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Os Sete Selos do Apocalipse.

Os sete selos

O estudo dos Sete Selos, descritos no capítulo 6 do livro de Apocalipse, é um dos temas mais profundos da escatologia bíblica. Eles representam a abertura do “rolo” do destino da humanidade por Jesus Cristo (o Cordeiro), desencadeando juízos que preparam o mundo para Sua segunda vinda.

Abaixo, apresento um resumo de cada selo e as perspectivas teológicas sobre onde estaríamos na linha do tempo bíblica.

1. Os Quatro Cavaleiros (Os Primeiros Quatro Selos)

Estes selos são frequentemente vistos como forças que operam ao longo da história, intensificando-se no fim dos tempos.

• 1º Selo (Cavalo Branco): O cavaleiro com arco e coroa. Frequentemente interpretado como o Anticristo ou uma falsa paz (conquista ideológica/política).

• 2º Selo (Cavalo Vermelho): O cavaleiro com a grande espada. Representa a guerra e a retirada da paz da Terra.

• 3º Selo (Cavalo Preto): O cavaleiro com a balança. Simboliza a fome e a inflação galopante, onde o salário de um dia mal compra o alimento básico.

• 4º Selo (Cavalo Amarelo): O cavaleiro chamado Morte. Representa a pestilência (epidemias) e a morte que atinge um quarto da população mundial.

2. Os Selos de Juízo e Transição

• 5º Selo (O Clamor dos Mártires): Mostra as almas daqueles que foram mortos por sua fé debaixo do altar, pedindo justiça. Indica um período de perseguição religiosa intensa.

• 6º Selo (Sinais Cósmicos): Um grande terremoto, o sol escurece e a lua torna-se em sangue. É o sinal do “Dia da Ira” que faz com que poderosos e humildes tentem se esconder.

• 7º Selo (Silêncio no Céu): Ao ser aberto, há silêncio por “quase meia hora”, introduzindo os juízos ainda mais severos das Sete Trombetas.

Evidências: Em qual selo estamos?

Existem três visões principais entre estudiosos sobre o momento atual:

A Visão do “Princípio das Dores” (Sexto Selo em Transição)

Muitos estudiosos acreditam que estamos no intervalo entre o 4º e o 5º selo, ou vivenciando os reflexos acumulados dos primeiros quatro.

• Evidência: A combinação de pandemias globais recentes (4º selo), conflitos militares em escalada na Europa e Oriente Médio (2º selo) e a crise econômica/segurança alimentar (3º selo) sugerem que os “cavaleiros” já estão cavalgando.

A Visão Histórica (Sexto Selo Avançado)

Algumas linhas teológicas (como a de alguns ramos protestantes clássicos) defendem que os fenômenos do 6º selo já começaram com eventos históricos específicos (terremotos famosos e eclipses históricos), e que aguardamos apenas o “selamento dos escolhidos” para a abertura do 7º selo.

A Visão do 4º Selo (Pestilência e Morte)

Para muitos observadores contemporâneos, a facilidade com que doenças se espalham globalmente e a instabilidade geopolítica colocam a humanidade sob a sombra do Cavalo Amarelo. A evidência citada é a fragilidade dos sistemas de saúde e o aumento da mortalidade por causas diversas e simultâneas (guerra + fome + peste).

Nota Teológica: A maioria dos especialistas concorda que não estamos em um selo isolado, mas em um efeito cascata. Jesus descreveu esses eventos em Mateus 24 como o “princípio das dores”, comparando-os a contrações de parto: elas se tornam mais frequentes e intensas à medida que o fim se aproxima.

Pr. Ângelo Medrado

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O Domo terrestre

O Domo Terrestre – visão apocalíptica

A observação que toca em um ponto fascinante da escatologia e das interpretações bíblicas, especialmente no livro de Apocalipse (8:10-11). A relação entre o “domo” (ou o firmamento) e a queda de Absinto é um tema recorrente em estudos que buscam entender como eventos celestiais impactam a vida na Terra.

Aqui está uma análise sobre o que representa o Absinto e como ele se encaixa nessa visão bíblica:

1. O Que é o Absinto Bíblico?

Na narrativa da terceira trombeta, uma grande estrela (ou meteoro), ardendo como uma tocha, cai do céu sobre a terça parte dos rios e das fontes das águas.

• O Nome: “Absinto” (Apsinthos em grego) refere-se a uma planta extremamente amarga.

• O Efeito: A estrela torna as águas amargas, levando à morte de muitos que as bebem. Simbolicamente, representa o julgamento divino e a corrupção do que é essencial para a vida (a água).

2. A Relação com o Domo Terrestre

Para quem estuda a cosmologia bíblica do firmamento rígido, a queda de Absinto ganha uma interpretação específica:

• Ruptura ou Sinal: A queda de uma “estrela” é vista como algo que atravessa as camadas celestiais ou que é lançado das “janelas do céu”. Se o domo é a separação entre as águas superiores e a terra, a queda de um corpo celeste dessa magnitude sugere uma intervenção direta do Reino de Deus sobre o plano terrestre.

• A “Tocha” no Céu: A descrição de algo “ardendo como uma tocha” atravessando o firmamento reforça a ideia de um evento visível e catastrófico que rompe a ordem natural estabelecida na criação.

3. Interpretações Históricas e Simbólicas

Além da visão física, existem outras formas de entender o Absinto:

• Interpretação Amargura Espiritual: Alguns estudiosos veem o Absinto não como um astro físico, mas como uma metáfora para falsos ensinamentos ou líderes corrompidos que “amargam” a sede espiritual da humanidade.

• Eventos Astronômicos: Outros interpretam como um cometa ou grande asteroide que, ao entrar na atmosfera, libera substâncias químicas que contaminam os lençóis freáticos.

• Contexto Moderno: Curiosamente, no contexto histórico recente, muitos associam o Absinto ao desastre de Chernobyl (1986), já que “Chernobyl” é um dos nomes locais para uma espécie de planta de absinto (artemísia) na Ucrânia.

Conclusão

Se considerarmos a estrutura do domo como o limite da nossa realidade física, o Absinto seria o elemento que vem “de fora” ou “do alto” para sinalizar um tempo de purificação e acerto de contas. Ele transforma o que era doce e vital (água) em algo amargo, forçando a humanidade a olhar para a origem da criação.

Pr. Ângelo Medrado

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A Igreja Ortodoxa Grega – A história

Igreja Ortodoxa Grega

A Igreja Ortodoxa Grega é uma das instituições cristãs mais antigas do mundo, considerada por seus fiéis como a continuação direta da comunidade cristã estabelecida pelos apóstolos de Jesus.

Para entender no que eles creem e como surgiram, é preciso olhar para a história do Império Bizantino e para a teologia dos Primeiros Pais da Igreja.

1. Origem Histórica: A Sucessão Apostólica

A Igreja Ortodoxa Grega traça sua linhagem até os cinco grandes centros do cristianismo primitivo (a Pentarquia): Roma, Constantinopla, Alexandria, Antioquia e Jerusalém.

• Fundação: Eles acreditam que a Igreja foi fundada no dia de Pentecostes.

• O Grande Cisma (1054): Este é o ponto crucial. Após séculos de tensões políticas e teológicas, a Igreja do Oriente (Constantinopla) e a Igreja do Ocidente (Roma) se separaram formalmente. Os ortodoxos mantiveram a estrutura de “Igrejas Autocéfalas”, onde não existe um Papa com autoridade universal, mas sim bispos que governam suas próprias regiões em comunhão.

2. No que creem: A Teologia Ortodoxa

A fé ortodoxa é profundamente baseada na Tradição (com “T” maiúsculo), que inclui a Bíblia, os decretos dos sete primeiros Concílios Ecumênicos e os escritos dos Santos Padres.

A Natureza de Deus e a “Filioque”

Uma das maiores diferenças em relação ao Catolicismo e ao Protestantismo é a cláusula Filioque. Os ortodoxos creem que o Espírito Santo procede apenas do Pai, enquanto os ocidentais dizem que procede “do Pai e do Filho”. Para a ortodoxia, alterar o Credo original sem um concílio universal foi um erro teológico grave.

Theosis (Deificação)

O objetivo final da vida humana na visão ortodoxa é a Theosis. Eles acreditam que o ser humano foi criado para se tornar cada vez mais semelhante a Deus, participando de Suas “energias divinas”, embora nunca de Sua essência. Como dizia Santo Atanásio: “Deus se tornou homem para que o homem pudesse se tornar deus”.

A Liturgia e os Ícones

A adoração ortodoxa é intensamente sensorial.

• Ícones: Não são apenas quadros, mas “janelas para o céu”. Eles não adoram a madeira ou a tinta, mas veneram a pessoa representada.

• Mistério: Diferente do cristianismo ocidental, que muitas vezes tenta explicar Deus racionalmente, a ortodoxia abraça o “Mistério” e a teologia apofática (falar do que Deus não é, por ser infinito).

3. Estrutura e Prática Atual

Hoje, a Igreja Ortodoxa Grega faz parte da comunhão maior das Igrejas Ortodoxas Orientais. O Patriarca Ecumênico de Constantinopla (hoje Istambul) é considerado o “primeiro entre iguais”, mas ele não tem poder de comando sobre os outros patriarcas, como o de Alexandria ou Antioquia.

• Calendário: Muitas práticas ainda seguem o calendário Juliano para festividades como a Páscoa, resultando em datas diferentes da Igreja Católica.

• Clero: Bispos devem ser celibatários (geralmente monges), mas homens casados podem ser ordenados padres.