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Lua de Sangue de 2018 reacende debate sobre sinais do fim do mundo

Opiniões sobre significado do evento astronômico divide opiniões

Lua de Sangue
Lua de Sangue

Entre sexta (27) e sábado (28) de julho, ocorrerá o maior eclipse lunar total do século. Ele terá durabilidade de 103 minutos e visível, total ou parcialmente na Austrália, na Ásia, na África, na Europa e América do Sul (incluindo o Brasil), mas não em todas as fases.

Porém, na região que compreende o Oriente Médio e norte da África ele coincide com um fenômeno conhecido como “lua de sangue”, onde o astro ficará com coloração avermelhada, porque a luz do Sol que chega à Lua durante o eclipse, ao invés de atingi-la diretamente, atravessa a atmosfera terrestre, causando o avermelhamento.

Além da astronomia, que explica o fenômeno, para alguns pastores e estudiosos, trata-se de uma questão teológica. O assunto divide opiniões, mas vários deles alegam ser um “sinal” ligado às profecias sobre o final dos tempos.

Em 2008, o assunto passou a ganhar popularidade por causa do pastor Mark Biltz, que é descendente de judeus. Ele afirmava que teve uma revelação quando estava estudando as profecias sobre o Sol e a Lua desde Gênesis, onde a Bíblia afirma que os luzeiros no céu serviriam “para sinais e para as estações do ano”.

“O termo em hebraico implica que não é apenas um sinal, mas um sinal da Sua vinda”, esclarece. Biltz diz ainda que a palavra traduzida como “estações” tem o sentido de “tempo determinado”, implicando na comemoração das festas estabelecidas por Deus no Antigo Testamento e que seguem o calendário lunar adotado pelos judeus.

Ele lembra de textos como Joel 2:31: “O sol se converterá em trevas, e a lua em sangue, antes de chegar o grande e terrível dia do SENHOR”, repetido em Atos 2:20. Também aponta para Mateus 24:29-30, quando Jesus diz “o sol escurecerá, e a lua não dará a sua luz. … E então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem” e Lucas 21:11: “haverá também coisas espantosas, e grandes sinais do céu”.

Contudo, uma série de quatro luas de sangue – entre 2014 e 2015 – que coincidiram com festas do calendário bíblico, passaram e nenhuma grande mudança foi observada em Israel.

Alerta divino

Agora, o pastor Paul Begley voltou a tocar no assunto ao falar em vídeos no Youtube sobre a lua de sangue e o eclipse do próximo dia 27. Ele defende que o evento astronômico, foi predito como sinal do fim em textos de Joel, Atos e Apocalipse.

Em um sermão de uma hora e meia de duração, Begley enfatizou que lua de sangue, em conjunção com erupções vulcânicas contínuas, furacões e terremotos são um alerta divino. Em especial porque este ano Israel completou 70 anos de renascimento, o que teria um aspecto profético.

Segundo o pastor norte-americano, a combinação de “eventos catastróficos” acontecendo em todo o mundo está ligada ao Dia do Juízo, mas explica que não está marcando 27 de julho como “a data do fim do mundo”.

 Oportunidade de evangelização

Ao mesmo tempo, o apologeta Jeff Zweerink, defende que os cristãos deveriam ver esses eventos celestes como uma oportunidade de compartilhar o evangelho.

“Deus fez uma criação espetacular para nós contemplarmos”, disse Zweerink, que também é astrofísico e pesquisador na Universidade UCLA.

Esses eventos, insiste, dão aos cristãos “uma oportunidade de conversar com os não-cristãos sobre o Evangelho e a Criação de Deus. Afinal, a Criação é um grande testemunho”, acrescentou.

Ele diz que não ignora as profecias, mas defende que os fenômenos naturais podem ser previstos e explicados. “Esse é um princípio bíblico”, enfatiza Zweerink. “A confiabilidade que Deus cumprirá Suas promessas pode ser comparada como maneira como a Criação se comporta”. Com informações de Express e Christian Today

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Saiba como é feito o resgate dos meninos presos em caverna na Tailândia

Mergulhadores tailandeses e de outros países participam de operação. Grupo é retirado aos poucos.

Por G1

resgate dos 12 meninos e seu técnico de futebol, que estão presos há 16 dias em uma caverna na Tailândia, começou na madrugada do domingo (8). No primeiro dia, quatro meninos foram resgatados. No segundo, já eram oito meninos resgatados no total. Equipe de mergulhadores retomou a terceira etapa da operação nesta terça-feira (10) a missão para resgatar os últimos quatro meninos e seu técnico presos em uma caverna.

Como é feito o resgate dos meninos e do técnico em caverna na Tailândia (Foto: Karina Almeida/ Arte G1)

Como é feito o resgate dos meninos e do técnico em caverna na Tailândia (Foto: Karina Almeida/ Arte G1)

A operação é delicada por conta do estado de saúde dos meninos e do técnico e por causa da dificuldade de acesso à caverna, que tem vários trechos inundados e muito estreitos.

Participam da operação:

  • 50 mergulhadores especialistas internacionais
  • 40 mergulhadores tailandeses experientes
  • 30 equipes médicas

 O mergulho

De dois a três mergulhadores acompanham cada um dos meninos, que usam máscaras faciais enquanto são guiados pelas passagens por corda, já que a visibilidade na água é pouca.

Nos trechos mais estreitos, que podem chegar a 90 cm de largura por 60 cm de altura, os mergulhadores precisam soltar o tanque de suas costas para que passem um de cada vez: o mergulhador, o menino e o equipamento.

Cada um dos meninos usa uma máscara de mergulho, além de roupa de mergulho, botas e capacete.

Controle do cansaço e do estresse podem ser determinantes na hora de salvar vidas

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 Pausa

Por conta do longo trecho, a operação é feita aos poucos e os meninos são retirados em pequenos grupos. Após o primeiro dia, uma pausa de 10 horas foi feita para que os tanques de oxigênio fossem regarregados e os mergulhadores pudessem descansar.

Os mergulhadores levam cerca de 6 horas para chegar até o grupo, que está isolado a cerca de 4 km da entrada da montanha.

5 fatos sobre o resgate dos meninos presos em caverna na Tailândia
5 fatos sobre o resgate dos meninos presos em caverna na Tailândia

 Chuva

Uma das maiores preocupações é a condição climática na região. Há a previsão de uma tempestade que se aproxima e deve chegar à região da caverna em alguns dias.

Para evitar novas inundações, é feito o bombeamento constante de água para fora da montanha, e por isso pontos antes totalmente inundados podem ser feitos caminhando, afirmou o governador Narongsak Osatanakorn.

 Equipe médica

Na saída da caverna, trinta equipes médicas estão de prontidão. Um helicóptero e ambulância esperam próximo à caverna. Cada um dos meninos resgatados é levado de helicóptero até a região de Chiang Rai onde são transferidos de ambulância para um hospital.

O voo da caverna até Chiang Rai dura cerca de 20 minutos. Do heliponto até o hospital são apenas 700 metros de ambulância.

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Cristãos denunciam que ainda são vítimas de discriminação em Cuba

“Lutamos contra o abuso, a imoralidade, a corrupção”, lembra pastor

Cristãos cubanos.
Cristãos cubanos.

A revolução armada em Cuba, comandada por Fidel Castro em 1968, condenou o país caribenho a um regime comunista que perdura até hoje. Apesar de alardear mudanças, o governo realizou recentemente eleições com um partido só, o que não restaurou a democracia. A opressão contra a população continua inalterada, mas os líderes cristãos estão dispostos a ver mudanças.

Desde 1971 o Congresso Nacional de Educação e Cultura de Cuba estabeleceu como diretriz política que “o Governo revolucionário não colaboraria com instituições religiosas”. Quase 50 anos depois isso não mudou, mas ficou mais que provado que essa separação proposta, na verdade, era uma maneira de prejudicar quem defende valores distintos do ideal comunista ateu.

Uma associação de pastores, representados pelo advogado Miguel Porres vem exigindo que o governo cubano justifique porque não oferece as mesmas oportunidades aos cristãos que recebem os outros cidadãos da ilha.

Em uma carta aberta, endereçada ao Ministério de Cultura e ao Instituto Cubano de Rádio e Televisão, eles denunciam “descriminação na política cultural, sobretudo no rádio e na televisão”. Como já é a terceira tentativa da associação em obter uma resposta, eles estudam entrar na justiça, embora saibam que o sistema judicial cubano é subserviente ao partido comunista.

Porres possui mestrado em Direito Social pela Universidade de Barcelona. Após anos morando fora, decidiu voltar para seu país e lutar por mudanças. Ele explica que sua defesa dos direitos dos cristãos sustenta-se apenas na Constituição de Cuba.

O advogado aponta que nenhuma música cristã que fale sobre Deus ou Cristo encontra espaço nas rádios e televisões do país, já que todos os meios de comunicação são controlados pelo governo de Havana.

Ele lembra que, embora o Estado se defina como laico, outros grupos religiosos já conquistaram espaços para apresentar suas músicas e, inclusive, verem televisionados seus rituais e cerimônias. Um exemplo claro disso é a chamada “Letra del Ano”, que mostra no início do ano quais as “profecias” reveladas pelas entidades de origem afro para os próximos 12 meses.

O avô de Miguel Porres era pastor. Foi perseguido pelo Partido Comunista. Passou por muitas dificuldades por não estar disposto a abandonar a fé, mesmo sob intensa pressão e com seus direitos cerceados.

Defendemos a liberdade

Seu maior desejo é ver os cristãos sendo tratados da mesma maneira que os demais cidadãos, conforme prevê a Constituição. “Os artigos 41 a 43 da Carta Magna protegem a igualdade de direitos, proibindo inclusive a discriminação por qualquer motivo, inclusive crença religiosa. Ao mesmo tempo o artículo 195 do Código Penal considera crime atentar contra y a dignidade humana e isso inclui liberdade de credo”, argumenta.

Na carta assinada por ele e enviada ao Ministério da Cultura, Porres lembra que “uma parte importante da população é cristã e o cristianismo é parte da história e da cultura deste país”.

Para Miguel Porres, os cristãos podem contribuir com seus valores para formar uma sociedade melhor. “Defendemos os valores de Cristo, lutamos contra o abuso, a imoralidade, a corrupção e o crime. Por que, então, não podemos ter espaço na política cultural de uma sociedade, que segundo seus próprios estatutos e leis dizem defender valores e princípios semelhantes ao do cristianismo?”, argumenta.

Até o momento, o ministro da cultura, Abel Prieto, não respondeu à carta que pede explicações sobre a política cultural. Com informações Diário de Cuba