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“Tem muito joio no meio dos evangélicos”, reclama Danilo Gentili

Para humorista, “O verdadeiro evangélico pode fazer a diferença”

          “Tem muito joio no meio dos evangélicos”

No Programa Raul Gil que foi ao ar no sábado (10), o convidado do quadro “Para Quem Você Tira o Chapéu?” foi Danilo Gentili, apresentador do talk show The Noite.

Conhecido por ser o único humorista conservador com programa próprio na televisão brasileira, durante sua participação na atração sabatina ele não fugiu ao seu estilo e fez pesadas críticas a Nicolas Maduro, Fidel Castro e ao “jornalismo moderno”.

Ao tirar o chapéu com a palavra “evangélicos”, Gentili surpreendeu ao contar a parábola de Jesus sobre o joio e o trigo. “Tô tirando o chapéu para a boa semente, mas tem muito joio no meio”, afirmou ele.

“Tiro o chapéu para os evangélicos de verdade, para os pastores de verdade. Tem muito estelionatário. É o pior tipo. Esses eu não sei o que vão falar quando chegarem na frente de Deus”, comentou.

Dialogando com Raul Gil, destacou: “O verdadeiro evangélico, o verdadeiro pastor, ensina que você está na igreja se dar para Deus, não para fazer Deus de escravo e dar coisas para você”.

Para o humorista é a mesma lógica do conhecido 171: “O estelionatário sempre joga com a ambição da vítima. Você quer coisa fácil? Então vem aqui que dou coisa fácil… cai na conversa do estelionatário e fica sem as coisas”.

No telão, era apresentada a palavra “Jesus”. Gentili ele insistiu que sabe como “O verdadeiro evangélico pode fazer a diferença. Quando a igreja é comprometida, quando o pastor é comprometido, faz muita diferença”.

O humorista contou que frequentava a igreja batista na juventude, mas hoje não se considera evangélico. “Eu sou cristão. Acredito que a salvação é individual. Não é uma igreja que vai te salvar, mas eu sei que há muito evangélico sério que é prejudicado por esses estelionatários. Quem está queimando o filme não é o diabo… muitas vezes o inimigo do evangélico é esse que está dentro da igreja é o joio no meio do trigo”, disparou.

Citou vários trabalhos de apoio a comunidade feitos por igrejas sérias e lembrou que existe perseguição acirrada, “muitos evangélicos morrem hoje no mundo por sua fé e a imprensa não fala muito”.

“É um tabu! Geralmente hoje na imprensa o cristão é sempre o vilão”, destacou, lembrando que há muitos que dedicam suas vidas nos campos missionários para levar a Palavra e morrem fazendo isso.

Finalizou dizendo: “Espero que tenha cada vez menos estelionatário nesse meio. Para mim, o pior pecado é usar o nome de Deus para enganar os outros”.Com informações do Gospel Prime

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Ciência

Cientistas criam “híbridos” de homem e ovelha visando cultivar órgãos para transplante

Notícia gera amplo debate na esfera da bioética e acusações sobre “brincar de Deus”.


          Cientistas criam “híbridos” de homem e ovelha

No ano passado, uma equipe de pesquisadores dos EUA produziu “embriões híbridos”, a partir da mistura de células humanas em embriões de porco, gerando o que foi chamado de quimeras interespécies. O nome se refere a criaturas mitológicas resultantes da mistura de diferentes tipos de animais.

A notícia gerou amplo debate na esfera da bioética e acusações que eles estavam “brincando de Deus”. Mesmo assim, voltaram a fazer experimentos, desta vez com ovelha. Segundo os cientistas, o objetivo seria cultivar órgãos para transplantes.

Trata-se de mais um experimento onde partes do corpo humano são cultivadas dentro de animais. Surgiu assim a primeira quimera de “ovelha-humana”, com a introdução de células-tronco humanas em embriões de ovelhas.

O resultado é uma criatura 99% ovelha e 1% humana. Embora os embriões criados em laboratório tenham sido destruídos após 28 dias, esse tipo de pesquisa voltou a criar controvérsias.

O doutor Hiro Nakauchi, da Universidade de Stanford, um dos líderes da equipe, insiste que “O contributo das células humanas até agora é muito pequeno. Não é um animal com rosto humano ou cérebro humano”.

Durante uma apresentação no encontro anual da American Association for the Advancement of Science, no Texas, ele mostrou que apenas uma em cada 10.000 células nos embriões ovinos era humana.

Apontada como uma “nova solução” para as centenas de milhares de pessoas que aguardam por doação de órgãos, a tentativa de criação artificial desse tipo de vida encontra resistências até no meio acadêmico.

O biólogo reprodutivo Pablo Ross, da Universidade da Califórnia, que também colaborou na experiência, explica que as ovelhas têm certos órgãos – como o coração e os pulmões – que são semelhantes aos nossos e seriam do tamanho certo para o implante no corpo humano.

As pesquisas com porcos continuam, lembra Ross, observando que eles têm outros benefícios, incluindo a velocidade de crescimento. Porém, reconhece que essa mistura de elementos nas quimeras gera preocupações. “Se nossos resultados indicarem que as células humanas chegaram ao cérebro do animal, então talvez nunca possamos levar isso adiante”.

O argumento de Ross é que “Todas as abordagens são controversas, e nenhuma delas é perfeita, mas oferecem esperança às pessoas que morrem diariamente”. Para, ele é necessário “explorar todas as alternativas possíveis para fornecer órgãos aos doentes”. Com informações The Guardian

Guerra na Síria

Conflito começou em 2011 e envolve interesses de várias potências mundiais

Síria, uma guerra de interesses

Embora a guerra na Síria esteja ocorrendo desde 2011, só passou a receber uma cobertura mais ampla da mídia agora, que a UNICEF fez denúncias sobre o massacre de crianças, que já deixou cerca de mil delas mortas desde o início do ano.

Um dos motivos pelos quais ela era amplamente ignorada ou subreportada tem a ver com a questão religiosa. A maioria das milícias que lutam contra o governo sírio são islâmicas e recebem apoio de diferentes países muçulmanos, que as sustentam e armam.

O presidente Bashar al-Assad sucedeu seu pai, Hafez, em 2000. Considerado mais fraco politicamente e com o país com um alto nível de desemprego, denúncias de corrupção em larga escala e falta de liberdade política, começaram a surgir movimentos rebeldes, fortemente reprimidos por governo em Damasco.

Primavera Árabe

Nessa mesma época começavam os movimentos pedindo mais liberdade no Oriente Médio, a chamada Primavera Árabe – manifestações populares que derrubaram governos na Líbia e no Egito.

A diferença é que na Síria, Assad ordenou que as forças de segurança abrissem fogo contra os ativistas – matando vários deles. As tensões se elevaram, mais gente saiu às ruas e a violência escalonou. Em julho de 2011, centenas de milhares ocupavam as ruas em todo o país, exigindo a saída do presidente, considerado um ditador.

Os grupos antigoverno começaram a pegar em armas, primeiramente no interior do país. Assad tentou “esmagar” o que chamava de “terrorismo apoiado por estrangeiros” e tentou restaurar o controle do Estado. Porém as milícias rebeldes se fortaleceram, tomando o controle de cidades e vilarejos.

Em meados de 2012, os combates já tomavam à capital, e Aleppo, segunda maior cidade do país.

O aspecto religioso islâmico tinha um peso determinante na guerra que opunha a maioria sunita do país e os xiitas alauítas, ramo ao qual pertence o presidente.

Guerra Santa

Somente em junho de 2013, as Nações Unidas começaram a falar sobre o assunto, quando o saldo de mortos já chegava a 90 mil pessoas. A maioria das milícias são formadas por jihadistas – defensores da “guerra santa” islâmica.

O grupo que mais se destacava era o autointitulado Estado Islâmico da Síria e do Iraque (ISIS na sigla original) e a Frente Nusra, afiliada à al-Qaeda.

Os soldados do ISIS, que decretou um califado em 2014 e controlava cerca de um terço do território sírio, passaram a reunir também jihadistas estrangeiros, vindos da Europa, dos EUA e até da Austrália. Apesar de negar, seu grande apoiador então era a Turquia, que comprava o petróleo vendido por eles por preços abaixo do mercado.

O EI passou a publicar vídeo brutais de execuções e o foco da mídia mundial passou a ser a região controlada pelo grupo, que incluía parte do Iraque, país também fragmentado por guerras internas desde a retirada da maioria das tropas americanas, que invadiram o país em 2003 e causaram a queda do regime de Saddam Hussein.

Enquanto o Estado Islâmico massacrava sobretudo as minorias (cristãos e yazidis), o governo da Síria continuava focado em manter o controle dos arredores de Damasco. Na região controla pelo EI seu maior opositor era o Exército curdo, um grupo étnico que vivia perto da fronteira com o Iraque, onde mantinham um estado semiautônomo.

EUA-Arábia Saudita e Rússia-Irã

Os Estados Unidos, ainda no governo Obama, apoiavam os curdos e a Frente Nusra (considerada por eles ‘moderada’) com armamentos e até bombardeios aéreos.

A Rússia possui grande interesse comercial no petróleo da Síria e também estratégico. Em 2015 já havia transformado o porto de Tartus, no mar Mediterrâneo, em uma base naval. No mesmo ano começou uma campanha aérea, com o fim de “estabilizar” o governo sírio.

A intervenção russa possibilitou vitórias significativas das forças sírias e fortaleceu as investidas do Irã e do Hezbollah, grupo terrorista libanês.

Formaram-se assim alianças com interesses distintos. Os Estados Unidos exigiam que Assad deixasse o poder como condição para a paz. Eles eram apoiados por forças da Arábia Saudita, aliados históricos do ramo islâmico da família que governa a Síria.

Do outro lado, Rússia, Irã e Líbano (Hezbollah) davam cobertura às tropas leias ao governo, dominado sobretudo a região ao sul de Damasco, até as colinas de Golan, na fronteira com Israel.

Os interesses russos são econômicos, enquanto o Irã, país de maioria xiita, e o Líbano possuem afinidade religiosa. Além disso, a Síria serve como um corredor para o envio armamentos de Teerã para o Líbano.

Ninguém investiu nessa guerra mais que os iranianos, calculado em bilhões de dólares, eles gastaram com armamento, tropas, crédito e construção de estruturas militares.

O papel mais ‘obscuro’ nesse processo é o da Turquia. Oficialmente aliado dos EUA, o governo de Erdogan entrou em conflito com as tropas americanas, a quem critica por darem cobertura às forças curdas, que por sua vez sustem os rebeldes do PKK (Partido dos Trabalhadores do Curdistão).

O apoio militar, financeiro e político das potencias estrangeiras para o governo e para a oposição contribuem diretamente para que os enfrentamentos não cessem. Na prática, a Síria se transformou no maior campo do que é chamado “guerra por procuração”.

A chegada de Trump ao governo ainda não alterou significativamente o conflito nem na Síria nem no Iêmen, onde também ocorre essa “guerra por procuração”, opondo EUA-Arábia Saudita e Rússia-Irã.

O saldo desse complexo jogo de interesses resultou no maior conflito armado de nossos dias.

Os números

Apesar de não serem totalmente confiáveis os números, segundo o Centro Sírio para Pesquisa de Políticas, já morreram cerca de 500 mil pessoas, com mais de 5 milhões de sírios deslocados de suas casas ou fugindo para os países vizinhos (Líbano, Jordânia e Turquia) como refugiados. Cerca de 10% desses refugiados têm conseguido abrigo em alguns países da Europa e até no Brasil.

A população da Síria, 23 milhões antes do conflito, hoje está reduzida à metade. Dentre os cerca de 13,5 milhões de habitantes, 6 milhões são crianças.

Segundo a ONU são necessários US$ 3,2 bilhões para prover ajuda humanitária a todos. Cerca de 70% da população não possui acesso a água potável, uma em cada três pessoas não consegue ter alimentação básica diária e um em cada cinco indivíduos vive em extrema pobreza. Com informações  de BBC