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Igreja dos Mórmons realiza conferência em meio a denúncias de abusos sexuais

Conferência da Igreja MórmonConferência da Igreja Mórmon

A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (SUD) realizou conferência semestral no momento em que os mórmons lidam com relatos de abuso sexual ocorridos em conversas individuais entre líderes leigos locais e jovens.

O grupo religioso anunciou na semana passada as diretrizes atualizadas para denúncias de abuso sexual após notícias de que um ex-líder missionário foi acusado de agredir sexualmente duas mulheres nos anos 80.

As novas diretrizes pedem aos líderes não sacerdotes que nunca desconsiderem uma denúncia de abuso ou incentivem uma pessoa a ficar em um lar abusivo.

Eles também afirmaram que as crianças poderão trazer um pai ou outro adulto para os encontros. Anteriormente, os pais não eram permitidos nesses encontros, e os jovens ainda podem ir sozinhos, se quiserem.

No entanto, críticos dizem que as mudanças são insuficientes. Na sexta-feira, cerca de mil mórmons e ex-mórmons marcharam até a sede da igreja em Salt Lake City para entregar petições exigindo o fim dos encontros a portas fechada — reuniões individuais que começam aos 12 anos para os membros da religião.

A porta-voz mórmon, Irene Caso, disse em uma declaração na sexta-feira que a fé condena qualquer comportamento inadequado ou abuso, independentemente de quando ou onde ocorra, e que os líderes da igreja recebem instruções para os encontros com os jovens.

Não são permitidas mulheres nos mais altos conselhos de liderança da religião ou no clero que lidera as congregações locais.

Autoridades da igreja dizem que sua doutrina afirma que homens e mulheres são iguais, mas somente membros do sexo masculino são permitidos no sacerdócio porque a religião segue o “padrão estabelecido pelo salvador quando se trata de ordenação ao sacerdócio”.

Um contingente de mórmons tem defendido há anos uma mudança na doutrina para permitir mulheres no sacerdócio — incluindo grandes reuniões fora das conferências da igreja em 2013 e 2014 — mas a igreja continua comprometida com sua estrutura patriarcal.

As nove integrantes do sexo feminino de maior nível na hierarquia supervisionam três organizações que administram programas para mulheres e meninas.

Esses conselhos ficam abaixo de várias camadas de grupos de liderança reservados aos homens.

Fonte: O Globo

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Maior bilheteria do ano, filme sobre Edir Macedo tem salas vazias na estreia

Petrônio Gontijo faz Edir macedo no filme Petrônio Gontijo faz Edir macedo no filme “Nada a Perder”

Com a maior bilheteria do ano conquistada muito antes da estreia, o filme “Nada a perder”, que conta a história do bispo Edir Macedo, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), teve salas vazias nas sessões de estreia, apesar de terem ingressos praticamente esgotados.

Os 4 milhões de ingressos vendidos não impediram que salas de cinema que deveriam estar lotadas estivessem com 40 pessoas, enquanto a capacidade do local suportaria até 251 pessoas. As informações são do portal O Globo.

O recordista de vendas antes da estreia era “Os dez mandamentos”, com 2,3 milhões de ingressos vendidos em 2016. Porém, se tornou público que a própria IURD comprou e distribuiu ingressos entre seus fiéis. Na época, nem todos foram ao cinema e várias sessões acabaram esvaziadas.

Ainda segundo O Globo, apenas a Kinoplex confirmou ter vendido pacotes de ingressos a pastores e grupos a partir de cem pessoas, e todos pagam meia entrada. A UCI disse à reportagem vender ingressos em grupo, “como faz em qualquer filme”.

A Igreja Universal, por sua vez, admitiu estimular seus fiéis a ver o filme, mas negou comprar ingressos desta vez.

Fonte: O Povo online

Lula encerra em Curitiba caravana marcada por violência

Lula encerra em Curitiba caravana marcada por violência

(26 mar) Policiais vigiam partidários e oponentes do ex-presidente Lula em Foz do Iguaçu – AFP
AFP

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva encerra nesta quarta-feira (28), em Curitiba, uma agitada caravana pelo sul do Brasil, durante a qual dois ônibus de sua comitiva foram alvo de tiros.

A presença da Polícia foi intensificada na capital paranaense, aonde também irão grupos de direita e seguidores do deputado Jair Bolsonaro (PSL).

“Espero que nós tenhamos segurança, que a polícia nacional e estadual, a Inteligência possam cumprir seu papel para que, assim, a gente possa fazer uma manifestação pacífica e democrática como sempre tivemos”, disse à AFP, por telefone, a presidente do PT, Gleisi Hoffmann.

A senadora fez estes comentários depois dos tiros efetuados na noite de terça-feira contra dois dos três ônibus da comitiva.

Um dos veículos, que transportava jornalistas, foi atingido por disparos, e outro, com convidados do PT, foi alvejado por um tiro. Lula e Hoffmann viajavam no único carro que saiu ileso do ataque, segundo a legisladora.

Os críticos de Lula hostilizaram sua comitiva durante seu trajeto de dez dias pelos três estados do sul. Os protestos tiveram baixa adesão, mas não deram trégua.

“A nossa caravana está sendo perseguida por grupos fascistas. Já atiraram ovos, pedras. Hoje deram até um tiro no ônibus”, relatou Lula em sua conta no Twitter.

Antes do incidente, Bolsonaro, segundo mais bem colocado nas pesquisas de intenção de voto para as eleições presidenciais de outubro, atrás de Lula, havia cumprimentado os ativistas que organizaram atos contra Lula, a quem chamou de “bandido”.

O sul do Brasil é uma região hostil ao ex-presidente e, segundo meios de comunicação, vários assessores o desaconselharam a se lançar nesta caravana.

– Lula, Bolsonaro, MBL, todos em Curitiba –

Bolsonaro, que deve chegar à capital paranaense às 11h30 de quarta, desafiou Lula na segunda-feira a mostrar “quem mais leva o povo na rua de graça”.

Seus simpatizantes vão recebê-lo no aeroporto, de onde partirá para Ponta Grossa (a 115 km de Curitiba), para participar de um ato político.

Apesar de liderar as pesquisas de intenção de voto, Lula pode ter a candidatura invalidada por ser ficha suja, após ter tido confirmada a condenação a 12 anos e um mês de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro. Segundo nas consultas, mas com metade dos votos, Bolsonaro faz apologia da ditadura militar (1964-85).

O Movimento Brasil Livre (MBL), muito ativo nos protestos que acompanharam o impeachment da presidente Dilma Rousseff em 2016, convocou uma passeata até o Parque Barigui, a menos de um quilômetro de outra praça, a Santos Andrade, onde será celebrado um ato do PT.

“Há risco de confrontos”, disse o consultor e cientista político Paulo Mora, que percebe uma radicalização crescente no país.

“Se a campanha oficial nem começou e já chegamos à fase de ovadas e pedradas, o risco é a eleição sair do controle, estimulada pelo excesso de candidatos versus a falta de ideias e programas”, avaliou nesta terça-feira a colunista Eliane Cantanhede, do Estado de S.Paulo.

A própria Dilma Rousseff expressou o temor de um “banho de violência” durante a campanha.

Os adversários de Lula sentiram-se frustrados depois que o Supremo Tribunal Federal (STF) proibiu a prisão do ex-líder sindical até pelo menos 4 de abril, quando os ministros devem decidir se ele tem o direito a apelar em liberdade aos máximos tribunais da sentença de mais de 12 anos de prisão.

“Pelo que se viu das hostilidades entre esses movimentos no sul, se o Lula não for preso, nós teremos uma campanha marcada pela violência”, afirma Paulo Mora.

É em Curitiba que atua o juiz federal de primeira instância Sérgio Moro, impulsionador da operação Lava Jato, que desvendou um gigantesco esquema de corrupção montado na Petrobras. As investigações levaram para a prisão altos empresários e políticos de todas as tendências e está na base da condenação de Lula.

Também nesta terça-feira, o ministro Nelson Fachin denunciou ter sofrido ameaças contra a sua vida.

“Nos dias atuais uma das preocupações que tenho não é só com julgamentos, mas também com segurança de membros de minha família. Tenho tratado desse tema e de ameaças que tem sido dirigidas a membros da minha família (…). Essas circunstâncias não são singelas e espero que nada passe”, disse Fachin em entrevista ao canal GloboNews.

Fachin é relator da Operação Lava Jato e do pedido de habeas corpus preventivo apresentado pela defesa de Lula, que começou a ser analisado pelo plenário do Supremo na última quinta-feira.

O ministro foi contrário à análise do habeas corpus pelo plenário do Supremo.

A violência de cunho político demonstrou este mês que no Brasil é possível ir além das ameaças, após o assassinato da vereadora do PSOL-RJ Marielle Franco, conhecida por sua luta contra o racismo, as discriminações e as denúncias de excessos policiais em comunidades. Com informações da Isto é Independente.