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Resgatando valores perdidos no lar

Por Josué Gonçalves

“Ou qual é a mulher que, tendo dez dracmas, se perder uma, não acende a candeia, varre a casa e a procura diligentemente até encontrá-la? E, tendo-a achado, reúne as amigas e vizinhas, dizendo: Alegrai-vos comigo, porque achei a dracma que eu tinha perdido.” – (Lc 15.8,9)

Jesus utiliza esta ilustração de um fato natural para refletir uma verdade espiritual. Neste caso, nas três parábolas contadas neste capítulo, ele fala de algo que se perde e é reencontrado. Uma aplicação clara ao pecador que se arrepende e é “reencontrado” por Deus é feita nas três parábolas. Porém, além deste entendimento claro e específico, acredito que, assim como toda porção profética da Palavra de Deus, temos algo mais a aprender neste ensino.

Jesus falou sobre uma perda que aconteceu dentro de casa, e quero fazer uma aplicação espiritual disto para nossos lares e casas. Alguns podem achar que estamos apenas “espiritualizando” um texto fora de seu contexto, mas a cosmovisão bíblica dá suporte a este tipo de interpretação, desde que se harmonize com o restante dos princípios explícitos das Escrituras Sagradas.

 VALORES PERDIDOS

Esta mulher não perdeu a moeda na rua, mas dentro de casa, sem sequer ter saído de lá. A moeda, um denário, tinha mais valor do que a idéia que passa na nossa mente quando pensamos em uma moeda. Era a paga por um dia inteiro de trabalho de um trabalhador normal. E esta perda de algo valioso dentro de casa me fala de outros valores (não materiais) que muitas vezes perdemos dentro de casa.

Sei por experiência própria, como marido, como pai e também como filho, que muitos valores que devemos guardar dentro de casa, no convívio com nossos familiares podem ser comprometidos. Falo de valores emocionais como: o respeito, o carinho, o amor, a paciência, a compreensão, a dedicação, o serviço, a harmonia, a paz, a doação de si mesmo, etc. Falo também de valores espirituais, como: a oração, o devocional, a fé, o temor de Deus, a meditação na Palavra, e outros.

Muitas pessoas acham que para sofrer perdas em seus lares é necessário muita interferência ou pecados externos, mas digo que não. Quando pensamos só na moeda em si, imaginamos algo fácil de se perder e permanecer escondido em algum canto da casa. Quem já não perdeu algo em casa? O termo “moeda” não nos faz perceber a dimensão da perda. Na verdade, tratava-se de um décimo de tudo o que a mulher tinha! Este paradoxo também se dá com muitos dos valores que perdemos em nosso lar. Aparentemente trata-se apenas de “uma moeda”, mas vale bem mais do que o que só aparenta!

O processo de recuperação da moeda por parte desta mulher envolveu cinco atitudes que vejo como sendo a forma de reencontramos nossos valores perdidos.

 ACENDENDO A CANDEIA

O texto sagrado revela que a mulher acendeu a candeia. ela buscou mais luz porque havia falta dela… e não há como procurar algo no escuro. Acredito que este é um paralelo espiritual de algo que precisamos para reencontrar qualquer tipo de valor perdido, não só em nosso lar como também em nossa vida em Deus.

Que luz é esta que nos auxilia nesta busca? É a ação reveladora do Espírito Santo. Trazer à luz é expor o que estava oculto. Paulo falou aos coríntios sobre examinar-se a si mesmo. Mas creio em mais do que um auto-exame nas horas de concerto. Creio que precisamos nos aquietar perante o Senhor e deixá-lo falar em nosso íntimo pelo Espírito Santo…

 VARRENDO A CASA

Aquela casa necessitava de limpeza. A sujeira que estava lá naquele chão podia esconder a moeda. Não sabemos por que havia sujeira, talvez aquela mulher tenha deixado a janela aberta e um pé de vento trouxe sujeira para dentro de casa.

O mesmo acontece conosco, muitas vezes nos expomos demais a este mundo e permitimos que seus conceitos entrem em nossa casa e coração. Às vezes pela TV, ou por meio de não-crentes com quem convivemos… mas o fato é que quando a sujeita do mundo entra, encobre e esconde de nós aquilo que temos perdido. Se quisermos reencontrar valores, precisamos nos livrar da sujeira que entrou!

 PROCURANDO COM DILIGÊNCIA

Aquela mulher procurou com diligência seu valor perdido. Tem crente que chora no apelo, mas depois não dá um passo para alcançar aquilo que perdeu em sua vida espiritual ou familiar.

A mulher de nossa história empreendeu uma busca diligente, dedicada. Isto fala de disposição de concerto. Deus não dá nada para quem não valoriza. Por meio do profeta Isaías ele disse: “Derramarei água sobre o sedento” – (Is 44.3).

Por que Deus só derrama água sobre o sedento? Por que não sobre qualquer um? Ele dá água para quem valoriza a água, para quem vai aproveitá-la!

Jesus nos ensinou a não lançar pérolas aos porcos. Quem não valoriza não merece receber. Se queremos algum tipo de restauração em nossa vida em Deus ou em nosso lar, temos que nos empenhar nisto!

ATÉ ENCONTRAR

A mulher não apenas foi diligente, como também foi perseverante. A parábola nos revela que ela não parou de buscar enquanto não encontrou aquilo que havia perdido. Enquanto a diligência tem a ver com a “qualidade” da busca, a perseverança tem a ver com a “duração” da busca.

Normalmente falamos de se alcançar a nossa herança em Deus por meio da fé. É lógico que sem fé é impossível agradar a Deus, e o que duvida não receberá coisa alguma, mas há algo que acompanha a fé e que normalmente não percebemos o quanto tem a ver com possuir a herança: a perseverança. As Escrituras nos ensinam que precisamos tanto da perseverança como precisamos da fé:

“para que não vos torneis indolentes, mas imitadores daqueles que, pela fé e pela perseverança, herdam as promessas.” – (Hb 6.12)

Algumas versões usam aqui o termo paciência, mas fala a mesma coisa. Fala de determinação até que se chegue ao alvo.

Precisamos desta firmeza na busca da restauração dos valores perdidos no lar. A família tem um lugar muito especial no coração de Deus, e Ele deseja que vivamos o seu melhor, inclusive nesta área.

As três parábolas de Lucas 15 nos mostram que não devemos nos conformar com as perdas. É hora de empenho, de dedicação, de determinação nesta restauração.

ALEGRIA PÚBLICA

Assim que reencontrou o que havia perdido, a mulher reuniu suas amigas e vizinhas para se alegrarem. O testemunho de restauração sempre animará outras pessoas, especialmente aquelas que estão iniciando a sua busca. Tudo o que Deus nos dá deve ser dividido com outros. Paulo declarou o seguinte:

“É ele que nos conforta em toda a nossa tribulação, para podermos consolar os que estiverem em qualquer angústia, com a consolação com que nós mesmos somos contemplados por Deus.” – (2 Co 1.4)

Quando Jesus libertou aquele endemoninhado gadareno, este lhe pediu que o pudesse acompanhar. A resposta de Jesus reforça o que estamos dizendo:

“Jesus, porém, não lho permitiu, mas ordenou-lhe: Vai para tua casa, para os teus. Anuncia-lhes tudo o que o Senhor te fez e como teve compaixão de ti. Então, ele foi e começou a proclamar em Decápolis tudo o que Jesus lhe fizera; e todos se admiravam.” – (Mc 5.19,20)

Este homem recebeu a comissão de dividir com outros o que Deus nos fez. Este é um princípio do Reino que deveríamos levar mais a sério. A mulher samaritana que encontrou-se com Jesus junto ao poço de Jacó teve a mesma atitude:

“Muitos samaritanos daquela cidade creram nele, em virtude do testemunho da mulher, que anunciara: Ele me disse tudo quanto tenho feito.” – (Jo 4.39)

Assim que você resgatar aquilo que se havia perdido, estará debaixo da comissão de torná-lo público. Não apenas como um motivo de se alegrar, mas principalmente o de levar regozijo aos outros, especialmente os que possuem as mesmas necessidades que você tinha…

 

Imagem relacionadaJosué Gonçalves é escritor, conferencista, terapeuta familiar e pastor da Assembleia de Deus em Bragança Paulista (SP). Fundador e presidente do Projeto Família Debaixo da Graça. É casado com Rousemary e pai de Letícia, Douglas e Pedro. Ele é referência nacional quando o assunto é aconselhamento familiar, com mais de 25 anos dedicados a esse ministério por meio de livros, palestras e programas de televisão.

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O cristão e a mentira – O Problema maior da mentira

A pessoa diz uma mentira aqui, outra acolá, e assim vai pouco a pouco deteriorando seus princípios espirituais cristãos.
FONTE: GUIAME, MARISA LOBO
(Foto: Gerd Altmann/Pixabay)
(Foto: Gerd Altmann/Pixabay)

O problema maior do mentiroso não é apenas questão de mau caráter, ou uma doença que, se reconhecida pode ser tratada, mas é o envolvimento com o “pai da mentira” descrito em João 8:44: “Vós tendes por pai ao diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai. Ele foi homicida desde o princípio, e não se firmou na verdade, porque não há verdade nele. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso, e pai da mentira.”

A mentira funciona para essas pessoas como base de apoio às atrocidades cometidas em nome da mentira. Mentira é um vício, é como uma droga e seus efeitos na sociedade, no psicológico e no mundo espiritual, principalmente, são mais devastadores.

A verdade sobre a mentira é que sempre tenta se esconder nas mais profundas camadas de seu inconsciente as armações e maldades humanas, esse lugar não nos pertence, e sim a Satanás. O mentiroso se esconde na escuridão de sua alma, que estará sob domínio e influência do seu verdadeiro dono.

Embora as pessoas acreditem em Deus, ainda continuam a cometer erros a machucar os outros, e vivem como se Ele nem existisse. A realidade em que vivem impede que vejam a verdade. Elas conhecem a verdade, mas   Infelizmente fazem uso da principal ferramenta do inferno, como qualquer pessoa que não acredita neste Deus; é um verdadeiro incrédulo.

A escuridão da mentira o cega, enganando sua mente, fazendo-o acreditar que suas mentiras não são tão grandes, que são mentiras ditas sem intenção de enganar ninguém. Além disso, que Deus não está preocupada com elas, pois são ditas, muitas vezes, até para evitar um mal maior. Mas não adianta nos enganarmos, mesmo assim, sem intenção de não fazer mal, são mentiras. E toda mentira tem uma raiz negativa psicológica e espiritual. Para Deus, não tem mentirinhas, pecadinho, pecado é pecado, independente do seu tamanho, tem sempre consequências para nossa saúde mental e espiritual

A Bíblia revela o poder nefasto da mentira, ela conta que, como medida de precaução, os vinhedos eram protegidos por meio de cercas contra as grandes raposas. Mas eram a raposinhas o maior perigo, pois, sorrateiramente, através de pequenas fendas na cerca, atacavam as videiras, roendo a raiz de toda vinha, isso acontecia principalmente quando elas estavam ainda em flor.

As pequenas mentiras vão devagar, sorrateiramente, transformando-nos em mentirosos profissionais, sociais, com o tempo em compulsivos. E suas consequências, se não descobertas e tratadas, podem ser desastrosas, tanto para o mentiroso, quanto para suas vítimas. A Bíblia diz em Marcos 4:22 “Porque nada há encoberto que não haja de ser manifesto; e nada se faz para ficar oculto, mas para ser descoberto…”. Nada mesmo. Quem nunca leu a Bíblia, sabe que a mentira deixa rastro, e uma hora ou outra será descoberta.

Eis aí o grande perigo das “mentirinhas”. A pessoa diz uma aqui, outra acolá, e assim vai pouco a pouco deteriorando seus princípios espirituais cristãos. Há  pessoas, mesmo as não cristãs, que são éticas e não aceitam mentira, têm o maior cuidado em construir sua história com princípios bem definidos onde não cabe a mentira o engano, a hipocrisia; ela constrói seu caráter baseado em princípios verdadeiros de moral e, mesmo sem conhecer a  Cristo, vivem como nós, que O conhecemos, deveríamos viver.

Por que nós, que conhecemos e somos ensinados a prosseguir em verdade, somos às vezes tão mentirosos?  Vivemos sem o cuidado em cercar nossa vida, preocupamo-nos com as grandes mentiras, mas relaxamos com as pequenas, que na realidade são as mais perigosas. E é justamente o que tem acontecido na vida de muitos cristãos: cuidam em não falar “grandes” mentiras, mas fazem uso das “pequenas” na maior “cara de pau”.

Aí uma hora a “casa cai”, pois não há mal que sempre dure, e reclamam da igreja, muitas vezes, de seu pastor, e de Deus, principalmente, porque não conseguem melhorar e conquistar coisas e realizar seus sonhos de  vida.

Colocam a culpa de seus fracassos em tudo e em todos, menos em si mesmas!  Vivem a vida, perdem seu tempo em usar sua inteligência para enganar as pessoas, a si mesmas. Até seus sonhos são uma mentira. Como podem este ser requerer de Deus o cumprimento de Suas promessas verdadeiras, se estão sendo cúmplices do pai da mentira? (Edir Macedo).

Quando mentimos, nossas orações não passam de palavras vazias, sem sentimento nenhum de fé, devido à hipocrisia espiritual em que vivemos. O Senhor Jesus não tolera o mentiroso. Sua maior revolta é contra o hipócrita, não podemos esquecer da verdade, de que quem tem parte com a mentira é conivente com o diabo. Jesus nos deixou vários ensinamentos sobre a mentira. “Ele perdoa o mentiroso, não a mentira”. O Senhor disse: “Quando ele (o diabo) profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira” (João 8.44).

Por que mesmo conhecendo a palavra de Deus mentimos?

Existem os intitulados “mentirosos habituais”. Mentem pela falta de caráter mesmo, para levar vantagem em tudo, se safar de alguma situação de desprazer, para agradar pessoas, sempre com intuito de ficar bem na fita, ou conseguir o que quer. Acredita que a mentira não tem consequências e é normal uma mentirinha de vez em quando. Sabem que tudo que dizem é mentira. E sai por aí com esses comportamentos inconsequentes, mentindo, enganando sempre que precisar, ou quando vê uma oportunidade de se dar bem, e às vezes nem se dá bem, não importa se precisar reconhece a mentira, mas acha normal a diferença destas mentiras para as patológicas é a frequência, e qualidade fantasiosa.

João 8:44: “Vós sois do diabo, que é vosso pai, e quereis satisfazer-lhe os desejos. Ele foi homicida desde o princípio e jamais se firmou na verdade, porque nele não há verdade. Quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira.”

Porque nós cristãos sabemos que o diabo é o pai da mentira, como está escrito em qualquer Bíblia, seja católica como evangélica. Conhecemos os ensinamentos e a vontade de Deus expressa na Bíblia Sagrada, nós sabemos que a mentira é a principal arma de satanás, que Deus é a verdade. Mesmo sendo cristãos atuantes, que estudamos, será que também mentimos? Se conhecemos a palavra de Deus, sabemos que o salário do pecado é a morte, que a mentira então é um pecado. Porque mesmo sabendo das implicações espirituais que Deus abomina a mentira porque mentimos, tanto e nos deixamos enganar por elas?

A resposta está na nossa natureza pecaminosa e na nossa negação.

Nossa natureza pecaminosa, apesar de crucificada em Cristo, ainda exerce uma influência que não é sempre aparente. A visão de mundo inteira do mentiroso foi moldada pelo processo de alivio de tensão, pela busca de prazer de alívio do desprazer. Esses são os elementos de sua “natureza pecadora” ou “carne”, com a qual ele lutará por quanto tempo permanecer neste mundo. Podendo se erguer eventualmente ou causar sua própria derrota. Mentirosos precisam da ajuda de conselheiros treinados que, através de um processo de terapia e discipulado intensivo, e ou de um ensinará a ser “transformados pela renovação de suas mentes” (Romanos 12:2) e aprender como “andar no Espírito para não satisfazer os desejos da carne” (Gálatas 5:16)

O grande problema para a transformação de caráter e cura psicológica está nos mecanismos de defesa do ego, e Deus nos ensina exatamente isso quando Diz que: “todos os caminhos do homem lhe parecem puros, mas o Senhor avalia o espírito” (Provérbios 16:2). A Bíblia torna claro que o homem tem uma habilidade temerosa de tornar-se auto enganado. (Jeremias 17:9). Em nenhum outro lugar isso é ilustrado tão poderosamente quando na área d e qualquer mentira pois elas são dependências vícios de devem e ser tratadas como tal

Jesus disse: “…a verdade vos libertará” (João 8:32). Todo mentiroso, dissimulador, hipócrita deve superar a negação através da verdade Se não, cairá em sua recuperação, não conseguirá a cura, ou alcançará a glória, voltando ao uso da mentira, ao seu antigo comportamento compulsivo de mentir. Salomão nos ensina quando disse “todos os caminhos do homem lhe parecem puros, mas o Senhor avalia o espírito” (Provérbios 16:2). A Bíblia torna claro que o homem tem uma habilidade temerosa de tornar-se auto enganado. (Jeremias 17:9). Em nenhum outro lugar isso é ilustrado tão poderosamente quando na área das mentiras, da hipocrisia, da dissimulação.

Provérbios 14:25 “A testemunha verdadeira livra almas, mas o que se desboca em mentiras é enganador”.

Extraído do livro “Por que as pessoas mentem?”.

Por Marisa Lobo – Psicóloga, especialista em Direitos Humanos e autora de livros, como “Por que as pessoas Mentem?”, “A Ideologia de Gênero na Educação” e “Famílias em Perigo”.

*O conteúdo do texto acima é de total responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a opinião do Portal Guiame.

(Foto: Gerd Altmann/Pixabay)

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Descobertos selos da época do Primeiro Templo que comprovam relato bíblico

Arqueólogos israelenses fizeram duas descobertas raras na cidade de Davi, que apontam para pessoas mencionadas nas escrituras.
FONTE: GUIAME, COM INFORMAÇÕES DA CBN NEWS
O selo Natan-Melech e Eved Hamelech encontrado em escavações feitas na Cidade de Davi. (Foto: Eliyahu Yanai/Cidade de David)O selo Natan-Melech e Eved Hamelech encontrado em escavações feitas na Cidade de Davi. (Foto: Eliyahu Yanai/Cidade de David)

Arqueólogos de Israel fizeram novas descobertas, que datam do sétimo e sexto século a.C. após escavações em um estacionamento de Givati, no Parque Nacional da Cidade de Davi, em Jerusalém. O parque faz parte da antiga cidade onde o rei Davi estabeleceu sua capital há 3.000 anos.

Uma das descobertas raras é uma “bula” ou selo, pequenos pedaços de argila que eram usados ​​para assinar e selar letras nos tempos antigos. A bula, que remonta ao Período do Primeiro Templo, traz as seguintes palavras: “(pertencente) a Natã-Meleque, Servo do Rei” (LeNathan-Melech Eved HaMelech).

O nome Nathan-Melech aparece na Bíblia em 2 Reis 23:10. As Escrituras descrevem-no como um oficial de alta patente na corte do rei Josias, o jovem rei que renovou o pacto de Israel com Deus e destruiu os ídolos pagãos da nação.

a Dra. Anat Mendel-Geberovich, da Universidade Hebraica de Jerusalém, decifrou a bula e notou que Nathan-Melech era bem conhecido na antiga Judá, porque o selo apenas menciona seu primeiro nome. Não havia necessidade de mencionar o nome de sua família.

“A pergunta de um milhão de dólares é se estou segurando na minha mão a bula do mesmo Natan-Melech que foi mencionado na Bíblia. Bem, eu nunca posso dizer isso com certeza, mas o que posso dizer é que há uma sobreposição de três coisas: Primeiro, o nome Natan-Melech, que é raro. Segundo, o período em que estamos falando, meados do século VII a.C — o rei Josias — e terceiro, o fato de termos o título. Então, Natan-Melech era alguém que estava perto do rei”, disse Mendel-Geberovich.

Os arqueólogos também descobriram um selo de 2.600 anos gravado com o nome “Ikar, filho de Matanyahu”.

“O nome Matanyahu aparece tanto na Bíblia quanto em selos adicionais e bolhas já desenterradas. No entanto, esta é a primeira referência ao nome “Ikar”, que era desconhecido até hoje”, disse Mendel-Geberovich.

Ela acredita que o selo pertencia a um indivíduo privado, mas não está claro quem era essa pessoa. Os selos eram usados ​​nos tempos antigos para assinar documentos e anotavam a identidade, o status e a linhagem de seus proprietários.

Localização dos achados

Arqueólogos dizem que esses artefatos raros foram encontrados em um grande prédio público que foi destruído no século VI aC. Isso é significativo porque eles foram encontrados em uma camada que foi marcada por um grande incêndio, provavelmente a partir de quando os babilônios destruíram Jerusalém em 586 a.C.

Grandes destroços de pedra, vigas de madeira queimadas e numerosos cacos de cerâmica foram descobertos no prédio, todas as indicações de que eles haviam sobrevivido a um imenso incêndio

Yuval Gadot, da Universidade de Tel Aviv, e Yiftah Shalev, da Autoridade de Antiguidades de Israel, dizem que as descobertas revelam o avançado sistema administrativo do Reino de Judá.

“Como muitas das conhecidas bolhas e selos não vêm de escavações arqueológicas organizadas, mas sim do mercado de antiguidades, a descoberta desses dois artefatos em um contexto arqueológico claro que pode ser datado é muito emocionante. Eles se juntam às bulas e selos com nomes escritos em antigos escritos hebraicos, que foram descobertos nas várias escavações realizadas na cidade de Davi até hoje”, disseram eles em um comunicado conjunto.

“Esses artefatos atestam o sistema altamente desenvolvido de administração no Reino de Judá e acrescentam informações consideráveis ​​à nossa compreensão do status econômico de Jerusalém e seu sistema administrativo durante o período do Primeiro Templo, bem como informações pessoais sobre os oficiais mais próximos do rei e administradores que viviam e trabalhavam na cidade ”, acrescentou.