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Fotógrafo lança projeto com versão negra de profetas, reis e anjos

E se os personagens bíblicos fossem todos negros?

 por Jarbas Aragão-gospelprime

 

Fotógrafo lança projeto com versão negra de profetas, reis e anjos

Quase todas as representações dos personagens bíblicos ao longo da história mostra homens e mulheres da raça branca. Embora não se tenham relatos detalhados de como era a aparência dos profetas, reis e outras pessoas cuja história é contada na Bíblia, o mais provável é que eles tinham a cor de pele parda, típica do Oriente Médio.

Existem ainda menções claras a negros e sabe-se que parte da trajetória dos judeus e da vida de Cristo ocorreu na África.

O Fotógrafo James C. Lewis, do estúdio N3K Foto Studios, de Atlanta, decidiu provocar uma discussão, apresentando estas figuras conhecidas sob uma nova perspectiva. Sua mostra “Ícones da Bíblia” revela sua leitura de vários personagens famosos do Antigo e do Novo Testamento, incluindo o apóstolo Pedro, o profeta Elias, o rei Salomão e até anjo Gabriel.

A série apresenta 70 modelos, na sua maioria negros. “Eu acho muito importante a pessoa ver a si mesmo na Escritura para que ela possa se tornar real a seus olhos”, explicou Lewis, que é negro, ao The Huffington Post.

“As imagens clássicas da Bíblia sempre me incomodaram. No entanto, estou feliz por ter a oportunidade de apresentar um ponto de vista diferente”.

O artista explica que não pretende oferecer uma visão perfeita ao representar as figuras bíblicas sendo negras, mas quer provocar uma discussão sobre a natureza das imagens religiosas cristãs.

“Eu gostaria de dar mais cor às páginas bíblicas da história. Ao fazê-lo, espero abrir as mentes e os olhos dos ignorantes e criar conversas francas sobre como podemos aprender a ver o mundo através de lentes coloridas. Afinal, o Evangelho de Jesus Cristo é destinado a todos”.

Anjo Gabriel negro

Profeta Samuel negro

Rebeca negra

Embora nas imagens divulgadas do projeto não há um Jesus negro, o assunto é debatido há décadas em alguns círculos teológico, sendo abundante o debate que a representação de Jesus como um homem branco (muitas vezes de olhos e cabelos claros) perpetua um viés racista da pregação durante o século 18 e 19, e que se perpetuou em adaptações para cinema e TV da história de Cristo.

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Rev. Ângelo Medrado, Bacharel em Teologia, Doutor em Novo Testamento, referendado pela International Ministry Of Restoration-USA e Multiuniversidade Cristocêntrica é presidente do site Primeira Igreja Virtual do Brasil e da Igreja Batista da Restauração de Vidas em Brasília DF., ex-maçon, autor de diversos livros entre eles: Maçonaria e Cristianismo, O cristão e a Maçonaria, A Religião do antiCristo, Vendas alto nível, com análise transacional e Comportamento Gerencial.

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Artigos Ciência

Arqueólogo afirma ter encontrado cidadela do rei Davi

Escavação reacende debate sobre o uso da Bíblia como “guia arqueológico”

por Jarbas Aragão

  • gospelprime

 

Arqueólogo afirma ter encontrado cidadela do rei Davi
Arqueólogos encontram cidadela do rei Davi

O renomado arqueólogo israelense Eli Shukron afirma ter encontrado uma legendária cidadela mencionada na Bíblia. Conquistada pelo rei Davi dos jebuseus durante a batalha por Jerusalém, segundo o livro de 2 Samuel, o local é conhecido por “cidadela de Davi”. Trata-se de uma grande fortificação, feita com blocos de cinco toneladas que formam paredes de 6 metros de espessura.

Contudo, sua descoberta tem recebido muitas críticas, como todos os anúncios relacionados ao monarca bíblico. Celebrado na tradição religiosa judaica por ter estabelecido Jerusalém como sua capital e principal cidade sagrada, existe pouca evidência arqueológica de sua existência e reino. O centro do debate é o uso apenas da Bíblia como guia para identificar locais mencionados por ela.

Alheio a isso, as escavações de Shukron no local iniciaram em 1995. As primeiras análises comprovam que as paredes têm cerca de 3.800 anos de idade. Outro arqueólogo que trabalhava com Shukron disse que mais fragmentos de cerâmica da época do reinado de Davi, século 10 aC., deveriam ter sido encontrados no local. Somente assim poderia se comprovar que não resta dúvida do ponto de vista arqueológico.

“A ligação entre a arqueologia e a Bíblia tornou-se muito, muito problemático nos últimos anos”, explica o arqueólogo Ronny Reich.

“Esta é a cidadela do Rei Davi. Esta é a cidadela de Sião”, reforça Shukron, que recentemente anunciou que sairá da Autoridade de Antiguidades de Israel para se dedicar a palestras e trabalhar como guia. O lugar inteiro se encaixa perfeitamente como na Bíblia.

A Fundação Elad financiou os trabalhos no local, ao custo de cerca de 10 milhões de dólares. Um dos motivos para tal investimento é político. Os palestinos querem estabelecer naquela região de Jerusalém, hoje dominada pelos árabes, a capital de um futuro Estado Palestino.

Cidadela do Rei Davi

“Para muitas pessoas a Bíblia é um livro empoeirado em uma prateleira em qualquer parte de sua casa. Realmente. Mas aqui vemos que as histórias da Bíblia correspondem à arqueologia”, enfatizou  Doron Spielman, vice-presidente da Fundação Cidade de Davi, que administrará o local agora aberto aos turistas. “Podemos abrir as páginas da Bíblia e, literalmente ver as pedras ganhando vida para nós”.

O sítio arqueológico perto da Cidade Velha de Jerusalém apresenta fortes indícios que se trata do local capturado pelo rei Davi por causa de um poço estreito, onde a água fluiu e cujo túnel leva até o muro que cerca a cidade. Este seria o ponto onde as forças de Davi ganharam acesso a Jerusalém. Para Shukron nenhuma outra estrutura na área corresponde à cidadela descrita pela Bíblia.

Eles são os maiores muros encontrados na região desde antes da época do rei Herodes. A fortificação foi feita cerca de 800 anos antes de o rei Davi capturá-la.

O trabalho de Shukron foi notícia no mês passado ao divulgar que encontrou um cinzel utilizado na construção do Segundo Templo. Essa descoberta, segundo a mídia israelense, poderia mudar a história da arqueologia naquela região. Com informações The Blaze.

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“Guerrilhas” cristãs querem impedir avanço do Islã na Europa

Disputa territorial opõe muçulmanos e cristãos em plena Londres

por Jarbas Aragão

  • gospelprime

 

“Guerrilhas” cristãs querem impedir avanço do Islã na Europa
“Guerrilhas” cristãs querem impedir avanço do Islã na Europa

Quando se houve falar de “jihad” (guerra santa) e imposição da “sharia” (lei religiosa muçulmana) o cenário mais provável é algum país do Oriente Médio ou África, onde isso parece sempre estar na ordem do dia.

Contudo, uma guerra religiosa está ocorrendo no século 21 nas ruas de grandes cidades europeias. Depois de vários conflitos na França e na Alemanha, onde os governos tiveram de estabelecer novas leis para agradar os cidadãos muçulmanos, agora o cenário se repete no Reino Unido.

Existem registros de conflito nas ruas de cidades como Londres, onde verdadeiras “guerrilhas” religiosas lutam pelo direito de dizer como as pessoas devem se comportar. São vários os casos de pessoas embriagadas e mulheres usando roupas curtas que foram abordadas por esta espécie de polícia religiosa muçulmana.

Os defensores do fundamentalismo, que usam o nome de Patrulha Islâmica, lutam politicamente pela adoção da sharia no Reino Unido. Do outro lado, o grupo conhecido como Britain First afirma que vai lutar para “retomar o país” da influência islâmica, causada na maioria das vezes por imigrantes.

As cenas do documentário “London’s Holy Turf War” lançado recentemente, mostram o embate desses grupos cristãos e muçulmanos que decidiram patrulhar as mesmas áreas. Os muçulmanos querem que todos os ingleses sigam a lei islâmica, independentemente de sua religião. Já os cristãos querem impedir que eles tenham sucesso. Muitas vezes a polícia é chamada para intervir nas brigas que em alguns casos acabam em mortes.

Os membros do Britain First alegam que o governo tem se calado e sido conivente com os avanços dos muçulmanos. Nas últimas décadas compraram igrejas que estavam fechando e as transformaram em mesquitas. Elegeram alguns políticos que vem tentando influenciar o governo. Usaram verdadeiras fortunas para comprar empresas e vem investindo no patrocínio de times de futebol para melhorarem sua imagem.

No documentário, são mostrados três membros da patrulha religiosa muçulmana sendo presos em dezembro de 2013. Jordan Horner, 19 anos, que desde sua conversão ao Islã chama-se Jamaal Uddin. Ricardo MacFarlane, 36 anos, e mais um jovem de 23 anos, cujo nome não pode ser revelado por razões legais. Eles cumprirão penas por agressão e ameaças a pedestres.

No documentário é possível ver claramente as opiniões de Anjem Choudary, líder da Patrulha Islâmica e de Paul Golding, que comando o Britain First.

Choudary é investigado por seu envolvimento com diversas organizações que estariam envolvidas com atividades terroristas. Seu depoimento é incisivo “É inevitável que os muçulmanos em breve serão a maioria na Grã-Bretanha e alguma forma de sharia será estabelecida. O Islã não é uma religião de paz. É uma religião de submissão. Precisamos nos submeter à vontade de Alá”.

Do outro lado, Golding afirma que o Reino Unido deve permanecer cristão e que os envolvidos com o radicalismo muçulmano deveriam ser enforcados. Explica que sua organização está “fazendo o trabalho que o governo se recusa a fazer, que é reprimir o extremismo muçulmano”. Afirma ainda que se algo não mudar em 10 anos haverá uma verdadeira guerra religiosa pelo território na Europa. Seu pessoal continuamente distribui materiais anti-islâmicos para os pedestres.

Enquanto isso, a Igreja Anglicana, maior grupo cristão do Reino Unido, não se manifesta. Passa mais tempodebatendo sobre o “fim” do pecado, e a “aposentadoria” do diabo e segue nomeando pastores e bispos gaysCom informações Daily Mail.