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Religião x ciência: cientistas tentam achar Adão e Eva em árvore genealógica e Vaticano reage

Alto funcionário do Vaticano destaca que acreditar em Adão e Eva se trata de uma questão de crença

Por Luciano Portela | Repórter do The Christian Post

Uma nova discussão entre religião e ciência se estabeleceu recentemente, com a pesquisa de um grupo de cientistas que buscam a origem de Adão e Eva por meio de uma árvore genealógica, estudo que não recebeu uma boa aceitação por parte do comando da Igreja Católica.

  • Bento XVI
    (Foto: Reuters/Stefano Rellandini)
    Praça São Pedro, no Vaticano.

Como reação, um alto funcionário do Vaticano destacou que a identificação com Adão e Eva se trata de uma questão de crença religiosa. “As investigações científicas não possuem meios para identificar Adão e Eva, e sequenciar sua origem genética”, avalia Werner Arber, ex-Prêmio Nobel de Fisiologia e atual presidente da Pontíficia Academia de Ciências.

Apesar da declaração de Arber, as pesquisas seguem em busca dos primeiros seres humanos coincidindo com Adão, mas exibem divergências. Enquanto um grupo britânico indica que os humanos modernos surgiram na África a cerca de 200 mil anos atrás, outro centro de pesquisa nos EUA crê na origem a cerca de 338 mil anos.

Há quem também diga que a existência de Adão e Eva é uma metáfora “enganadora” que deve ser abandonada, pois “confunde o público e até mesmo os geneticistas que desvendam” a origem humana, de acordo com o pesquisador Joe Pickrell do Centro do Genoma de Nova York.

A relação de Adão e Eva com a genética é um tema que gera debate já de longa data entre apologistas cristãos, como é o caso de John Collins, cientista e professor do Antigo Testamento que acredita que “Adão e Eva eram pessoas reais e antepassados de todos os outros seres humanos”.

Collins detalha sua opinião ao estabelecer que o que atrapalha a crença absoluta em Adão e Eva é o conflito cultural com as versões de origem do mundo em outras religiões, além de avanços na biologia que parecem afastar ainda mais a ideia de que apenas um casal foi determinante para toda a evolução do mundo.

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Como contestação, uma publicação católica relatou que será improvável alcançar uma explicação científica definitiva, pois obviamente que restos mortais ou evidências genéticas específicas são fatores que já estão muito distantes dos nossos dias.

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Jesus era um homem branco, segundo jornalista que diz querer deixar isto claro para as crianças

A jornalista argumenta que o fato de Jesus ser branco é algo historicamente estabelecido

Por Luciano Portela | Repórter do The Christian Post

Uma âncora de um canal de notícias norte-americano gerou enorme discussão nos EUA depois de destacar, durante seu telejornal, que “Jesus era um homem branco” e que ela gostaria de deixar isso bem claro para as crianças.

  • Natal
    (Foto: Reuters)
    Celebração de Natal no Vaticano, com a representação do Presépio do Nascimento de Jesus.

O assunto veio à tona quando Megyn Kelly, famosa jornalista do canal Fox News, debatia a respeito do artigo intitulado “Papai Noel não deve ser um homem branco nunca mais”, escrito pela autora Aisha Harris que defende a ideia de que um Papai Noel branco perpetua a cultura de que a sociedade americana se restringe a uma raça.

Segundo Harris, a figura de Papai Noel deveria ser substituída por algum personagem de Natal neutro, como um animal, como é o caso do Coelhinho da Páscoa. Para a escritora, a escolha de alguma espécie da fauna polar, como um pinguim, por exemplo, seria mais abrangente e amigável, e desligaria a imagem racista.

Ao discutir o tema com seus colegas de bancada, Kelly disse que achou graça da interpretação a respeito do fato de Papai Noel ser branco, pois acha um exagero a ideia de racismo, além de considerar ridícula a intenção de trocar uma das principais figuras do Natal.

Na sequência de sua argumentação, a apresentadora então afirma para as crianças que “só existe o Papai Noel branco, mesmo que exista uma pessoa dizendo que ele deveria ser substituído por um Papai Noel negro.

Ao complementar seu raciocínio, ela ainda ressalta que uma única opinião não pode mudar todo o contexto da memória de uma cultura e as tradições transmitidas de uma geração para outra, pois não se pode ignorar que Jesus Cristo existiu e o fato dele ser branco é algo historicamente estabelecido, que não pode ser modificado.

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“Só porque isso é desconfortável para uma pessoa, não significa que temos que mudar. Jesus era um homem branco também. E esta é a verdade que temos, ele é uma figura histórica que é um fato comprovável, como é Papai Noel, e eu só quero que as crianças tenham esta noção. Como você pode rever um legado da história e simplesmente trocar Papai de branco para negro?”, questiona a âncora do Fox News.

Os comentários de Kelly podem ser vistos por meio de um vídeo do YouTube com o nome de “Megyn Kelly: ‘Santa Is What He Is,’ Which Is White”, que já possui quase um milhão de exibições.

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Estudo sugere que Buda viveu dois séculos antes do que se pensava

Informações obtidas da folhaonline.com 

DA FRANCE PRESSE

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Evidências de uma estrutura de madeira desconhecida, escavada no local onde Buda nasceu, sugerem que o sábio pode ter vivido no século 6 a.C., dois séculos antes do que se pensava, afirmaram arqueólogos nesta segunda-feira (25).

Traços de uma antiga estrutura de madeira foram encontrados debaixo de um templo de tijolos que fica dentro do Maya Devi, um local sagrado do budismo situado em Lumbini, no sul do Nepal, perto da fronteira indiana.

Seu desenho lembra o templo Asokan, erguido em seu topo e que era dotado de uma área aberta, desprotegida dos elementos, onde aparentemente uma árvore nasceu.

Ira Block/National Geographic/Associated Press
Arqueólogos nas escavações do templo Mayadevi
Arqueólogos nas escavações do templo Maya Devi, no Nepal

“Isto lança luz a um debate muito, muito antigo” sobre quando Buda nasceu e, por sua vez, quando a fé nascida de seus ensinamentos fincou raízes, explicou o arqueólogo Robin Coningham em teleconferência.

É amplamente aceito que Buda nasceu debaixo de uma árvore conhecida na Índia como shorea (‘Shorea robusta’), em Lumbini. Sua mãe, a rainha Maya Devi, mulher do líder de um clã, estava viajando para o reino de seu pai, onde daria à luz.

Mas muito do que se sabe sobre sua vida tem origem na tradição oral, com poucas evidências científicas para separar os fatos do mito.

Muitos estudiosos sustentam que Buda –que renunciou à riqueza material para buscar uma vida de iluminação– viveu no século 4 a.C. e morreu aos 80 anos.

“O que nosso trabalho demonstrou é que esse templo (onde Buda nasceu) foi estabelecido no século 6 a.C”, o que sustenta a hipótese de que Buda viveu bem antes, afirmou Coningham.

Técnicas de radiocarbono e luminescência estimulada opticamente foram usadas para datar os fragmentos de carvão vegetal e grãos de areia encontrados no local.

Enquanto isso, pesquisas geoarqueológicas confirmaram a existência de raízes na área aberta do templo central.

Coningham foi codiretor de uma equipe internacional de arqueólogos em Lubini, em parte financiada pela National Geographic Society, com sede em Washington.

Suas descobertas, revistas por partes, serão publicadas na edição de dezembro do periódico “Antiquity”.

Atualmente, Lumbini integra o patrimônio da Unesco, e é visitada por milhões de peregrinos anualmente.