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Ordem para atirar em João Paulo II veio do Vaticano

 

Posted: 10 Nov 2010 08:01 PM PST

Turco que tentou matar o papa em 1981 fez declaração à TV de seu país. Homem que se diz ‘o segundo Cristo’ dá versões contraditórias para o caso.

AgcaArt_500O turco Mehmet Ali Agca, o homem que tentou matar o papa João Paulo II em Roma em 1981, disse em entrevista nesta quarta-feira (10) que a ordem de assassinar o pontífice partiu do próprio Vaticano.

Ele fez a declaração em entrevista em seu país natal, a Turquia, depois de sua libertação, no início do ano, após cumprir 30 anos de prisão pelo crime. A entrevista faz parte do processo de divulgação de um livro.

"O governo do Vaticano decidiu sobre o assassinato do papa", disse, segundo agências locais. "Eles planejaram e organizaram. A ordem de atirar no papa foi dada pelo secretário do Vaticano, o cardeal Agostino Casaroli."

Inicialmente, Agca havia afirmado que agiu sozinho.

A acusação de Agca é mais uma das várias e contraditórias que ele fez desde 1983, quando foi perdoado por João Paulo II, que o visitou na cadeia.

Agca, de 52 anos, sofre de problemas mentais, segundo analistas. Em nota após a libertação, ele disse que é "o segundo Jesus Cristo" e que está "reescrevendo a Bíblia".

Anteriormente, ele tinha dito que tinha conexão com um grupo palestino e depois culpou o serviço secreto da Bulgária pela tentativa de assassinato.

Fonte: G1.com

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Vaticano critica concessão do Nobel de Medicina ao ‘pai’ do 1º bebê de proveta

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CIDADE DO VATICANO – O Vaticano criticou nesta segunda-feira, 4, a concessão do Prêmio Nobel de Medicina ao britânico Robert G. Edwards, por suas pesquisas sobre fertilização in vitro. O presidente da Pontifícia Academia para a Vida, o monsenhor espanhol Ignacio Carrasco de Paula, expressou "perplexidade" após o anúncio.
"Sem Edwards, não haveria o mercado de óvulos, freezers cheios de embriões à espera de transferência para um útero, ou mais provavelmente para serem usados em pesquisas ou morrer abandonados e esquecido por todos", disse Carrasco de Paula à Agência Efe.
O monsenhor, que afirmou que suas declarações têm caráter pessoal, acrescentou que teria votado a favor dos outros candidatos, como "Mc Cullock e Till, descobridores das células-tronco, ou Shinya Yamanaka, o primeiro a criar células-tronco pluripotentes induzidas (IPS)".
"No entanto, a escolha de Edwards não parece totalmente deslocada. Por um lado, faz parte da lógica perseguida pelo comitê do Nobel; por outro, o cientista britânico é um personagem que pode ter sido subestimado", acrescentou Carrasco.
Além disso, Carrasco de Paula comentou que Edwards "inaugurou um novo e importante capítulo no campo da reprodução humana, cujos resultados são visíveis a todos".
No entanto, ele destacou que "Edwards abriu uma casa, mas abriu a porta errada a partir do momento em que se centrou na fertilização in vitro e concordou de forma implícita em recorrer a doações e compra e venda que envolvem seres humanos". "Isso não mudou minimamente nem o quadro patológico nem o quadro epidemiológico da infertilidade", avaliou.
Edwards, "pai" do primeiro bebê de proveta – a britânica Louise Brown, que nasceu em 25 de julho de 1978 -, começou suas pesquisas sobre fertilização in vitro em meados dos anos 1950, levantando a possibilidade de extrair um óvulo, fertilizá-lo com esperma em laboratório e, posteriormente, voltar a introduzi-lo no corpo da mulher.

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Itália investiga Banco do Vaticano por lavagem de dinheiro

 

Justiça do país suspeita que entidade administre importantes somas de dinheiro de procedência obscura

AFP – 21/09/2010 – 10:17

ROMA – O presidente do Instituto vaticano para as Obras Religiosas (IOR), Ettore Gotti Tedeschi, está sendo investigado por suposta lavagem de dinheiro ilícito pela justiça italiana, que ordenou a apreensão de 23 milhões de euros (30 milhões de dólares), indicou nesta terça-feira (21) a imprensa italiana.

Agentes da polícia tributária determinaram o sequestro preventivo dessa quantia depositada numa conta do banco Credito Artigiano Spa, a pedido do tribunal de Roma que investiga a omissão, por parte do chamado banco do Vaticano, das normas contra a lavagem de dinheiro.

A justiça italiana suspeita que o Banco do Vaticano administre através de contas anônimas, identificadas apenas com a sigla IOR, importantes somas de dinheiro de procedência obscura.

Indagado, o porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi, não quis comentar a notícia.

A investigação judicial contra um banco do Vaticano, que se beneficia da extraterritorialidade já que se encontra na Cidade do Vaticano, pôde ser aberta com base em nomas adotadas em 2007 que obrigam os bancos a fornecer a identidade dos autores e a natureza da transação.

O IOR não é acusado diretamente de lavagem e sim de ter omitido os dados requeridos.

O chamado banco do Vaticano, que administra as contas de várias ordens religiosas, assim como de associações católicas, é uma instituição da Igreja Católica que não é regida pelas normas financeiras vigentes na Itália.

O Instituto esteve envolvido num escândalo político-financeiro nos anos 1980, pela falência, em 1982, do Banco Ambrosiano (do qual o Vaticano era um acionista importante) pelo peso de uma dívida de 3,5 bilhões de dólares e um buraco fiscal de 1,4 bilhão de dólares.