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Alexandre Kalil. (Foto: Lucas Prates / Hoje em Dia)
O prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), usou o Twitter para anunciar que estava proibindo a performance “Coroação da Nossa Senhora das Travestis”, que seria apresentada amanhã na Virada Cultural da capital mineira.
“Estou comunicando que o evento está cancelado”, afirmou Kalil, que justificou a decisão alegando que tratava-se de uma agressão a religião.
A apresentação estava entre as 447 atrações previstas para o evento que acontece entre sábado e domingo em Belo Horizonte. Apesar de ter participado da 22ª Parada do Orgulho LGBT na cidade, Kalil afirmou que a performance “não é cultura”.
“Sou católico, devoto de Santa Rita de Cássia. Fiquem tranquilos, ninguém vai agredir a religião de ninguém”, disse através do microblog.
Protestos
Alexandre Kalil decidiu pelo cancelamento da apresentação devido aos protestos da Arquidiocese de Belo Horizonte, comandada pelo presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), Dom Walmor Oliveira de Azevedo.
Uma petição online também foi promovida e reuniu milhares de assinaturas. “”Os cristãos e todos os homens de boa vontade vêm pedir o cancelamento do evento”, dizia a petição, que classificava como “blasfêmia” e uma “afronta grave e direta” contra os cristãos.
“Não é admissível instrumentalizar Nossa Senhora, desrespeitando-a para se promover um evento que se diz cultural, mas, na verdade, configura-se em agressão à fé cristã católica. Não se cultiva tolerância a partir do desrespeito”, disse a Arquidiocese.
O advogado que representa vítimas de abuso sexual que teriam sido cometidos por padres vinculados à Diocese de Limeira (SP) vai pedir à Igreja Católica indenização de ao menos R$ 2 milhões para cada uma das vítimas.
A maioria dos casos está relacionada ao pároco Pedro Leandro Ricardo, afastado da Basílica Santo Antônio de Pádua, de Americana (SP), mas há denúncias envolvendo outros membros do clero. Os padres negam os abusos e a Diocese diz que investiga os casos.
Neste sábado (13), vítimas da cidade de Araras (SP) que teriam sido molestadas por Pedro Leandro e também pelo padre Carlos Alberto da Rocha, contaram à EPTV, afiliada TV Globo, sobre os abusos.
“Nós temos de reparar as vidas devastadas. O valor de R$ 2 milhões, por vítima, é um bom começo”, argumenta Roberto Tardelli.
Segundo o advogado, ainda não há um número fechado de vítimas, uma vez que novas denúncias estão aparecendo e envolvem outros nomes.
Além da investigação da Diocese de Limeira, o padre Pedro Leandro Ricardo é alvo de inquéritos nas cidades de Americana, Limeira e Araras, mas o caso corre em segredo de Justiça.
Novas denúncias
Uma das vítimas dos padres vinculados à Diocese de Limeira contou à EPTV que os abusos ocorreram quando tinha entre 16 e 17 anos, época em que estava no seminário. O homem que está casado há quatro anos e tem uma filha pequena, conta que decidiu denunciar o caso após ver os relatos de outras vítimas. “Senti que era hora de me juntar a elas”, disse.
Ex-coroinha, ele relata que sofreu primeiro com a aproximação do padre Carlos Alberto Rocha, e depois do padre Pedro Leandro Ricardo.
“Estava no seminário quando tive o primeiro contato com o padre Carlos. Foi como um pai, no começo foi tudo bem. Mas com o decorrer do tempo começou umas atitudes estranhas. Eu pousava na Casa Paroquial em decorrência das missas que a gente fazia no fim de semana, e um dia ele ele estava só de cueca, veio colocar a mão em mim, nas minhas partes íntimas, e comecei a ficar constrangido com isso. Isso foi por um bom tempo, até o dia em que ele pegou no meu pênis”, conta.
Segundo a vítima, a relação de poder exercida pelo padre sobre o seminarista deixava-o em situação delicada. “Ele [Carlos] comentava que eu deveria ficar quieto e entender como era o funcionamento da Igreja”, afirma.
Sobre o padre Pedro Leandro Ricardo, o homem conta que o abuso teria ocorrido quando tinha 17 anos, durante uma viagem dos dois para a cidade de Porto Ferreira (SP). “Ele veio colocar as mãos nas minhas partes íntimas e eu pedi para parar. Ele perguntou ‘se eu não gostava desse tipo de carinho’ e eu disse que não. Depois ele foi no seminário se explicar, e disse que eu não tinha entendido a intenção real dele”, destaca.
“Isso [abuso] foi muito impactante pra mim, porque era meu sonho ser padre. Eu cresci na igreja, fui coroinha, tinha aquele sonho de poder ajudar as pessoas e via nessa vida de sacerdote, essa possibilidade. Coisa que eles mataram. Eles mataram dentro de mim essa possibilidade. Destruíram meu sonho”, completa.
O que diz a Diocese de Limeira?
Sobre as denúncias de abusos, a Diocese de Limeira divulgou nota em que informa que o padre Pedro Leandro Ricardo “encontra-se suspenso desde o dia 27 de janeiro até que todas as denúncias sejam esclarecidas, conforme observância do Código de Direito Canônico” e que “não existe nenhuma denúncia formal contra o padre Carlos Alberto da Rocha na Diocese de Limeira”, mas que “as denúncias também estão sendo apuradas, conforme observância do Código de Direito Canônico.”
Sobre o pedido de indenização que a defesa das vítimas fará à Igreja Católica, a Diocese de Limeira informou que “não irá se manifestar, no momento”.
O que dizem os padres?
À EPTV, a defesa do padre Pedro Leandro informou que ele nega as acusações de abuso sexual. O G1 não conseguiu contato com o defensor do padre Carlos Alberto da Rocha. Em nota divulgada na sexta-feira, o religioso negou a acusação de abuso contra ele.
Fotos na Coreia do Norte. (Foto: Michal Huniewicz / Mikey.me)
A Coreia do Norte vive um regime ditatorial sob o comando de Kim Jong-un, que tem mantido o pulso firme de seu pai, Kim Jong-il, em um regime socialista autoritário.
A perseguição religiosa no país o torna o número 1 na Lista de Perseguição Religiosa, da Portas Abertas, posto alcançado desde 2002.
O governo ditatorial nega à população os direitos de liberdade de pensamento, liberdade religiosa, liberdade de expressão e de informação.
A seguir, listaremos 10 fatos sobre a perseguição religiosa na Coreia do Norte.
1 – Nação mais fechada do mundo
Kim Jung-Un. (Foto: Reuters)
Para o regime de Jing-un, o cristianismo é uma religião ocidental e hostil.
Por conta disto, os cristãos precisam esconder sua crença e, quando são descobertos, passam a sofrer uma série de perseguição, como prisão, detenção em campos de trabalho forçado e até mesmo condenados à morte. [1]
Fotos na Coreia do Norte. (Foto: Michal Huniewicz / Mikey.me)
2 – 300 mil cristãos perseguidos na Coreia do Norte
Cristãos na Coreia do Norte. (Foto: Portas Abertas)
Apesar da perseguição, há trabalhos missionários sendo realizados naquele país.
A expectativa da Portas Abertas é que haja ao menos 300 mil cristãos perseguidos na Coreia do Norte.
O número exato de cristãos que vivem naquele país é incerto, mas sabe-se que a maioria frequenta igrejas secretas e domésticas e vivem sob ameaças por parte do governo. [2]
3 – Família Kim – de cristãos a perseguidores
Fotos na Coreia do Norte. (Foto: Michal Huniewicz / Mikey.me)
Kim Il-sung (primeiro presidente da Coreia do Norte) ia à igreja com sua família quando era criança, mas ao assumir o poder do país e não ter apoio dos cristãos, ele se revoltou contra eles.
Confrontos entre grupos prós e anticomunistas deixaram inúmeros religiosos mortos, pois eram eles os principais líderes contra o regime comunista e, antes mesmo de 1948, os cristãos foram presos e outros executados. [3]
4 – Comunismo ou cristianismo
Fotos na Coreia do Norte. (Foto: Reuters)
Os comunistas ganharam a batalha e os cristãos foram obrigados a escolher entre abandonar a fé e se tornar comunista, fugir para a Coreia do Sul ou se tornar um mártir e ser morto ou preso pela fé.
Entre os anos de 1946 e 1953 mais de 1,5 milhão de norte-coreanos fugiram para a Coreia do Sul, sendo muitos deles cristãos. [4]
5 – 70 anos de perseguição
Fotos na Coreia do Norte. (Foto: Gospel Herald)
Nos últimos 70 anos a vida dos cristãos norte-coreanos têm sido de insegurança.
Segundo o International Christian Concern, há pelo menos 50.000 cristãos presos por sua fé e outros milhares deles condenados em campos de trabalho forçado. [5]
6 – Fé em segredo
Igreja Perseguida. (Foto: Portas Abertas)
Com medo do que podem acontecer, os cristãos norte-coreanos precisam manter suas crenças em segredo.
Orar e cantar hinos em voz alta não é permitido para não chamar a atenção vizinhos ou familiares que possam denunciá-los para as autoridades locais.
As igrejas são majoritariamente feita em casas ou subterrâneas, sempre com muito discrição para não serem pegos.
Ainda assim, as autoridades conseguem encontrar e punir severamente os cristãos que frequentam esses locais de culto. [6]
7 – Prisão e tortura
Fotos na Coreia do Norte. (Foto: Michal Huniewicz / Mikey.me)
Quando são pegos, os cristãos são presos e torturados.
A International Christian Concern divulgou este ano o depoimento de uma mulher que descreveu as torturas e espancamentos que ela sofreu após ser presa por conta de sua fé.
Ela teve a cabeça raspada e enfrentava questionamentos repetitivos e violentos dos guardas sobre sua viagem para a China, sobre quem ela conheceu naquele país, sobre a igreja que ela frequentava e se tinha algum exemplar da Bíblia. [7]
8 – Violência aos direitos humanos
Kim Jung-Un. (Foto: Reuters)
Além das prisões, há relatos de cristãos que foram torturados, estuprados, executados e até mesmo crucificados por não aceitarem abandonar a fé cristã.
A ONG inglesa CSW já denunciou em um relatório as atrocidades cometidas pelo ditador comunista.
“Os cristãos sofrem de modo significativo por que o partido comunista que lidera o país os rotula como antirrevolucionários e imperialistas”. [8]
9 – Entidades internacionais defendem a liberdade religiosa
Fotos na Coreia do Norte. (Foto: Reuters)
Várias ONGs tentam pressionar o governo comunista a garantir a liberdade de expressão e religiosa.
Este ano foi criada a Coalizão Internacional pela Liberdade Religiosa na Coreia do Norte que tem como objetivo introduzir e fomentar a questão naquele país. [9
10 – Igreja segue crescendo
Kim Jung-Un. (Foto: Reuters)
Apesar das tentativas do governo de acabar com o cristianismo no país, as atividades religiosas continuam sendo realizadas no país, com vários missionários evangelizando e com igrejas secretas sendo implantadas até mesmo dentro das prisões. [10]