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Israel aprova retorno de judeus da Etiópia ao país; Medida seria o cumprimento de profecias

 Publicado por Tiago Chagas -gnoticias – em 19 de novembro de 2015

Israel aprova retorno de judeus da Etiópia ao país; Medida seria o cumprimento de profecias

O governo de Israel resolveu dar sinal verde para a entrada de aproximadamente nove mil judeus etíopes no país, e a decisão vem sendo vista como o cumprimento de profecias do Velho Testamento.

A permissão foi votada no último domingo, 15 de novembro, e os membros do gabinete foram unânimes na decisão a favor da imigração do grupo de judeus da Etiópia, conhecidos como Falash Mura.

O processo deverá levar cinco anos, com os judeus etíopes precisando se submeter a um processo de conversão ao judaísmo, segundo informação do Ministério do Interior. Essa parte não deverá ser um problema, já que ao longo de quase três mil anos, esse grupo manteve sua fé e identidade — eles falam hebraico e guardam o Shabat — lutando contra a fome, a seca e guerras tribais.

De acordo com a agência Reuters, acredita-se que os judeus negros da Etiópia façam parte de uma das 10 tribos perdidas quando da invasão dos assírios, e que seus ancestrais remontariam ao rei Salomão e à rainha de Sheba (Sabá).

Apenas em 1975 esses judeus foram reconhecidos pelo Estado de Israel como descendentes de uma dessas tribos que haviam sido perdidas. “Hoje demos uma decisão importante, para trazer a Israel nos próximos cinco anos, a última das comunidades com ligações a Israel de Adis Abeba e Gonder [Etiópia]”, afirmou o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.

Esse último grupo ficou em campos de trânsito na Etiópia por anos, aguardando autorização para imigrarem. A primeira vez que judeus negros etíopes foram levados para Israel aconteceu nos anos 1980, e atualmente cerca de 135 mil deles vivem no país.

Profecias

O colunista do Gospel+ e editor do Holofote.Net, Paulo Teixeira, comentou a notícia e relembrou as profecias do Velho Testamento sobre o retorno a Israel de judeus: “A dispersão dos judeus pelas nações já havia sido dita por Deus por meio do profeta Ezequiel, mas Deus também prometeu o retorno […] Isto é mais um sinal de que se aproxima a Segunda Vida do Messias. Maranata!”, escreveu Teixeira.

“E o rei da Assíria transportou a Israel para a Assíria; e os fez levar a Hala e a Habor, junto ao rio de Gozã, e às cidades dos medos”
-2 Reis 18:11.

“Por essa razão derramei sobre eles a minha ira, porque eles derramaram sangue na terra e porque se contaminaram com seus ídolos. Eu os dispersei entre as nações, e eles foram espalhados entre os povos; eu os julguei de acordo com a conduta e as ações deles. E, por onde andaram entre as nações, eles profanaram o meu santo nome, pois se dizia a respeito deles: ‘Esse é o povo do Senhor, mas assim mesmo ele teve que sair da terra que o Senhor lhe deu’. Tive preocupação com o meu santo nome, o qual a nação de Israel profanou entre as nações para onde tinham ido. Por isso diga à nação de Israel: ‘Assim diz o Soberano Senhor: Não é por causa de vocês, ó nação de Israel, que vou fazer essas coisas, mas por causa do meu santo nome, o qual vocês profanaram entre as nações para onde foram. Mostrarei a santidade do meu santo nome, o qual foi profanado entre as nações, o nome que vocês profanaram no meio delas. Então as nações saberão que eu sou o Senhor, palavra do Soberano Senhor, quando eu me mostrar santo por meio de vocês diante dos olhos delas. Pois eu os tirarei das nações, os ajuntarei do meio de todas as terras e os trarei de volta para a sua própria terra”
-Ezequiel 36:18-24.

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Rabinos pedem que Deus acelere a vinda do Messias

Principais líderes religiosos judeus reuniram-se para clamar em uníssono

Rabinos pedem que Deus acelere a vinda do Messias

O relato de um evento inédito mostra que alguns dos principais líderes religiosos judaicos de Israel reuniram-se para uma “campanha de oração”. Liderados por Shlomo Amar, um dos rabinos-chefe de Jerusalém, eles anunciaram que estão clamando para que Deus revele logo o Messias e apresse a ‘redenção final’.

O anúncio foi feito após um encontro de oração que durou a noite toda, unindo os rabinos do movimento Chabad-Lubavitch, uma das maiores organizações judaicas do mundo. A gravação foi divulgada no YouTube (em hebraico).

Nos dias que antecederam a fala oficial de Amar, cerca de 6.000 rabinos e líderes da comunidade judaica participaram da Conferência Internacional do Chabad-Lubavitch. Estavam presentes representantes de comunidades judaicas de mais de 75 países.

Durante o encontro, Berel Lazar, um dos dois principais rabinos da Rússia, lembrou que há 25 anos o movimento discute a emissão de uma din psak (decisão rabínica oficial) sobre a questão da redenção do povo judeu.

Amar concordou que tinha chegado o momento de anunciar o pedido para que Deus ‘acelere’ a chegada do messias. Ao que se sabe, é a primeira vez na história que ocorre um movimento coordenado desse tipo, que inclui a maioria das comunidades judaicas espalhadas pelo mundo.

O discurso de Amar o mostra cercado de líderes espirituais conhecidos. As principais palavras foram: “Decidimos, atendendo ao pedido do público, reivindicar – embora vejamos o que pede, não podemos ver o réu – que Deus Todo-Poderoso acelere o fim e revele o Messias diante de nossos olhos em nossos dias.”

Sua declaração foi recebida com um caloroso “Amém!”. Imediatamente, os rabinos começaram a cantar “Nós queremos o Messias agora! Nós não queremos esperar!”, uma antiga canção, conhecida por todos os judeus hassídicos.

Ouvido pelo site Breaking Israel News, o rabino Uri Kaploun explica que pela tradição judaica, na prática isso é como ‘obrigar’ a Deus, chamado de ‘réu’.  Os Chazal (os sábios judeus) entendem que podem intervir no Tribunal Celestial o que, por assim dizer, praticamente obrigaria Deus a dar uma resposta.

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Rev. Ângelo Medrado, Bacharel em Teologia, Doutor em Novo Testamento, referendado pela International Ministry Of Restoration-USA e Multiuniversidade Cristocêntrica é presidente do site Primeira Igreja Virtual do Brasil e da Igreja Batista da Restauração de Vidas em Brasília DF., ex-maçon, autor de diversos livros entre eles: Maçonaria e Cristianismo, O cristão e a Maçonaria,A Religião do antiCristo, Vendas alto nível, com análise transacional e Comportamento Gerencial.

Fortaleza de Antíoco Epifânio é descoberta em Jerusalém

Lugar é mencionado no livro de Macabeus

por Jarbas Aragão -gospelprime –

 

Fortaleza de Antíoco Epifânio é descoberta em Jerusalém
Fortaleza histórica é descoberta em Jerusalém

Há mais de cem anos arqueólogos procuravam a fortaleza do governante grego Antíoco Epifânio. Durante muitos anos os pesquisadores debateram a localização da cidade de Acra, construída a mais de dois mil anos atrás por Epifânio, rei do império selêucida. A maioria afirmava que ficava na atual idade Velha de Jerusalém, junto à colina onde templos judeus estiveram no passado.

Após uma década de trabalho, nesta terça (03), a Autoridade de Antiguidades de Israel divulgou as provas ‘inequívocas’ encontradas no sítio arqueológico de Givati, que fica dentro da região conhecida como ‘cidade de Davi’. As ruínas estão do lado de fora dos muros da Cidade Velha com vista para um vale ao sul.

Além de partes das muralhas da fortaleza, a escavação revelou pontas de flechas de bronze, bolas de chumbo para estilingue e pedra usadas em catapultas, típicas daquele período histórico. Essa é uma das descobertas arqueológicas mais importantes dos últimos anos em Jerusalém.

Antíoco travou contra os judeus as batalhas descritas no Livro de Macabeus, que embora não seja considerado inspirado, tem inegável valor histórico. Os confrontos que resultaram na morte de centenas de judeus são lembrados todos os anos durante a celebração do “Chanuká”. As Bíblias católicas possuem os livros de Primeira e Segunda Macabeus.

Esta é a primeira vez que arqueólogos conseguem comprovar a existência da fortaleza, com vestígios arquitetônicos que remetem ao domínio grego de Jerusalém. Nos últimos meses os pesquisadores acharam uma parede maciça, a base de uma torre com 4 metros de largura e 20 de comprimento e uma Halaklaka, espécie de rampa escorregadia que impedia que os invasores subissem pela base dos muros.

Segundo os registros históricos, era dessa fortaleza que Antíoco supervisionava Jerusalém e o Templo. Os acontecimentos em Israel quando ele emitiu decretos de perseguição religiosa contra os judeus estão registrados nos escritos de Flávio Josefo.

Epifânio reinou sobre a Síria entre 175 a.C. e 164 a.C. Em 167 a.C. invadiu Israel e profanou o Templo, proibindo o culto judaico, a guarda do sábado, além de costumes como a circuncisão. Saqueou toda Jerusalém de suas riquezas e mandou construir um altar no Templo onde sacrificava porcos.

De acordo com fontes antigas, os habitantes de Jerusalém sofreram muito sob seu domínio. O sistema de fortificação grego resistiu a diversas tentativas de conquista. Somente no ano 141 a.C., após um longo cerco que quase matou de fome a guarnição grega, Simão, o Hasmoneu, foi capaz de derrotá-los.

Após sua vitória, os judeus conseguiram estabelecer um reino judaico independente na região entre 142 a.C. e 63 a.C., quando foram dominados pelos romanos. Durante este período a família dos Macabeus (também chamados de Asmoneus) iniciou uma nova dinastia real e sacerdotal, tendo ao mesmo tempo o poder político como o religioso.

Os arqueólogos Doron Ben-Ami, Yana Tchekhanovets e Shlomo Cohen, que lideram a escavação emitiram nota à imprensa.

“Este reduto militar controlava todos os acessos ao Monte do Templo. As numerosas moedas encontradas, que são desde os dias de Antíoco IV até os dias de Antíoco VII, além do grande número de jarros de vinho importados fornecem evidências do momento em que as pessoas viviam na fortaleza, e comprova que seus habitantes eram estrangeiros”.

Até uma década, o local abrigava um estacionamento. A equipe de Ben-Ami escavou uma colina artificial composta por várias camadas de terra deixadas por diferentes culturas. Com informações de Ynet News