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Marina Silva troca Bíblia pela Constituição em vídeo de campanha

Propaganda eleitoral simula evangelização em ônibus

Campanha de Marina SilvaCampanha de Marina Silva. (Foto: Reprodução / Facebook)

Missionária da Assembleia de Deus, a candidata a presidente pela Rede vem usando um vídeo de campanha que simula algo bem conhecido dos evangélicos. Um homem entra em ônibus cheio de passageiros e começa a pedir atenção.

Porém, ao invés dos conhecidos sermões rápidos de evangelização, ele faz um faz discurso utilizando rimas. Posicionando-se contra a intolerância e pedindo mudanças, tenta associar essas ideias à candidatura de Marina.

No final, mostra-se que o livro que ele carregava não era a Bíblia, mas sim uma cópia da Constituição Federal.

Aparentemente, os marqueteiros da Rede tentaram apelar de forma indireta para os evangélicos, ao mesmo tempo que evitam o linguajar religioso. O ator, vestido com roupa que lembra os pregadores é o rapper Igor Barbosa Gois.

Ele diz na peça política: “Quando foi que o medo tomou conta e qualquer diferença virou uma afronta? Me conta/Que ódio é esse guardado dentro do seu coração?/Só porque está com raiva do governo, vai descontar a raiva no outro irmão? Não”.

Numa menção velada às acusações que Marina já fez a Jair Bolsonaro, o rapper questiona:
“Quem foi que inventou essa mentira/Que o nosso povo não tem mais jeito?/Que as mulheres são menos que os homens e que as minorias não têm os mesmos direitos?”.

No final, remetendo ao apelo comum nesse tipo de ação evangelística, pede que levante a mão quem “acredita que pode viver uma vida melhor”.  Terminado seu discurso ele sai do ônibus enquanto lê-se na tela “Marina Silva” e “#Elasim”, outra provocação a Bolsonaro, que vem sendo atacado nas redes com a hastag #Elenão.

por Jarbas Aragão do Gospelprime
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“Tô vivo por uma obra de Deus”, diz Jair Bolsonaro

Filho diz que orou com pastores no momento em que soube do atentado

Jair BolsonaroJair Bolsonaro no hospital. (Foto: Reprodução / Youtube)

O candidato à Presidência do PSL, Jair Bolsonaro, concedeu sua primeira entrevista após o atendado que sofreu em 6 de setembro, durante comício em Juiz de Fora (MG).

Falando com o jornalista Augusto Nunes, da Jovem Pan, na noite deste segunda-feira (24), o capitão respondeu a perguntas sobre uma variedade de temas. Na parte inicial, explicou que não culpa a Polícia Federal pelo fato de ter sido esfaqueado. Vários policiais acompanhavam o candidato, seguindo a lei eleitoral. Também disse não acreditar que o agressor, Adélio Bispo, tenha agido sozinho.

Respondendo a questões sobre economia, reiterou que seus modelos são Japão, Coreia do Sul e Israel. Para Bolsonaro, o Brasil tem um grande potencial não explorado e que a mudança deveria começar pelo fim das regalias, venda ou fechamento de “estatais ociosas”. Voltou a dizer que não fará o jogo político de “vale tudo” para governar.

Em vários momentos, o político falou sobre sua convicção que poderia não ter sobrevivido se não fosse pela intervenção divina. “Tô vivo por uma obra de Deus”, garantiu, dizendo que os médicos viam o tipo de corte que ele sofreu como fatal. Durante a conversa, usou o termo “milagre” mais de uma vez para falar sobre sua situação de saúde.

Ao seu lado, o filho Flávio Bolsonaro, deputado estadual no Rio de Janeiro, testemunhou que soube que o pai tinha sido esfaqueado através de um repórter. O político estava na Assembleia Legislativa e dirigiu-se ao gabinete de outro deputado, evangélico como ele.

Chegando ao local, havia cerca de 15 pastores e todos eles intercederam pela vida de Jair, o que lhe deu muita tranquilidade de que o pai não morreria. Flávio também acredita que Deus agiu em favor de Jair.

No final da entrevista, o presidenciável do PSL reiterou que não prega a divisão das pessoas, nem ataca mulheres, gays e negros. Em um discurso conciliador, foi sincero ao dizer que talvez não fosse o ideal, mas que era “o melhor entre os candidatos” que se apresentaram este ano.por Jarbas Aragão do Gospelprime.

Assista!

 

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Confederação de Pastores do Brasil decide apoiar Bolsonaro

Grupo de religiosos tomou postura pública contra o PT

Jair BolsonaroJair Bolsonaro. (Foto: Marcelo Cardoso/GP1)

Jair Bolsonaro (PSL) lidera as pesquisas de intenção de voto e, segundo o Ibope, está consolidado como o preferido entre o segmento evangélico. Com a possibilidade de ir para o segundo turno com Fernando Haddad (PT), a polarização já está se formando.

Diferentes lideranças evangélicas têm se posicionado publicamente ao lado de diversos candidatos, mas Bolsonaro recebeu a apoio oficial da Confederação dos Conselhos de Pastores do Brasil, que congrega algumas das principais agremiações neopentecostais,

Liderada pelo bispo Robson Rodovalho, da Sara Nossa Terra, a organização diz que, com “a divisão entre direita e esquerda, não dá mais para ficar em cima do muro”. Segundo a nota divulgada à imprensa, Rodovalho, afirma que somente o candidato do PSL é capaz de “colocar um freio de arrumação no Brasil”.

Segundo a Folha de SP, os conselhos regionais de pastores ligados a Rodovalho irão mapear os grupos evangélicos simpatizantes de Haddad. O objetivo seria atuar para “virar” esses votos.

O levantamento do Datafolha divulgado nesta quarta-feira (19) mostra que, entre os evangélicos, Bolsonaro tem ampla vantagem sobre o petista num eventual segundo turno: 51% a 34%.

Os números se justificam pela postura dos candidatos. Enquanto o deputado carioca defende as pautas conservadoras, caras aos evangélicos, o substituo de Lula traz em seu plano de governo apoio a “agenda LGBT”.  Além disso, sua vice, Manuela D’Ávila sabidamente defende a legalização do aborto.por Jarbas Aragãodo Gospel prime