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Revista italiana expõe noitadas de padres gays

Igreja Católica

Consternadas, autoridades católicas dizem que sacerdotes homossexuais devem abrir mão dos benefícios da vida na Igreja

Capa da revista italiana "Panorama" com a reportagem "As Noitadas dos Padres Gays"

Capa da revista italiana "Panorama" com a reportagem "As Noitadas dos Padres Gays"

A edição desta semana da revista italiana Panorama, de propriedade do primeiro ministro Silvio Berlusconi,  leva mais um escândalo às portas do Vaticano. Baseada em um mês de investigação com câmeras escondidas, uma longa reportagem expõe três religiosos sob o título As Noitadas dos Padres Gays. Há fotos dos padres em clubes e a capa da revista mostra um homem de batina, segurando um rosário, com as unhas pintadas de rosa.

Depois que a revista chegou às bancas, autoridades “consternadas” da Igreja Católica divulgaram uma nota oficial dizendo que padres homossexuais deveriam revelar-se e deixar a vida monástica. “Aqueles que levam uma vida dupla, que não compreendem o que significa ser um padre católico, não deveriam abraçar o sacerdócio”, afirma o comunicado da Diocese de Roma, a maior da Itália. “A honestidade exige que eles se revelem.”

Recentemente, o Cardeal Tarcisio Bertone, número dois do Vaticano, causou furor ao sugerir que a homossexualidade, e não o celibato, estaria na origem dos casos de pedofilia que macularam a imagem da Igreja Católica em diversos países. O Papa Benedito XVI já condenou, em várias oportunidades, o casamento gay, qualificando-o de “ameaça insidiosa e grave ao bem comum.”

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Itália: bispo é acusado de encobrir padre processado por pedofilia

image O Papa cumprimenta o cardeal Angelo Bagnasco

ROMA — Uma vítima italiana de um padre pedófilo apresentou uma denúncia nesta segunda-feira contra o bispo encarregado da paróquia de Porto Santa Rufina, nos arredores de Roma, por ter encoberto um religioso pedófilo, informou o advogado Fabrizio Gallo nesta segunda-feira.

A vítima acusa o padre Gino Reali de “cumplicidade e conivência” com o religioso Ruggero Conti, preso em junho de 2008 e atualmente processado por pedofilia.

Segundo a acusação, Reali tinha de ter “informado as autoridades judiciais italianas”, assim como o órgão do Vaticano encarregado dos casos de pedofilia, a Congregação para a Doutrina da Fé, das queixas de abusos sexuais feitas por vários jovens.

Segundo Gallo, advogado de uma das vítimas, Reali compareceu há dez dias em uma audiência do julgamento contra Conti para informar que um tribunal da diocese havia aberto uma investigação sobre o caso, mas que tinha sido rapidamente arquivada devido ao fato de o principal denunciante não ter se apresentado.

O advogado afirmou que seu cliente decidiu apresentar a denúncia depois que o presidente da Conferência Episcopal Italiana (CEI), cardeal Angelo Bagnasco, admitiu na semana passada que na Itália também foram encobertos por décadas casos de abusos contra menores por parte de religiosos.

O cardeal reiterou que a Igreja Católica não está mais disposta a tolerar casos de pedofilia.

Uma centena de processos canônicos contra padres acusados de pedofilia foram abertos na Itália nos últimos dez anos, informou um porta-voz da CEI.

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Vaticano faz descoberta do século: Molestadores de crianças vão para o inferno

O reverendo Charles Scicluna, responsável pelas investigações do Vaticano sobre acusações de molestamento de crianças por padres católicos, disse que os culpados “sofrerão uma condenação no inferno que seria pior do que a pena de morte”.

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Durante missa especial pelas vítimas de abusos realizada neste sábado na Basílica de São Pedro, em Roma, Scicluna citou o papa Gregório, o Grande, autor de boa parte das normas de conduta dos membros da Igreja Católica, e afirmou que, no caso de um padre pedófilo, “seria melhor que seus atos causem sua morte pelas leis seculares do que sofrer uma condenação mais terrível no inferno”.

Para o religioso, as crianças são “um ícone sagrado”. Ele citou o Evangelho de Marcos ao dizer que os culpados de abusos contra crianças “fariam melhor se amarrassem uma pedra ao pescoço e se atirassem no mar”. “Não façam das crianças o objeto de sua cobiça impura”, exortou Scicluna.