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O Egito na perspectiva bíblica e histórica

Egito – foto extraída da Your Egypt Tours

1. O Egito: uma superpotência do mundo antigo

Durante aproximadamente três mil anos, o Egito foi uma das maiores civilizações da Terra. Era conhecido por:

  • Engenharia monumental.
  • Conhecimentos avançados de medicina.
  • Matemática e astronomia.
  • Administração altamente organizada.
  • Um exército poderoso.
  • Grande riqueza baseada no rio Nilo.

Na Bíblia, o Egito aparece desde os tempos de Abraão, passando por José, Moisés e chegando até Jesus, que ainda criança foi levado para lá.


2. O Êxodo: o início do julgamento do orgulho egípcio

Em Êxodo, Deus confronta diretamente o faraó.

A frase repetida diversas vezes é:

“Para que saibas que Eu sou o Senhor.”

As dez pragas não atingiram apenas a economia do Egito. Muitos estudiosos entendem que elas confrontavam também divindades adoradas pelos egípcios:

  • o Nilo;
  • o Sol;
  • a fertilidade;
  • os animais considerados sagrados;
  • e, por fim, o próprio faraó, visto como um deus vivo.

Assim, o Êxodo representa uma demonstração da soberania de Deus sobre o poder político e religioso do Egito.


3. As profecias de Isaías

Em Isaías 19 encontramos uma das profecias mais interessantes.

O profeta anuncia:

  • guerras civis;
  • crise econômica;
  • secagem parcial das águas;
  • colapso dos sábios;
  • medo diante do Senhor.

Historicamente, o Egito realmente passou por períodos de guerras internas, invasões e decadência.

Mas o capítulo termina com uma promessa extraordinária:

“Bendito seja o Egito, meu povo.”

Essa é uma das poucas vezes em que uma nação gentílica recebe um título tão honroso.

Ela aponta para um futuro em que egípcios também adorariam o Deus verdadeiro.


4. A profecia de Ezequiel

Ezequiel dedica vários capítulos ao Egito.

O faraó é comparado a um enorme crocodilo do rio Nilo que dizia:

“O Nilo é meu; eu o fiz para mim.”

A mensagem é clara:

o orgulho nacional seria humilhado.

O profeta anuncia:

  • derrota militar;
  • dispersão do povo;
  • perda do status de império.

Curiosamente, após as conquistas persas, gregas e romanas, o Egito jamais voltou a dominar o mundo como antes.


5. Jeremias

Jeremias profetiza que o Egito seria conquistado por Nabucodonosor II.

Embora os detalhes históricos sejam debatidos entre estudiosos, o texto anuncia que o poder egípcio seria quebrado e que sua confiança militar seria frustrada.


6. O desaparecimento dos faraós

Muitos perguntam:

“Para onde foram os faraós?”

A resposta histórica é relativamente simples.

Após sucessivas conquistas:

  • líbios;
  • núbios;
  • assírios;
  • persas;
  • gregos;
  • romanos.

o sistema faraônico deixou de existir.

A última soberana considerada faraó foi Cleópatra VII.

Depois dela, o Egito tornou-se parte do Império Romano.

A instituição do faraó simplesmente deixou de existir.


Uma questão intrigante

Há um fato que desperta muita curiosidade.

O Egito continua existindo.

Seu povo permanece.

Suas cidades continuam importantes.

Entretanto, nunca mais voltou a ser a potência mundial que foi durante milênios.

Isso leva muitos intérpretes a relacionarem esse fato com Ezequiel 29:15:

“Será o mais humilde dos reinos e nunca mais se exaltará sobre as nações.”

Historicamente, essa descrição se aproxima do que ocorreu: o Egito permaneceu como uma nação relevante, mas não voltou a exercer a hegemonia imperial que teve na Antiguidade.

Reflexão espiritual

Além do aspecto histórico, o Egito tornou-se um símbolo espiritual nas Escrituras. Representa o poder humano quando se torna autossuficiente e se coloca acima de Deus. A narrativa bíblica sugere que nenhuma civilização, por mais avançada que seja, permanece invulnerável quando fundamenta sua segurança apenas em riqueza, poder militar ou prestígio.

Ao mesmo tempo, a Bíblia não encerra a história do Egito com julgamento. Em Isaías 19, há uma visão de reconciliação e esperança, na qual egípcios, assírios e israelitas são apresentados adorando juntos o Senhor. Assim, o desfecho profético não é apenas de queda, mas também de restauração.

Esse tema é particularmente rico porque conecta arqueologia, história antiga e interpretação bíblica. Também dialoga com a questão mais ampla de como as grandes civilizações surgem, atingem o auge e, com o tempo, são transformadas pelas mudanças políticas, culturais e espirituais da história humana.

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Pr.Ângelo Medrado

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Artigos Israel

O Êxodo aconteceu? Estudioso israelense visita o Egito e aponta evidências

Com pesquisas que duram 10 anos, Joshua Berman do Departamento Bíblico Zalman Shamir da Universidade Bar-Ilan confronta arqueólogos que não acreditam no Êxodo.
FONTE: GUIAME, COM INFORMAÇÕES DO JPOST
Ilustração do Êxodo do Egito (Ilustração: Edward Poynter / Wikimedia Commons)
Ilustração do Êxodo do Egito (Ilustração: Edward Poynter / Wikimedia Commons)

Nas últimas semanas, milhões de judeus se reuniram em sinagogas em todo o mundo para ler sobre o Êxodo do Egito, um dos episódios que marca a história e identidade judaicas ao longo dos milênios.

Parte de estudiosos da Bíblia e especialmente arqueólogos, se não a maioria dos pesquisadores, porém, são céticos de que a narrativa reflita eventos históricos com alguma precisão. Eles apontam a falta de evidências arqueológicas no Egito ou em outros locais mencionados na história, bem como a falta de registros fora da própria Bíblia

No entanto, de acordo com o Prof. Joshua Berman, do Departamento Bíblico Zalman Shamir da Universidade Bar-Ilan, alguns de seus colegas estão cometendo um erro fundamental: eles estão procurando evidências do Êxodo no Egito, em vez de procurar marcas da cultura egípcia na Torá, os Cinco Livros de Moisés.

“A Torá é infundida com a cultura egípcia e sua resposta a ela”, disse Berman.

“O que eu acho incrivelmente fascinante é o quão familiar a Torá está com a cultura egípcia, sugerindo que os israelitas estavam de fato no Egito, e eles estiveram lá por um longo tempo, mas também que a forma como a Torá se envolve com este material é o que hoje gostaríamos de ver. Chamam de apropriação cultural – um povo usando a propaganda de seus opressores e tornando-a sua”, disse ele.

Evidências na Torá

“O Senhor nos libertou do Egito com mão poderosa, com braço estendido e poder tremendo, e por sinais e portentos”, diz um versículo no livro de Deuteronômio que descreve o Êxodo.

A expressão “mão forte e braço estendido” aparece várias vezes na Bíblia, mas apenas no contexto do Êxodo. Berman disse que isso não é por acaso, pois esses elogios também foram usados ​​no Egito.

“Quando olhamos para inscrições do período do Novo Reino, entre 1500 e 1200 a.C., aproximadamente o período da escravização, essas expressões são rotineiramente usadas para descrever faraós e suas vitórias em batalha, por exemplo: ‘O faraó derrotou os líbios com mão poderosa’”, disse ele.

A imagem foi empregada para se referir ao Faraó naquele tempo específico. Isso torna improvável que os israelitas ou um autor bíblico mais recente estivessem cientes disso séculos depois, disse Berman.

Outro elemento para apoiar a teoria de Berman é um baixo-relevo representando o que foi considerado a maior conquista de Ramsés II, a batalha de Cades, onde obteve uma grande vitória contra os hititas no que os especialistas descrevem como a maior batalha de carruagens da história.

Ramsés II, que reinou no século 13 a.C., é supostamente o rei do Egito apresentado no Êxodo. O baixo-relevo foi esculpido no templo dedicado ao faraó em Abu Simbel, perto da fronteira com o Sudão.

“Depois de sua vitória, imagens de seu acampamento de guerra apareceram por todo o Egito”, disse Berman. “No centro disso, havia o acampamento do trono, feito de duas câmaras, incluindo uma menor, onde o próprio Ramsés se sentava.”

“O que os estudiosos notaram é que a câmara esquerda tem as dimensões de dois para um, e a câmara direita tem as dimensões de um para um”, disse ele. “Essas são exatamente as dimensões do Tabernáculo na Torá.”

Tabernáculo

O Tabernáculo é o santuário portátil construído pelos israelitas durante suas peregrinações no deserto, conforme descrito no Livro do Êxodo.

“A alegação é que foi modelado após o campo de batalha de Ramsés”, disse Berman.

Outra conexão entre a batalha com os hititas e a história do Êxodo foi que os hititas são descritos como fugindo para um rio.

Além disso, após a vitória, as tropas de Ramsés cantam uma canção de louvor dedicada a ele.

“No Êxodo, os israelitas também cantam uma canção de louvor a Deus, e as palavras são muito semelhantes”, disse Berman. “Por exemplo, Ramsés é descrito como consumindo seus inimigos como palha, como palha, e os israelitas também dizem que Deus consumiu seus inimigos como palha. Não há outros textos com esta imagem no antigo Oriente Próximo.”

Nomes

O uso de nomes de clara origem egípcia na Torá também sugere a estreita conexão com a cultura egípcia, disse ele.

“Miriam, por exemplo, significa ‘amada do Deus Amon’”, acrescentou.

Sobre a ausência de provas da escravização e fuga dos israelitas no Egito, Berman disse que os egípcios nunca registraram derrotas e momentos negativos, “da mesma forma que hoje ninguém escreve no currículo que foram demitidos”.

Berman disse que, embora seja verdade que muitos pesquisadores não acreditam que o Êxodo aconteceu, há também um vasto campo que apoia totalmente a noção de que aconteceu. Ele acrescentou que muitas vezes essas duas escolas também refletem diferentes crenças políticas.

Ele tem pesquisado pessoalmente o tema nos últimos 10 anos.

No ano passado, ele finalmente conseguiu realizar seu sonho de visitar o Egito e os diferentes locais que comprovam o que aprendeu.

Na segunda-feira, ele partiu para o Egito mais uma vez, liderando uma viagem kosher especial de 10 dias para visitar os mesmos locais.

“Achei que seria legal trazer judeus religiosos para ver onde seus antepassados ​​foram escravizados”, disse ele antes da viagem.

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Artigos Cultos

Celebrai a Páscoa

 Por Amilcar Rodrigues -gnoticias-em 8 de março de 2016
Celebrai a Páscoa

A celebração da Páscoa, é porque Cristo se sacrificou por nós I Co 5:7b.

A Paixão, a morte e a exaltação do Cristo, cujas narrativas as encontramos nos Evangelhos, nos fazem reviver os factos da Páscoa ou, Passagem, da libertação do império das trevas para o Reino de Deus, Cl 1:13.

Jesus de Nazaré, cumpriu a vontade do Pai ao nos redimir do pecado original, porque em Adão todos morrem e em Cristo, todos somos vivificados, I Co 15:22.

“Assim está, também escrito: O primeiro homem, Adão, foi feito em alma vivente; o último Adão, em espírito vivificante. Mas não é o primeiro o espiritual senão o animal; depois o espiritual. O primeiro homem, da terra, é terreno; o segundo homem, o Senhor, é do céu. Qual o terreno, tais são, também, os terrestres; e, qual o celestial, tais, também, os celestiais, I Co 15:45-48“.

Não ignoramos que também os nossos pais saíram do Egito, a terra da escravidão e foram batizados em Moisés, na nuvem e no mar, e durante a sua peregrinação para a terra prometida rapidamente se esqueceram das fantásticas manifestações que Deus realizou aos olhos de todos, as pragas, o sangue derramado nos umbrais das portas, sinal para que o primogênito da casa fosse protegido do anjo da morte. Todos estes eventos são sinais salvívicos da graça de Deus em favor deles. Porém, tentaram a Deus no deserto e murmuraram pelo que experimentaram os horrores das serpentes naquele deserto abrasador e Deus que é rico em misericórdia atendeu Moisés mandando-lhe que se fizesse uma serpente de bronze e a erguessem numa haste a fim de que olhando para a serpente fossem salvos, Livro de Êxodo e I Co 10.

Também nós irmãos, que fomos redimidos pela graça, mediante a fé em Cristo, Ef 2:1, precisamos de cuidar da nossa maneira de viver, cumprindo a Lei de Cristo, levando as cargas uns dos outros, Gl 6:2.

Tomemos, como exemplo que quando o Cristo, caído por terra, com a cruz, um certo cireneu, de nome Simão, foi constrangido a carregar a cruz, assim também nós ao compartilharmos das aflições do nosso próximo, participamos das Suas aflições, amparando-O e dando-lhe bom ânimo em fraterno amor.

casal com uma Missão
Amílcar e Isabel Rodrigues

“As opiniões ditas pelos colunistas são de inteira e única responsabilidade dos mesmos, as mesmas não representam a opinião do Gospel+ e demais colaboradores.”
Amilcar Rodrigues foi ordenado pastor em 1978 na “Apostolic Faith Mission” na República da África do Sul, onde fez estudos teológicos. Como missionário em Portugal, fundou três igrejas e foi Presidente Nacional da Comissão de Programas da Aliança Evangélica Portuguesa, para a televisão, RTP2. Foi formado produtor de televisão “Broadcast” pela “Geoffrey Connway Broadcast Academy” Toronto, Canadá, é filiado do “Crossroads Christian Comunication”. Em 1998 veio para o Brasil convidado pelo Ministério Fé Para Todos, Rio de Janeiro. No ano 2000 fundou em Cabo Frio uma congregação do mesmo Ministério e foi nomeado Vice-Presidente do Conselho de Pastores até ao ano de 2004. Em 2006 ficou cego. Escreveu o livro “Deus da Aliança” , Evangelho dos Sinais aos Hebreus” e “Contos do Apocalipse”. Foi convidado pelo Gospel+ para participar como colunista em Maio de 2012.Por