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Maiores Religiões do Mundo

Maiores religiões do mundo

Uma visão geral sobre a fé, a história e a quantidade de seguidores no planeta

Para grande parte da humanidade, a religião é muito mais do que uma crença espiritual: ela define o estilo de vida, a cultura e a forma como as pessoas se relacionam no dia a dia. Embora existam milhares de crenças pelo mundo, as maiores religiões costumam ser divididas em dois grandes grupos:

  • Religiões Abraâmicas: São aquelas que têm suas origens ligadas ao patriarca Abraão. Elas acreditam em um único Deus, seguem livros sagrados específicos e têm uma visão de tempo linear (com começo, meio e fim do mundo). Exemplos: Cristianismo, Islã e Judaísmo.
  • Religiões Indianas (ou Dármicas): São as religiões que nasceram na Índia. Elas costumam focar em conceitos como o Karma (as consequências das nossas ações) e o Samsara (o ciclo de reencarnação). Exemplos: Hinduísmo e Budismo.
    Abaixo, veja quais são as dez maiores religiões do mundo, organizadas da menor para a maior em número de praticantes.

10. Caodaísmo

  • Seguidores estimados: 4,4 milhões
  • Onde se concentra: Vietnã
    O Caodaísmo é uma religião relativamente nova, criada no Vietnã em 1926 por um homem chamado Ngô Văn Chiêu. Ele afirmou ter recebido mensagens de uma divindade conhecida como o “Ser Supremo” durante uma sessão de mediação espiritual.
    O que torna o Caodaísmo único é o fato de ele misturar elementos de várias outras religiões importantes, como o Budismo, o Confucionismo, o Taoísmo, o Cristianismo e o Islã. Para os seus seguidores, todas as religiões do mundo vêm da mesma verdade divina. Seus praticantes focam muito em valores universais, como a busca pela paz, a justiça e o amor ao próximo.

9. Muísmo (Xamanismo Coreano)

  • Seguidores estimados: 10 milhões
  • Onde se concentra: Coreia do Sul e Coreia do Norte
    O Muísmo é a religião tradicional e nativa do povo coreano, com raízes que vêm desde a pré-história. Trata-se de uma crença que vê o mundo como um lugar cheio de deuses, espíritos da natureza e almas dos antepassados que interagem com os vivos.
    As grandes líderes dessa religião são as Mudangs, que são quase sempre mulheres. Elas funcionam como intermediárias (xamãs) entre o mundo espiritual e os seres humanos, realizando rituais para atrair sorte, curar doenças ou trazer paz aos mortos. Mesmo na fechada Coreia do Norte, estima-se que cerca de 16% da população ainda pratique o Muísmo de forma discreta.

8. Taoísmo (ou Daoísmo)

  • Seguidores estimados: 12 milhões (seguidores formais)
  • Onde se concentra: China e países vizinhos
    Nascido na China há cerca de dois mil anos, o Taoísmo começou como uma filosofia de vida e depois se transformou também em religião. O seu conceito central é o Tao (que significa “O Caminho”), uma força invisível que criou e governa todo o universo. O livro principal da crença é o Daodejing, escrito pelo filósofo Laozi.
    Na política, os taoístas historicamente preferem governos que não interfiram na vida das pessoas, defendendo a liberdade individual. O cuidado com a saúde e o corpo também é fundamental: a religião incentiva práticas como a meditação, artes marciais (como o Tai Chi Chuan) e dietas especiais (como o jejum e o vegetarianismo) para manter a energia vital equilibrada.

7. Judaísmo

  • Seguidores estimados: 14 milhões
  • Onde se concentra: Israel e Estados Unidos
    O Judaísmo é uma das religiões monoteístas (que acreditam em um só Deus) mais antigas da história, tendo se consolidado na região do Oriente Médio há mais de 2.500 anos. Ela é baseada em um pacto de fidelidade entre Deus e o povo de Israel, e suas leis estão escritas na Torá (o livro sagrado).
    Hoje, o Judaísmo se divide em três ramos principais: o Ortodoxo (mais tradicional e rigoroso com as leis antigas), o Conservador (que mantém as tradições, mas aceita algumas mudanças modernas) e o Reformista (o mais liberal, focado na ética e na escolha individual). O local de culto é a sinagoga, liderada por um Rabino, onde a comunidade se reúne para estudar os 613 mandamentos da fé.

6. Sikhismo (ou Siquismo)

  • Seguidores estimados: 25 milhões
  • Onde se concentra: Índia (região do Punjab) e colônias pelo mundo
    O Sikhismo é uma religião jovem se comparada às outras. Ela nasceu na Índia no final do século XV, criada pelo Guru Nanak, e foi continuada por mais nove gurus (mestres) humanos. Os sikhs acreditam em um único Deus, rejeitam completamente a divisão da sociedade em castas e são contra o isolamento em monastérios.
    A vida de um sikh gira em torno de lembrar sempre de Deus e praticar o serviço comunitário voluntário (chamado de Sewa). Eles são facilmente reconhecidos pelos turbantes que usam e por não cortarem o cabelo em sinal de respeito à criação divina. Embora a maioria viva na Índia, existem grandes comunidades sikhs no Canadá, Reino Unido e Estados Unidos.

5. Xintoísmo

  • Seguidores estimados: 104 milhões
  • Onde se concentra: Japão
    O Xintoísmo é a religião nativa do Japão e faz parte da identidade do país desde o século VIII. Seus praticantes não acreditam em um Deus único, mas sim nos Kami, que são divindades ou energias sagradas que vivem na natureza (em montanhas, rios, árvores) e nos espíritos dos antepassados.
    No Japão, o Xintoísmo não exige exclusividade: a maioria dos japoneses pratica rituais xintoístas e budistas ao mesmo tempo. A religião não tem um livro sagrado ou regras rígidas de “bem contra o mal”. Em vez disso, o foco está na pureza espiritual. Rituais de limpeza chamados Harae são feitos constantemente para afastar as impurezas geradas pelas doenças, pelos erros ou pelo azar.

4. Budismo

  • Seguidores estimados: 500 milhões
  • Onde se concentra: Leste e Sudeste da Ásia
    Fundado na Índia Antiga há cerca de 2.500 anos por Siddhārtha Gautama (o Buda), o Budismo não foca na adoração a um Deus criador, mas sim no desenvolvimento espiritual do próprio ser humano. O objetivo principal é superar o sofrimento da vida e alcançar a paz plena, conhecida como Nirvana.
    Para isso, os budistas seguem ensinamentos baseados na não-violência, na meditação e no desapego. A religião se dividiu em ramos ao longo do tempo, como o Theravada (mais focado na vida dos monges) e o Mahayana (mais popular). No Tibete, existe o Budismo Tibetano, cujo líder espiritual mais famoso do mundo é o Dalai Lama.

3. Hinduísmo

  • Seguidores estimados: 1,1 bilhão
  • Onde se concentra: Índia e Nepal
    O Hinduísmo não foi fundado por uma única pessoa ou profeta; ele se desenvolveu organicamente ao longo de 4.000 anos de história na Índia. Trata-se de uma mistura rica de tradições, filosofias e rituais. Alguns hindus focam na devoção a vários deuses (como Shiva, Vishnu e Ganesha), enquanto outros veem todas essas divindades como formas diferentes de uma única energia universal.
    Nas últimas décadas, o Hinduísmo influenciou profundamente o estilo de vida no Ocidente. Práticas como a Yoga (que virou um exercício de saúde física e mental) e o conhecimento sobre os Chakras (os centros de energia do corpo) vieram diretamente das tradições hindus.

2. Islã

  • Seguidores estimados: 1,8 bilhão
  • Onde se concentra: Oriente Médio, Norte da África e Ásia
    O Islã nasceu na Península Arábica no século VII, fundado pelo Profeta Muhammad (Maomé), que os muçulmanos acreditam ter sido o último mensageiro enviado por Deus (Alá). Os ensinamentos e revelações divinas estão registrados no livro sagrado, o Alcorão.
    A vida de um muçulmano é guiada por cinco pilares fundamentais: a profissão de fé, as cinco orações diárias, a caridade, o jejum no mês do Ramadã e a viagem de peregrinação à cidade de Meca. O Islã se divide em dois grupos principais desde a antiguidade: os Sunitas (que representam cerca de 80% a 85% do total) e os Xiitas (cerca de 10% a 15%). Atualmente, é a religião que mais cresce em número de novos seguidores no planeta.

1. Cristianismo

  • Seguidores estimados: 2,3 bilhões
  • Onde se concentra: Américas, Europa e África Subsariana
    Nascido há pouco mais de dois mil anos na região da Judeia (atual Israel), o Cristianismo começou como um pequeno grupo que se separou do Judaísmo e se tornou a maior religião do mundo. É baseado na vida, morte e ressurreição de Jesus Cristo, considerado pelos cristãos o Filho de Deus e o Salvador da humanidade.
    O ensinamento central é que Jesus morreu na cruz para perdoar os pecados dos homens e dar a vida eterna àqueles que acreditam nele. O Cristianismo foi a base cultural da sociedade ocidental e hoje se divide em três grandes ramos principais: o Catolicismo (liderado pelo Papa), a Igreja Ortodoxa (comum na Europa Oriental) e as diversas igrejas Protestantes/Evangélicas.

Resumo das Religiões

Posição Religião Seguidores Ideia Principal Região Onde Há Mais Fiéis 1 Cristianismo 2,3 bilhões Fé em Jesus Cristo e na salvação Américas e Europa 2 Islã 1,8 bilhão Obediência a Alá e ao Alcorão Oriente Médio e Norte da África 3 Hinduísmo 1,1 bilhão Ciclo de reencarnação e Karma Índia e Nepal 4 Budismo 500 milhões Busca pela iluminação e fim do sofrimento Ásia Oriental e Sudeste Asiático 5 Xintoísmo 104 milhões Respeito aos espíritos da natureza (Kami) Japão 6 Sikhismo 25 milhões Um só Deus e serviço à comunidade Índia (Punjab) 7 Judaísmo 14 milhões Aliança com Deus e leis da Torá Israel e Estados Unidos 8 Taoísmo 12 milhões Viver em harmonia com o fluxo do universo China 9 Muísmo 10 milhões Conexão com espíritos por meio de xamãs Coreias 10 Caodaísmo 4,4 milhões União das verdades de todas as religiões Vietnã

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Mais que um contrato humano

União Matrimonial

1. O Diálogo de Jesus com os Fariseus

Mateus 19:3-9

³ Alguns fariseus aproximaram-se dele para pô-lo à prova. E perguntaram: «É permitido ao homem divorciar-se de sua mulher por qualquer motivo?»
⁴ Ele respondeu: «Vocês não leram que, no princípio, o Criador os fez homem e mulher
⁵ e disse: ‘Por esta razão, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e os dois se tornarão uma só carne’?
⁶ Assim, eles já não são dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus uniu, não o separe o homem».
⁷ Eles perguntaram: «Por que, então, Moisés mandou dar carta de divórcio e se separar dela?»
⁸ Jesus respondeu: «Moisés permitiu que vocês se divorciassem de suas mulheres por causa da dureza do coração de vocês. Mas não foi assim desde o princípio.
⁹ Eu lhes digo que todo aquele que se divorciar de sua mulher, exceto por imoralidade sexual, e se casar com outra mulher, estará cometendo adultério».

(A passagem correspondente em Marcos 10:2-12 traz o mesmo ensinamento sob a perspetiva do evangelista Marcos).

2. O Relato da Criação no Génesis

Génesis 2:24
«Por essa razão, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e eles se tornarão uma só carne.»

3. A Concessão na Lei de Moisés

Deuteronómio 24:1
«Se um homem se casar com uma mulher e depois não se agradar dela, por ter encontrado nela algo que ele reprove autêntico, escreverá uma carta de divórcio, a entregará à mulher e a despedirá.»

4. O Mistério do Casamento e a Igreja

Efésios 5:31-32
³¹ «Por isso, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e os dois se tornarão uma só carne».
³² Este é um mistério profundo; digo-o, porém, a respeito de Cristo e da igreja.

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Cardeal católico abre ‘Casa da Família Abraâmica’ com muçulmanos rezando orações denunciando judeus e cristãos

CULTURA
Cardeal católico abre 'Casa da Família Abraâmica' com muçulmanos rezando orações denunciando judeus e cristãos
(L’Osservatore Romano/Pool Photo via AP)
O cardeal Michael Fitzgerald, núncio apostólico emérito da Igreja Católica Romana no Egito e delegado apostólico emérito na Liga Árabe, bem como ex-presidente do Pontifício Conselho para o Diálogo Irreligioso, isto é, Diálogo Inter-religioso, representou no domingo o Papa Francisco no primeiro serviço de oração na Igreja de São Francisco de Assis em Abu Dhabi, que faz parte da nova Casa da Família Abraâmica, um santuário inter-religioso que compreende não apenas uma igreja, mas também uma sinagoga e uma mesquita. O que poderia dar errado? Bastante.

“O local de oração”, Fitzgerald anunciou alegremente, “também deve ser um local de alegria, e espero que isso seja verdade para todos nós aqui presentes”. Fitzgerald também expressou a esperança de que a nova casa de culto três em um seja “uma casa de oração para todos os povos”. Talvez sim, mas Fitzgerald e seus colegas estão ignorando o fato de que as orações islâmicas realizadas no prédio três dias antes da inauguração da Igreja de São Francisco de Assis dificilmente foram tão receptivas para os não-muçulmanos quanto os cristãos e judeus foram para o muçulmanos.

ChurchMilitant.cominformou na quarta-feira que Fitzgerald também disse: “A adoração nos abre para os outros, incutindo em nós um cuidado pela justiça, encorajando-nos a agir com integridade. Não podemos realmente orar a Deus sem nos lembrarmos dos outros membros da família abraâmica e, de fato, da família humana”. Enquanto isso, porém, um dos outros “membros da família abraâmica” não era tão generoso. Os muçulmanos “já haviam rezado a oração do Magreb na seção da mesquita do santuário na noite de quinta-feira”. De acordo com um jurista muçulmano que se converteu ao cristianismo, essa não foi a maravilhosa manifestação de harmonia inter-religiosa que Fitzgerald supôs ser: “Notavelmente, Cdl. Fitzgerald, um aclamado estudioso islâmico, ignorou o fato de que a oração do Maghrib contém a Sura Al-Fatiha, que é um dos textos mais anticristãos e antijudaicos do Alcorão.

De fato. A Fatiha (Abertura) é a primeira sura (capítulo) do Alcorão e a oração mais comum do Islã. Se você é um muçulmano piedoso que reza as cinco orações diárias obrigatórias do Islã, você recitará a Fatiha dezessete vezes no decorrer dessas orações. Os dois últimos versos da Fatiha pedem a Allah: “Guie-nos para o caminho reto, o caminho daqueles a quem você favoreceu, não daqueles que mereceram sua raiva ou daqueles que se desviaram.”

A compreensão islâmica tradicional disso é que o “caminho reto” é o Islã, enquanto o caminho “daqueles que evocaram a ira de Alá” são os judeus, e aqueles que se “desviaram” são os cristãos. O comentarista clássico do Alcorão Ibn Kathir explica que “os dois caminhos que Ele descreveu aqui são ambos equivocados” e que esses “dois caminhos são os caminhos dos cristãos e judeus, um fato que o crente deve tomar cuidado para evitá-los. .” Ibn Kathir não está sozinho; na verdade, a maioria dos comentaristas muçulmanos acredita que os judeus são aqueles que mereceram a ira de Alá e os cristãos são aqueles que se desviaram.

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Assim, quando o Cardeal Fitzgerald abriu sua “casa de oração para todos os povos”, um dos três principais grupos incluídos nela estava orando para não ser como os outros dois, mas para ser guiado à verdade. Além do mais, como expliquei ao Church Militant, não importa quão amigáveis ​​sejam as relações entre os grupos na Casa da Família Abraâmica, essa amizade não levará os muçulmanos a abandonar as doutrinas islâmicas centrais sobre como os cristãos proclamam erroneamente a divindade de Cristo e estão sob a maldição de Allah como resultado (cf. Alcorão 9:30; 5:17).

Como em todos os outros casos, o diálogo muçulmano/cristão é visto do lado muçulmano como uma oportunidade de fazer proselitismo para o Islã e intimidar os cristãos a temer discutir a desenfreada perseguição muçulmana aos cristãos, por medo de prejudicar o diálogo. Este santuário inter-religioso em Abu Dhabi é o castelo de cartas do Papa Francisco. Isso não resultará em nada duradouro, exceto na contínua ignorância e complacência dos católicos em relação à ameaça da jihad islâmica. Católicos esquerdistas como Fitzgerald, que acham que esse é um passo positivo, estão sendo ingênuos. No melhor.