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Gideões entrega Bíblias em universidade do Acre e levanta polêmica

Biblia Gideões
Biblia Gideões

No dia 1º de julho a reitoria da Universidade Federal do Acre (Ufac) enviou um comunicado aos professores e funcionários dizendo que no dia 3 representantes do ministério Gideões Internacionais estariam visitando a instituição para entregar exemplares da Bíblia.

“Ao cumprimentá-los cordialmente, informamos que no dia 03.07.2013, quarta-feira, os Gideões Internacionais estarão visitando todos os setores de nossa Instituição para realizar a entrega de Bíblias para nossos docentes, técnico-administrativos e discentes”, dizia o comunicado.

A informação gerou revolta no professor Gerson Albuquerque que escreveu um artigo para o Blog da Amazônia dizendo que a atitude, amparada pela reitoria da UFAC, fere a laicidade e desrespeita a comunidade.

“Ao acatar e formalizar por ato administrativo a distribuição de uma bíblia, panfleto, tratado ideológico, sonhos, quimeras, propagandas de governo ou fantasias de pessoas ou grupos de pessoas para toda a comunidade universitária, a reitoria da Ufac desrespeita essa comunidade, por tratá-la como se todos pertencessem a uma irmandade ou corporação de ofício que professa esse ou aquele credo”, escreveu o professor.

Na visão de Albuquerque, a instituição de ensino pública não pode permitir este tipo de atividade para poder respeitar os funcionários não cristãos e os ateus. O professor diz ainda que ao deixar que os Gideões Internacionais entreguem os exemplares da Bíblia a UFAC estaria fazendo “coro com todas as formas de intolerância, homofobias, preconceitos e curas gays em voga no Brasil de nossos dias”.

Leitores enxergam preconceito religioso

Nos comentários do Blog da Amazônia, onde o artigo foi postado, encontramos comentários de pessoas que entenderam o texto de Gerson Albuquerque como preconceito religioso, uma vez que os funcionários poderiam não aceitar o exemplar doado pelos representantes dos Gideões.

“A permissão foi concedida para que ocorresse a distribuição da bíblia nas dependências da instituição aos seus docentes, técnico-administrativos e discentes. Todavia, vale salientar, que não é obrigatória a aceitação do livro por ninguém”, escreveu Millano Gabáglio.

Para o internauta não há motivos para revoltas e nem a atitude fere a laicidade do Estado pois a doação de Bíblias não foi realizada por imposição de crenças. “Lamentável é o pensamento do professor que escreveu o artigo”, disse o leitor.

O leitor Fernando Fernandes também comentou sobre a forma como o professor universitário falou da distribuição de Bíblias dizendo que “o Estado laico deve sim permitir a distribuição de Bíblias em faculdades públicas, da mesma forma como deve permitir a utilização das praias para as oferendas a Iemanjá”.

Fonte: Gospel Prime

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Padre pede veto ao projeto que abre brecha para a aprovação do aborto

O padre Paulo Ricardo Azevedo participou nesta quarta-feira (10) de um debate sobre o Estatuto do Nascituro que aconteceu durante a sessão da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) falando contra o aborto, pauta bastante polêmica que tem unido os parlamentares das bancadas católica e evangélica.

Padre Paulo Ricardo
Padre Paulo Ricardo

Apesar do tema ser os direitos do nascituro, os presentes no debate comentaram mais sobre o PL 03/2013 que já foi aprovado pela Câmara e pelo Senado e que agora aguarda o posicionamento da presidente Dilma Rousseff. O texto amplia o conceito de violência sexual garantindo à vítima tratamento médico emergencial incluindo a “profil

axia da gravidez”.

Como o texto oferece esses tratamentos para toda relação sexual não consentida, o padre acredita que, se for sancionada pela presidente, a lei vai abrir brecha para a liberação do aborto para não vítimas de estupro.

“Qualquer tipo de atividade sexual não plenamente consentida geraria um direito semelhante ao caso de estupro”, disse Azevedo que é mestre em direito canônico pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma e professor de teologia do Instituto Bento XVI em Lorena, São Paulo.

Os deputados presentes na sessão pedem o veto ao projeto e contam com o apoio de outras instituições como o Instituto Pró-Vida que, por meio do advogado Paulo Fernando Melo, entrou em contato com o ministro Gilberto Carvalho, da Secretaria Geral da Presidência, para lembrá-lo que em 2010 a então candidata à presidência se comprometeu em não aprovar o aborto.

Contando da data da aprovação do PL 03/2013 no Senado, que aconteceu em 4 de julho, Dilma Rousseff tem 15 dias para sancionar ou vetar o projeto.

Fonte: Gospel Prime

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Evangelista é detido na Inglaterra por pregar que homossexualidade é pecado

 

Palavras da Bíblia trouxeram consolo nos momentos na cadeia e o fiel cantou hinos dentro da cela

Por Maria Carolina Caiafa | Correspondente do The Christian Post

O xerife aposentado, Tony Miano, foi preso em Londres, na Inglaterra, no início da semana passada, por estar pregando sobre imoralidade sexual, em Winbledon, aproximadamente a 16 quilômetros da capital inglesa. Ele estava discursando por cerca de 25 minutos sobre os pecados sexuais, quando foi abordado pela polícia local e, em seguida, foi detido

  • Evangelista americano Tony Miano foi preso por pregar contra a imoralidade sexual, acusado de violar a seção 5 do Ato de Ordem, por usar "discurso homofóbico", em Londres, Inglaterra, 01 julho de 2013.

Segundo o direito inglês, Miano feriu a seguinte ideia: “usando o discurso homofóbico, que pode levar as pessoas à ansiedade, à angústia, ao alarme ou ao insulto”.

Segundo a polícia, pregar em si não é uma ofensa. No entanto, a parte específica da Bíblia, utilizada pelo xerife em sua fala, foi interpretada como homofóbica por uma mulher, que fez a reclamação. O americano explicou, então, que não odeia os homossexuais. Ele reiterou que estava pregando sobre diversas formas de imoralidade sexual, como luxúria e vício em pornografia. Miano disse ainda que “ama os homossexuais o suficiente para trazê-los a verdade do Evangelho”.

Na delegacia, o xerife foi fotografado e teve suas impressões digitais colhidas. Ainda foi coletada uma amostra de seu DNA para garantir que ele não era um criminoso procurado.

Miano passou cerca de sete horas na cadeia. Nelas, o cristão foi interrogado sobre a sua fé em Jesus Cristo e foi feita uma série de indagações: “Perguntaram se acredito que a homossexualidade é um pecado. Pediram para mostrar a parte da Bíblia, que eu estava lendo. E respondi também a seguinte questão: se um homossexual estivesse com fome e se aproximasse de mim, se eu lhe daria algo para comer”, relembrou.

As palavras da Bíblia trouxeram consolo nos momentos na cadeia. Ele contou ter cantado hinos dentro da cela.

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Miano vive na Califórnia, na região de Los Angeles, nos Estados Unidos (EUA), e tem três filhas. Ele tem um blog e mais de 7,6 mil seguidores no Twitter, segundo dados coletados nesta segunda-feira (8). Na página dele no microblog, é possível acessar vários vídeos sobre a prisão em Londres.