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Psiquiatra admite possessão demoníaca

Maioria dos profissionais parece ter medo de admitir que isso existe, explica Richard Gallagher

Richard Gallagher
Richard Gallagher.

O psiquiatra americano Richard Gallagher, membro da Junta Americana de Psiquiatria e Neurologia e professor na Columbia University é um profissional renomado em sua área. Ele estuda relatos de possessão demoníaca há 25 anos e descobriu que, de fato, elas são reais.

Em entrevista ao jornal britânico The Telegraph, explicou que lida com essa questão “de um ponto de vista puramente científico”.

Acostumado a tratar com doenças mentais, sempre fica intrigado quando é “outra coisa”. “Há muitos outros psiquiatras e profissionais de saúde mental que fazem o que eu faço e que parecem ter medo de admitir [que a possessão existe]”, explica ele. “Como tive muitas experiências, estou disposto a falar, pois sinto essa obrigação”.

Gallagher explica que é católico praticante e, quando um padre o procurou cerca de 25 anos atrás para que ajudasse a determinar se uma mulher que alegava estar sendo atacada por “forças invisíveis” realmente sofria de alguma doença mental. O psiquiatra examinou a mulher e encontrou hematomas que apareceriam espontaneamente.

“Aquilo não poderia ser explicado com base em qualquer patologia médica ou psiquiátrica”, disse ele. “Ela estava completamente lúcida, nunca tinha visto um caso daquele antes.” Depois de uma longa entrevista, concluiu que ela, de fato, estava sendo atacada por um espírito maligno.

“Estava cético, mas o comportamento da mulher que se dizia bruxa superou tudo o que podia explicar com minha formação. Ela podia dar-se conta dos segredos de algumas pessoas, sabia como tinham morrido indivíduos que nunca conheceu, incluindo a minha mãe e seu caso mortal de câncer de ovário”, lembra Gallagher.

Além disso, seis pessoas lhe asseguraram que durante os exorcismos realizados a esta mulher, escutaram-na falar vários idiomas incluindo o latim, que era totalmente desconhecido para ela.

“Esta não era uma psicose; só consigo descrever como uma capacidade paranormal. Cheguei à conclusão de que estava possuída”, expressou.

Desde então ele passou a ver a questão da possessão de um modo diferente. Alguns casos tratados por ele, posteriormente entregues a um padre, incluem pessoas que demonstravam “uma força enorme ou inclusive o estranho fenômeno de levitação. Alguns possuíam ‘conhecimento oculto’ de todo tipo de coisas, como a forma em que parentes queridos de estranhos morreram, ou situações específicas de seu passado. Estas são habilidades que não se podem explicar, exceto pela capacidade psíquica ou sobrenatural”.

Na Igreja Católica, o exorcismo só pode ser realizado por um sacerdote capacitado e com a permissão da alta hierarquia.

Para os evangélicos, a libertação é relativamente comum, sobretudo nas igrejas “renovadas” e “pentecostais”.

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Caso de George Alves reacende debate sobre “falsos pastores”

Polícia o acusa de ter violentado e matado duas crianças e provocado incêndio para encobrir crime

George AlvesGeorge Alves e esposa em culto. (Foto: Reprodução / Facebook)

George Alves, que está preso, denunciado pela polícia por estuprar, agredir e queimar os meninos Joaquim de 3 anos (seu filho), e Kauã, 6 anos (seu enteado) fez a vida como cabeleireiro. Nos últimos anos era pastor da Igreja Batista Vida e Paz, na cidade de Linhares, Espírito Santo.

O caso chamou atenção mundial pela crueldade envolvida. No meio evangélico, está reacendendo o antigo debate sobre como uma pessoa se torna pastor sem ter, necessariamente, estudo formal de teologia e reconhecimento de alguma organização.

A prática não é incomum, mas para o pastor José Ernesto Spinola Contide, presidente de honra do Conselho Estadual de Igrejas evangélicas do Espírito Santo, é necessária uma reflexão.

“Sabemos que nossa Constituição assegura o livre exercício dos cultos religiosos e garante, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias. O problema é: será que ao assegurar o livre exercício dos cultos religiosos, permite que qualquer pessoa abra uma porta, invente o nome de uma ‘igreja’ e se autodenomine pastor, bispo, apóstolo, ou sei lá o quê, para dirigir aquela igreja? A resposta, para mim, é não”, afirmou ele ao jornal Gazeta.

Contine insiste que ser pastor não é nem deveria ser visto como uma profissão. O experiente líder religioso faz uma crítica aberta a algumas igrejas que não possuem critérios claros.

“É irresponsável uma denominação que ordena alguém pastor com apenas seis meses de conversão. Já está passando da hora das diversas denominações serem mais criteriosas e conscientes na escolha de seus pastores.”

Ao mesmo tempo, ele defende que a Igreja Batista Vida e Paz deveria ser responsabilizada civil e criminalmente por ter ordenado George. “Ele é uma pessoa monstruosa e desqualificada para exercer qualquer cargo eclesiástico. A denominação assumiu o risco de ordenar uma pessoa despreparada para a função. Se ela fosse responsabilizada, assim como um hospital também é responsabilizado pelo erro de um médico, tenho certeza de que as denominações teriam mais cuidado em ordenar qualquer um para pastor”, avalia.

Já Oscar Domingos de Moura, que é pastor há 40 anos e hoje o presidente da Convenção Fraternal das Assembleias de Deus do Estado do Espírito Santo, reitera que são muito sérias acusações que o pastor George responde.

“A categoria está estarrecida. A pessoa que tem coragem de fazer isso com duas criancinhas não é gente, é monstro. Não é qualquer um que pode ser pastor. O George entrou na igreja para enganar. Na verdade, ele é um falso pastor”, sentencia.

Outro pastor que opina de modo semelhante é Geovanni Gomes Coelho, da igreja batista de Morada da Barra, em Vila Velha. Ele explica que conhece outros casos de pastores que cometeram crimes e isso sempre gera um desgaste na imagem de todos os líderes evangélicos.

“Esses criminosos costumam ter poder de persuasão. Já vi pessoas usando a função de pastor para praticar crimes. Usam da lábia e infelizmente é difícil detectar”, lamenta.

Apesar de todo o processo montado pela polícia, que fez perícia na casa incendiada e nas crianças mortas, George Alves alega inocência e nega todas as acusações. Com informações Gazeta

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Presos mataram ativista em ‘ritual de magia negra’ no Ceará para ‘melhorar de vida’, diz delegado

Dois homens foram presos e outros três suspeitos, já identificados, são procurados pela polícia.

Por G1 CE

Corpo de  Jheyderson de Oliveira Chavier foi encontrado numa cova rasa com um tiro na nuca. (Foto: Arquivo/Polícia Civil)Corpo de  Jheyderson de Oliveira Chavier foi encontrado numa cova rasa com um tiro na nuca. (Foto: Arquivo/Polícia Civil)

Corpo de Jheyderson de Oliveira Chavier foi encontrado numa cova rasa com um tiro na nuca. (Foto: Arquivo/Polícia Civil)

Dois homens presos pela morte de Jheyderson de Oliveira Xavier, ativista que atuava em defesa do público LGBT, afirmaram à polícia que assassinaram o jovem num ritual de magia negra para “baixar o espírito de satanás e melhorar de vida”, conforme relatou o delegado Jerffison Pereira. O crime ocorreu na sexta-feira (18) em Iguatu, no do centro-sul do Ceará, e os suspeitos foram presos nesta quarta (23).

“Eles disseram que faziam esse ritual porque queriam baixar o espírito do satanás para ajudá-los, porque eles estavam com muito azar e queriam melhorar de vida. Eles achavam que baixando o espírito do satanás, eles teriam mais sorte nas ações, ganhar mais dinheiro, melhorar de vida”.

Conforme apontou o delegado, Roberto Alves da Silva (41 anos) e Gleudson Dantas Barros (30 anos) foram presos em flagrante e indiciados por homicídio qualificado, ocultação de cadáver e posse ilegal de arma de fogo. Jheyderson estava desaparecido desde a sexta-feira (18). O corpo foi encontrado nesta quarta-feira (23) em uma cova rasa, com um tiro na nuca.

A polícia agora procura outros três suspeitos de participarem do crime. Todos já foram identificados.

Jhey de Oliveira, como era conhecido, tinha 24 anos e era estudante do curso de serviço social no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE). A instituição emitiu uma nota de pesar pela morte do jovem. “Sensibilizamo-nos com a família, amigos e com os professores e colegas de curso, a quem prestamos nossa solidariedade.”

A vítima também era ativista em defesa de direitos de gays, travestis e transexuais no interior do Ceará e realizava serviços sociais em Iguatu. O corpo apresentava sinais de tortura e ele foi morto com dois tiros.

 Magia negra

Na casa próxima ao local onde a vítima foi enterrada, a polícia encontrou objetos relacionados ao ocultismo. (Foto: Arquivo/Polícia Civil)

Na casa próxima ao local onde a vítima foi enterrada, a polícia encontrou objetos relacionados ao ocultismo. (Foto: Arquivo/Polícia Civil)

O local onde a vítima foi encontrada fica a dez metros de uma residência no distrito de Suassurana, onde estavam dois dos suspeitos do crime. De acordo com o delegado Jerffison Pereira, na casa foram encontrados “livros de magia negra e ocultismo”, um revólver 38 com munição, duas cápsulas de projétil já disparados, o celular da vítima, esculturas de entidades relacionadas a ocultismo, um crânio humano, “além de outros objetos relacionados a rituais satânicos”.

Segundo as informações apuradas pela polícia, os dois presos são praticantes de rituais de magia negra.

Depoimento ‘mentiroso’

Vídeo mostra suspeito de matar homem em ritual de magia negra, diz delegado
Vídeo mostra suspeito de matar homem em ritual de magia negra, diz delegado

Ainda conforme o delegado Jerffison Pereira, colegas da vítima informaram que Jhey de Oliveira havia faltado a aula na sexta-feira para se encontrar com um dos suspeitos do homicídio. “O suspeito deu um depoimento extremamente mentiroso, ele caiu em contradição. Ele disse que não via o Jheyderson desde novembro do ano passado, mas a gente encontrou imagens de uma câmera de segurança que mostra ele saindo com o pai de santo na sexta-feira [18]”, diz.

O delegado aponta ainda que o suspeito foi reconhecido nas imagens pelos próprios pais. “Ele [o suspeito] puxa a perna [resultado de uma deficiência física] e aparece nas imagens usando uma mochila que também estava na casa dele”, detalha o policial civil.