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Guerra do fim do mundo: alinhamento astral de conflito com Irã

Israel não pode se permitir aumento da influência de iranianos na Síria, Irã não pode engolir a seco mais pancadas e Trump não pode prorrogar acordo

De modo geral, tudo o que pode piorar no Oriente Médio, piora. E raramente o alinhamento de atores esteve tão perto de piorar tanto quanto agora. Os principais atores, que são as grandes potências regionais e as mundiais, estão dançando na beira do precipício.

A alternativa é igualmente estonteante: e se todos os prognósticos forem desmentidos e Donald Trump tirar de seu saco de mágicas um grande acordo de paz para a região? Um rápido resumo dos acontecimentos dá uma medida do grande e arriscado jogo que se desdobra no momento: Israel não vai aceitar que o Irã continue a expandir bases secretas de mísseis em território sírio. Israel, no caso, não é o governo de Benjamin Netanyahu, mas todos os principais
componentes do establishment político, militar e de inteligência.

Consolidou-se nessas diferentes e mutuamente belicosas esferas o consenso de que, com a “estabilização” na guerra civil da Síria, o regime iraniano tem que ser contido em seus planos de passar a usar o território que, na prática, reconquistou. O bombardeio de 28 de abril com mísseis projetados para detonar bunkers subterrâneos foi a mais grave escalada de um conflito que vem passado do estágio crônico para o agudo.

O alvo: bases secretas em Hama e Alepo, nas quais o Irã tinha aplicado o mesmo sistema instalado em seu território de enorme infraestrutura construída debaixo da terra para proteger mísseis a serem eventualmente dirigidos contra Israel ou outros inimigos.

Os mísseis israelenses, do tipo que penetra em estruturas de concreto, têm tamanha carga explosiva que provocaram um terremoto de 2,6 graus na escala mais usada. Segundo a avaliação israelense, que pode ou não ser exagerada, foram destruídos 200 mísseis iranianos.

2. O Irã sequer cogita de abrir mão da posição de força que conquistou com a consolidação do regime sírio. Ao contrário, trama a vingança pelas humilhações que vem sofrendo com os ataques israelenses.

Hoje, o país comanda diretamente cerca de 60 mil combatentes na Síria, entre suas próprias forças de elite e as milícias formadas por xiitas arrebatados em países como Paquistão e Afeganistão, onde sofrem perseguições por parte da maioria sunita, além do Iraque.

Tem também a palavra final sobre os combatentes do Hezbollah, vindos do Líbano, e, claro, umbocado de influência, para usar uma palavra elegante, sobre o Exército regular da Síria.

A série de vitórias eleitorais do Hezbolah no Líbano acrescenta um elemento ao expansionismo xiita e ao alinhamento astral que empurra para a guerra.

No comando de tudo está o general Qasem Soleimani, o mitológico líder da Força Quds – o nome de Jerusalém em árabe -, a tropa de elite da Guarda Revolucionária especializada em operações no exterior, abertas ou clandestinas, de forma direta ou através do Hezbollah, das milícias iraquianas ou de combatentes tribais no Afeganistão.

Soleimani é completamente sintonizado com o líder religioso supremo, o aiatolá Ali Khamenei, o que não impede conflitos com outras forças internas do regime.
Chamado obsequiosamente na imprensa americana antitrumpista de “leão no inverno” e outros adjetivos sicofantas, é classificado pela oposição iraniana de “nosso maior inimigo”. Ou de maior terrorista do mundo.

Tudo o que Soleimani faz é estrategicamente pensado como num jogo de xadrez contra Israel.

Muitos indícios apontam para uma possível aceleração desse momento, embora o regime iraniano pense num prazo de algumas décadas até o que imagina ser a eliminação de Israel.

Como ninguém tem controle em situações muito menos complicadas, vários sinais de alerta estão sendo acionados por gente que normalmente tem por obrigação não jogar palavras ao vento. “Nunca vi um mês de maio tão perigoso desde maio de 1967”, disse recentemente o general da reserva Amos Yadiln, referindo-se às circunstâncias que antecederam a Guerra dos Seis Dias.

Yadlin chefiou a inteligência militar do Exército israelense e comandou a operação de destruição do reator nuclear usado pelo regime de Saddam Hussein para um programa bélico secreto, em 1981.

Na reserva, entre para o antigo Partido Trabalhista, hoje chamado Campo Sionista. É, portanto,da esquerda que abomina Netanyahu.

3. Humilhação é uma palavra tão perigosa quando o mais letal dos mísseis, especialmentepara um país como o Irã, que se considera superior a todos os árabes e, ao mesmo tempoameaçado, por ser duplamente minoritário, como persa e xiita.

A fulminante operação do Mossad, que invadiu o depósito em Teerã onde ficavam guardadosos segredos nucleares mais recônditos do país, colocou um sapo gigantesco na água de beber dos mais importantes figurões do regime.

Outra humilhação, com potencial infinitamente mais venenoso, é o acordo nuclear que DonaldTrump pretende rejeitar, modificar ou renegociar.

O acordo favorece o Irã em praticamente tudo, especialmente na suspensão das sanções
econômicas.

4. A política interna americana, em estado de exacerbação acelerada desde a eleição deTrump, é o fator mais importante para definir o futuro do acordo com o Irã.
A guerra de foice no escuro era até agora travada nos bastidores. Algumas informações sobre ela estão aparecendo e ninguém fica bem na foto.

John Kerry, o último secretário de Estado do governo Obama, fez uma operação controlada devazamento preventivo sobre seus encontros secretos para “salvar” o acordo.

Atenção: Kerry não ocupa nenhuma posição oficial, embora seja o representante informal de todo o establishment antitrumpista. Mesmo assim, encontrou-se não apenas com o presidente francês Emmanuel Macron e o alemão, Frank-Walter Steinmeir.

Kerry reuniu-se à sorrelfa com o ministro das Relações Exteriores do Irã, Mohammed Javad Zarif. Atenção: com acordo e tudo, o regime iraniano continuou a promover manifestações sob o lema “Morte à América”.

Imaginem o que aconteceria se um ex-senador republicano se encontrasse com um membro do governo do Irã durante o governo Obama. No caso de Kerry, existe um agravante pessoal. A filha dele, Vanessa, é casada com um colega médico de família iraniana. A “diplomacia secreta” – clandestina seria o adjetivo mais
apropriado – reavivou todas as teorias conspiracionistas sobre conexões ilegítimas de Kerry com o Irã.

Para contrabalançar o estrago da revelação, foi feito outro vazamento bomba: o governo Trumpcontratou uma agência privada de inteligência de Israel (aquela que todo mundo sabe quem é,mas tem medo de dizer o nome) para levantar dossiês comprometedores sobre doisintegrantes do governo Obama, Ben Rhodes e Colin Kahl.

A ideia seria desacreditar o acordo com o Irã, no qual ambos tiveram participação importante -Rhodes é o mais conhecido, depois de se jactar, com razão, como plantou entre jornalistas complacentes a versão que o governo Obama queria moldar sobre o acordo com o Irã.

É difícil estabelecer qual a revelação mais escandalosa, mas a segunda acaba pesando mais,se confirmada, por envolver integrantes do governo.

5. Atacado em vários flancos, especialmente nos que abriu voluntariamente, como o acordo deconfidencialidade feito (e pago) com uma atriz pornô durante a campanha presidencial e agora a história dos espiões estrangeiros contratados para fazer serviço sujo, Trump pode fazer uma surpresinha.

Todos os seus movimentos em relação a Israel e ao Oriente Médio em geral indicam que está perto de tentar o que nenhum presidente americano antes dele conseguiu: um acordo de paz factível.

Muitas condições são favoráveis. Egito e Arábia Saudita, os dois países árabes mais importantes, estão alinhados com os Estados Unidos (e contra o Irã) de maneira que nunca aconteceu antes.

Os palestinos, divididos em facções fratricidas, podem estar perto de se dar conta que é melhor
ter um país longe do ideal do que nenhum país.

E Netanyahu pode se ver na posição de vender à direita contrária a qualquer concessão a ideia de que o pior dos mundos é aquele em que Israel tem a animosidade dos Estados Unidos.

Em lugar da guerra do fim do mundo, prevista em tantas profecias bíblicas, existiria apossiblidade de acontecer a paz trumpiana?

Em lugar das grandes tribulações proféticas, Netanyahu e Suleimani, o lobo e o lobo, enfrentariam os aborrecimentos menores dos líderes que quebram o padrão e ousam ir contra a corrente? Com informações Veja online

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Conflito na Síria já evoluiu para uma “miniguerra mundial”

São pelo menos 13 países envolvidos em 7 anos de confrontos

Conflito na SíriaConflito na Síria

Já são mais de sete anos de conflito na Síria, com um saldo superior a 400 mil mortos, segundo a ONU. Desde que teve início, o embate de forças já foi chamado de “primavera árabe”, “guerra civil”, “guerra contra o Estado Islâmico” e agora especialistas apontam que se trata de uma “miniguerra mundial”.

O fato é que 19 países participaram direta ou indiretamente nas batalhas que ainda causam muita confusão no Ocidente sobre quais as reais motivações e consequências, quando ela chegar ao fim.

No início, dizia-se que era um conflito interno, opondo as forças do presidente Bashar al-Assad, considerado um ditador por parte de seu povo, e as forças “rebeldes”, que visavam uma mudança no país marcado por grandes índices de desemprego e grande pobreza.

Desde seus primórdios, em 2011, 13 lançaram ataques diretos, enquanto outros seis ofereceram apoio bélico.

Entendo quem são eles e como é sua atuação:

Rússia

Desde os tempos da União Soviética Moscou apoia a Síria, tendo interesse na saída para o mar do país, que poderia facilitar o escoamento da produção de petróleo.

Sabe-se que o governo de Vladimir Putin é o principal apoio do governo sírio, enviando armas e soldados para lá. O argumento sempre foi que combatiam as forças rebeldes, sobretudo as do Estado Islâmico, que dominava mais de um terço do território sírio até o ano passado.

Desde setembro de 2015 a Rússia aumentou sua participação no conflito, fazendo seguidos ataques aéreos e bombardeios, o que deu sobrevida a Assad.

O problema é que, segundo uma comissão de inquérito da ONU, em meios aos ataques russos, morreu um grande número de civis.

Estados Unidos

Sob o governo do ex-presidente Barack Obama, os Estados Unidos faziam um discurso aberto sobre derrubar Assad e ajudar grupos islâmicos que chamava de “moderados”. Após o ataque químico de 2013, Washington prometeu um bombardeio em retaliação, mas nada fez.

Estima-se que, desde 2014, os EUA lideraram uma coalizão de países ocidentais e aliados regionais, em mais de 11 mil ataques aéreos em solo sírio.

Quando assumiu o poder, em 2017, o presidente Donald Trump afirmou que iria rever a participação dos americanos na guerra. No início deste mês chegou a prometer a retirada de suas tropas, por entender que o papel dos EUA estava “cumprido” após o fim do domínio do Estado Islâmico.

O ataque em conjunto com o Reino Unido e a França na semana passada mostram que a situação não tem prazo para mudar.

Reino Unido

Parte da coalizão de países que se opõe a Assad, desde 2015, os aviões de guerra britânicos concentravam seus bombardeios às posições do Estado Islâmico, incluindo os poços de petróleo sob o controle do grupo extremista.

Desde que surgiram novas acusações de ataque com armas químicas, o gabinete de Theresa May avisou que esse tipo de situação “não poderia ficar impune”.

França

A França tem ligações históricas com a Síria e um interesse no resultado da guerra civil desde seu início, sempre se opondo à continuidade do presidente Bashar al-Assad no poder.

Desde 2013 os franceses vêm dando armas e apoiando militarmente os rebeldes. Logo que assumiu o poder, o presidente Emmanuel Macron vem defendendo repetidamente uma intervenção para derrubar Assad definitivamente.

Canadá

Nos primeiros anos do conflito, o Canadá fez parte da coalizão liderada pelos EUA que enfrentou o Estado Islâmico no Iraque e também na Síria. Quando primeiro-ministro Justin Trudeau assumiu, em 2016, retirou seus soldados do terreno, mas continuou apoiando publicamente a coalizão.

Austrália

Assim como o Canadá, a Austrália fez parte da coalizão que bombardeou o Estado Islâmico no Iraque e na Síria.

Quando um desses ataques resultou na morte de quase 90 soldados sírios, confundidos com as milícias do EI, o primeiro-ministro australiano, Malcolm Turnbull, pediu desculpas pelo erro.

Holanda

Entre 2014, a Holanda aceitou participar da campanha militar contra o Estado Islâmico. O país realizou centenas de ataques aéreos com aviões F-16 contra as bases do EI. Desde 2016 decidiu intensificar sua participação, enviando mais soldados para a Síria.

Irã

O Irã é a maior nação xiita do mundo e tem interesse estratégico na Síria. Seu temor era que o país caísse sob o domínio da Arábia Saudita, que é sunita, que está aliada com os Estados Unidos.

Sua contribuição tem sido fundamental para o governo de Assad, com Teerã enviando tropas em solo e investindo bilhões em assistência técnica e financeira. Além disso, subsidia a participação do Hezbollah, grupo extremista libanês, no conflito.

Existem várias bases militares iranianas na Síria, que Israel vem denunciando como parte de um plano de dominação territorial.

Turquia

Não se sabe ao certo de que lado a Turquia está. O governo de Ancara sempre manteve o discurso de apoio à coalizão liderada pelos Estados Unidos, mas há registros de negociações para compra de petróleo quando o Estado Islâmico tinha dezenas de poços sob seu controle.

Desde o final do ano passado, o presidente Erdogan tem concentrado sua intervenção no norte da Síria, onde luta contra os curdos, a quem chama de “terroristas”.

Arábia Saudita

Os sauditas já enviaram, desde 2011, uma grande quantidade de armas para grupos rebeldes na Síria, fornecendo-lhes também inteligência e apoio estratégicos.

Participaram de vários ataques aéreos em estreita colaboração com os EUA. Também lutam veementemente para impedir o aumento da influência do Irã na região.

Israel

Ao longo desta guerra, aviões de guerra israelenses entraram no território sírio para bombardear alvos estratégicos que considera um perigo para sua segurança.

Embora tecnicamente neutro, Israel protege sua fronteira norte, opondo-se à influência do Irã e do Hezbollah, seus inimigos declarados.

Recentemente, Israel lançou um ataque aéreo “em grande escala” contra 12 alvos militares, onde afirma que destruiu metade das defesas aéreas sírias.

Bahrein e Jordânia

Bahrein e Jordânia são outros países do Oriente Médio que já realizaram ataques na Síria.

A Jordânia participou da coalizão liderada pelos EUA quando o EI ameaçou abertamente derrubar o rei Abdullah. Além de disparar foguetes contra o território jordaniano, os jihadistas conseguiram derrubar um avião militar, em 2014. O minúsculo Bahrein juntou-se aos ataques contra o EI na Síria em 2015.

Há registros de outras nações envolvidos de forma menos direta no conflito. A Alemanha enviou 1,2 mil soldados para a Síria, seu maior contingente militar em todo o mundo.

A Noruega participa oficialmente da coalizão liderada pelos EUA, apoiando os rebeldes que se antagonizam a Assad. A Líbia, após a queda de Muammar al-Gaddafi, enviou tropas e armas em apoio às forças rebeldes por um curto período de tempo.

A situação do Iraque era muito semelhante à da Síria quando tinha parte de seu território dominado pelo Estado Islâmico. Recentemente, abriu seu espaço aéreo para a passagem de aviões iranianos em apoio a Assad. Com informações BBC e Washington Post

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Templo da “religião mundial” reúne judeus, islâmicos e cristãos

“Precisamos dialogar não só com pessoas de outra fé, mas também com pessoas da nossa própria fé”, afirma imã.

House of One
House of One

A ideia é construir um espaço que agrade judeus, islâmicos e cristãos. No coração de Berlim, capital da Alemanha, o House of One [Casa de Um] começará a ser edificado no início de 2019, ficando pronto dois anos depois.

“Você já viu rabinos, imãs e padres juntos em uma foto, mas nunca os viu compartilhando uma casa ou construindo uma casa”, afirmou o imã Osman Örs, um dos líderes do projeto. Segundo ele, um dos principais desafios é “mostrar a diversidade de nossas tradições”.

“Precisamos dialogar não só com pessoas de outra fé, mas também com pessoas da nossa própria fé”, filosofa, admitindo que a ideia certamente não agradará a todos.

O projeto é gerido conjuntamente pela Congregação Protestante de St. Petri-St. Marien, a Comunidade Judaica de Berlim e o Fórum Diálogo, uma entidade muçulmana. Desde 2011, líderes das três religiões monoteístas se reúnem para discutir um possível templo na Petriplatz, numa ilha no rio Spree.

O local foi escolhido por seu simbolismo. Ali viveu o primeiro morador de Berlim conhecido, pastor da igreja Petrikirche. Seu nome é mencionado em documento de 1237, o ano de fundação de Berlim.

O projeto do templo, que já está concluído, procurou respeitar as tradições dos grupos religiosos. Pela tradição, mesquitas e sinagogas precisam estar voltadas para o leste. O salão para reuniões islâmicas precisa ser quadrado, enquanto o espaço judaico precisa de pé-direito alto para receber as cabanas da Festa dos Tabernáculos.

Conforme explica o imã Örs, o local visto como o mais importante será o átrio central, que ligará os espaços de cada religião. “É um lugar de encontro onde podemos dialogar, também com pessoas de outras fés e mesmo ateus. Precisamos ter uma ponte com os seculares”, assegura.

Para uma das orientadoras do grupo, Corina Martinas, a ideia é “manter vivo o espírito do local” desde antes da construção começar. Ela, que é cristã, já trabalhou em Jerusalém, e afirma ter ficado “fascinada pela convivência dessas três religiões em um espaço tão pequeno”.

A ideia não é tentar apagar as tradições, mas mesclar várias delas como uma “religião mundial única”. A situação de intolerância religiosa, crescente na Alemanha também seria um impulsionador para o templo, pois advogaria uma suposta convivência harmônica.

Desde janeiro, um pavilhão de madeira foi erguido no terreno. Ali são feitas diferentes atividades. Uma delas reúne fiéis e não fiéis para uma hora de meditação, todas as semanas.

A House of One tem um custo total de € 43 milhões (R$ 177,6 mi). Até agora já foi levantado € 3,4 milhões (R$ 14 mi) dos governos local e federal. Doadores podem ajudar com a oferta mínima para um tijolo, a € 10 (R$ 41) cada. Mais de 2.500 pessoas, de 25 países, estão participando. A maioria (72%) vem da Alemanha. Do Brasil foram nove doações, totalizando 32 tijolos. O total arrecadado chega a € 8,6 milhões. Com informações Folha