Categorias
Estudos

A humanidade vai alcançar a tão desejada paz mundial? Veja o que a Bíblia diz sobre isso

Escatologia — Fim dos Tempos.
FONTE: GUIAME, CRIS BELONI
Pomba branca é símbolo de paz mundial. (Foto: Pixabay)
Pomba branca é símbolo de paz mundial. (Foto: Pixabay)

“Quando disserem: Paz e segurança, então, de repente, a destruição virá sobre eles, como dores à mulher grávida; e de modo nenhum escaparão.” (1 Tessalonicenses 5.3)

Vamos direto ao contexto

Tessalônica era uma cidade portuária muito movimentada, um centro importante para as comunicações e o comércio, com uma população aproximada de 200 mil pessoas.

Tudo indica que a igreja era composta por uma maioria de gentios e, provavelmente, poucos judeus. A intenção de Paulo ao escrever duas cartas aos tessalonicenses era para encorajar os novos convertidos nas provações e instruí-los na Palavra.

Entre os temas, percebemos que a escatologia, que é a doutrina das últimas coisas, predomina. Perceba que quase todos os capítulos terminam com uma referência à segunda vinda de Cristo. É por isso que as cartas aos tessalonicenses são conhecidas como “cartas escatológicas”.

No versículo que estamos estudando, Paulo disse que após o anúncio da “paz e da segurança” viria uma grande destruição sobre os ímpios, ou seja, aqueles que dormem e que andam nas trevas.

Ele falava sobre o Dia do Senhor ou a volta de Cristo. Estamos falando de uma profecia acompanhada de sinais. E para que servem esses sinais? Para que “os filhos da luz” não sejam pegos de surpresa.

Veja o que dizem os versículos anteriores

“Irmãos, quanto aos tempos e épocas, não precisamos escrever-lhes, pois vocês mesmos sabem perfeitamente que o dia do Senhor virá como ladrão à noite.” (1 Ts 5.1-2)

Agora os versículos posteriores

“Mas vocês, irmãos, não estão nas trevas, para que esse dia os surpreenda como ladrão. Vocês todos são filhos da luz, filhos do dia. Não somos da noite nem das trevas.” (1 Ts 5.4-5)

“Porque Deus não nos destinou para a ira, mas para recebermos a salvação por meio de nosso Senhor Jesus Cristo.” (1 Ts 5.9)

Sobre o anúncio de paz e segurança

Perceba que o texto não se refere a uma paz mundial sendo praticada, mas apenas ao anúncio dela. Na verdade, nunca houve paz no mundo. Após a corrupção humana, no jardim do Éden, tudo o que vemos é desequilíbrio.

A Bíblia relata histórias de guerra, períodos intensos de fome, pragas e doenças, injustiças e maldades de todo tipo, e em todo lugar. Como poderia haver paz num ambiente assim?

Quando a Bíblia fala de paz, é aquela que “excede o entendimento”, uma paz que só é encontrada em Deus, quando a nossa mente está “guardada em Cristo” (Fp 4.7).

Ou então sobre a paz entre os irmãos (Rm 12.18). Se está escrito que “não há nenhum justo, nem um sequer (Rm 3.10), como faríamos a paz reinar?

Não existe paz sem justiça. Se os seres humanos não conseguem fazer o bem sem a presença de Deus, então não vão conseguir a paz mundial tão sonhada. Aliás, Jesus esclareceu sobre isso:

“Não pensem que vim trazer paz à terra; não vim trazer paz, mas espada.” (Mt 10.34)

E o que é a espada? “…a espada do Espírito, é a palavra de Deus.” (Ef 6.17)

E a Palavra de Deus faz separação entre o ímpio e o justo, o joio e o trigo, o mau e o bom.

“Pois a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais afiada que qualquer espada de dois gumes; ela penetra ao ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e julga os pensamentos e intenções do coração.” (Hb 4.12)

Vivemos neste mundo uma verdadeira luta entre o bem e o mal e enfrentamos tanto as guerras físicas quanto as espirituais. Nesse sentido, não há paz. Então quem prega uma paz mundial no tempo em que vivemos? Vamos pensar um pouco sobre isso.

O que a Bíblia diz sobre a paz?

Jesus disse o seguinte: “Deixo-lhes a paz; a minha paz lhes dou. Não a dou como o mundo a dá.” (Jo 14.27)

“Bem-aventurados os pacificadores, pois serão chamados filhos de Deus.” (Mt 5.9)

Como o mundo dá a paz?

Segundo a Bíblia, se você está em paz com Deus, automaticamente precisa guerrear contra o mundo e seus pecados.

“…vocês não sabem que a amizade com o mundo é inimizade com Deus? Quem quer ser amigo do mundo faz-se inimigo de Deus.” (Tg 4.4)

“Você será amigo do mundo se viver de acordo com as leis do mundo. E a Bíblia diz que “o mundo todo está sob o poder do Maligno.” (1 Jo 5.19)

Então, só há dois caminhos a seguir e estes dois caminhos são opostos. Um é contra o outro e estão sempre em guerra. Estabelecer uma paz mundial será o mesmo que unir todos os “amigos do mundo” e isso quer dizer que os “amigos de Deus” ficarão de fora, serão banidos e violentamente perseguidos. Os filhos de Deus devem buscar a “paz celestial”.

Planos para uma “paz mundial”

Dentro da agenda 2030 da ONU, há 17 objetivos e 169 metas que visam transformar o mundo inteiro, entre eles está a “paz universal”. Os planos “ousadíssimos” da Organização das Nações Unidas visam erradicar a pobreza, acabar com a fome e oferecer saúde, educação e até justiça. Será que os seres humanos seriam capazes de fazer justiça a nível mundial? Quais seriam os critérios?

De acordo com informações da própria ONU, a “liderança política” precisa ser mais determinada e ousada. E para “defender as normas”, os líderes devem usar todos os mecanismos de rastreamento, investigação e denúncia para se manifestar contra as violações e condená-las. A questão é “quais seriam essas normas” e “quem seria condenado por não cumpri-las”?

Perceba que estamos falando de uma “paz” produzida e arquitetada para transformar e controlar a humanidade. Uma “falsa paz” que quer aniquilar a liberdade. Só as pessoas livres podem sentir paz. As que são monitoradas e rastreadas não vivem em paz, elas vivem com medo. Elas não praticam a paz, elas são obrigadas a seguir as regras.

Unificados e uniformizados

Ativistas cristãos têm feito vários alertas sobre tudo o que está por trás da agenda da ONU, o que eles descrevem como “causas não-cristãs”. O jornalista e blogueiro Júlio Severo (falecido em 2021), foi ativista pró-família conservador e ex-colunista do Mídia Sem Máscara. Ele apontava para a promoção do aborto, apoio total à homossexualidade e ataque à família tradicional.

Outro jornalista cristão, Bernardo Kuster, acredita que a agenda 2030 serve para um propósito de uniformização das políticas dos países, da economia e tudo mais, para transformar a coisa num bloco só, para ficar tudo mais administrável.

Logo, o foco deles não é a paz, mas o “controle” mundial”. O anúncio de “paz e segurança” é somente uma publicidade que vai chamar muito a atenção das pessoas, pois é o que elas mais almejam e necessitam. Na verdade, isso está totalmente fora do contexto bíblico.

Nova Ordem Mundial Autoritária

Outro jornalista que faz um alerta sobre esse assunto é Michelson Borges. Em seu canal no Youtube, traduziu e postou um documentário com o seguinte tema: “A ONU e a agenda secreta”, onde aponta para uma “Sociedade Sintética” com o objetivo de criar uma única religião mundial, através da unificação de todas as crenças, além de estabelecer um governo único.

A questão é que os modelos seguidos pelos secretários-gerais da ONU são baseados no Manifesto Comunista. Isso fica claro quando suas ideologias são conhecidas.

Da criação da ONU até os dias atuais, não houve um só líder que não estivesse ligado ao comunismo, socialismo, marxismo e até nazismo. Inclusive este último, o português António Gutérrez, que assumiu o cargo em 2017, atuou como secretário-geral do Partido Socialista em seu país. Ele é conhecido por sua militância em organizações marxistas que reúnem partidos e movimentos de esquerda do mundo inteiro.

Você ainda acredita que haverá uma paz mundial?

A Bíblia diz que haverá um novo céu e uma nova terra, e que Deus estará com a humanidade. Veja o que as profecias dizem sobre isso:

“Ele enxugará dos seus olhos toda lágrima. Não haverá mais morte, nem tristeza, nem choro, nem dor, pois a antiga ordem já passou.” (Ap 21.4)

“Aquele que estava assentado no trono disse: Estou fazendo novas todas as coisas! E acrescentou: Escreva isto, pois estas palavras são verdadeiras e dignas de confiança.” (Ap 21.5)

Não haverá mais nada impuro, vergonhoso ou enganoso (Ap 21.27), não haverá maldição (Ap 22.3), nem escuridão, pois Deus será a própria luz (Ap 22.5).

“Aquele que dá testemunho destas coisas diz: Sim, venho em breve! Amém. Vem, Senhor Jesus!” (Ap 22.20)

Conclusão

Essa paz e essa segurança que, um dia, serão anunciadas, são apenas um sinal do tempo do fim. Depois do anúncio, não virá a paz, mas a destruição e o juízo de Deus sobre os maus. Mas, os justos serão protegidos e guardados. E viverão em paz, mesmo em meio à guerra.

“O próprio Senhor da paz lhes dê a paz em todo o tempo e de todas as formas. O Senhor seja com todos vocês.” (2 Ts 3.16)

Por Cris Beloni, jornalista cristã, pesquisadora e escritora. Lidera o Movimento Bíblia Investigada e ajuda as pessoas no entendimento bíblico, na organização de ideias e na ativação de seus dons. Trabalha com missões transculturais, Igreja Perseguida, teorias científicas, escatologia e análise de textos bíblicos.

Categorias
Cultos

A China dominará o mundo? Historiador explica que não, com base nas profecias de Daniel

Rodrigo Silva acredita que o próximo reino global será o de Cristo.
FONTE: GUIAME, CRIS BELONI
Rodrigo Silva, arqueólogo e historiador. (Foto: Reprodução/YouTube)
Rodrigo Silva, arqueólogo e historiador. (Foto: Reprodução/YouTube)

Segundo o arqueólogo e historiador Rodrigo Silva, numa publicação recente em seu canal no YouTube, a atual supremacia chinesa não garante que essa nação dominará o mundo. “Eu sei que pode até parecer um ‘suicídio intelectual’ afirmar que a China não vai dominar a cultura mundial”, disse o arqueólogo que justifica sua resposta usando a Bíblia.

Ele acredita que muitas profecias contidas nas Escrituras já foram cumpridas e as que ainda faltam, vão se cumprir à risca. “Aguardo o cumprimento das profecias, não me baseando no achismo, mas numa fé que é racional”, disse.

O livro de Daniel e o futuro da humanidade

Rodrigo Silva aponta para o livro de Daniel como sendo a fonte das respostas mais coerentes quando a pergunta é relacionada ao domínio mundial. Ele ressalta que esse livro já foi reconhecido tanto pela arqueologia atual, já que seus manuscritos foram encontrados nas cavernas de Qumran, mar Morto, quanto pelo próprio Jesus, quando reconheceu Daniel como profeta. “Assim, quando vocês virem ‘o sacrilégio terrível’, do qual falou o profeta Daniel…” (Mateus 24.15)

Jesus estava respondendo aos discípulos sobre o tempo do fim e os sinais de sua volta. No “sermão profético”, como é conhecido o texto de Mateus 24, Cristo falou sobre diversos sinais que seriam destaque a partir de um período conhecido como Princípio das Dores. Terremotos, guerras, ódio e traição, falsos profetas, aumento da maldade e a pregação do Evangelho a todos os povos.

Sobre o governo do anticristo profetizado para o fim dos tempos, conforme Apocalipse 13.8, indicando a existência de um governo global, o arqueólogo também relaciona as profecias feitas por Daniel.

O profeta Daniel falou sobre os reinos globais que dominariam o mundo. Primeiro através do sonho do rei Nabucodonosor sobre a estátua feita de metais — ouro, prata, bronze, ferro e ferro misturado com barro (Dn 2.32) e segundo sobre a visão dos animais — carneiro e bode (Dn 8.4).

Profecias de Daniel

“Tu olhaste, ó rei, e diante de ti estava uma grande estátua: uma estátua enorme, impressionante, e sua aparência era terrível. A cabeça da estátua era feita de ouro puro, o peito e o braço eram de prata, o ventre e os quadris eram de bronze, as pernas eram de ferro, e os pés eram em parte de ferro e em parte de barro.” (Daniel 2.31-33)

O teólogo explica que o ouro representava a Babilônia, o reino mundial daquela época. Mas aquele reino seria substituído por outro mais fraco simbolizado pela prata, no caso o império Medo-persa. O bronze apontava para a Grécia e o ferro para Roma. A Bíblia profetiza sobre essa transição de governos através de símbolos, sonhos e visões.

“Em 538 a.C., Dario e Ciro se aliaram à Média e Pérsia [carneiro de dois chifres, conforme Dn 8.3], conseguiram desviar o curso do rio Eufrates e entraram na Babilônia no momento em que o filho do rei estava comemorando e bebendo vinho nas taças sagradas que tinham sido roubadas de Jerusalém. Ele foi morto naquela mesma noite e a arqueologia confirma isso. Foi a primeira transição de governo conforme o sonho da estátua”, explicou o arqueólogo.

Rodrigo também conta que, em 331 a.C., Alexandre, o Grande se destacou por desejar dominar o mundo. Seu exército era menor que o dos persas, ou seja, era inferior, por isso era representado pelo bronze. Esse império, a Grécia, foi dividido em quatro partes.

“De fato, quando Alexandre morreu seu reino se dividiu porque ele não deixou herdeiros. Os quatro generais Cassandro, Selêuco, Lisímaco e Ptolemeu dividiram o reino entre si. Depois disso, veio Roma [ferro] como a nação soberana do mundo”, explicou.

Qual será o próximo reino?

De acordo com a profecia, o próximo reino simbolizado por “ferro e barro” substituiria Roma. “E, como viste, o ferro estava misturado com o barro. Isso quer dizer que se procurará fazer alianças políticas por meio de casamentos, mas essa união não se firmará, assim como o ferro não se mistura com o barro.” (Daniel 2.43)

“A profecia diz que o último reino do mundo seria o ‘reino esfacelado’ de Roma. Quer dizer que nunca mais o mundo terá um reino unificado como foi no passado. A Europa de hoje, fragmentada, é justamente o Império Romano dividido”, apontou.

Rodrigo explica que a história da Europa toda é formada por várias tentativas de reunificação através de casamentos e que nenhuma delas deu certo, pelo contrário, só se via as monarquias caindo. “Também tentaram unir as nações através de batalhas e não deu certo”, lembrou citando Napoleão Bonaparte, Carlos Magno e Adolf Hitler.

“Mesmo com a profecia que fala do anticristo que está em Daniel e Apocalipse, não quer dizer que haverá novamente um império mundial como foi Roma, Babilônia, Grécia ou Pérsia. Nós continuaremos com esse reino dividido até o fim”, esclareceu concluindo que nem a China e nem outra nação terá um domínio global.

“Estamos aqui vivendo os dias dos ‘dedos da estátua’, olhando para trás e vendo que as profecias se cumpriram de maneira maravilhosa. Isso mostra que a Bíblia foi escrita por homens, mas a inspiração foi de Deus”, afirmou.

“Na época desses reis, o Deus dos céus estabelecerá um reino que jamais será destruído e que nunca será dominado por nenhum outro povo. Destruirá todos esses reinos e os exterminará, mas esse reino durará para sempre”. (Daniel 2.44)

“Eu sou um teimoso apaixonado pela Bíblia, mas não um apaixonado cego. Eu vejo tantas evidências de que as profecias foram se cumprindo ao ‘pé da letra’ que eu chego à conclusão racional de que esse livro não é um ‘conto da carochinha’. Se as profecias bíblicas se cumpriram até aqui, elas vão se cumprir até o fim. Ou seja, o próximo reino será o de Cristo que, conforme a profecia, é a pedra que se solta de uma montanha sem auxílio de mãos, e que ao rolar vai esmigalhar o ferro, o bronze, o barro, a prata e o ouro”, finalizou.

Categorias
Estudos

Se terremotos sempre existiram, como podem ser um sinal do fim dos tempos?

Os terremotos estão acontecendo com mais intensidade, em intervalos de tempo mais curtos, como as dores de parto.
FONTE: GUIAME, CRIS BELONI
Menina entre escombros após terremoto no Japão. (Foto: Pxhere)
Menina entre escombros após terremoto no Japão. (Foto: Pxhere)

Entre os sinais que indicam o fim dos tempos, biblicamente falando, os “terremotos em vários lugares” descrevem um cenário de grandes destruições, associado a guerras e muitos conflitos.

Porém, os terremotos sempre existiram (e as guerras também), mesmo nos tempos em que Jesus disse estas palavras aos seus discípulos: “Vocês ouvirão falar de guerras e rumores de guerras, mas não tenham medo. É necessário que tais coisas aconteçam, mas ainda não é o fim. Nação se levantará contra nação, e reino contra reino. Haverá fomes e terremotos em vários lugares. Tudo isso será o início das dores” (Mateus 24.6-8).

Então, vivemos no tempo descrito por Jesus como “início das dores”? De acordo com o teólogo e hebraísta, Luiz Sayão, é importante ressaltar que o “tempo do fim” já teve início na época de Jesus. “A Bíblia considera essa realidade desde a criação do mundo”, diz o pastor ao Guiame.

Como “dores de parto”

O termo “início das dores”, que Jesus utiliza em Mateus 24, remete à simbologia de uma mulher em trabalho de parto. O que vai sinalizar o início de suas dores são alguns eventos bem específicos. Vale lembrar que, na simbologia, quem vai “nascer” é Jesus.

Ou seja, todos os sinais apontam para a Sua segunda vinda. Por esse motivo “a terra geme e se contorce” e podemos ver isso através dos acontecimentos, sendo um deles o “terremoto”.

Sayão aponta para o aumento de terremotos, tanto em quantidade quanto em intensidade, a partir do século 20. “O que estamos vendo nunca havia sido registrado na história. Há conflitos e terremotos em todas as partes do mundo. Vemos que está ficando cada vez mais acentuado”, comentou.

Terremotos mortais e destrutivos do USGS (Serviço Geológico dos Estados Unidos) em todo o mundo entre as magnitudes 6 e 8, desde 1900

‘É preciso estar em sintonia com a Palavra’

“Essa figura das ‘dores de parto’ que atinge a realidade da Criação é uma antecipação desse ‘nascimento’ [vinda de Jesus]. A Bíblia é muito clara, por isso devemos estar em sintonia com a palavra de Deus”, alertou o hebraísta..

Segundo Sayão, se torna cada vez mais necessário a proclamação do Evangelho. “Se a gente sabe que vai ser assim, que tipo de pessoa devemos ser? Como diz a epístola de Pedro, devemos ter uma vida piedosa diante de Deus”, disse ao citar 1 Pedro 3.

Ao lembrar que o fim dos tempos envolve também uma grande apostasia — abandono da fé — Sayão observa que, desde os anos 90, a humanidade está assistindo grandes abalos e catástrofes na natureza. Paralelamente, há muitas pessoas se afastando de Deus.

“De 20 a 30 anos pra cá, os sinais estão cada vez mais acentuados. Desejo que todos se voltem para as orações, para Deus e para a sua Palavra e que consagrem suas vidas a Cristo Jesus, nosso Senhor”, ele enfatizou.

Vale citar que os termos usados por Jesus são simbólicos e indicam os tempos bíblicos. Os “sinais” ajudam no entendimento da chegada de cada tempo determinado. Os termos seguem a seguinte sequência: princípio das dores, fim dos dos tempos e últimos dias.

Últimos terremotos catastróficos

Na última década, foi possível observar que mais terremotos de magnitude extrema ocorreram no mundo. Na opinião do vulcanologista Steve Maddox, da Universidade de Dakota do Norte, a incidência dos terremotos está aumentando conforme o tempo passa.

Segundo o especialista, de 1900 a 1909 foram registrados 141 terremotos no mundo todo. De 1970 a 1979, em contrapartida, foram registrados mais de 1.500 terremotos — um número bastante alarmante. Quanto aos terremotos de magnitude extrema, foram registrados 7 deles no século 19. Na primeira metade do século 20, houve 15; e na segunda metade, foram 20. Mas nada se compara ao século 21. Veja:

14 de agosto de 2021 (Haiti) — O terremoto de magnitude 7.2 que atingiu o Haiti intensificou a crise humanitária que o país já enfrentava, deixando quase 1,3 mil mortos e pelo menos 5,7 mil feridos. Apenas quatro dias depois, houve outro tremor de 4.3 na escala Richter, responsável pela morte de mais de 2,1 mil pessoas. Há 10 anos, o Haiti já havia sido atingido por um terremoto de magnitude 7,0 que matou mais de 300 mil pessoas.

12 de maio de 2015 (Nepal) — Pelo menos 8,9 mil pessoas morreram em um terremoto de magnitude 7,8 seguido por outro tremor violento de magnitude de 7,3. A capital Katmandu e as regiões do epicentro, a 70 quilômetros de distância, foram devastadas. Mais de meio milhão de casas foram destruídas, deixando milhares de desabrigados.


Pessoas trabalham entre os encontros, após o terremoto no Nelal, em 2015. (Foto: The Sanitation and Hygiene Fund/Flickr)

11 de março de 2011 (Japão) — Terremoto de magnitude 9,0 matou pelo menos 15,7 mil pessoas; 4,6 mil dadas como desaparecidas e 5,3 mil feridas. O terremoto foi seguido de um tsunami e arrasou a costa leste de Honshu, maior e mais populosa ilha do Japão. A combinação de tremor e maremoto também deixou mais de 130 mil pessoas desabrigadas e destruiu 300 mil casas e prédios. A maioria das mortes ocorreu nas cidades de Iwate, Miyagi e Fukushima. As ondas chegaram a 38 metros de altura.


Bombeiro em busca de sobreviventes, após o terremoto no Japão, em 2011. (Foto: Wikimedia Kommons)

Terremotos mais intensos entre 1990 a 2010

A humanidade tem vivido uma série de terremotos violentos que deixaram centenas de milhares de mortos. De acordo com a BBC, em 2010, fazendo uma retrospectiva de 20 anos (1990 a 2010) os terremotos considerados mais graves foram estes:

27 de fevereiro de 2010 (Chile) — Terremoto de magnitude 8,8 atingiu a região central do Chile, a noroeste da segunda maior cidade do país, Concepción. Depois de 48 horas, o governo confirmou mais de 700 mortos.

12 de janeiro de 2010 (Haiti) — Cerca de 230 mil pessoas morreram na cidade de Porto Príncipe e arredores, quando um tremor de magnitude 7 sacudiu a capital do Haiti.

30 de setembro de 2009 (Indonésia) — A ilha de Sumatra, na Indonésia, foi atingida por um terremoto de 7,6 graus na escala Richter, originado a 50 km de sua costa, no Oceano Índico. Mais de mil pessoas morreram. A cidade costeira de Padang, no oeste da ilha, foi a mais afetada.

6 de abril de 2009 (Itália) — Um terremoto de 6,3 graus atingiu a cidade histórica de Áquila, no centro da Itália e vilarejos vizinhos, matando pelo menos 207 pessoas e provocando danos em milhares de construções que datavam até do século 13.

29 de outubro de 2008 (Paquistão) — Até 300 pessoas morreram na província do Baluchistão, no Paquistão, depois de um terremoto de 6,4 graus. O epicentro foi a 70 km de Quetta.

12 de maio de 2008 (China) — Um terremoto atingiu a província de Sichuan, no sudoeste da China. Apenas em um condado da província, até 87 mil pessoas morreram ou foram dadas como desaparecidas. Outras 370 mil ficaram feridas. O tremor chegou a 7,8 graus e começou na capital da província, Chengdu.

15 de agosto de 2007 (Peru) — Pelo menos 519 pessoas morreram na província de Ica, na costa do Peru. O epicentro do abalo de 7,9 graus foi no fundo do Oceano Pacífico, 145 km a sudeste de Lima.

17 de julho de 2006 (Indonésia) — Um terremoto de 7,7 graus com origem no mar provocou um tsunami que atingiu a costa sul da ilha de Java, na Indonésia. Até 200 km de litoral foram afetados, matando mais de 650 pessoas.

27 de maio de 2006 (Indonésia) — Mais de 5,7 mil pessoas morreram quando outro tremor de 6,2 graus atingiu a ilha de Java, na Indonésia, destruindo a cidade de Yogyakarta e as regiões próximas.

8 de outubro de 2005 (Paquistão) — Um tremor de 7,6 graus atingiu o norte do Paquistão e a região da Caxemira, matando mais de 73 mil pessoas e deixando milhões de desabrigados.

28 de março de 2005 (Indonésia) — Cerca de 1,3 mil pessoas morreram após um abalo de 8,7 graus no mar, perto da costa da ilha de Nias, na Indonésia.

26 de dezembro de 2004 (Ásia) — Um tremor de 9,2 graus no Oceano Índico gerou um tsunami que atingiu vários países da Ásia, matando pelo menos 230 mil pessoas.

26 de dezembro de 2003 (Irã) — Mais de 26 mil pessoas morreram após um terremoto no sul do Irã. A cidade histórica de Bam ficou totalmente destruída.

21 de maio de 2003 (Argélia) — A Argélia sofreu seu pior terremoto em mais de duas décadas. Mais de 2 mil pessoas morreram e pelo menos 8 mil ficaram feridas. O abalo foi sentido do outro lado do mar Mediterrâneo, na Espanha.

31 de outubro de 2002 (Itália) — A Itália ficou abalada com a perda de uma classe inteira de crianças, mortas na cidade de San Giuliano di Puglia, após um tremor que derrubou a escola onde estudavam.

26 de janeiro de 2001 (Índia) — Um terremoto de 7,9 graus destruiu boa parte do Estado de Gujarat, no noroeste da Índia, matando quase 20 mil pessoas e deixando mais de 1 milhão de desabrigados. Entre as cidades mais destruídas estão Bhuj e Ahmedabad.

12 de novembro de 1999 (Turquia) — Cerca de 400 pessoas morreram depois que um tremor de 7,2 graus atingiu Ducze, no noroeste da Turquia.

21 de setembro de 1999 (Taiwan) — Taiwan foi atingida por um terremoto de 7,6 graus que matou quase 2,5 mil pessoas e provocou destruição em todas as cidades da ilha.

17 de agosto de 1999 (Turquia) — Outro tremor, de 7,4 graus, atingiu as cidades de Izmit e Istanbul, na Turquia, deixando mais de 17 mil mortos e outras dezenas de milhares de feridos.

30 de maio de 1998 (Afeganistão) — Um tremor no norte do Afeganistão matou mais de 4 mil pessoas.

17 de janeiro de 1995 (Japão) — O terremoto Hyogo atingiu a cidade de Kobe, no Japão, matando 6.420 pessoas.

30 de setembro de 1993 (Índia) — Cerca de 10 mil pessoas foram mortas em um tremor que atingiu o oeste e o sudeste da Índia.

21 de junho de 1990 (Irã) — Um tremor na província de Gilan, no norte do Irã, matou aproximadamente 40 mil pessoas.