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Terra entrará na mesma chuva de meteoros que cientistas acreditam ter causado a explosão de Tunguska

Nas próximas semanas, nosso planeta terá um encontro próximo com a chuva de meteoros Táuridas.
Será o mais próximo que ficamos do centro do enxame de meteoros desde 1975, e não teremos um encontro tão próximo novamente até 2032.
Terra entrará na mesma chuva de meteoros que cientistas acreditam ter causado a explosão de Tunguska

Para os astrônomos, isso é realmente um grande problema. E esperamos que não haja nenhum perigo para a Terra durante essa passagem, mas alguns cientistas estão absolutamente convencidos de que a explosão de 1908 em Tunguska, que destruiu 80 milhões de árvores na Rússia, foi causada por um objeto do enxame de meteoros Taurídeos. Como você verá abaixo, a última semana de junho marcará o ponto em que estamos mais perto do centro do enxame de meteoros, e assim o risco será maior. De acordo com a CBS News, nosso planeta “se aproximará dentro de 30.000.000 km do centro do enxame Taurídeo” até o final deste mês…

Neste verão boreal/inverno austral, a Terra se aproximará de 30.000.000 km do centro do enxame Taurídeo, diz o estudo. Esse seria o encontro mais próximo da Terra com o enxame desde 1975 e a melhor oportunidade de visualização que teremos até o início da década de 2030.

Trinta milhões de quilômetros podem soar como uma grande distância, mas em termos astronômicos isso não é muito distante, e é importante lembrar que a distância é medida a partir do centro exato do enxame de meteoros.

E há alguns cientistas que estão convencidos de que as rochas gigantes desse enxame de meteoros foram responsáveis ​​por múltiplos eventos catastróficos (uma vez a cada 1.000 anos na Terra) no passado. O seguinte vem da Forbes:

Os restos de um cometa. À medida que a Terra orbita o Sol, seu caminho orbital passa frequentemente por poeira e detritos deixados por cometas, com matéria não maior que um grão de areia que invade a atmosfera da Terra e se queima como “estrelas cadentes”. Principalmente, eles são inofensivos, mas o enxame Taurídeo é uma nuvem de detritos excepcionalmente grandes, provavelmente do Cometa 2P/Encke, que os cientistas acham que pode ser responsável por alguns eventos catastróficos de uma vez a cada 1.000 anos na Terra. A hipótese do cometa gigante do complexo Taurídeo propõe que um cometa gigante se fragmentaria no sistema solar interior, produzindo poeira e pequenos objetos próximos da Terra (NEOs), incluindo o 2P/Encke e outros asteroides, ainda presentes hoje. Entre as evidências observadas está o aumento da atividade de bolas de fogo quando a Terra se aproxima do “Enxame Taurídeo”, e aumenta o impacto na Lua.

Em particular, acredita-se agora que o enorme objeto que explodiu sobre a Rússia em 30 de junho de 1908 fazia parte do enxame de meteoros Taurídeos.

Para aquele evento, as primeiras estimativas da energia da rajada de ar variam de 10 a 15 megatons de TNT (42-63 petajoules) a 30 megatons de TNT (130 PJ), dependendo da altura exata da rajada estimada quando as leis de escala dos efeitos das armas nucleares são empregados. No entanto, os cálculos modernos de supercomputadores, que incluem o efeito do momento do objeto, mostram que mais energia foi focada para baixo do que seria o caso de uma explosão nuclear, e estimam que a explosão tenha tido uma faixa de energia de 3 a 5 megatons de TNT (13 a 21 PJ).

A estimativa de 15 megatons (Mt) representa uma energia cerca de 1.000 vezes maior do que a da bomba atômica lançada sobre Hiroshima, no Japão – aproximadamente igual à detonação termonuclear terrestre de Castle Bravo (15.2 Mt) em 1 de março 1954, e cerca de um terço da explosão da Bomba Tsar na União Soviética, em 30 de outubro de 1961 (que, com 50 Mt, é a maior arma nuclear já detonada).

Estima-se que a explosão de Tunguska derrubou cerca de 80 milhões de árvores em uma área de 2.150 km2, e que a onda de choque da explosão teria medido 5,0 na escala de magnitude Richter.

É interessante notar que o evento de Tunguska aconteceu durante a última semana de junho de 1908, e agora os pesquisadores estão nos dizendo que a última semana de junho deste ano “será a próxima ocasião com uma alta probabilidade de colisões semelhantes a Tunguska”. ou passagens próximas”…

Pesquisadores das Universidades do Novo México e Ontário Ocidental alertam que poderíamos estar em um evento similarmente catastrófico.

Os pesquisadores escreveram num artigo recente:

Se o objeto Tunguska fosse membro de uma corrente Beta Táurida, então a última semana de junho de 2019 será a próxima ocasião com uma alta probabilidade de colisões ou quase acidentes semelhantes a Tunguska.

Claro que ninguém está dizendo que algo vai acontecer durante esse tempo. Essa será uma época em que há um risco elevado, e todos devemos estar esperando que absolutamente nada aconteça.

No entanto, não devemos descartar completamente essa ameaça. Um par de anos atrás, os cientistas descobriram um ‘novo ramo’ do enxame de meteoros que contêm ‘asteroides de até 300 metros de largura”…

Se um asteróide de 300 metros atingir nosso planeta amanhã, estaríamos falando sobre o tipo de evento de mudança de civilização.

 Mas, mais uma vez, provavelmente não ocorrerá algo assim nas próximas semanas.

De fato, os cientistas nos dizem que é muito mais provável que haverá algum tipo de impacto em 2032:

Em novembro de 2032, a Terra passará pelo enxame Taurídeo, uma nuvem de destroços do Cometa 2P/Encke que gera bolas de fogo brilhantes quando suas partículas ocasionalmente atingem a atmosfera da Terra. Encontros anteriores com o enxame em 2005 e 2015 produziram chuvas de meteoros brilhantes observadaos em todo o mundo; em 1975, o enxame entrou em contato com a Lua, fazendo com que os sensores sísmicos da Apolo tocassem com evidências de objetos atingindo a superfície lunar. Se os analistas estiverem corretos, teremos uma atividade semelhante daqui a 13 anos.

No final, simplesmente não sabemos quando o próximo impacto de um meteoro catastrófico acontecerá, mas os cientistas garantem que estes continuarão acontecendo.

Rochas gigantescas voam zunindo pelo nosso planeta continuamente, e na maior parte do tempo nós nem as vemos até que elas já passaram por nós.

Então, podemos receber algum aviso prévio antes de uma rocha devastadora nos atingir algum dia, mas, novamente, talvez não receberemos esse aviso.

(Fonte)

Colaboração: Lênio

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“Deus, me perdoa!”, clamou jovem antes de morrer

Pai da vítima é um presbítero e pregava na igreja no momento do assassinato.

Herick Costa Nunes. (Foto: Reprodução)

Na noite da última sexta-feira (7), o jovem Herick Costa Nunes, 21 anos, foi assassinado após discutir com um homem durante uma feira gastronômica em Vila Velha (ES).

Segundo testemunhas, o jovem foi atingido por dois tiros após questionar o homem que estava desrespeitando sua namorada. O atirador foi identificado como Ivanildo Santos da Cruz, 39 anos, que foi perseguido e agredido por pessoas que estavam no local.

Antes de morrer, Herick teria pedido perdão à Deus. “Me perdoa, Deus. Deus, me perdoa”, foram as últimas palavras do jovem que também queria saber onde estava o seu pai.

O pai do jovem é o presbítero Alex Sandro Coutinho Nunes, 49 anos, que se sentiu confortado ao saber que ele clamou a Deus antes de partir.

“Meu filho era um menino trabalhador, quieto e sossegado. Ele trabalhava em um pet shop fazendo exposição de animais e outros serviços”, declarou o homem em entrevista ao Gazeta Online.

“Meu filho era uma pessoa do bem e morreu como mais uma vítima desse mundo violento”, lamentou.

Criado na igreja, Herick se afastou. “Ele ia nos visitar de vez em quando”, revelou o pai que estava no culto no dia da morte do filho. Foi seu outro filho, que também estava na feira gastronômica, que contou a ele sobre o incidente.

“Eu tinha acabado de pregar para as pessoas sobre a violência, falei que a gente não está preparado para uma briga. Na pregação, eu tinha dito que o pai não está preparado para perder filho, a mãe não está preparada para perder o filho. Eu não sabia que, naquele momento, eu estava falando para mim mesmo”.

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3 Coisas que você não Sabia Sobre o Sermão da Montanha

 Este artigo foi publicado em parceria com a Baker Academic.

Foi uma grande alegria para mim dedicar uma energia mental grande para estudar, ensinar e escrever sobre o Sermão da Montanha. Embora eu tenha terminado de escrever meu novo livro sobre o sermão, este famoso texto bíblico continua a me ensinar coisas novas a cada dia.

Aqui estão três coisas que aprendi sobre o sermão que a maioria das pessoas provavelmente não sabe.

 1. O Sermão de Jesus é Radical, mas não Inteiramente novo

Por respeito a Jesus, muitas vezes presumimos que sua mensagem foi como um relâmpago de coisas novas e maravilhosas que nunca haviam sido ouvidas pela humanidade antes.

O Sermão da Montanha é um relâmpago. É revelação direta de Deus, vinda da boca do próprio Verbo encarnado. Mas isto não significa que os ensinamentos de Jesus fossem inteiramente novos.

Quando entendemos o sermão no contexto cultural do mundo mediterrâneo do primeiro século, podemos discernir que há tanta continuidade quanto há diferenças. Isto é uma coisa boa. Jesus não estava falando uma língua baseada em Marte, mas revelando o reino de Deus para pessoas reais em culturas reais.

Há duas partes do contexto cultural de Jesus que iluminam o que Jesus está dizendo e também mostram que o sermão não é inteiramente novo. No contexto judaico, Jesus é apresentado como um profeta, exatamente como aqueles do Antigo Testamento. Jesus está chamando as pessoas para reconsiderarem quem Deus é e o que ele deseja para suas criaturas. A mensagem de Jesus no sermão é que Deus é o nosso Pai que vê e se importa com o coração, não apenas com a religiāo e atos de justiça exteriores.

Este ensinamento está enraizado e ecoa com a tradição profética, particularmente com Isaías e Jeremias, com uma pitada razoável de Daniel e dos profetas menores inseridos por boa medida. Há uma profunda continuidade entre as palavras de Jesus e o resto da Bíblia.

O outro contexto por detrás do sermão é o mundo da filosofia grega e romana. Jesus não é apenas um profeta, mas também um iluminado, um filósofo sábio que conclama as pessoas a reorientarem suas vidas de acordo com uma cosmovisão virtuosa.

Como filósofo, Jesus convida as pessoas a maneiras de viver no mundo que prometem a verdadeira vida boa (ou o florescimento humano). Ele é um mestre que reúne e instrui discípulos; seus ensinamentos são reunidos em epítomes memoráveis; ele oferece uma série de macarismos (bem-aventuranças) que prometem vida verdadeira; e ele enfatiza a inteireza virtuosa (especialmente 5.48). Certamente há diferenças entre o conteúdo do que Jesus disse e o que outros filósofos ensinavam, mas a forma e a sensação do sermão seriam familiares aos ouvintes no primeiro século.

No final do sermão, as multidões ficaram maravilhadas, mas isto não foi tanto pelo conteúdo ser novo, mas por causa da clareza, força e autoridade com as quais Jesus ensinava. Seus ensinamentos são radicais, porém não vieram do nada.

 2. O Sermão de Jesus não é um Ideal Impossível para Mostrar-nos nossa Necessidade da Graça

Uma leitura comum do sermão, especialmente dentro do Protestantismo, é que suas altas exigências éticas são destinadas a nos mostrar a impossibilidade de sermos bons, criando assim uma crise que nos faz fugir para Cristo por sua graça e justiça imputada. O chamado de Jesus para nunca sentir luxúria ou odiar, dar a outra face quando atacado, fazer atos piedosos com motivos perfeitos centrados em Deus, não se preocupar com o futuro e nunca julgar os outros — tudo isto é impossível de se fazer perfeitamente. Isto nos mostra nossa necessidade desesperadora pela obra redentora de Cristo em nossas vidas, assim vai o argumento.

Embora a impossibilidade de conquistar a salvação e a necessidade de graça radical são verdadeiras de uma perspectiva bíblica geral, isto leva ao erro quanto ao gênero, ao ponto e à meta do sermão. O sermão não é, para usar as categorias excessivamente reducionistas de Lutero, a “lei” que nos faz ver nossa necessidade do “evangelho”. Pelo contrário, é a sabedoria de Deus, convidando-nos através da fé a reorientar nossos valores, visão e hábitos, dos caminhos da justiça externa para a sinceridade com Deus. Isso não é “lei”, mas “evangelho”. Jesus está nos convidando para a vida no reino de Deus agora e na era futura. Isto é graça.

Ninguém pode realizar perfeitamente a visão do sermão (exceto Jesus), mas isto não significa que seja irrelevante para nossas vidas. Pela fé e pela graça, Jesus está nos convidando para uma vida prática de discipulado. Nós participamos e (imperfeitamente) imitamos seu modo de estar no mundo, com confiança no Pai, e à espera do Reino.

O sermão não é tudo o que precisamos saber ou tudo o que é verdade sobre o evangelho. O ponto crucial da história do evangelho é a morte e ressurreição de Jesus, o Messias. Através de sua fidelidade, ele traz uma nova aliança entre Deus e a humanidade. Com base nisto apenas, através do poder do Espírito, somos avivados. Tudo isto é pela graça. Isto é essencial. Nisto, Lutero — e cristãos de várias estirpes — estão corretos.

Permanecendo agora nesta graça, os crentes respondem ao convite de Jesus no sermão. Nossos hábitos e modos de ser são desconstruídos e reformados através de seus ensinamentos e modelo. Ser um discípulo é a resposta apropriada e necessária à maravilhosa graça de Deus, e o sermão desempenha um papel crucial nisto.

 3. O Sermão de Jesus era para ser Memorizado e Servir como Fonte de Meditação Constante

No mundo ocidental moderno, estamos repletos de Bíblias. As taxas de alfabetização são notavelmente altas. Como resultado, a maioria dos norte-americanos e europeus interessados em Jesus e no sermão pode facilmente conseguir uma cópia e lê-la. Se buscarmos no Google “Sermão da Montanha” poderemos facilmente encontrar inúmeras traduções e explicações. Isto é bom.

No entanto, não foi assim que o sermão foi originalmente recebido, nem o tipo de contexto pedagógico em que foi intencionalmente produzido. Ao contrário, o sermão é de um tempo em que a cultura se concentrava mais no ouvido do que no olho. O sermão (tanto o discurso original de Jesus quanto o relato escrito de Mateus) foi projetado como um dispositivo auricular para meditaçāo, fácil de memorizar.

É um dos cinco blocos de ensino de Mateus que reúnem os ensinamentos de Jesus sobre vários temas, apresentando-os em uma estrutura temática memorável (geralmente em conjuntos de três) — com imagens vívidas e linguagem poética — para que os discípulos possam facilmente ouvir, memorizar, e assim meditar no que o Mestre disse. Ser discípulo é memorizar os ditos do Mestre e modelar a própria vida na dele.

Lamento dizer que ainda não memorizei o sermão em sua totalidade, mas regularmente faço longas caminhadas, recordando e recitando as partes que já memorizei. Fico sempre impressionado com o novo poder, novos discernimentos e as conexões canônicas que inundam minha mente — coisas que nunca havia notado apesar de múltiplas leituras e estudos literários exaustivos. É por isto que o sermão foi escrito. Experimente!

Traduzido por Tiago Hirayama