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Pastor acusado de 15 estupros é preso pela Polícia em casa

Igreja Quadrangular afastou o líder religioso após denúncias

         Pastor acusado de 15 estupros é preso pela Polícia em casa

Desde que uma mulher invadiu um culto da Igreja do Evangelho Quadrangular, em Belo Horizonte, acusando um pastor de estupro, o assunto vinha circulando nas redes sociais.

Após a denúncia de pelo menos 7 vítimas contra o pastor Wilson Jorge Ferreira, de 51 anos, a Polícia Civil de Minas Gerais deflagrou a Operação Libertação, que levou à prisão, na manhã desta terça-feira (13), de Wilson Jorge Ferreira, 51 anos.

Ele estava em sua casa em Contagem, quando foi detido preventivamente. Também foi cumprido um mandado de busca e apreensão na residência dele, sendo apreendidos diversos aparelhos eletrônicos.

Pastor há 25 anos, ele vinha sendo investigado por diversos abusos sexuais e por estupro de vulnerável. Se confirmadas todas as acusações, o número de vítimas pode chegar a 15, incluindo uma menina de 12 anos. Todas as mulheres frequentavam igrejas lideradas por ele.

A investigação é da Delegacia Especializada de Combate a Violência Sexual de Belo Horizonte.

Wilson ficou conhecido pelo apelido de “Maníaco da Orelha”, pois sempre iniciaria seus assédios lambendo as orelhas das vítimas.

Em nota, a Igreja do Evangelho Quadrangular revela que desde 26 de fevereiro, ele estava afastado das funções, após os crimes terem sido denunciados.

“Quando as acusações vieram a público, a Igreja não tinha conhecimento de tais condutas do pastor. No dia, 26/02/2018, o mesmo foi afastado de suas atribuições de pastor, em caráter preventivo de suas funções ministeriais de acordo com o estatuto da igreja, para que os fatos fossem apurados tanto pela Justiça, e conforme o critério disciplinar interno”, afirma o texto. Com informações do Gospel Prime e Extra

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Ministério Rhema vira ré em caso de trabalho escravo acusada de maus-tratos

 Culto na igreja Ministério Rhema

Culto na igreja Ministério Rhema

Ministério Evangélico Comunidade Rhema, acusada de submeter fiéis, inclusive menores de idade, a trabalho forçado, virou réu em ação movida pelo Ministério Público do Trabalho.

Uma ação civil pública foi ajuizada pela procuradora Andrea da Rocha Carvalho Gondim, onde processa a igreja, os pastores que a fundaram, Juarez de Souza Oliveira e sua mulher, Solange da Silva Granieri Oliveira e o colégio ligado à Rhema.

Na ação, a procuradora pede que igreja e colégio sejam suspensos preventivamente e depois dissolvidos definitivamente, por desvio de finalidade.

Segundo Gondim, os depoimentos colhidos na investigação apontam para trabalho não remunerado mediante pressão psicológica e coação.

No processo, o casal Oliveira e seu filho, advogado deles, afirmam a existência de trabalho não remunerado no colégio, mas dizem que os fieis que participavam eram voluntários e negam exploração e coação.

“As ameaças de castigo e exclusão da comunidade são claras. Trabalho escravo não é só o acorrentado, mas o que tira a livre autodeterminação”, afirma a procuradora, segundo a qual não é possível, neste caso, falar em trabalho voluntário.

A ação civil pública foi necessária, segundo Gondim, porque a direção da igreja se negou a assinar termo de ajustamento de conduta para regularizar a situação de seus funcionários e indenizar as perdas passadas.

O trabalho irregular, segundo a ação, acontecia também em empresas de diretores da igreja (uma serralheria, uma fábrica de moldura e um salão de cabeleireiros).

Os empresários “se utilizariam dos ‘pecados’ dos fiéis como desculpa para não pagamento ou atraso de direitos trabalhistas”.

Na ação da Procuradoria Regional do Trabalho da 2ª Região, fiéis descrevem terem sido forçados a trabalhar também para a Word of Faith, igreja localizada em Spindale, nos Estados Unidos.

A Procuradoria afirma haver sinais claros de ligação entre a Rhema e a Word of Faith e pedem que se investigue financiamento de qualquer tipo entre as igrejas, “porque ninguém abriria mão da própria autonomia em nome de um pastor de outro país, se não houvesse benefício mútuo, inclusive financeiro”.

A ação cita casos de alunos que terminaram o ensino médio e foram impedidos pelos pastores de entrar na faculdade porque deveriam antes prestar trabalho voluntário na igreja dos EUA.

As empresas americanas Two Mille Supply, Plastic Oddites, Inter e Integraty são citadas por explorar a mão de obra gratuita dos membros.

Depoimentos colhidos pelo Ministério Público falam em alunos proibidos de frequentar aulas e castigados com golpes de régua de madeira nos quadris, dados pela própria pastora Solange.

Os alunos do período matutino, segundo os depoimentos, “eram escalados para capinar ou trabalhar em outros reparos do local à tarde e até mesmo em mutirão noturno” e “as crianças eram ensinadas a não argumentarem nem questionarem”.

A investigação aponta que o colégio Rhema tem 25 professores, dos quais apenas 3 são registrados.

Embora os fiéis trabalhassem de graça, há registro de pagamentos de salários para pastores e diretores da igreja, com valores que vão de R$ 3.000 a R$ 5.000.

A ação também cita a transferência para os pastores de dois terrenos que haviam sido comprados pelo coletivo dos fieis, à revelia deles.

Fonte: Folha de São Paulo

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Cientologia lança canal de TV nos Estados Unidos

Cientologia é uma seita acusada de abortos, assédio moral e até abuso sexualCientologia é uma seita acusada de abortos, assédio moral e até abuso sexual

A Cientologia, seita fundada pelo autor de ficção científica, L. Ron Hubbard, estreará seu canal em DirecTV e plataformas como Apple TV e Roku.

No domingo, a seita anunciou em sua conta oficial do Twitter que a Cientologia lançará seu canal, disponível na DirecTV, Apple TV, Roku, Fire TV, iTunes, Google Play e no site Scientology.tv.

De acordo com a descrição na loja iTunes, o aplicativo Scientology Network permitirá que você assista a rede ao vivo a partir do seu dispositivo móvel.

Esta não é a primeira vez que a seita utiliza a TV como método de recrutamento, já que gasta anualmente milhões em dólares em comerciais de 30 segundos durante o Super Bowl.

Mas a Cientologia também é o centro da controvérsia, e vários ex-membros tentaram desacreditar a organização. O documentário de Alex Gibney intitulado “Going Clear: Scientology and the Prison of Belief” ganhou três Emmys em 2015.

Rumores em torno da seita indicam que Hubbard criou a Cientologia como uma religião ao invés de um negócio para que ficasse isento de impostos. Além disso, os membros devem pagar pela afiliação.

Uma estimativa de 2014 avaliou os ativos da igreja em US$ 1,2 bilhão. A instituição também é acusada de abortos coercivos, assédio moral e até abuso sexual.

Fonte:Folha Gospel e Sputnik News