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Governo exigirá cadastro de famílias que optem por ensino domiciliar

Crianças farão avaliações periódicas, diz ministra Damares Alves em exclusiva à EBC
 
Valter Campanato/Agência Brasil
A medida provisória a ser enviada ao Congresso Nacional para regulamentar a educação domiciliar no país vai definir ações de acompanhamento e fiscalização dessa modalidade de ensino. Em entrevista à Empresa Brasil de Comunicação (EBC), a ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Damares Alves, disse que as famílias que optarem pelo ensino domiciliar serão cadastradas, e as crianças vão passar por avaliações periódicas.

A intenção é que esses estudantes também possam ser inseridos em atividades culturais e esportivas, mesmo não frequentando a escola.
“Não vai ser uma coisa solta. As famílias que estão optando pelo ensino domiciliar serão cadastradas, a escola vai saber, o Ministério da Educação vai saber, o Ministério da Família vai saber. Vamos ter a fiscalização, o controle, as crianças serão visitadas e elas passarão por avaliações”, afirmou Damares.
Segundo a ministra, um grupo de trabalho ainda discute o modelo das avaliações que serão aplicadas às crianças do ensino domiciliar. “Estamos agora decidindo no grupo se essa avaliação será semestral, anual, se a criança deverá ir à escola uma vez a cada trimestre”, disse.
De acordo com a ministra, o ensino domiciliar é uma demanda de muitas famílias brasileiras, e a adesão a esse modelo deve crescer uma vez que for regulamentado. A proposta a ser envidada ao Legislativo foi construída pela pasta da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos e pelo Ministério da Educação.
A regulamentação do ensino domiciliar está entre as prioridades do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos para os 100 primeiros dias do governo do presidente Jair Bolsonaro.

Prevenção ao suicídio e à automutilação

Outra prioridade da pasta, a prevenção à automutilação e ao suicídio, será alvo de uma campanha nacional envolvendo as famílias, escolas, mídia e redes sociais para dar orientações de como lidar com essas situações. Segundo a ministra, o Facebook foi convidado a integrar o grupo de trabalho sobre o tema. “Entendemos que não dá para falar com o adolescente, com o jovem, sem envolver as redes sociais”, disse.
Damares definiu a automutilação e o suicídio entre os jovens como um “fenômeno” crescente. Ela apresentou dados de especialistas apontando que no Brasil 14 milhões de jovens se cortam. “A frase que a gente escuta das crianças, jovens e adolescente é dor na alma. Então precisa cortar o corpo para aliviar a dor da alma”.
Para a ministra, há “toda uma tragédia que traz a automutilação, que é a depressão, as marcas que ficam para sempre, a tristeza profunda, e precisamos lidar com esse fenômeno no Brasil”. Ela destacou que o suicídio é a segunda causa de morte entre jovens no país: “Vamos precisar enfrentar isso com muita delicadeza, seriedade, e trazendo a família para esse processo”.
As redes sociais serão parte fundamental na campanha para combater essas práticas. Ela lembrou que um jovem faz uma busca na internet e encontra instruções de como se cortar ou cometer suicídio. “Estamos conversando com as redes sociais até onde podemos ir juntos e até onde eles podem melhorar seus mecanismos de proteção da criança, jovem e adolescente no Brasil”, afirmou a ministra.
Regulamentação da Lei Brasileira de Inclusão
Nos primeiros 100 dias do governo Bolsonaro a ministra espera ter regulamentado entre três e cinco artigos da Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência, conhecida como Estatuto da Pessoa com Deficiência. Para Damares, a lei é um avanço na proteção de direitos, mas tem muitos artigos que não foram regulamentados. “O que adianta ter uma lei no papel? Queremos que ela saia do papel e tenha efetividade.”
Segundo a ministra, foi criado um grupo de trabalho interministerial para propor a regulamentação da lei. A expectativa de Damares é que ao fim dos quatro anos de governo seja possível ter a totalidade da lei em condições de ser aplicada.

Violência contra a Mulher

O reforço da rede de proteção à mulher terá atenção especial do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos. “A violência contra a mulher é uma marca que essa nação tem que superar”, avaliou a ministra.
Ela destacou que não adianta ter uma lei “extraordinária” como a Lei Maria da Penha se não houver delegacia da mulher e os agentes de proteção não estiverem preparados.
“Precisamos rever no Brasil essa rede de proteção e fortalecer essa rede de proteção. Onde estamos errando? Temos uma boa legislação, temos um Brasil que quer superar isso. Onde está o problema? Vamos encontrar isso juntos. Estamos vindo com um olhar muito especial às ações protetivas da mulher”, destacou.
Damares disse ainda que os canais de denúncia de violência contra as mulheres devem ser ampliados também para as redes sociais. Atualmente, o principal canal de denúncia é o Ligue 180.
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Malafaia rebate críticos do evangelismo no Carnaval: “hipócritas, linguarudos e fariseus”

Pastor apresentou bateria de sua igreja que evangelizou no Carnaval.

 

 Por Gospel Prime – 
Silas Malafaia

Silas Malafaia rebate críticos do evangelismo no Carnaval. (Foto: Reprodução / Youtube)

O pastor Silas Malafaia apresentou uma bateria de samba aos membros da Igreja Assembleia de Deus Vitória em Cristo, no Rio de Janeiro, apresentando o grupo que fez um trabalho evangelístico durante o Carnaval.

“Essa turma, em um evangelismo estratégico, irá para uma área no Carnaval do Rio de Janeiro. No ano passado, quase 500 pessoas aceitaram a Cristo ou voltaram para Jesus”, declarou o pastor.

A bateria “Reação” se apresentou no final do culto, mas antes, o pastor falou sobre a estratégia o versículo de I Coríntios 9:23 onde o apóstolo Paulo diz: “Fiz-me tudo para todos, para por todos os meios chegar a salvar alguns”.

O grupo é formado por membros da ADVEC que foram treinados por mestres de bateria. Em ritmo de samba, as canções falavam sobre o sacrifício de Jesus na cruz e a salvação.

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Símbolos do Carnaval, ex-Tiazinha e ex-Feiticeira agora são evangélicas e não curtem a folia

Elas deixaram a vida de símbolo sexual no passado

Por Gospel Prime –  
Joana Prado e Suzana Alves

Joana Prado e Suzana Alves. (Foto: Reprodução / Instagram)

A cantora Anitta se fantasiou de Tiazinha e Feiticeira no Carnaval, fazendo com que duas personagens dos anos 1990 fossem lembradas pelo público.

Acontece que Suzana Alves, ex-Tiazinha, e Joana Prado, ex-Feiticeira, agora são evangélicas e evitam contato com a imagem sensual que as projetaram na TV brasileira.

Suzana Alves declarou em entrevista que sente carinho por sua personagem, mas que a Tiazinha ficou no passado. Ao ver Anitta se vestindo sua fantasia, ela agradeceu pela homenagem. “Olha que fofa a Anitta fazendo homenagem para minha eterna personagem Tiazinha”, escreveu.

Suzana é membro da Igreja Bola de Neve e, pelas redes sociais, mostrou que não curtiu a folia durante este Carnaval, registrando um passeio com seu filho no Museu da Imagem e do Som, em São Paulo.

Joana Prado não comentou sobre a fantasia de Anitta. Casada com o lutar de MMA, Vitor Belfort, a ex-Feiticeira vive nos Estados Unidos e também se mantém longe da personagem que interpretou na TV e do Carnaval.