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Se terremotos sempre existiram, como podem ser um sinal do fim dos tempos?

Os terremotos estão acontecendo com mais intensidade, em intervalos de tempo mais curtos, como as dores de parto.
FONTE: GUIAME, CRIS BELONI
Menina entre escombros após terremoto no Japão. (Foto: Pxhere)
Menina entre escombros após terremoto no Japão. (Foto: Pxhere)

Entre os sinais que indicam o fim dos tempos, biblicamente falando, os “terremotos em vários lugares” descrevem um cenário de grandes destruições, associado a guerras e muitos conflitos.

Porém, os terremotos sempre existiram (e as guerras também), mesmo nos tempos em que Jesus disse estas palavras aos seus discípulos: “Vocês ouvirão falar de guerras e rumores de guerras, mas não tenham medo. É necessário que tais coisas aconteçam, mas ainda não é o fim. Nação se levantará contra nação, e reino contra reino. Haverá fomes e terremotos em vários lugares. Tudo isso será o início das dores” (Mateus 24.6-8).

Então, vivemos no tempo descrito por Jesus como “início das dores”? De acordo com o teólogo e hebraísta, Luiz Sayão, é importante ressaltar que o “tempo do fim” já teve início na época de Jesus. “A Bíblia considera essa realidade desde a criação do mundo”, diz o pastor ao Guiame.

Como “dores de parto”

O termo “início das dores”, que Jesus utiliza em Mateus 24, remete à simbologia de uma mulher em trabalho de parto. O que vai sinalizar o início de suas dores são alguns eventos bem específicos. Vale lembrar que, na simbologia, quem vai “nascer” é Jesus.

Ou seja, todos os sinais apontam para a Sua segunda vinda. Por esse motivo “a terra geme e se contorce” e podemos ver isso através dos acontecimentos, sendo um deles o “terremoto”.

Sayão aponta para o aumento de terremotos, tanto em quantidade quanto em intensidade, a partir do século 20. “O que estamos vendo nunca havia sido registrado na história. Há conflitos e terremotos em todas as partes do mundo. Vemos que está ficando cada vez mais acentuado”, comentou.

Terremotos mortais e destrutivos do USGS (Serviço Geológico dos Estados Unidos) em todo o mundo entre as magnitudes 6 e 8, desde 1900

‘É preciso estar em sintonia com a Palavra’

“Essa figura das ‘dores de parto’ que atinge a realidade da Criação é uma antecipação desse ‘nascimento’ [vinda de Jesus]. A Bíblia é muito clara, por isso devemos estar em sintonia com a palavra de Deus”, alertou o hebraísta..

Segundo Sayão, se torna cada vez mais necessário a proclamação do Evangelho. “Se a gente sabe que vai ser assim, que tipo de pessoa devemos ser? Como diz a epístola de Pedro, devemos ter uma vida piedosa diante de Deus”, disse ao citar 1 Pedro 3.

Ao lembrar que o fim dos tempos envolve também uma grande apostasia — abandono da fé — Sayão observa que, desde os anos 90, a humanidade está assistindo grandes abalos e catástrofes na natureza. Paralelamente, há muitas pessoas se afastando de Deus.

“De 20 a 30 anos pra cá, os sinais estão cada vez mais acentuados. Desejo que todos se voltem para as orações, para Deus e para a sua Palavra e que consagrem suas vidas a Cristo Jesus, nosso Senhor”, ele enfatizou.

Vale citar que os termos usados por Jesus são simbólicos e indicam os tempos bíblicos. Os “sinais” ajudam no entendimento da chegada de cada tempo determinado. Os termos seguem a seguinte sequência: princípio das dores, fim dos dos tempos e últimos dias.

Últimos terremotos catastróficos

Na última década, foi possível observar que mais terremotos de magnitude extrema ocorreram no mundo. Na opinião do vulcanologista Steve Maddox, da Universidade de Dakota do Norte, a incidência dos terremotos está aumentando conforme o tempo passa.

Segundo o especialista, de 1900 a 1909 foram registrados 141 terremotos no mundo todo. De 1970 a 1979, em contrapartida, foram registrados mais de 1.500 terremotos — um número bastante alarmante. Quanto aos terremotos de magnitude extrema, foram registrados 7 deles no século 19. Na primeira metade do século 20, houve 15; e na segunda metade, foram 20. Mas nada se compara ao século 21. Veja:

14 de agosto de 2021 (Haiti) — O terremoto de magnitude 7.2 que atingiu o Haiti intensificou a crise humanitária que o país já enfrentava, deixando quase 1,3 mil mortos e pelo menos 5,7 mil feridos. Apenas quatro dias depois, houve outro tremor de 4.3 na escala Richter, responsável pela morte de mais de 2,1 mil pessoas. Há 10 anos, o Haiti já havia sido atingido por um terremoto de magnitude 7,0 que matou mais de 300 mil pessoas.

12 de maio de 2015 (Nepal) — Pelo menos 8,9 mil pessoas morreram em um terremoto de magnitude 7,8 seguido por outro tremor violento de magnitude de 7,3. A capital Katmandu e as regiões do epicentro, a 70 quilômetros de distância, foram devastadas. Mais de meio milhão de casas foram destruídas, deixando milhares de desabrigados.


Pessoas trabalham entre os encontros, após o terremoto no Nelal, em 2015. (Foto: The Sanitation and Hygiene Fund/Flickr)

11 de março de 2011 (Japão) — Terremoto de magnitude 9,0 matou pelo menos 15,7 mil pessoas; 4,6 mil dadas como desaparecidas e 5,3 mil feridas. O terremoto foi seguido de um tsunami e arrasou a costa leste de Honshu, maior e mais populosa ilha do Japão. A combinação de tremor e maremoto também deixou mais de 130 mil pessoas desabrigadas e destruiu 300 mil casas e prédios. A maioria das mortes ocorreu nas cidades de Iwate, Miyagi e Fukushima. As ondas chegaram a 38 metros de altura.


Bombeiro em busca de sobreviventes, após o terremoto no Japão, em 2011. (Foto: Wikimedia Kommons)

Terremotos mais intensos entre 1990 a 2010

A humanidade tem vivido uma série de terremotos violentos que deixaram centenas de milhares de mortos. De acordo com a BBC, em 2010, fazendo uma retrospectiva de 20 anos (1990 a 2010) os terremotos considerados mais graves foram estes:

27 de fevereiro de 2010 (Chile) — Terremoto de magnitude 8,8 atingiu a região central do Chile, a noroeste da segunda maior cidade do país, Concepción. Depois de 48 horas, o governo confirmou mais de 700 mortos.

12 de janeiro de 2010 (Haiti) — Cerca de 230 mil pessoas morreram na cidade de Porto Príncipe e arredores, quando um tremor de magnitude 7 sacudiu a capital do Haiti.

30 de setembro de 2009 (Indonésia) — A ilha de Sumatra, na Indonésia, foi atingida por um terremoto de 7,6 graus na escala Richter, originado a 50 km de sua costa, no Oceano Índico. Mais de mil pessoas morreram. A cidade costeira de Padang, no oeste da ilha, foi a mais afetada.

6 de abril de 2009 (Itália) — Um terremoto de 6,3 graus atingiu a cidade histórica de Áquila, no centro da Itália e vilarejos vizinhos, matando pelo menos 207 pessoas e provocando danos em milhares de construções que datavam até do século 13.

29 de outubro de 2008 (Paquistão) — Até 300 pessoas morreram na província do Baluchistão, no Paquistão, depois de um terremoto de 6,4 graus. O epicentro foi a 70 km de Quetta.

12 de maio de 2008 (China) — Um terremoto atingiu a província de Sichuan, no sudoeste da China. Apenas em um condado da província, até 87 mil pessoas morreram ou foram dadas como desaparecidas. Outras 370 mil ficaram feridas. O tremor chegou a 7,8 graus e começou na capital da província, Chengdu.

15 de agosto de 2007 (Peru) — Pelo menos 519 pessoas morreram na província de Ica, na costa do Peru. O epicentro do abalo de 7,9 graus foi no fundo do Oceano Pacífico, 145 km a sudeste de Lima.

17 de julho de 2006 (Indonésia) — Um terremoto de 7,7 graus com origem no mar provocou um tsunami que atingiu a costa sul da ilha de Java, na Indonésia. Até 200 km de litoral foram afetados, matando mais de 650 pessoas.

27 de maio de 2006 (Indonésia) — Mais de 5,7 mil pessoas morreram quando outro tremor de 6,2 graus atingiu a ilha de Java, na Indonésia, destruindo a cidade de Yogyakarta e as regiões próximas.

8 de outubro de 2005 (Paquistão) — Um tremor de 7,6 graus atingiu o norte do Paquistão e a região da Caxemira, matando mais de 73 mil pessoas e deixando milhões de desabrigados.

28 de março de 2005 (Indonésia) — Cerca de 1,3 mil pessoas morreram após um abalo de 8,7 graus no mar, perto da costa da ilha de Nias, na Indonésia.

26 de dezembro de 2004 (Ásia) — Um tremor de 9,2 graus no Oceano Índico gerou um tsunami que atingiu vários países da Ásia, matando pelo menos 230 mil pessoas.

26 de dezembro de 2003 (Irã) — Mais de 26 mil pessoas morreram após um terremoto no sul do Irã. A cidade histórica de Bam ficou totalmente destruída.

21 de maio de 2003 (Argélia) — A Argélia sofreu seu pior terremoto em mais de duas décadas. Mais de 2 mil pessoas morreram e pelo menos 8 mil ficaram feridas. O abalo foi sentido do outro lado do mar Mediterrâneo, na Espanha.

31 de outubro de 2002 (Itália) — A Itália ficou abalada com a perda de uma classe inteira de crianças, mortas na cidade de San Giuliano di Puglia, após um tremor que derrubou a escola onde estudavam.

26 de janeiro de 2001 (Índia) — Um terremoto de 7,9 graus destruiu boa parte do Estado de Gujarat, no noroeste da Índia, matando quase 20 mil pessoas e deixando mais de 1 milhão de desabrigados. Entre as cidades mais destruídas estão Bhuj e Ahmedabad.

12 de novembro de 1999 (Turquia) — Cerca de 400 pessoas morreram depois que um tremor de 7,2 graus atingiu Ducze, no noroeste da Turquia.

21 de setembro de 1999 (Taiwan) — Taiwan foi atingida por um terremoto de 7,6 graus que matou quase 2,5 mil pessoas e provocou destruição em todas as cidades da ilha.

17 de agosto de 1999 (Turquia) — Outro tremor, de 7,4 graus, atingiu as cidades de Izmit e Istanbul, na Turquia, deixando mais de 17 mil mortos e outras dezenas de milhares de feridos.

30 de maio de 1998 (Afeganistão) — Um tremor no norte do Afeganistão matou mais de 4 mil pessoas.

17 de janeiro de 1995 (Japão) — O terremoto Hyogo atingiu a cidade de Kobe, no Japão, matando 6.420 pessoas.

30 de setembro de 1993 (Índia) — Cerca de 10 mil pessoas foram mortas em um tremor que atingiu o oeste e o sudeste da Índia.

21 de junho de 1990 (Irã) — Um tremor na província de Gilan, no norte do Irã, matou aproximadamente 40 mil pessoas.

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A Profecia Hopi: o fim do nosso mundo e o “quinto mundo” que virá

 

A profecia dos Hopi fala sobre uma grande destruição que viria devido a um “desequilíbrio” gerado pelas ações negativas do ser humano.

Os anciãos Hopi transmitiram avisos e profecias sobre as transgressões dos seres humanos, contra nós mesmos, a natureza e a Terra.

Segundo eles estaríamos no chamado

Quarto Mundo”,

e essas transgressões poderiam trazer um fim, juntamente com a criação de um

Quinto Mundo”;

Que vai ser uma reinicialização!

Os Hopi são uma cidade ameríndia centralizada no Arizona, Estados Unidos. Entre sua mitologia está Tawa, um espírito do Sol, criador do mundo.

Outras divindades são Sotuknang, que teria criado 9 universos, e a Mulher-Aranha, intercessora entre os deuses e os seres humanos.

A profecia dos Hopi e nosso Quarto Mundo que está em perigo

A profecia inclui 9 sinais que marcarão o fim dos tempos

Os Hopi conceituaram cerca de 7 eras ou mundos do mundo, que teriam sido destruídos por cataclismos. Cada mundo termina de maneira violenta, em uma

purificação”.

O Primeiro Mundo foi destruído pelo fogo, o Segundo Mundo pelo gelo, e o Terceiro Mundo foi destruído por uma grande inundação.A razão para essa destruição passada estaria na negatividade da humanidade, tendo entrado em desarmonia. Também foi devido a um desprezo pela Mãe Terra.

De acordo com a profecia Hopi, estaríamos no Quarto Mundo e, devido às mesmas transgressões e abusos do ser humano, já poderíamos estar vendo o fim do nosso mundo.

Vários anciãos indígenas alertaram sobre os tempos difíceis hoje.

Em 1970, Dan Katchongva, líder do Clã do Sol da cidade de Hotevilla, disse:

Temos ensinamentos e profecias que nos informam que devemos estar atentos aos sinais e presságios que virão para nos dar coragem e força para manter nossas crenças.

O sangue fluirá. Nossos cabelos e nossas roupas serão espalhados no chão. A natureza fala conosco com seu poderoso sopro de vento.

Haverá terremotos e inundações que causarão grandes desastres, mudanças nas estações e no clima, desaparecimento da vida selvagem e fome de diferentes maneiras.

Haverá corrupção e confusão graduais entre líderes e pessoas ao redor do mundo, e as guerras ocorrerão como ventos fortes. Tudo isso foi planejado desde o início da criação.

Nós já estaríamos nos movendo em direção ao Quinto Mundo! E já estaríamos vendo um clima irregular e esses desastres naturais.

Os 9 sinais do fim do mundo: Quarto Mundo
ancião Hopi
Ancião Hopi

Nosso quarto mundo é chamado Tuwaqachi (idioma Hopi). A profecia inclui 9 sinais que marcarão o fim dos tempos. Pensa-se que oito desses sinais ou presságios foram cumpridos.

Esses 9 sinais foram publicados por Bob Frissell, recebido de um ancião Hopi chamado

Pena Branca”.

Primeiro sinal:

A chegada de homens de pele branca, semelhantes aos Pahana, mas não iguais a eles, tomará terras que não lhes pertencem (alusão à colonização européia).

Segundo sinal:

Nossas terras verão a chegada de rodas de madeira (carros e carruagens européias).

Os 9 sinais do fim do mundo (Quarto Mundo)

Terceiro sinal:

Uma besta desconhecida, semelhante a um búfalo, dominará as planícies em números gigantescos (o gado que os europeus trouxeram).

Quarto sinal:

A terra será atravessada por cobras de aço (alusão aos trilhos de trem construídos a partir do século XIX).


 

Quinto Sinal:

A Terra está ocupada por uma teia gigantesca (Pena Branca apontada para o céu, com o telefone e as linhas elétricas).

o Quinto Mundo

Sexto sinal:

A terra será invadida por rios de pedra que refletirão os raios do sol (alusão às viárias redes).

Sétimo Sinal:

Você ouvirá que o mar ficará preto e muita vida sucumbirá (poluição do petróleo).

Oitavo Sinal:

Chegará quando muitos jovens adotarem os cabelos hopi (longos) e se juntarem às comunidades tribais para aprender suas tradições e adquirir sua sabedoria.

Alguns acreditam que essa profecia já foi cumprida, associando-a ao movimento hippie, outros acham que não foi cumprida.

A Profecia Final! Hopi Prevê a queda

Nono sinal:

Virá quando os homens souberem de uma morada celestial que terá que cair com um grande impacto, aparecendo como uma estrela azul. Logo depois disso, as cerimônias Hopi deixarão de existir.


Segundo a profecia, somente aqueles que viveram com benevolência e seguiram os ensinamentos de Tawa podem passar para o Quinto Mundo.

Uma questão muito importante aqui é o respeito pela natureza e pela Terra. Essa é uma mensagem ecológica crucial para nossa atual situação de sofrimento.

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EUA x IRÃ: Terceira Guerra Mundial, iniciando no Oriente Médio, agora é uma tendência

   Posted by  on 04/01/2020

“Os Falcões da Guerra nos EUA comemoram efusivamente o assassinato do General iraniano Qassem Soleimani não porque acreditam que isso enfraqueceu o Irã … Mas porque acreditam que [com o ataque dos EUA] passamos por um ponto irreversível de escalada no conflito do Oriente Médio”.  O provável assassinato ilegal de Soleimani pelos Estados Unidos – e os aplausos efusivos que provocou – levaram muitos a expressar temores de um [novo e último] conflito global, catapultando brevemente o tópico de uma “Terceira Guerra Mundial” para o topo da lista de tendências do Twitter. 

Tradução, edição e imagens:  [email protected]

Terceira Guerra Mundial agora é uma tendência, iniciando no Oriente Médio, os “Falcões” [warlords-senhores da guerra] se alegram com a decisão de Trump de assassinar o líder militar iraniano

Fonte:  https://www.commondreams.org/news/2020/01/03/world-war-iii-trends-hawks-rejoice-trump-decision-assassinate-iranian-military

Sentenças entre [ ] são de autoria do tradutor.

O secretário de Estado Mike Pompeo

Enquanto os defensores da paz manifestavam alarme com a perspectiva real de um conflito total com o Irã após o assassinato de quinta-feira à noite do principal líder militar daquele país sob ordens do presidente dos EUA, Donald Trump , os falcões da guerra que tiveram sob sua mira o Irã pelos últimos anos comemoraram com entusiasmo a decisão de Trump de atacar – e até sugeriram que o presidente deveria ir mais longe, um ataque visando as estruturas das refinarias de petróleo do país persa.

“A política iraniana de Trump tenta incitar a guerra com o Irã desde que ele renegou o acordo nuclear em maio de 2018”. — Sina Toossi, Conselho Nacional Iraniano-Americano

“Para o governo iraniano: se vocês quiserem permanecer no negócio de petróleo, deixe a América e nossos aliados em paz e deixe de ser o maior patrocinador estatal de terrorismo do mundo”twittou a senadora Lindsey Graham (R -Carolina do Sul), uma apoiante de longa data. da mudança de regime no Irã.

Os Senadores republicanos Marco Rubio (Flórida), Tom Cotton (Arkansas), Jim Risch (R.-Idaho) e Ben Sasse (Nebrasca) se juntaram ao coro de aplausos [dos warlords, senhores da guerra], saudando Trump por tomar uma “ação decisiva”.

Trita Parsi, vice-presidente executiva do Quincy Institute for Responsible Statecraft, twittou em resposta à torrente de elogios de que “os falcões da guerra estão comemorando o assassinato de [Qassem] Soleimani não porque acreditam que isso enfraqueceu o Irã. Ou o IRGC [Guarda Revolucionária do Irã] Iraque. Mas porque eles acreditam que passamos por um ponto sem retorno na escalada do conflito na região”.

“A partir daqui, a guerra é inevitável, eles acreditam”, acrescentou Parsi. “E comemoram.”

provável assassinato ilegal de Soleimani pelos Estados Unidos – e os aplausos efusivos que provocou – levaram muitos a expressar temores de um [novo e último] conflito global, catapultando brevemente o tópico de uma “Terceira Guerra Mundial” para o topo da lista de tendências do Twitter. Trump, por sua vez, simplesmente twittou uma imagem de uma bandeira americana após o ataque:

A decisão de Trump de eliminar o general Soleimani, bem como de pelo menos seis outros , com um ataque de drones em Bagdá veio depois que o Pentágono ameaçou o Irã com uma ação preventiva em resposta a supostas indicações de que estava planejando ataques às forças americanas na região do Oriente Médio.

Embora o Pentágono não tenha dado um pingo de evidência de que Soleimani ou grupos de milícias planejavam os ataques, os meios de comunicação corporativos da MSM ecoaram obedientemente a linha do governo Trump, levando alguns comentaristas a verem paralelos com o acúmulo da invasão do governo Bush em 2003.

“Não vejo como parar o que está por vir, a guerra do Mediterrâneo ao [rio] Indus [Paquistão, único pais muçulmano com ARSENAL NUCLEAR] e a dura repressão nos EUA que pode viciar as eleições de 2020”,  disse Barnett Rubin, do Centro de Cooperação Internacional. “Este é o teste para os democratas: nossos ‘líderes’ [marionetes corruptos] aprenderam alguma coisa desde 2003? Receio essa resposta.”

Observadores advertiram que o assassinato de Soleimani pelos EUA, além da violação do acordo nuclear do governo Trump no ano passado e de outras ações agressivas, efetivamente impediriam a possibilidade de negociações pacíficas com o Irã.

“O que quer que aconteça a seguir, entenda e nunca pare de apontar que Donald Trump assumiu o cargo sem crise com o Irã”, disse Stephen Miles, diretor executivo da Win Without War. “Ele então encheu seu gabinete com vários defensores da guerra, se afastou de um acordo diplomático multilateral e se envolveu propositadamente em ‘pressão máxima’. Ele é o dono disso”.

“líder supremo” do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, prometeu rapidamente “retaliação severa” em resposta ao assassinato de Soleimani, e o ministro das Relações Exteriores do Irã Javad Zarif acusou os EUA de cometer “um ato de terrorismo de Estado”. Em meio a temores de ataques de vingança, o Departamento de Estado na sexta-feira  pediu aos cidadãos dos EUA que deixem o Iraque imediatamente.

“A política de Trump no Oriente Médio procura incitar a guerra com o Irã desde que ele renegou o acordo nuclear em maio de 2018”disse Sina Toossi, analista sênior de pesquisa do Conselho Nacional Iraniano Americano. “Se uma guerra estourar, a culpa recai diretamente sobre essa política desastrosa e seus proponentes”.

“Trump acha que conseguiu seu momento “Bin Laden” em um ano eleitoral”acrescentou Toossi . “Na realidade, ele cometeu o pior erro estratégico de um líder americano desde a invasão do Iraque. As consequências serão sentidas nos próximos anos”.