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Será que vale a pena assistir a programação Gospel na TV?

 

 

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A simplicidade teológica do século XXI

Na minha modesta opinião, surge um novo fenômeno, o neo-cristianismo. Esses grupos que eram chamados de neo-pentecostais, não se encaixam, de forma alguma em qualquer padrão de cristianismo que eu tenha conhecimento. Logo, precisam de uma nova nomenclatura.

Conversando com 2 irmãos da minha igreja, ouvi deles a seguinte expressão “não vejo Cristo nem salvação nesses programas de TV”. Não que não haja, há. Mas de forma muito diferente da que é pregada em igrejas históricas com teologias formuladas na época da reforma. Também são diferentes de católicos (romanos, ortodoxos, gregos, russos, cipriotas, etc), seitas apocalípticas… São únicos!

Isso levou-me a gastar algumas horas ouvindo mensagens, e muito rapidamente consegui formular uma teologia sistemática desse novo cristianismo. Esse compendio cabe em uma folha de papel é simples para qualquer pessoa entender, vamos a ele:

Cristo: O mediador da benção.

Benção: todo e qualquer bem material ou físico que você deseje.

Sofrimento: afastamento da benção

Pecado: algo ruim, que te separa da benção.

Oferta: meio para convencer Deus a te abençoar. Também pode ser o caminho entre você e benção.

Pastor: aquele que diz o que você deve fazer para alcançar a benção.

Bíblia: manual (não autoexplicativo) sobre o modo de conseguir a benção. Também pode ser um punhado de versículos com temas como vitória, benção e jubilo. Observação: não se pode ler mais que um parágrafo de cada vez.

Diabo: aquele que quer te separar da benção.

Demônios: enviados pelo diabo para te impedir de contribuir com a igreja e impedir seu sucesso.

Inferno: de onde vem o diabo e seus demônios e para onde irão todos aqueles que não conseguem a benção.

Igreja: (1) desde que seja a certa, o lugar onde você leva a oferta, recebe a benção e volta pra contar depois. (2) propriedade do seu líder.

Cristãos: (1) Os que recebem a benção. (2) Os que ainda vão receber a benção.

Fonte: Crentassos

Se você é ou não cristão, deve saber que isso está bem longe de ser o Evangelho de Cristo. Na televisão e em muitas igrejas, se tem pregado um evangelho triunfalista, um evangelho da prosperidade que é sinônimo apenas de arrecadação, levando muitas pessoas para o abismo.

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Prática do ‘Cair no Espírito’ Gera Controvérsias, ‘É um Fenômeno Natural’ Diz Apologista

 

Por Jussara Teixeira|Correspondente do The Christian Post

A prática de “cair no espírito”, presente em diversas igrejas evangélicas no Brasil e no mundo, descrita na série “Grandes Reportagens” do programa Domingo Espetacular, da Record provoca controvérsias entre os próprios evangélicos.

evangélicos

(Foto: noticias.r7.com)

Foto de tela do vídeo da Grande Reportagem sobre o "Cair no Espírito" transmitido pela Rede Record.

Enquanto alguns apoiam a iniciativa, justificando o “cair” como maneira de ficar em plena comunhão com o divino, outros condenam a prática, classificando-a como modismo teológico.

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De acordo com o apologista Johnny T. Bernardo, fundador do Instituto de Pesquisas religiosas (INPR Brasil), a prática não é aceita de forma unânime nas igrejas adeptas do fenômeno e mesmo nas igrejas petencostais. “São características esporádicas, presentes em igrejas de pouca formação teológica e que supervalorizam o ‘místico’ e o ‘sobrenatural’”, diz.

Segundo o estudioso, muitas pessoas, tanto latinas como de origem anglo-saxônica são facilmente atraídas por modismos teológicos e religiões de poder. “São características individuais e que variam de igreja para igreja e de país para país”.

é possível encontrar por, exemplo, igrejas em Nova York que induzem seus membros ao “cair no espírito”, mas também outras que optam por uma liturgia mais leve, com ministração de louvor e estudo bíblico. “Trata-se, pois, de um fenômeno global, e não apenas regional”.

História

O “cair no espírito” é uma prática adaptada pelas igrejas em célula e sua origem está na visão de Bogotá (G12).

Segundo Bernardo, o fenômeno passou a ser visto também como uma demonstração de que o crente está em plena comunhão com o divino.

Uma das igrejas pioneiras na prática é a Comunidade Cristã do Aeroporto, de Toronto, Canadá que, além do “cair no espírito”, tornou-se mundialmente conhecida pela “unção do riso” – experiência segundo a qual o crente começa a rir descontroladamente, seguido pelo “cair no espírito”. Outro “fenômeno” é o dente de ouro, prática comum em algumas igrejas pentecostais brasileiras, durante a década de 80.

A unção de Toronto passou a ser usada nas chamadas “ministrações”, reuniões de êxtase “espiritual” induzida por ministradores – pastores ou líderes de células – em ocasião de congressos e encontros.

Um dos primeiros a introduzir a prática no Brasil foi o casal César e Cláudia Castelhanos, autores e líderes internacionais da igreja em células. Presentes no 1º Congresso Nacional de Igrejas em Células no Modelo dos 12, realizado em junho de 2000, em Sumaré, SP, o casal ministrou a unção de Toronto, diante dos quais diversas pessoas, entre pastores e líderes, foram ao chão.

O crescimento exponencial do Protestantismo, que chega atualmente a cerca em torno de 590 milhões de seguidores, produziu uma igreja com diversas faces e formas de atuação, explica o apologista.

“é um fenômeno natural, mas que precisa de acompanhamento bíblico e eclesiástico. Os casos de Paulo e João que subiram ao céu por meio de um arrebatamento são fatos bíblicos que comprovam a atuação divina sobre o homem.”, diz Bernardo.

O estudioso acredita que a forma como algumas igrejas interpretam tal fenômeno foge à reta ortodoxia e constitui-se num prejuízo ao Evangelho.

“A virtude do Espírito é dada à Igreja como uma forma de “dunamis” (poder, impulso) para que esta realize a obra de Deus (Atos 1.8). é mais um sinal interno do que externo.”, conclui Bernardo.

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Papa Bento XVI se diz ‘Perplexo’ com Avanço das Igrejas Petencostais

 

Por Jussara Teixeira|Correspondente do The Christian Post

O papa Bento XIV disse nesta sexta-feira que as igrejas cristãs históricas estão "perplexas" e preocupadas com o avanço das igrejas pentecostais, e convidou os protestantes a trabalhar junto com os católicos para testemunhar a fé em um mundo secularizado.

A declaração foi feita por Joseph Ratzinger em um encontro com os representantes do Conselho da Igreja Evangélica Alemã (EKD) em Erfurt, segundo a Agência EFE.

A cidade é conhecida como o lugar onde Martinho Lutero (1483-1546) foi ordenado sacerdote católico em 1507, antes de liderar a reforma protestante, em 1521.

Bento XVI fez questão que o encontro acontecesse no antigo convento onde Lutero estudou, em um claro esforço por aproximação com o protestantes, dado o caráter ecumênico da viagem.

Na manhã desta sexta-feira o Papa defendeu que o mais necessário para o ecumenismo é não perder as grandes coisas que têm em comum.

"A coisa mais importante para o ecumenismo é que, pressionados pela secularização, não percamos as grandes coisas que temos em comum, aquelas que nos fazem cristãos e que temos como dom e tarefa", afirmou, de acordo com a Agência EFE.

"Foi um erro ter visto majoritariamente aquilo que nos separa e não ter percebido de forma essencial o que temos em comum nas grandes pautas da Sagrada Escritura e nas profissões de fé do Cristianismo antigo", acrescentou.

O Papa defendeu a comunhão entre que os Cristãos como um fundamento imperecível. "Infelizmente, o risco de perdê-la é real. Nos últimos tempos, a geografia do Cristianismo mudou profundamente e continua mudando".

O chamado ‘fenômeno mundial de mudança’, segundo Bento XVI, traz um Cristianismo com pouca densidade institucional, pouca bagagem racional e pouca estabilidade. Por isso, ele defende a obrigação de questionar o que permanece válido e o que pode ser mudado na opção pela fé.

Bento XVI e os líderes religiosos protestantes estarão juntos em uma celebração ecumênica, quando o Papa fará uma oração pela unidade dos Cristãos, e o presidente do Conselho Pontifício para a Unidade dos Cristãos, cardeal Kurt Koch, fará uma prece sacerdotal, recitando a oração do Pai-nosso.

Um bispo evangélico lerá o salmo 164 na tradução feita por Lutero, na qual expressa a vocação cristã comum para louvar a Deus, segundo informações da Agência EFE.