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Marcha para Jesus em SP (20/6)terá mais de 30 atrações

Serão 11 horas de programação entre a caminhada de 4 km e apresentações musicais no palco montado da Praça Heróis da Força Expedicionária Brasileira

Marcha para Jesus em São Paulo. (Foto: Reprodução / Instagram)

A 27ª Marcha Para Jesus da cidade de São Paulo acontece nesta quinta-feira (20) na zona Norte da capital paulista. A programação do evento, que tem “Resgatador” como tema, já está fechada com cerca de 30 atrações musicais no palco principal que será montado na Praça Heróis da Força Expedicionária Brasileira (FEB).

Entre os cantores e bandas confirmados temos: Aline Barros, Gabriela Rocha, Davi Sacer, Damares, Coral Kemuel, Daniela Araújo, Ao Cubo, Ton Carfi, Cassiane, André e Felipe, Raquel Santiago, Isadora Pompeo e muitos outros.

O trajeto começará às 10h na Estação da Luz e serão 4 km de caminhada até chegar para FEB, onde o palco está montado. Durante o percurso, trios elétricos de diversas denominações conduzirão às milhares de pessoas até o ponto final do percurso.

Organizada pelo apóstolo Estevam Hernandes, da Igreja Renascer em Cristo, a Marcha para Jesus de São Paulo é a maior de todo o mundo e a expectativa é que 2 milhões de pessoas passem pelo evento ao longo das 11 horas de programação.

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História da deputada Flordelis é marcada por tragédias e foi retratada em filme

Flordelis nasceu e cresceu na Favela do Jacarezinho, na zona norte do Rio. Aos 14 anos perdeu o pai e um irmão, mortos em um acidente de carro

O assassinato do marido é mais um capítulo dramático da vida de Flordelis dos Santos Souza, de 58 anos. Deputada federal mais votada do Estado do Rio de Janeiro, a pastora evangélica filiada ao PSD já teve a vida retratada em filme. Flordelis – Basta uma Palavra para Mudar, lançado em 2009, com Bruna Marquezine, Cauã Reymond, Letícia Spiller, Deborah Secco, Reynaldo Gianecchini e Letícia Sabatella.

Flordelis nasceu e cresceu na Favela do Jacarezinho, na zona norte do Rio. Aos 14 anos perdeu o pai e um irmão, mortos em um acidente de carro. Trabalhou como balconista em uma padaria e acompanhava a mãe, Calmozina Motta, em uma rotina evangélica, da qual participava cantando e tocando guitarra.

Posteriormente casou, teve filhos e foi abandonada pelo marido. Em 1993, aos 32 anos, decidiu iniciar um trabalho social com usuários de drogas. No mesmo ano, conheceu Anderson do Carmo de Souza, com quem se casou no ano seguinte. “Nunca planejei ter tantos filhos”, contava à imprensa. Uma das primeiras a ser adotadas foi abandonada na Central do Brasil.

Um mês depois, houve uma matança na estação. “De uma vez, apareceram na minha casa 37 crianças.”

Pressionada pelo Juizado de Menores, chegou a ficar foragida para não deixar ninguém da “família”. “Catorze eram bebês que tinham entre um e três meses”, contou, na divulgação do filme. Para acomodar 55 filhos (43 mulheres e 12 homens, 4 biológicos), Flordelis e o marido construíram uma casa de dez quartos. Ela se lançou como cantora em 1998 e em 2007 fundou o Instituto Flordelis de Apoio ao Menor.

 Assassinato

Dois dos 55 filhos de Flordelis foram presos nesta segunda-feira, um dia após a morte do seu marido, o pastor Anderson do Carmo de Souza, assassinado com pelo menos 15 tiros na garagem da própria casa, em Pendotiba, bairro de Niterói, região metropolitana do Rio. Embora tenham sido presos por outras acusações, eles estão sendo investigados pela Polícia Civil por possível envolvimento na morte. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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3 Coisas que você não Sabia Sobre o Sermão da Montanha

 Este artigo foi publicado em parceria com a Baker Academic.

Foi uma grande alegria para mim dedicar uma energia mental grande para estudar, ensinar e escrever sobre o Sermão da Montanha. Embora eu tenha terminado de escrever meu novo livro sobre o sermão, este famoso texto bíblico continua a me ensinar coisas novas a cada dia.

Aqui estão três coisas que aprendi sobre o sermão que a maioria das pessoas provavelmente não sabe.

 1. O Sermão de Jesus é Radical, mas não Inteiramente novo

Por respeito a Jesus, muitas vezes presumimos que sua mensagem foi como um relâmpago de coisas novas e maravilhosas que nunca haviam sido ouvidas pela humanidade antes.

O Sermão da Montanha é um relâmpago. É revelação direta de Deus, vinda da boca do próprio Verbo encarnado. Mas isto não significa que os ensinamentos de Jesus fossem inteiramente novos.

Quando entendemos o sermão no contexto cultural do mundo mediterrâneo do primeiro século, podemos discernir que há tanta continuidade quanto há diferenças. Isto é uma coisa boa. Jesus não estava falando uma língua baseada em Marte, mas revelando o reino de Deus para pessoas reais em culturas reais.

Há duas partes do contexto cultural de Jesus que iluminam o que Jesus está dizendo e também mostram que o sermão não é inteiramente novo. No contexto judaico, Jesus é apresentado como um profeta, exatamente como aqueles do Antigo Testamento. Jesus está chamando as pessoas para reconsiderarem quem Deus é e o que ele deseja para suas criaturas. A mensagem de Jesus no sermão é que Deus é o nosso Pai que vê e se importa com o coração, não apenas com a religiāo e atos de justiça exteriores.

Este ensinamento está enraizado e ecoa com a tradição profética, particularmente com Isaías e Jeremias, com uma pitada razoável de Daniel e dos profetas menores inseridos por boa medida. Há uma profunda continuidade entre as palavras de Jesus e o resto da Bíblia.

O outro contexto por detrás do sermão é o mundo da filosofia grega e romana. Jesus não é apenas um profeta, mas também um iluminado, um filósofo sábio que conclama as pessoas a reorientarem suas vidas de acordo com uma cosmovisão virtuosa.

Como filósofo, Jesus convida as pessoas a maneiras de viver no mundo que prometem a verdadeira vida boa (ou o florescimento humano). Ele é um mestre que reúne e instrui discípulos; seus ensinamentos são reunidos em epítomes memoráveis; ele oferece uma série de macarismos (bem-aventuranças) que prometem vida verdadeira; e ele enfatiza a inteireza virtuosa (especialmente 5.48). Certamente há diferenças entre o conteúdo do que Jesus disse e o que outros filósofos ensinavam, mas a forma e a sensação do sermão seriam familiares aos ouvintes no primeiro século.

No final do sermão, as multidões ficaram maravilhadas, mas isto não foi tanto pelo conteúdo ser novo, mas por causa da clareza, força e autoridade com as quais Jesus ensinava. Seus ensinamentos são radicais, porém não vieram do nada.

 2. O Sermão de Jesus não é um Ideal Impossível para Mostrar-nos nossa Necessidade da Graça

Uma leitura comum do sermão, especialmente dentro do Protestantismo, é que suas altas exigências éticas são destinadas a nos mostrar a impossibilidade de sermos bons, criando assim uma crise que nos faz fugir para Cristo por sua graça e justiça imputada. O chamado de Jesus para nunca sentir luxúria ou odiar, dar a outra face quando atacado, fazer atos piedosos com motivos perfeitos centrados em Deus, não se preocupar com o futuro e nunca julgar os outros — tudo isto é impossível de se fazer perfeitamente. Isto nos mostra nossa necessidade desesperadora pela obra redentora de Cristo em nossas vidas, assim vai o argumento.

Embora a impossibilidade de conquistar a salvação e a necessidade de graça radical são verdadeiras de uma perspectiva bíblica geral, isto leva ao erro quanto ao gênero, ao ponto e à meta do sermão. O sermão não é, para usar as categorias excessivamente reducionistas de Lutero, a “lei” que nos faz ver nossa necessidade do “evangelho”. Pelo contrário, é a sabedoria de Deus, convidando-nos através da fé a reorientar nossos valores, visão e hábitos, dos caminhos da justiça externa para a sinceridade com Deus. Isso não é “lei”, mas “evangelho”. Jesus está nos convidando para a vida no reino de Deus agora e na era futura. Isto é graça.

Ninguém pode realizar perfeitamente a visão do sermão (exceto Jesus), mas isto não significa que seja irrelevante para nossas vidas. Pela fé e pela graça, Jesus está nos convidando para uma vida prática de discipulado. Nós participamos e (imperfeitamente) imitamos seu modo de estar no mundo, com confiança no Pai, e à espera do Reino.

O sermão não é tudo o que precisamos saber ou tudo o que é verdade sobre o evangelho. O ponto crucial da história do evangelho é a morte e ressurreição de Jesus, o Messias. Através de sua fidelidade, ele traz uma nova aliança entre Deus e a humanidade. Com base nisto apenas, através do poder do Espírito, somos avivados. Tudo isto é pela graça. Isto é essencial. Nisto, Lutero — e cristãos de várias estirpes — estão corretos.

Permanecendo agora nesta graça, os crentes respondem ao convite de Jesus no sermão. Nossos hábitos e modos de ser são desconstruídos e reformados através de seus ensinamentos e modelo. Ser um discípulo é a resposta apropriada e necessária à maravilhosa graça de Deus, e o sermão desempenha um papel crucial nisto.

 3. O Sermão de Jesus era para ser Memorizado e Servir como Fonte de Meditação Constante

No mundo ocidental moderno, estamos repletos de Bíblias. As taxas de alfabetização são notavelmente altas. Como resultado, a maioria dos norte-americanos e europeus interessados em Jesus e no sermão pode facilmente conseguir uma cópia e lê-la. Se buscarmos no Google “Sermão da Montanha” poderemos facilmente encontrar inúmeras traduções e explicações. Isto é bom.

No entanto, não foi assim que o sermão foi originalmente recebido, nem o tipo de contexto pedagógico em que foi intencionalmente produzido. Ao contrário, o sermão é de um tempo em que a cultura se concentrava mais no ouvido do que no olho. O sermão (tanto o discurso original de Jesus quanto o relato escrito de Mateus) foi projetado como um dispositivo auricular para meditaçāo, fácil de memorizar.

É um dos cinco blocos de ensino de Mateus que reúnem os ensinamentos de Jesus sobre vários temas, apresentando-os em uma estrutura temática memorável (geralmente em conjuntos de três) — com imagens vívidas e linguagem poética — para que os discípulos possam facilmente ouvir, memorizar, e assim meditar no que o Mestre disse. Ser discípulo é memorizar os ditos do Mestre e modelar a própria vida na dele.

Lamento dizer que ainda não memorizei o sermão em sua totalidade, mas regularmente faço longas caminhadas, recordando e recitando as partes que já memorizei. Fico sempre impressionado com o novo poder, novos discernimentos e as conexões canônicas que inundam minha mente — coisas que nunca havia notado apesar de múltiplas leituras e estudos literários exaustivos. É por isto que o sermão foi escrito. Experimente!

Traduzido por Tiago Hirayama