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“Terremotos são um alerta de Deus”, diz rabino-chefe de Jerusalém

Shlomo Amar afirma que “o povo judeu precisa acordar e voltar para Deus”

Shlomo AmarShlomo Amar, rabino-chefe de Jerusalém.

Uma onda de terremotos de baixa intensidade atingiu Israel nas últimas duas semanas. Além das conhecidas explicações científicas para o fenômeno, o rabino-chefe de Jerusalém acredita que há um aspecto espiritual.

Shlomo Amar, de 70 anos, líder maior dos sefarditas, assegura que esses terremotos mostram que o povo judeu precisa “acordar” e voltar para Deus. No seu entendimento, são mensagens claras para “para que o povo de Israel acorde”.

“Recentemente houve terremotos [em Israel]. Isso é Deus nos sacudindo, nos sacudindo para acordarmos”, disse o rabino ao jornal Arutz Sheva. “Como Ele vê que não estamos acordando, então Ele nos sacode e nos chama para despertarmos do sono profundo!”.

O líder religioso citou o profeta Jeremias: “Por que estamos esperando para acordar e retornar para Deus? Esquadrinhemos os nossos caminhos, e provemo-los, e voltemos para o Senhor [Lamentações 3:40]”. Com informações do Gospel Prime-

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Israel reforça bloqueio da Faixa de Gaza devido a pipas incendiárias

Israel reforça bloqueio da Faixa de Gaza devido a pipas incendiárias

Militantes palestinos preparam em Gaza artefato incendiário para lançá-lo por cima do muro de separação com Israel, em 20 de abril de 2018 – AFP
AFP

Israel reforçou nesta terça-feira (17) o bloqueio da Faixa de Gaza em represália às pipas incendiárias lançadas nos últimos meses a partir desse território palestinos, que já causou importantes danos ao setor agrícola.

Três dias depois do pior confronto armado entre Israel e o movimento islamita Hamas desde a guerra de 2014, o Ministério da Defesa suspendeu as entregas de óleo combustível através de Kerem Shalom, o único ponto de passagem de mercadorias entre Israel e o território palestino.

Na semana passada, Israel anunciou o fechamento imediato desta passagem, o que o Hamas denunciou como um “crime contra a humanidade”.

Há mais de dez anos, a Faixa de Gaza, limitada por Israel, Egito e o Mar Mediterrâneo, está submetida a um bloqueio terrestre, marítimo e aéreo imposto por Israel.

O endurecimento deste bloqueio intensifica a pressão contra o Hamas e deteriora ainda mais a já muito precária situação humanitária do território palestinos, onde 80% dos dois milhões de habitantes dependem das ajudas, segundo o Banco Mundial (BM).

Rafah, a outra passagem de mercadorias entre Gaza e Egito, também foi fechada nesta terça, constatou um jornalista da AFP, sem que uma confirmação oficial fosse dada.

Essa passagem é fechada quase de forma permanente há vários anos.

– Terroristas incendiários –

Há mais de uma semana, Israel intensificou sua resposta às pipas com balões incendiários lançados de Gaza, e que já arrasaram mais de 2.600 hectares de terras israelenses.

Depois das pedras, a versão incendiária das pipas se tornou símbolo da mobilização palestina e coloca pressão sobre os dirigentes palestinos que não conseguem conter os danos causados por esses artefatos caseiros.

As pipas incendiárias começaram a ser usadas desde 30 de março, durante os protestos dos habitantes de Gaza na fronteira com Israel contra o bloqueio e para reclamar a volta dos refugiados palestinos expulsos de suas terras em 1948, depois da criação do Estado de Israel.

Desde o início das manifestações, o Exército israelense matou ao menos 144 palestinos. Não houve baixas do lado militar israelense.

Em visita na segunda-feira às localidades vizinhas da Faixa de Gaza, o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, recordou que seu país considera essas pipas incendiárias uma violação ao cessar-fogo acertado com o Hamas.

“Se não entendem as palavras, a mensagem será enviada pelas ações do Exército”, alertou.

Seu ministro da Educação, Naftali Bennett, afirmou nesta terça que é necessário “matar os terroristas incendiários e apagar essa onda de terrorismo”.

Na segunda, o Exército israelense atacou duas posições do Hamas de onde, segundo os militares, foram lançadas as pipas com balões incendiários.

“A ocupação israelense exagerou os danos causados pelas pipas e balões para justificar seus ataques contra Gaza”, afirmou Sami Abu Zohri, um porta-voz do Hamas.

“A ocupação israelense brinca com fogo, se seus aviões de guerra tomarem como alvo os lançadores de pipas”, advertiu.

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Saiba como é feito o resgate dos meninos presos em caverna na Tailândia

Mergulhadores tailandeses e de outros países participam de operação. Grupo é retirado aos poucos.

Por G1

resgate dos 12 meninos e seu técnico de futebol, que estão presos há 16 dias em uma caverna na Tailândia, começou na madrugada do domingo (8). No primeiro dia, quatro meninos foram resgatados. No segundo, já eram oito meninos resgatados no total. Equipe de mergulhadores retomou a terceira etapa da operação nesta terça-feira (10) a missão para resgatar os últimos quatro meninos e seu técnico presos em uma caverna.

Como é feito o resgate dos meninos e do técnico em caverna na Tailândia (Foto: Karina Almeida/ Arte G1)

Como é feito o resgate dos meninos e do técnico em caverna na Tailândia (Foto: Karina Almeida/ Arte G1)

A operação é delicada por conta do estado de saúde dos meninos e do técnico e por causa da dificuldade de acesso à caverna, que tem vários trechos inundados e muito estreitos.

Participam da operação:

  • 50 mergulhadores especialistas internacionais
  • 40 mergulhadores tailandeses experientes
  • 30 equipes médicas

 O mergulho

De dois a três mergulhadores acompanham cada um dos meninos, que usam máscaras faciais enquanto são guiados pelas passagens por corda, já que a visibilidade na água é pouca.

Nos trechos mais estreitos, que podem chegar a 90 cm de largura por 60 cm de altura, os mergulhadores precisam soltar o tanque de suas costas para que passem um de cada vez: o mergulhador, o menino e o equipamento.

Cada um dos meninos usa uma máscara de mergulho, além de roupa de mergulho, botas e capacete.

Controle do cansaço e do estresse podem ser determinantes na hora de salvar vidas

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 Pausa

Por conta do longo trecho, a operação é feita aos poucos e os meninos são retirados em pequenos grupos. Após o primeiro dia, uma pausa de 10 horas foi feita para que os tanques de oxigênio fossem regarregados e os mergulhadores pudessem descansar.

Os mergulhadores levam cerca de 6 horas para chegar até o grupo, que está isolado a cerca de 4 km da entrada da montanha.

5 fatos sobre o resgate dos meninos presos em caverna na Tailândia
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 Chuva

Uma das maiores preocupações é a condição climática na região. Há a previsão de uma tempestade que se aproxima e deve chegar à região da caverna em alguns dias.

Para evitar novas inundações, é feito o bombeamento constante de água para fora da montanha, e por isso pontos antes totalmente inundados podem ser feitos caminhando, afirmou o governador Narongsak Osatanakorn.

 Equipe médica

Na saída da caverna, trinta equipes médicas estão de prontidão. Um helicóptero e ambulância esperam próximo à caverna. Cada um dos meninos resgatados é levado de helicóptero até a região de Chiang Rai onde são transferidos de ambulância para um hospital.

O voo da caverna até Chiang Rai dura cerca de 20 minutos. Do heliponto até o hospital são apenas 700 metros de ambulância.