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Escavações em Israel revelam palácio construído no século 8 a.C.

 

Complexo provavelmente foi usado pelos impérios que dominaram a região na Antiguidade

10 de novembro de 2010 | 17h 38

EFE – EFE

palácio que estava rodeado de jardins, cujos segredos ainda não foram desvendados, foi construído há séculos em uma colina nos arredores de Jerusalém e servia de posto para vigiar a cidade santa.

Ramat Rahel Project/Reprodução

Ramat Rahel Project/Reprodução

Vista aérea de parte do complexo, em foto tirada em 2007

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Há cinco anos, arqueólogos e historiadores de Israel e Alemanha tentam descobrir os mistérios que rodeiam as ruínas do palácio, que foi construído no final do século 8 a.C. na região conhecida hoje como Ramat Rahel, entre as cidades de Jerusalém e Belém.

O complexo era visível desde as duas principais vias que levavam à cidade de Jerusalém e, provavelmente, floresceu na época dos assírios, até ser esquecido e abandonado.

No local, é possível se observar os restos das trincheiras construídas durante a guerra de 1948 entre judeus e árabes.

"Trata-se de um palácio do período dos reis de Judá. É único. Não há nenhum deste tamanho e beleza em todo Israel. Nem mesmo em Jerusalém encontramos restos de palácios daquela época", disse o arqueólogo responsável pelas escavações, Yuval Gadot.

A área abriga os restos de "um grande complexo que incluía um palácio de arquitetura grandiosa, com um jardim interior, um pátio e um jardim que o rodeava todo", afirmou o arqueólogo.

A escavação, codirigida pelos professores Oded Lipschits, da Universidade de Tel-Aviv, e Manfred Oeming, da Universidade de
Heidelberg (Alemanha), "joga luz sobre uma época histórica que está muito distante e nos dá mais informação sobre aquele tempo", ressaltou Gadot.

A descoberta mais surpreendente são os jardins, já que nunca se havia encontrado em Israel vestígios de parques dessa época, ao contrário da região da Mesopotâmia, no atual Iraque, e da Europa, onde muitas áreas verdes foram descobertas.

"Os jardins rodeavam o palácio com o objetivo de chamar a atenção de qualquer ponto em Jerusalém. Foram usadas sofisticadas e poderosas instalações de água, túneis esculpidos em pedra e recobertos interiormente e por fora. Tudo para criar uma paisagem artificial, um paraíso nas montanhas desertas de Jerusalém", disse Gadot.

Segundo Gadot, os jardins contradiziam a realidade da época: "É como se alguém dissesse ‘não tenho água, portanto vou usá-la exageradamente para ressaltar meu poder. Não há vegetação, portanto vou colocar plantas por todas as partes, um jardim que todo mundo possa admirar de longe. Criarei um lugar para deuses, transformarei uma montanha em uma planície repleta de jardins’".

A teoria mais plausível para os arqueólogos é que o palácio tenha servido de centro administrativo para os representantes dos diferentes impérios da época, enviados pelos imperadores sírios, babilônios e persas que controlaram a Judeia e usaram este lugar para recolher impostos.

"O poder que vemos aqui é maior que o que tinham os reis de Judá, é um poder imperial", afirma o arqueólogo.

Uma análise da terra revela que os jardins foram vistos pela última vez no início do período helenístico.

Nos cinco anos de pesquisas, os arqueólogos ainda não conseguiram compreender totalmente os complexos sistemas de distribuição de água que alimentavam o jardim e que, segundo Gadot, foram projetados "não só para recolher a pouca água da chuva e levá-la de um lugar para o outro, mas com objetivo estético".

A escavação revela complexas estruturas com túneis que parecem não levar a lugar algum, cuja função ainda está por decifrar.

Após servir de centro administrativo no período helenístico, o palácio foi abandonado e desapareceu. Em seu lugar, nasceu uma vila romana em meados do século 2 d.C.

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Chanceler israelense descarta paz com palestinos nos próximos anos

 

DA FRANCE PRESSE, EM JERUSALÉM

O ministro israelense das Relações Exteriores, Avigdor Lieberman, declarou nesta terça-feira em entrevista à France Presse que levará "ao menos uma década" até se alcançar um acordo de paz entre Israel e os palestinos.

"Penso que temos uma boa cooperação econômica e de segurança e devemos prosseguir cooperando nestes dois níveis até alcançar a solução política, em ao menos uma década", declarou Lieberman, do partido ultranacionalista Israel Beiteinu.

"Considero que é impossível acelerar artificialmente o processo político. Será preciso avançar passo a passo", disse Lieberman, ao defender um "acordo interino a longo prazo" com os palestinos, no momento em que as negociações de paz estão completamente bloqueadas.

O chefe da diplomacia israelense, cujas posições foram recentemente desaprovadas pelo primeiro-ministro Binyamin Netanyahu, acusou a comunidade internacional de "exagerar" sobre o conflito israelense-palestino.

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Ministro de Israel afirma que Belém é o centro da espiritualidade

ora O Natal continua a ser um tempo de alegria e celebração para os cristãos e em torno de Belém, diz um líder.

De acordo com um portal de notícias internacionais, o ministro do Turismo, Khouloud Deibes disse que o local de nascimento de Jesus continua a ser o centro da espiritualidade cristã, apesar das dificuldades causadas pelo conflito em curso entre israelenses e palestinos na Cisjordânia e Gaza.

Milhões de turistas e peregrinos são atraídos a cidade todos os anos, mas para os cristãos que vivem na região, são lugares de significado espiritual diariamente, especialmente no Natal.

“O Natal é uma fonte de alegria e orgulho para nós, porque aqui aconteceram os fatos relatados na história.

Aqui nós temos tempo para comemorar em nossas igrejas, que são monumentos vivos, não museus”, disse Deibes.

Este ano, milhares de cristãos esperam para receber a autorização especial de viagem no mês do Natal. “As pessoas ainda estão sofrendo, o Natal é uma boa ocasião para mostrar como a situação política está afetando negativamente a presença cristã na Terra Santa”.

Os vendedores e donos de lojas em Belém estão relatando um impulso nos negócios depois de anos de incerteza e dificuldades durante a intifada, com doze novas lojas abrindo perto de Praça da Manjedoura e da igreja, nos últimos 12 meses.

O turismo, que aumentou 60% em relação ao ano passado, continua a ser vital para a economia local. Segundo a Bloomberg, o Ministério do Turismo estima que 15% do produto interno bruto vem da indústria.

Porta-voz da Autoridade Palestina, Ghassan Khatib foi citado pela Bloomberg. “Belém tem um peso enorme, culturalmente e religiosamente, e é por isso que é uma área a receber grande atenção por parte da Autoridade Palestina.

Fonte: Christian Today / Redação CPAD News Guia-me.com