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Estátua de “demônio da selfie” irrita cristãos na Espanha

Moradores da região acusam prefeitura de promover “turismo satânico”

Demônio da selfie na Espanha. (Foto: SpainsNews)

A pequena cidade de Segóvia, na Espanha, inaugurou em meados de janeiro a estátua de um demônio. Uma lenda local dia que o antigo aqueduto foi construído pelo Diabo em troca da alma de uma jovem da cidade. Contudo, com suas orações, ela conseguiu derrotá-lo.

Recentemente, o conselho regional encomendou uma estátua do Coisa Ruim ao artista José Antonio Abella, o que gerou intensos debates dos moradores. Uma petição, assinada 12,5 mil católicos contra esta escultura tentava impedir sua instalação. Mas o movimento não obteve sucesso.

Com cerca de um metro e meio de altura, a peça foi colocada em posição “estratégica” tendo o aqueduto construído pelo Império Romano ao fundo. Sobre a mão do demônio é possível colocar seu celular e simular uma selfie com ele, algo rechaçado pela população majoritariamente cristã da região, que acusa a prefeitura de Segóvia de promover “o turismo satânico”. Em especial por causa do título colocado abaixo da imagem. Ele diz, em latim “Segodevs, Aqvaedvcti Artifex”, que traduzido seria “Deus de Segóvia, artífice do aqueduto”.

Abella lamentou as críticas à sua obra. “Estamos no século XXI! É apenas uma caricatura sorridente e amigável do Diabo”, afirmou. Ao mesmo tempo provocou os católicos que fizeram o abaixo-assinado contra ele. Lembrando que a estátua foi instalada ao lado da antiga sede da Inquisição na cidade, disparou: “Parece que os inquisidores nunca terminaram completamente neste país”.

A prefeita Clara Luquero diz que o objetivo não era ofender a sensibilidade religiosa dos habitantes, mas aproveitar-se de uma lenda local para valorizar o patrimônio cultural da cidade.Com informações do Gospel prime

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Deputados do PSL mandam recado a Mourão: “aborto não será legalizado”

Parlamentares afirmam que farão “resistência a estas pautas de esquerda”

Algumas declarações do vice-presidente Hamilton Mourão têm causado mal-estar no PSL. A principal dela parece ter sido sua fala, na semana passada, afirmando ser favorável que sejam ampliadas as possibilidades de interrupção da gravidez.

Trata-se de um discurso na contramão do que defendem os deputados do partido do presidente Jair Bolsonaro, que também se manifestou abertamente contrário sobre o tema na campanha eleitoral.

Nesta terça-feira (5), na abertura dos trabalhos da Câmara, cada deputado teve direito a um minuto de tempo para fazer seu primeiro pronunciamento na tribuna.

O deputado federal Filipe Barros (PSL/PR), que é evangélico e conhecido por seu ativismo pró-vida, fez questão de usar a oportunidade para dar um recado ao general. “Enquanto os deputados do PSL estiverem aqui, o aborto não será legalizado”, assegurou.

“Bolsonaro é contra o aborto e nós somos contra o aborto. A instituição competente para discutir é essa Casa. Não é pelo vice-presidente, não é pelo STF”, destacou, deixando claro que a nova legislatura está ciente das tentativas de Suprem em legislar.

Logo após seu pronunciamento, outros dois deputados do PSL, Chris Tonietto (PSL/RJ) e Leo Mota (PSL/MG) uniram-se a Barros para enfatizar seu rechaço. “Temos uma defesa intransigente em relação à vida, que começa na concepção. Faremos resistência a estas pautas de esquerda”, lembrou a carioca. Com informações do Gospel Prime.

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Padre diz que inferno é um “estado da alma”

Autoridades católicas rejeitam a ideia de inferno como um lugar: “o inferno está dentro do coração, da alma e da mente”
Inferno

Inferno. (Foto: Cortesia MPI)

O padre italiano Athos Turchi, professor de filosofia na Faculdade Teológica da Itália Central, afirmou que o inferno não é um espaço, nem um lugar. “O inferno é o estado da alma que está longe de Deus, no ódio e em contraste com Deus”, disse em entrevista ao Vatican News.

Durante uma discussão sobre o mistério da morte de Cristo, Turchi recordou que no Credo (profissão da fé católica), Jesus foi crucificado e após sua morte, foi sepultado e “desceu à mansão dos mortos”.

“Não desceu ao inferno para ali libertar os condenados, nem para destruir o inferno da condenação, mas para libertar os justos que o haviam precedido”, destacou.

O papa Francisco, por sua vez, disse que “o inferno é estar distante de Deus”. Durante uma missa, em novembro de 2016, mencionou que o inferno não é uma sala de tortura. “Inferno é estar afastado para sempre do Deus que dá a felicidade e do Deus que tanto nos ama”, frisou.

Tanto o padre quanto o papa afirmaram que o conceito de inferno se encaixa melhor no desespero humano que ilustra um “estado” de inferno, que está dentro do coração do homem, da alma e da sua mente. “Não está em algum lugar”.

Sustentando a ideia de que o inferno não é uma forma de condenação, o papa afirmou que, na verdade, “é uma escolha”. Em outra missa, em 2015, Francisco fez uma menção semelhante.

“Você não é mandado para o inferno, é você que vai por escolha própria. O inferno é querer se afastar de Deus, por não querer o amor Dele”.

“O diabo está no inferno porque ele quis. Ele é o único que temos certeza de que está no inferno”, continuou. Mais tarde, na sala de imprensa, ainda revelou que o conceito de inferno como está na Bíblia “não é uma transcrição fiel” e ainda que é “fruto de uma reconstrução”.

“Não podemos amar a Deus se pecamos gravemente contra Ele, contra nosso próximo ou contra nós mesmos. Morrer em pecado mortal sem se arrepender significa ficar separado do Todo-Poderoso, por nossa própria opção”, disse padre Turchi. “A única forma de salvação é estar no amor de Deus, aceitando a Cristo”, concluiu.