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NASA diz que algo “estranho” acontece no universo, que a ciência não sabe explicar

“A causa dessa discrepância permanece um mistério”, dizem os cientistas.
FONTE: GUIAME, COM INFORMAÇÕES DO JERUSALEM POST
O universo está repleto de mistérios que os cientistas buscam responder. (Foto: Pixabay)
O universo está repleto de mistérios que os cientistas buscam responder. (Foto: Pixabay)

universo está se expandindo mais rápido do que o previsto, de acordo com novas observações do telescópio espacial Hubble. Isso implica que algo “estranho” está acontecendo no universo que a ciência moderna é incapaz de explicar.

As constatações foram feitas pela NASA na semana passada e publicadas no periódico acadêmico The Astrophysical Journal. “A causa dessa discrepância permanece um mistério”, diz o artigo.

Antes de mais nada, é importante entender que o universo está em expansão contínua. Essa ideia foi descoberta há um século pelo astrônomo Edwin Hubble, que descobriu outras galáxias fora da Via Láctea e notou que elas estavam constantemente se afastando.

Saber as distâncias, localizações e distribuições das galáxias no espaço pode ajudar a calcular a idade do universo, dentro dos parâmetros da Lei de Hubble. O problema é que o próprio Hubble nunca ficou satisfeito com suas descobertas e, décadas depois, a maioria dos cientistas ainda buscam conclusões.

“Os dados do [telescópio] Hubble, abrangendo uma variedade de objetos cósmicos que servem como marcadores de distância, apoiam a ideia de que algo estranho está acontecendo, possivelmente envolvendo uma física totalmente nova”, diz a Nasa.

Por que há um mistério científico?

Primeiro, pelo fato de que a expansão do universo não foi constante, mas sim, passou por dois períodos que os cientistas chamam de aceleração cósmica.

A primeira teria sido logo após o Big Bang, mas a segunda pode ter ocorrido cerca de nove bilhões de anos depois. É este último período que ainda está em curso, segundo estudos feitos em 1998 pelos cientistas Adam Riess e Brian Schmidt.

Acredita-se que a expansão do universo seja causada pela “energia escura”, uma misteriosa força repulsiva que acelera a expansão do universo. No entanto, a taxa de aceleração não está correspondendo com as observações no telescópio Hubble.

A constante de Hubble que os astrônomos haviam previsto originalmente era de 67,5 (±) 0,5 quilômetros por segundo por megaparsec (ou cerca de 3.260.000 anos-luz). De acordo com a equipe SHOES, porém, está em 73.

Isso significa que, se antes os cientistas lutavam para encontrar a constante de Hubble, agora eles indicam que uma física desconhecida esteja em ação.

Universo pode caminhar para estágios finais

Esta mudança na taxa de expansão pode dar pistas sobre o destino final do universo, segundo o site Jerusalem Post.

Uma teoria proeminente é que o universo continuará se expandindo e, como resultado, a matéria se tornará menos densa. Logo, toda a matéria se desintegrará no que é chamado de “morte térmica do universo”.

Como cristãos, devemos continuar encarando a criação de Deus – do espaço sideral ao nosso dia-a-dia – como sinais de Sua glória e do cumprimento de Sua Palavra.

“Pois desde a criação do mundo os atributos invisíveis de Deus, seu eterno poder e sua natureza divina, têm sido vistos claramente, sendo compreendidos por meio das coisas criadas, de forma que tais homens são indesculpáveis (Romanos 1:20)”.

 

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Temos anjos da guarda? Pastor diz que sim e explica: “Eles estão a serviço de Deus”

O pastor Joel Engel lembra que os anjos são citados em toda a Bíblia, de Gênesis a Apocalipse.
FONTE: GUIAME, LUANA NOVAES
Imagem ilustrativa. (Foto: Gavin Allanwood/Unsplash)
Imagem ilustrativa. (Foto: Gavin Allanwood/Unsplash)

Você já teve experiências com anjos de Deus? O pastor Joel Engel ministrou na última terça-feira (1) sobre os seres angelicais e sua função de acordo com a Bíblia, lembrando que Deus determinou anjos específicos para a nossa guarda.

“Os anjos são enviados por Deus com uma missão”, disse Joel Engel. “Os anjos são criaturas de Deus um pouco diferentes do homem. Eles são seres espirituais, são invisíveis e não têm corpos físicos. Mas eles existem e fazem essa conexão com Deus — em tudo o que Deus quer fazer, Ele convoca seus anjos.”

Cada pessoa tem um anjo da guarda? O pastor diz que sim e explica citando Hebreus 1:14, que diz que os anjos são “espíritos ministradores enviados para servir aqueles que hão de herdar a salvação”.

Engel também lembra que os anjos são citados em toda a Bíblia, de Gênesis a Apocalipse. “Deus sabia que em nossa trajetória na terra precisaríamos de ajuda”, afirma.

No entanto, ele alerta: “Não devemos orar para o anjo. Os anjos não são maiores do que nós. Nossa oração deve ser para Deus.”

O pastor ensina ainda que, na tradição judaica, pouco antes do nascimento, a criança conhece seu futuro pré-destinado por Deus. Contudo, Deus ordena que um anjo vá até o bebê não nascido e toque levemente com o dedo em seus lábios — um ato que faz com que a criança nasça em total esquecimento de tudo o que viu.

Por isso, ele ensina que dentro de nós há uma memória. “Deus nos faz esquecer porque quanto mais revelação nós temos da luz de Deus, menos livre arbítrio nós temos. Porque na terra somos aperfeiçoados pelas lutas e batalhas, e exercitamos algo que os anjos não precisam exercitar: a fé e a confiança em Deus”, afirma.

A hierarquia dos anjos e a manifestação de Deus

Engel ensina que há 10 categorias de anjos, pelos quais também estão distribuídas 10 manifestações da glória de Deus. “Cada anjo de Deus tem uma categoria que emana algo de Deus”, afirma.

1. Chaioth ha Quaddosh: Potestades

2. Ofanim (Auphanim): Tronos

3. Arelim (Erelim): Principados

4. Chasmalim (Hasmalim):Dominações

5. Seraphim: Serafins

6. Malachim: Virtudes

7. Elohim: Arcanjos

8. Bene Elohim: Anjos

9. Cherubim: Querubins

10. Ashim (Ishim): Almas dos santos

Ele também menciona os sete anjos destacados pela “Angelologia”, de acordo com a Enciclopédia Judaica:

1. Miguel (tradução: quem é como Deus?): bondade de Deus, e defende os filhos da humanidade

2. Gabriel (tradução: Deus é minha força): realiza atos de justiça e poder

3. Jofiel (tradução: Beleza de Deus): expulsou Adão e Eva do Jardim do Éden segurando uma espada flamejante e pune aqueles que transgridem contra Deus.

4. Rafael (tradução: É Deus quem cura): a força de cura de Deus

5. Uriel (tradução: Deus é minha luz): conduz a humanidade ao destino

6. Samael (tradução: Veneno de Deus): anjo da morte

7. Sandalfon (tradução: reunindo): luta contra Samael e reúne a humanidade

Engel fala do cuidado protetor de Deus e cita o Salmo 91:11: “Porque a seus anjos ele dará ordens a seu respeito, para que o protejam em todos os seus caminhos.”

“Quando você vai para a guerra, peça ao Senhor: ‘À minha direita Miguel, à minha esquerda Gabriel, à minha frente Uriel, à minha retaguarda Rafael, mas acima de mim, a Tua presença’”, orienta.

O pastor também faz a questão: “Em toda a Bíblia, homens e mulheres de Deus tiveram experiências com anjos. O normal não seria você também ter?”. Ele acrescenta: “A manifestação dos anjos na sua vida depende do seu temor e do nível da luz de Deus em sua vida.”

Embora Deus coloca um anjo fixo para guardar cada cristão, Joel Engel lembra que Deus pode enviar legiões de anjos quando estamos lidando com grandes batalhas, assim como disse Jesus: “Você acha que eu não posso pedir a meu Pai, e ele não colocaria imediatamente à minha disposição mais de doze legiões de anjos? (Mateus 26:53)”.

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Os humanos inventaram a matemática ou ela é uma parte fundamental da existência?

Por Julio Batista

Créditos: FlashMovie / Getty Images.

Por Sam Baron
Publicado no The Conversation

Muitas pessoas pensam que a matemática é uma invenção humana. Para essa forma de pensar, a matemática é como uma linguagem: ela pode descrever coisas reais no mundo, mas não “existe” fora da mente das pessoas que a usam.

Porém, a escola de pensamento pitagórica da Grécia antiga tinha uma visão diferente. Seus proponentes acreditavam que a realidade é fundamentalmente matemática.

Mais de 2.000 anos depois, filósofos e físicos estão começando a levar essa ideia a sério.

Como argumento em um novo estudo, a matemática é um componente essencial da natureza que dá estrutura ao mundo físico.

Abelhas e hexágonos

As abelhas nas colmeias produzem favos hexagonais. Por quê?

De acordo com a ‘conjectura do favo de mel’ na matemática, os hexágonos são a forma mais eficiente para alinhar o plano. Se você deseja cobrir totalmente uma superfície usando ladrilhos de formato e tamanho uniformes, enquanto mantém o comprimento total do perímetro no mínimo, hexágonos são a forma ideal a ser usada.

Charles Darwin concluiu que as abelhas evoluíram para usar essa forma porque ela produz as maiores células para armazenar mel para a menor entrada de energia para a produção de cera.

A conjectura do favo de mel foi proposta pela primeira vez na antiguidade, mas só foi provada em 1999 pelo matemático Thomas Hales.

Cigarras e números primos

Aqui está outro exemplo. Existem duas subespécies das chamadas cigarras periódicas norte-americanas que vivem a maior parte de suas vidas no solo. Então, a cada 13 ou 17 anos (dependendo da subespécie), as cigarras surgem em grandes enxames por um período de cerca de duas semanas.

Por que são 13 e 17 anos? Por que não 12 e 14? Ou 16 e 18?

Uma explicação apela para o fato de que 13 e 17 são números primos.

Imagine que as cigarras têm uma variedade de predadores que também passam a maior parte de suas vidas no solo. As cigarras precisam sair do solo quando seus predadores estão adormecidos.

Suponha que existam predadores com ciclos de vida de 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8 e 9 anos. Qual é a melhor maneira de evitar todos eles?

P1 – P9 representam predadores cíclicos. A linha numérica representa anos. As lacunas destacadas mostram como as cigarras de 13 e 17 anos conseguem evitar seus predadores. Crédito: Sam Baron.

Bem, compare um ciclo de vida de 13 anos e um ciclo de vida de 12 anos. Quando uma cigarra com um ciclo de vida de 12 anos sai da terra, os predadores de 2, 3 e 4 anos também estarão fora da terra, porque 2, 3 e 4 se dividem igualmente em 12.

Quando uma cigarra com um ciclo de vida de 13 anos sai do solo, nenhum de seus predadores sairá do solo, porque nenhum de 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8 ou 9 se divide igualmente em 13. O mesmo é válido para 17.

Parece que essas cigarras evoluíram para explorar fatos básicos sobre os números.

Criação ou descoberta?

Assim que começarmos a procurar, será fácil encontrar outros exemplos. Desde a forma de filmes de sabão ao design de engrenagens em motores, até a localização e o tamanho das lacunas nos anéis de Saturno, a matemática está em toda parte.

Se a matemática explica tantas coisas que vemos ao nosso redor, então é improvável que a matemática seja algo que criamos. A alternativa é que os fatos matemáticos sejam descobertos: não apenas por humanos, mas por insetos, bolhas de sabão, motores de combustão e planetas.

O que Platão pensava?

Mas se estamos descobrindo algo, o que é?

O antigo filósofo grego Platão tinha uma resposta. Ele achava que a matemática descreve objetos que realmente existem.

Para Platão, esses objetos incluíam números e formas geométricas. Hoje, podemos adicionar objetos matemáticos mais complicados, como grupos, categorias, funções, campos e anéis à lista.

Platão também defendia que os objetos matemáticos existem fora do espaço e do tempo. Mas tal visão apenas aprofunda o mistério de como a matemática explica qualquer coisa.

A explicação envolve mostrar como uma coisa no mundo depende da outra. Se os objetos matemáticos existem em um reino separado do mundo em que vivemos, eles não parecem capazes de se relacionar com nada físico.

Entrando no pitagorismo

Os antigos pitagóricos concordavam com Platão que a matemática descreve um mundo de objetos. Mas, ao contrário de Platão, eles não achavam que os objetos matemáticos existiam além do espaço e do tempo.

Em vez disso, eles acreditavam que a realidade física é feita de objetos matemáticos da mesma forma que a matéria é feita de átomos.

Se a realidade é feita de objetos matemáticos, é fácil ver como a matemática pode desempenhar um papel na explicação do mundo ao nosso redor.

Na última década, dois físicos montaram defesas significativas da posição pitagórica: o cosmologista sueco-americano Max Tegmark e a física e filósofa australiana Jane McDonnell.

Tegmark argumenta que a realidade é apenas um grande objeto matemático. Se isso parece estranho, pense na ideia de que a realidade é uma simulação. Uma simulação é um programa de computador, que é uma espécie de objeto matemático.

A visão de McDonnell é mais radical. Ela pensa que a realidade é feita de objetos matemáticos e mentes. A matemática é como o Universo, que é consciente, passa a se conhecer.

Defendo uma visão diferente: o mundo tem duas partes, matemática e matéria. A matemática dá forma à matéria e a matéria dá substância à matemática.

Os objetos matemáticos fornecem uma estrutura para o mundo físico.

O futuro da matemática

Faz sentido que o pitagorismo esteja sendo redescoberto na física.

No século passado, a física tornou-se cada vez mais matemática, voltando-se para campos de investigação aparentemente abstratos, como a teoria dos grupos e a geometria diferencial, em um esforço para explicar o mundo físico.

À medida que a fronteira entre a física e a matemática se confunde, fica mais difícil dizer quais partes do mundo são físicas e quais são matemáticas.

Mas é estranho que o pitagorismo tenha sido negligenciado pelos filósofos por tanto tempo.

Eu acredito que isso está prestes a mudar. Chegou a hora de uma revolução pitagórica, que promete alterar radicalmente nossa compreensão da realidade.