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Santander e o Opus Dei

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Santander – O banco do Opus Dei

Dirigentes do banco espanhol Santander, um dos dez maiores do mundo, têm relacionamento estreito com o Opus Dei, ala ultraconservadora do Vaticano

folhauniversal.com.br

Uma das maiores  instituições financeiras do mundo, o banco Santander tem uma ligação nebulosa com o Opus Dei  (“Obra de Deus”, em latim), um braço ultraconservador da Igreja Católica. O Opus Dei surgiu em 1928 na Espanha para “infiltrar” seus seguidores em setores importantes da sociedade, com intuito de ter maior facilidade para “transformar o mundo de dentro para fora”,  sempre seguindo a doutrina católica.

Já o Santander foi fundado em 1857, no norte da Espanha, na cidade que lhe emprestou o nome. Depois, o banco comprou outras instituições financeiras daquele país até chegar à capital, Madri, em 1942, já sob o comando da família Botín, que tem ligação histórica com o Opus Dei.

Nas mãos dos membros dessa discreta organização católica, o banco cresceu bastante no período do fascismo espanhol, liderado pelo ditador Francisco Franco (1892-1975), com o qual líderes da Opus Dei também tiveram laços estreitos. Na década de 1960, o Santander passou a expandir seus negócios, começando pela América Latina. A primeira investida ocorreu na Argentina. Depois se instalou em Cuba, Porto Rico, Chile, Venezuela e México, antes de dar seus primeiros passos no Brasil, na Colômbia, no Peru e no Uruguai.

Na década de 1990, já como o maior banco na Espanha, fortaleceu sua atuação no Brasil ao comprar os bancos Noroeste, Meridional e depois, em 2000, o Banespa. Em 2008, o processo de expansão continuou com a aquisição do Banco Real. Assim, o Santander tornou-se o terceiro maior banco privado do País, com cerca de 21,4 milhões de clientes.

O fortalecimento da marca também ocorreu nos Estados Unidos, demonstrando a intenção da instituição em se expandir pelo mundo, sempre sob o comando da família Botín, que tem a presidência do Grupo Santander desde 1920, quando Emilio Botín y López assumiu o cargo. Hoje,  além da presidência, exercida desde 1986 por Emílio Botín Sanz de Sautuola y García de los Ríos, vários parentes ocupam cargos de direção. Para ter maior inserção nos círculos do poder, o Santander costuma financiar integralmente jovens que fazem cursos em universidades ligadas ao Opus Dei, onde serão “catequizados”. O banco chegaria até a pagar os estudos de parentes de juristas, políticos, donos e diretores de meios de comunicação.

Uma criação do sacerdote espanhol Josemaría Escrivá, o Opus Dei chegou ao Brasil na década de 1950. Inicialmente instalou-se em Marília (SP) e depois migrou para a capital paulista e outras cidades brasileiras. Estima-se que existam no Brasil cerca de 1.900 numerários, supernumerários e sacerdotes. Numerários é como são chamados os membros da organização que fazem o voto de castidade e vivem para “santificar” o mundo. Eles trabalham e levam uma vida quase normal, mas são monitorados 24 horas por dia.  Já os supernumerários podem se casar, ter filhos e também ter casa própria. A mortificação corporal é uma das regras do Opus Dei: pelo menos duas horas por dia,  membros da organização teriam de amarrar um cilício na perna, um tipo de instrumento de tortura com pontas metálicas que fere a pele. Quanto maiores a dor e o desconforto, melhor. No mundo todo seriam hoje 87 mil seguidores do Opus Dei, dos quais 40% na Espanha e 35% espalhados pela América Latina.

Para se ter uma ideia do poder de influência do Opus Dei, o jornalista Alberto Dines, em texto publicado no “Observatório da Imprensa”, diz que há mais de 200 editores a serviço da organização na imprensa brasileira. “A Opus Dei é uma confissão ou ordem religiosa mas é, principalmente, um projeto ideológico para conquistar o poder através da lavagem cerebral de seus adeptos”, diz o jornalista no mesmo artigo.

Por coincidência, o homem que dirige o Instituto para as Obras Religiosas (IOR), o chamado Banco do Vaticano, é tido como integrante do Opus Dei. Responsável pela instituição que controla as contas das ordens religiosas e de associações católicas desde 2009, Ettore Gotti Tedeschi foi diretor do Santander na Itália durante 17 anos, antes de ser nomeado,  por um conselho de cardeais, presidente do Banco do Vaticano. Tedeschi também foi colunista do “L’Osservatore Romano”, o jornal do Vaticano, e professor de ética empresarial da Universidade Católica de Milão.

Na instituição financeira oficial da Igreja Católica, Tedeschi virou réu num processo que envolve mais de 23 milhões de euros em apenas uma operação, segundo divulgou a agência de notícias Ansa. Na ocasião, a oficial da polícia financeira italiana Maria Teresa Covatta congelou o valor, que havia sido depositado irregularmente numa conta corrente do IOR. O Banco do Vaticano teria violado normas contra a lavagem de dinheiro.

Nova coincidência: assim como o banco da Igreja Católica, a poderosa família Botín, do banco Santander, também enfrenta problemas com o fisco (veja reportagem ao lado).

Na Espanha, suspeita de fraude. No Brasil, muitas reclamações

Na Espanha, o banco Santander é investigado por fraudes. Emilio Botín e integrantes de sua família são alvos de um inquérito por suspeitas de fraude fiscal e de falsificação de documentos, que teriam ocorrido entre 2005 e 2009. Apesar de o processo ainda estar em andamento, o banco Santander informa que já disponibilizou voluntariamente 200 milhões de euros, em 2010, para a Fazenda Espanhola regularizar a situação de todos os membros da família Botín, que estariam envolvidos em processos com o fisco suíço.

No Brasil, o Santander é o campeão em queixas dos consumidores. No Cadastro de  Reclamações Fundamentadas do Procon, em São Paulo, por exemplo, consta que o banco espanhol  desponta como a instituição que ignorou 79% das 695 queixas procedentes em  2010 – aquelas que, por não terem sido resolvidas, redundaram em abertura de processo administrativo, para serem trabalhadas pelo órgão de defesa do consumidor. Os dados do Procon em relação às queixas em 2011 ainda não foram divulgados. As reclamações mais frequentes se referem a transações eletrônicas não reconhecidas e a cobranças irregulares de tarifas e serviços não contratados – além do descumprimento de prazo para a solução de problemas dos clientes.

Em outubro e novembro do ano passado foram registradas pelo Banco Central 384 reclamações contra o banco Santander, por descumprimento de determinações do Conselho Monetário Nacional ou do próprio BC. Nos dois últimos rankings anunciados pelo Banco Central, o Santander ainda teve outras 2.540 contestações. O grau de irritação dos clientes do banco provocou até o surgimento de um endereço no Facebook chamado “Eu Odeio o Santander”.

06-06-16 013

Rev. Ângelo Medrado, Bacharel em Teologia, Doutor em Novo Testamento, referendado pela International Ministry Of Restoration-USA e Multiuniversidade Cristocêntrica é presidente do site Primeira Igreja Virtual do Brasil e da Igreja Batista da Restauração de Vidas em Brasília DF., ex-maçon, autor de diversos livros entre eles: Maçonaria e Cristianismo, O cristão e a Maçonaria, A Religião do antiCristo, Vendas alto nível, com análise transacional e Comportamento Gerencial.

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El Vaticano propone crear un gobierno mundial para afrontar la crisis económica

El Vaticano propone crear un gobierno mundial para afrontar la crisis económica

La Ciudad del Vaticano, en Roma

Propone crear una Autoridad Política mundial y un Banco Central mundial en una nota publicada por la Radio Vaticana.

24 DE OCTUBRE DE 2011

Casi actuando como profeta o anunciador de la necesidad de un Gobierno mundial en liderazgo y economía, el Pontificio Consejo para ‘Justicia y Paz’ del Vaticano, presidido por el cardenal Peter Turkson, ha propuesto la creación de una Autoridad Política Mundial y un Banco Central Mundial  para favorecer "mercados libres y estables, disciplinados por un cuadro jurídico adecuado" frente a la actual crisis económica y financiera.
Según ha explicado el dicasterio vaticano, esta Autoridad debería tener "un horizonte planetario" al servicio "del bien común ", aunque ha precisado que esta autoridad "no puede ser impuesta por la fuerza, sino la expresión de un acuerdo libre y compartido" entre los países. "El ejercicio de una autoridad así tendrá que ser necesariamente super-partes", destaca la nota publicada por la Radio Vaticana.
Así, el Vaticano ha subrayado que los gobiernos "no deberán servir incondicionalmente a la autoridad mundial" sino que, por el contrario, debe ser esta autoridad "la que se debe poner al servicio de todos los países miembros, según el principio de subsidiariedad".
El Vaticano ha recordado que el objetivo de esta autoridad será "crear mercados eficientes y eficaces para que no estén protegidos por políticas nacionales paternalistas" y promover "una equitativa distribución de la riqueza mundial" mediante "formas inéditas de solidaridad fiscal global".
No obstante, el Vaticano ha precisado que "todavía queda mucho camino por recorrer antes de crear una autoridad pública con competencia universal", aunque ha recordado que será necesaria "una previa práctica del multilateralismo". Según indica, la Organización de las Naciones Unidas sería la encargada de crear esta autoridad mundial.
BANCO CENTRAL MUNDIAL
Además, el dicasterio vaticano ha destacado que la economía "necesita de la ética para su correcto funcionamiento" y recuperar también "el primado de lo espiritual y la ética", así como "medidas de tasación de las transacciones financieras, mediante cuotas equitativas" para contribuir "a la constitución de una reserva mundial y sostener las economías de los países golpeadas por la crisis".
Por ello, el Vaticano ha pedido que se proceda a la reforma "del sistema monetario internacional" para dar vida "a una forma de control monetario global"  y ha subrayado que el Fondo Monetario Internacional (FMI) "ha perdido su capacidad de garantizar la estabilidad financiera global".
Así, el Vaticano ha precisado que es necesario un organismo que desarrolle las funciones de "un banco central mundial que regule el sistema de los cambios monetarios" y regule las actividades "bancarias y financieras".
Según explica la nota del dicasterio, la comunidad internacional debe crear un cuerpo legislativo "mínimo y compartido de reglas" para gestionar "el mercado financiero global".

Fuentes: Europa Press

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El Vaticano expondrá la bula que dividió América y el documento de excomunión de Lutero

100 documentos secretos

 

El Vaticano expondrá la bula que dividió América y el documento de excomunión de Lutero

Los 85 kilómetros de anaqueles del Archivo Secreto Vaticano contienen información impagable sobre la historia de la humanidad.

17 DE OCTUBRE DE 2011, CIUDAD DEL VATICANO

El papa Benedicto XVI ha dado el visto bueno para que, por primera vez, cien importantes documentos de sus archivos secretos sean mostrados al público en versión original, fuera de los muros vaticanos.
A partir del próximo febrero, durante siete meses, los Museos Capitolinos de Roma albergarán un tesoro que incluirá, por ejemplo, la carta de León X a Lutero para anunciarle que sería excomulgado , las actas del proceso a Galileo Galilei o las misivas de parlamentarios ingleses a Clemente VII sobre la causa matrimonial de Enrique VIII. También podrá verse la bula de Alejandro VI, de mayo de 1493, dirigida a los Reyes Católicos, en la que repartió entre España y Portugal las nuevas tierras conquistadas en América.
El papado es la única institución que ha mantenido, con carácter ininterrumpido y durante tanto tiempo, un protagonismo de esa relevancia en la escena internacional. Los 85 kilómetros de anaqueles del Archivo Secreto Vaticano contienen información impagable sobre la historia de la humanidad. Allí está registrada la acción de la Iglesia y los numerosos entresijos diplomáticos entre los países.
LUZ EN LOS ENIGMAS
Los organizadores de la exposición, bajo el título de ‘Lux in arcana, L’Archivio Segreto Vaticano si rivela’ (Luz en los enigmas, el Archivo Secreto Vaticano se revela), quieren que la muestra tenga un impacto global, que sea visita obligada para los historiadores y genere curiosidad entre el público en general.
Como estrategia para llamar la atención, están dosificando la información dada a conocer a la prensa en cuanto a la identidad de los documentos que serán expuestos. Hay mucha expectación por saber qué documentos serán exhibidos sobre el llamado "periodo cerrado" de la Segunda Guerra Mundial. Se trata de material del pontificado de Pío XII –polémico candidato a la beatificación–, un periodo que aún está vetado a la consulta pero en el que se harán algunas excepciones, con permiso expreso de la Secretaría de Estado.
La futura exposición dispone ya de un sitio en internet – www.luxinarcana.org -. La muestra usará herramientas multimedia  y tratará de revivir los documentos con narraciones sobre el trasfondo histórico y los personajes implicados. Era inevitable que la Santa Sede escogiera la propia Roma para la exposición, no sólo por motivos prácticos sino por el profundo vínculo del papado con la ciudad desde el Medioevo.
DIVISIÓN DEL "NUEVO MUNDO"
El pasado 12 de octubre, exactamente 519 años después de la llegada de Cristóbal Colón a tierras americanas, los responsables de la muestra y del Archivo Secreto Vaticano han revelado que entre el centenar de documentos de Lux in arcana figurará la bula Inter cetera de Alejandro VI –el valenciano Rodrigo de Borja– en la que, siguiendo criterios geográficos bastante inexactos, distribuyó entre España y Portugal los dominios en el Nuevo Mundo , con la expresa condición de que los habitantes de esos territorios fueran evangelizados.
La bula alejandrina, llamada también bula de partición, tiene una historia compleja.  Se realizó una primera versión, con fecha 3 de mayo de 1493, pero su contenido no satisfizo a los destinatarios porque no quedaba clara la división territorial. Podía interpretarse demasiado favorable a España en detrimento de Portugal, cuyo soberano, Juan II, reivindicaba también con fuerza sus derechos. Por eso, tras las consiguientes gestiones diplomáticas, se realizó una segunda versión, datada retroactivamente el 4 de mayo de 1493 –aunque su redactado real fue posterior–, en la que Alejandro VI, como árbitro aceptado por las dos partes, establecía el dominio español en todos los territorios descubiertos, hasta entonces y en el futuro, situados al oeste de un meridiano imaginario, a unas cien leguas de las islas Azores y de las islas de Cabo Verde.
Esta división geográfica resultó en la práctica incorrecta e inaplicable, pero al menos estableció un principio genérico de reparto. Un año después, en 1494, un acuerdo diplomático hispanoluso, el tratado de Tordesillas, corrigió las zonas de influencia y desplazó en 370 millas el meridiano fijado por el papa.
COPIA DE REGISTRO
La bula original enviada a los Reyes Católicos se conserva en el Archivo General de Indias. Pero el documento madre es el que se expondrá en los Museos Capitolinos, la llamada copia de registro, que se halla en el Registro Vaticano 777 del Archivo Secreto Vaticano. Según explicó a La Vanguardia Alessandra Gonzato, portavoz del archivo, "la copia de registro es en realidad la copia número uno, el texto fundamental, la única garantía de autenticidad".
En aquella época las bulas podían perderse por el camino, ser manipuladas, falsificadas o destruidas.
Esto último ocurrió, por cierto, con la que excomulgaba a Lutero. La copia de registro, guardada celosamente en el Vaticano, es la fuente infalible de los actos papales y, en el caso de la que dividió América, su existencia, en versión corregida de una anterior, explica también las vicisitudes de la negociación diplomática que requirió el asunto.
En la bula, Alejandro VI, un papa corrupto y despiadado con sus enemigos, loa a los Reyes Católicos por la recuperación del reino de Granada de los musulmanes y expresa su deseo de que "la fe católica y la religión cristiana sea exaltada sobre todo en nuestros tiempos, y por donde quiera se amplíe y dilate, y se procure la salvación de las almas, y las naciones bárbaras sean sometidas y reducidas a la fe cristiana". También incluye palabras de admiración hacia Cristóbal Colón, un "hombre apto y muy conveniente" para la empresa que realizó.

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