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Bolsonaro cria dia nacional de religião japonesa baseada no budismo

Jair Bolsonaro, presidente do Brasil
Jair Bolsonaro, presidente do Brasil

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) criou o Dia Nacional da Sukyo Mahikari. A religião japonesa será celebrada em 27 de fevereiro.

Lei nº 13.892, publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira (21/10/2019), versa sobre o tema.

Sukyo Mahikari (luz da verdade, em português) é um movimento religioso fundado em 1959 por Yoshikazu Okada, em Tóquio. A crença é baseada no budismo.

Em julho, o Congresso aprovou a criação da data. A comemoração ficou instituída para 27 de fevereiro. A homenagem foi proposta pela deputada Leandre (PV-PR).

A religião tem sedes em 75 países e conta com cerca de um milhão de integrantes ativos. Segundo cálculos do grupo, são aproximadamente mil templos no Japão e 300 no exterior, sendo 129 na América Latina. No Brasil, são 59 em 18 unidades da Federação.

A lei é assinada pelo presidente Bolsonaro e pelo ministro da Justiça e da Segurança Pública, Sergio Moro.

Dia das Bruxas para Dia do Evangelho

Nesta terça-feira, 21, o Folha Gospel desmentiu uma informação que circula pelas redes sociais e pelos aplicativos de mensagem dizendo que Bolsonaro havia instituído o dia 31 de outubro com Dia do Evangelho, em substituição ao Dia das Bruxas norte-americano ou Dia de Halloween.

Lei 13.246/2016, que instituiu o dia 31 de outubro de cada ano como Dia Nacional da Proclamação do Evangelho, atribuída ao presidente Jair Bolsonaro, foi na verdade, sancionada pela então presidente do Brasil, Dilma Rousseff, no dia 12 de janeiro de 2016.

Fonte: Metrópoles

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Morre Michele, irmã do pastor Anderson do Carmo

Advogado de Michele disse que ela também foi assassinada

Pleno.News
Michele do Carmo (primeira à esqueda) faleceu após período internada Foto: Reprodução

O vereador Misael Andrade, que antigamente usava a alcunha Misael da Flordelis, usou as redes sociais, nesta terça-feira (22), para informar o falecimento de sua tia, Michele do Carmo de Souza, irmã do pastor Anderson do Carmo, assassinado no dia 16 de junho deste ano.

Michele morreu na noite desta segunda (21) decorrente de uma anemia. Ela estava internada no Hospital Municipal Carlos Tortelly, em Niterói, no Rio de Janeiro. Misael disse que ela ficou com a saúde debilitada após a morte de Anderson.

– Quem deseja prestar condolências, pode comparecer ao velório, que será realizado na Capela B do Cemitério Parque de Nycteroy, situado na Avenida Bispo Dom João da Mata, n. 800, Laranjal, São Gonçalo, RJ. O sepultamento será realizado hoje (terça) às 17h. A família em luto antecipa os agradecimentos pela presença – escreveu Misael.

Angelo Maximo, que é advogado de Michele e de Edna, lamentou a morte de sua cliente. Ele disse que a família toda está dilacerada com mais essa perda.

– Não foi só o Anderson que foi assassinado! A Michele também! Ela era uma pessoa saudável e acontece isso – declarou.

Em setembro, Michele e sua mãe, Maria Edna, foram autorizadas pela Justiça e pelo Ministério Público para serem assistentes de acusação no processo da morte do religioso. A irmã de Anderson acreditava que Flordelis fora mandante do crime que culminou na morte do pastor.

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Mulheres denunciam pastor Fadi Faraj por abuso sexual

 

Pastor Fadi Faraj
Pastor Fadi Faraj

Quatro mulheres que frequentavam a igreja Ministério da Fé, em Taguatinga, acusam o pastor Fadi Faraj de assédio e abuso sexual.

Os casos teriam ocorrido entre 2005 e 2010, mas só vieram à tona recentemente. Fadi, que é suplente do senador José Antônio Machado Reguffe (Podemos-DF), é chamado de “apóstolo”, o cargo mais alto do templo religioso no qual a irmã dele – a ex-deputada distrital Sandra Faraj (PTB) – também prega.

Três das supostas vítimas fizeram denúncia à Promotoria de Justiça de Taguatinga, do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), e começaram a depor nesta sexta-feira (18/10/2019), em processo que corre em sigilo.

Outra denunciante chegou a relatar os supostos abusos em vídeo gravado ao lado da mãe. Nas imagens, ela narra ter passado por um ritual de “quebra de maldição”, no qual o tratamento era feito por meio de relações sexuais para “afastar os demônios que estavam no corpo dela”.

A gravação foi feita em 2009, mas circulou nesta semana, quando o caso foi revelado pelo jornal O Livre, parceiro do Metrópoles em Mato Grosso. A reportagem também teve acesso ao material.

No vídeo, a mulher conta que se batizou na igreja do DF em maio de 2005 e, cerca de dois meses depois, foi convidada pelo pastor a participar de uma conversa. Ela e a mãe foram ao primeiro encontro.

“Ele pediu que eu preenchesse uma ficha de ‘quebra de maldição’. Primeiro, entrei com minha mãe. Depois, sozinha. Ele perguntou o que estava acontecendo. Eu disse que era mãe solteira, estava desempregada, morava com minha mãe e irmãos”, relata a mulher, na gravação.

A moça conta que os encontros ocorriam no “gabinete” de Fadi Faraj, o escritório dele na sede do Ministério da Fé, e que ela recebia livros e conselhos do pastor. Em uma das conversas, Fadi Faraj teria dito à mulher que ela estava “muito endemoniada” e precisaria de um tratamento “profundo”.

“Ele orou e começou a tocar meu corpo. Tocou meus seios. Depois, as partes mais íntimas. Disse que toda minha família ia ser libertada, que o problema estava em mim. Quando ocorreu a primeira relação dentro do gabinete, ele disse que o tratamento tinha que ser profundo, porque o demônio estava dentro de mim”, relata a moça.

De acordo com ela, os encontros duraram cerca de dois anos – de 2005 a 2007 –, inicialmente no escritório de Fadi Faraj. Depois, ocorreram em motéis. Os abusos, segundo a denúncia, aconteciam após o almoço, às terças e às quintas-feiras. De acordo com a fiel, Fadi a ajudava com o pagamento da escola para concluir os estudos e contribuía com quantias entre R$ 100 e R$ 200 quando eles se encontravam.

As investidas do apóstolo da igreja Ministério da Fé teriam cessado em 2007. Mas somente em 2009 – portanto, dois anos após o fim dos abusos –, quando a mulher ficou noiva e contou os possíveis abusos ao noivo, é que ela resolveu denunciar o caso. Segundo o vídeo, a situação teria sido levada a um Conselho de Pastores. “Eu achava que era para a quebra da maldição, que era pela minha família. Tinha pesadelos, era uma coisa diabólica”, disse.

As outras três denúncias contra Fadi Faraj foram protocoladas na Promotoria de Justiça de Taguatinga em 22 de agosto deste ano. As histórias são parecidas e também teriam ocorrido dentro do gabinete do pastor.

As mulheres dizem que, ao entrarem na sala para fazerem um tratamento espiritual por estarem passando por problemas, Fadi Faraj as teria “apalpado”.

“Estava em um culto na igreja quando o pastor me chamou para uma sala reservada. Começou fazendo uma oração com as mãos na minha cabeça, depois pegou nos meus seios, dizendo suspeitar de uma doença. Após isso, desceu a mão para minhas partes íntimas. Saí transtornada. Nunca mais voltei à igreja”, disse uma das mulheres nas denúncias ao MPDFT.

Nos três casos, as vítimas afirmam que Fadi Faraj ofereceu dinheiro para que mantivessem um caso extraconjugal. As quantias variaram de R$ 300 a R$ 500, conforme as denúncias.

Fadi Faraj atendeu a ligação da equipe jornalística do Metrópoles e disse que as acusações “são um absurdo, uma mentira”. “Meu Deus, não sabia dessas acusações. Só Deus vai saber por que estão fazendo isso contra mim”, disse.

Fadi Faraj e a irmã dele, a ex-deputada distrital Sandra Faraj, foram investigados no âmbito da Operação Heméra (deusa grega da mentira), que apurou, em 2017, um esquema de uso irregular de verba indenizatória, além da suposta cobrança de parte dos salários de servidores comissionados nomeados pela parlamentar – ou por indicação dela e do irmão – na estrutura do Governo do Distrito Federal (GDF) e da Câmara Legislativa. Porém, o caso foi arquivado pela Justiça.

Fonte: Metrópoles