a presidenciável Dilma Rousseff.

Segundo o contador da gráfica, Paulo Ogawa, a encomenda foi feita pela Diocese de Guarulhos (SP). Em julho, o bispo da cidade, d. Luiz Gonzaga Bergonzini, foi pivô de uma polêmica mobilização contra a petista.

Os papéis são idênticos aos distribuídos em Aparecida (SP) e Contagem (MG) no feriado do último dia 12, durante missas em homenagem ao Dia de Nossa Senhora Aparecida. Eles fazem um "apelo" para que os eleitores não votem em quem é a favor da descriminalização do aborto.

Ogawa, que é pai do dono da Pana Editora e Gráfica, afirma que um assessor do bispo, chamado Kelmon, encomendou a impressão de 2,1 milhões de panfletos –1 milhão no primeiro turno e 1,1 milhão no segundo.

De acordo com o contador, o assessor queria imprimir 20 milhões de panfletos. No entanto, a gráfica não aceitou a encomenda por falta de capacidade.

A gráfica foi descoberta pelo diretório estadual do PT. O deputado estadual Adriano Diogo (PT) afirmou já ter entrado em contato com a direção nacional da campanha de Dilma. Segundo o presidente do PT paulista, Edinho Silva, os advogados da campanha irão à Justiça Eleitoral para impedir a continuidade da impressão.

A reportagem ainda não conseguiu entrar em contato com representante da Diocese de Guarulhos.

PANFLETO

O panfleto é assinado pelos bispos da Regional Sul I da CNBB, responsável pelo Estado de SP. No entanto, isso não significa, necessariamente, que os panfletos tenham sido impressos a pedido da igreja.

A regional é presidida pelo bispo de Santo André (SP), dom Nelson Westrupp. O conteúdo do panfleto também está publicado no site da regional da CNBB.

A posição dos candidatos a presidente em relação ao aborto virou um dos temas principais da campanha, pautando debates entre Dilma e José Serra (PSDB) e os programas de TV dos candidatos.

O panfleto, datado de 26 de agosto, diz que Lula e Dilma assinaram o 3º Plano Nacional de Direitos Humanos, "no qual se reafirmou a descriminalização do aborto".

A defesa da legalização é chamada de "política antinatalista de controle populacional, desumana, antissocial e contrária ao verdadeiro progresso do país".

O texto afirma ainda que, no mesmo congresso em que deu "apoio incondicional" ao plano, o PT aclamou Dilma como candidata.

Ao fim, o panfleto recomenda que os brasileiros "deem seu voto somente a candidatos ou candidatas e partidos contrários à descriminalização do aborto".

A CNBB divulgou uma nota oficial, em 16 de setembro, quando os primeiros panfletos foram distribuídos, afirmando que somente sua Assembleia Geral pode falar em nome da entidade.

No último dia 8, a nota foi reiterada, em que "desautoriza qualquer decisão contrária à da Assembleia Geral, que não vetou candidatos ou partidos".

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CORÉIA DO NORTE – Futuro incerto de cristãos norte-coreanos com possível novo líder

     Com a Coréia do Norte abrindo o caminho para o seu próximo líder, a Portas Abertas, organismo de vigilância de perseguição aos Cristãos, espera que a mudança de liderança seja um ponto de mudança para a população cristã do país, que é forçada a esconder sua fé ou enfrentar prisão, tortura e até a morte.

     No domingo, 10, durante o que se diz ser o maior desfile militar encenado pela Coréia do Norte, a nação isolada – e o resto do mundo – foi apresentada oficialmente a Kim Jong-un, filho mais novo do atual líder norte-coreano, Kim Jong-il.

     O desfile, um dos diversos eventos em torno do 65º aniversário da fundação do governante Partido dos Trabalhadores, foi realizado duas semanas após o mais jovem dos Kim ser posto general quatro estrelas.

Kim Jong Un

     Embora pouco se conheça sobre Kim Jong-un, incluindo até mesmo a sua idade (estimada em cerca de 26), sua aparência e comportamento no domingo revelaram que ele seria uma imagem de divisão de seu pai. Ainda assim, grupos cristãos estão mantendo a esperança de que o próximo líder irá de alguma forma melhorar a situação dos crentes na nação comunista.

     "A nação está agora preparando seu próximo líder. Mas a pergunta é: ‘Irá Kim Jong-un, finalmente, dar fim à política do seu país de perseguição implacável?’" observou Andy Dipper, diretor executivo da Release International do Reino Unido.

     Atualmente, o governo norte-coreano restringe severamente a atividade religiosa no país e, como o Departamento de Estado dos EUA sublinhou no seu relatório Liberdade Religiosa Internacional, "liberdade de religião genuína não existe" no país.

     A única ideologia aceita é "Juche," frequentemente traduzida como extrema auto-confiança, que ensina que "o homem é o senhor de tudo e decide tudo." E a única adoração permitida é a do culto à personalidade do "Querido Líder" Kim Jong-il e seu falecido pai, "Grande Líder" Kim Il-sung.

     Embora pouca informação saia do país eremita recluso, seu governo é conhecido por lidar duramente com todos os adversários, incluindo aqueles que se dedicam às práticas religiosas consideradas inaceitáveis pelo regime.

     "Os Cristãos são tratados sem piedade," observou Dipper.

     "Até três gerações de famílias cristãs são batidas e jogadas em campos de prisioneiros para tentar eliminar a fé," acrescentou ele, de acordo com a Christian Today, em Londres.

     Embora não haja ainda nenhuma indicação de que Kim Jong-un irá governar de maneira diferente de seu pai de 68 anos de idade, cujo estado de saúde tem sido questionável, desde que sofreu um derrame em 2008, o organismo de vigilância da Portas Abertas diz que já existem mudanças que estão ocorrendo.

     "Quinze anos atrás, Kim Jong-il ainda era considerado um deus, mas todos esses anos de fome deixaram o povo desiludido," disse o ‘irmão Simão’, principal contato da instituição na Coréia do Norte. "Eles pararam de acreditar na mentira. Cada vez que eles confiavam em seu líder, ele os decepcionava."   

     Além de ser sem dúvida o pior perseguidor de Cristãos no mundo, o governo norte-coreano também foi criticado pelo tratamento de seus outros cidadãos de classe baixa, grande número dos quais estão passando fome e até mesmo morrendo de fome.

     De acordo com o Programa Alimentar Mundial (PMA), milhões de norte-coreanos vivenciam escassez crônica de alimentos, em que tiveram um impacto dramático sobre a sua saúde e bem-estar. Em 2009, o PMA informou que um terço das mulheres e crianças estavam desnutridas.

     "A sociedade norte-coreana está caindo aos pedaços," informou a Portas Abertas no início deste ano. "A economia chegou a uma paralisação completa, as pessoas em pelo menos três províncias estão morrendo de fome e civis protestam abertamente contra decisões tomadas pelo governo."

     A atual geração de Cristãos, entretanto, não sabe de nada além da perseguição, acrescentou a organização, embora a fé tenha crescido no país.

     Apesar das dificuldades, a Portas Abertas está confiante que a comunidade cristã na Coréia do Norte vai continuar a sobreviver como tem feito ao longo dos anos.

     "Desde que Kim Il-sung foi apontado como líder do país nos anos quarenta, os Kims tentaram erradicar a Deus e à Sua Igreja neste país. Eles falharam", observou o porta-voz da instituição.

     Ainda assim, grupos de vigilância de perseguição estão incitando aos cristãos ao redor do mundo para orarem pelos crentes na Coréia do Norte, que tem oito anos no topo da lista anual da "World Watch List" da Portas Abertas de países com a mais severa perseguição aos Cristãos.

     "Os olhos do mundo estão atualmente na Coréia do Norte – um dos piores violadores do mundo da liberdade religiosa," disse Dipper, da Release International.

Data: 15/10/2010
Fonte: Christian Post