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Juízes do Irã estão mandando cristãos para a ‘fábrica de tortura’

Uma organização cristã está pedindo ao Ministério do Tesouro dos EUA que imponha sanções sobre três juízes e sobre a prisão de Evin, no Irã.
FONTE: GUIAME, COM INFORMAÇÕES DO CHRISTIAN POST
Prisão de Evin, a noroeste do Teerã, no Irã. (Foto: Wikimedia Commons)
Prisão de Evin, a noroeste do Teerã, no Irã. (Foto: Wikimedia Commons)

No 40º aniversário da revolução islâmica no Irã, um proeminente grupo de vigilância sobre perseguição religiosa está pedindo ao Ministério do Tesouro dos Estados Unidos que imponha sanções sobre os juízes iranianos que são responsáveis ​​por enviar cristãos para uma prisão conhecida como “fábrica de tortura”.

A ‘International Christian Concern’ (ICC), organização sem fins lucrativos que destaca os direitos humanos e os abusos sobre a liberdade religiosa contra cristãos perseguidos em todo o mundo, apresentou os nomes de três juízes do Tribunal Revolucionário Iraniano e da infame ‘Prisão de Evin‘ para sofrerem punições sob a Lei ‘Global Magnitzky’.

A legislação, sancionada em 2012, permite que o Departamento do Tesouro dos EUA atente contra autores de abusos de direitos humanos ao confiscar bens dos EUA ou ao proibições de viagens.

“A Lei Global Magnitsky é uma peça monumental de legislação bipartidária que fortaleceu a luta pelos direitos humanos em todo o mundo de uma maneira totalmente nova”, disse o diretor de Defesa da ICC, Matias Perttula, em um comunicado. “Esta ferramenta legal permite ao governo dos EUA e à comunidade da sociedade civil visar entidades e indivíduos culpados por oprimir as pessoas e violar os seus direitos humanos concedidos por Deus com toda a força das capacidades de sanções dos Estados Unidos”.

Os juízes recomendados pela ICC para sofrerem as sanções são Mashallah Ahmadzadeh, Mohammed Moghiseh e Ahmad Zargar.

De acordo com a organização cristã, os três juízes que integram a Corte Revolucionária “são responsáveis ​​por condenar os cristãos sob acusações forjadas”. A ICC acusa os juízes de usar o sistema legal do Irã como uma “ferramenta de repressão contra as minorias religiosas”.

“Nos últimos 40 anos, o Irã tem procurado controlar as almas de seus cidadãos através de juízes islâmicos de linha dura e da ameaça de encarceramento na prisão de Evin”, disse Claire Evans, gerente regional da ICC, em um comunicado. “Os cristãos enfrentaram tratamento degradante e desumano por nenhuma outra razão além da fé. No entanto, apesar dessa intensa perseguição, eles firmemente mantiveram sua fé. Em resposta, esses juízes apenas fortaleceram sua determinação de reprimir ainda mais toda a prática do cristianismo ”.

Contexto

No mês passado, foi relatado que dois cristãos iranianos que foram condenados à prisão sob a acusação de “espalhar propaganda contra o regime” receberam ordens de Zargar e outro juiz para renunciarem à sua fé. Os dois cristãos, no entanto, se recusaram a fazê-lo.

O Irã é considerado o nono pior país do mundo no que diz respeito à perseguição de cristãos, de acordo com a Lista sobre perseguição religiosa de 2019 da Missão Portas Abertas (EUA).

Em maio de 2018, o Departamento de Controle de Ativos Estrangeiros do Tesouro Nacional dos EUA sancionou a prisão de Evin e o Ansar-e Hezbollah, um grupo conservador ligado ao governo por “graves violações dos direitos humanos”.

Também foi sancionado o Grupo de Programação Hanista, que é acusado de fornecer tecnologia “que facilita a interrupção, monitoração ou rastreamento de computadores ou redes que poderiam ajudar ou permitir sérios abusos contra os direitos humanos por parte do governo do Irã ou em seu nome”.

“O regime iraniano desvia os recursos nacionais que devem pertencer ao povo para financiar um ostensivo e oneroso aparato de censura e suprimir a liberdade de expressão”, disse o secretário do Tesouro, Steven T. Mnuchin, em um comunicado na época. “Aqueles que falam contra a má administração e corrupção do regime estão sujeitos a abuso e maus-tratos nas prisões do Irã”.

O regime iraniano rejeitou regularmente alegações de violações dos direitos humanos na prisão de Evin.

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Primeiro ‘gênero neutro’ dos EUA volta a ser homem: “A ideologia de gênero é uma fraude”

Jamie Shupe foi a primeira pessoa a ser legalmente reconhecida como gênero não-binário nos Estados Unidos.
FONTE: GUIAME,
Jamie Shupe deixou o gênero não-binário e voltou ao sexo masculino de nascimento. (Foto: Natalie Behring/The Guardian/Jamie Shupe)Jamie Shupe deixou o gênero não-binário e voltou ao sexo masculino de nascimento. (Foto: Natalie Behring/The Guardian/Jamie Shupe)

A primeira pessoa a ser legalmente reconhecida como gênero não-binário nos Estados Unidos voltou a ser do sexo masculino. Jamie Shupe conquistou em 2016 o direito de ser parte do “terceiro gênero”, que não se identifica como homem nem mulher.

Em um anúncio feito em seu blog, no entanto, Shupe falou sobre seu arrependimento. “A ideologia de gênero é uma fraude perpetrada pela psiquiatria, algo que os EUA e outras nações não experimentaram desde a era da lobotomia. Como resultado, voltei ao meu sexo de nascimento masculino”, afirmou.

Junto com a declaração, Shupe publicou uma foto de sua nova carteira de motorista mostrando seu gênero como masculino.

Em 2016, a juíza Amy Holmes Hehn, do condado de Multnomah, em Oregon, concedeu sua petição para ser reconhecido como não-binário e assumir o pronome “they”, que na língua inglesa é neutro e não identifica o gênero.

Mas com o passar dos anos, Shupe entrou em conflito com sua verdadeira identidade. “Minha mudança histórica de mudança de sexo para não-binário foi uma fraude baseada na pseudociência da ideologia de gênero. Eu sou e sempre fui homem”, destacou.

“No meu casamento de mais de trinta anos, sou o marido. Para minha filha, eu sou o pai dela. Não me identifico mais como uma pessoa transgênero ou não-binária e renuncio a todos os vínculos com o transgenerismo”, acrescentou, se referindo a sua esposa, Sandy Shupe.

Ele ainda deixou claro que não fará parte do movimento que promove “ideologias de gênero prejudiciais que estão arruinando vidas, causando mortes e contribuindo para a esterilização e mutilação de crianças confusas por causa do gênero”.

Shupe também expressou apoio à atuação do presidente dos EUA, Donald Trump, em relação às questões de gênero. Em janeiro, entrou em vigor a lei que proíbe pessoas transgênero a trabalhar no Exército americano.

Trump ainda afirmou, em outubro de 2018, que pretende restringir a definição de gênero para uma condição biológica e imutável determinada pelos genitais no nascimento.

Shupe disse que, nos próximos dias, irá tomar novas medidas formais para restaurar seu sexo de nascimento para masculino.

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Pastores discutem validade do “altar” e do apelo para “aceitar Jesus”

“Não somos salvos porque levantamos a mão e caminhamos até o altar, somos salvos quando realmente cremos que Jesus é a nossa provisão”

Todd Wagner e Jonathan Leeman. (Foto: Reprodução / Youtube)

Pastores continuam debatendo sobre o fenômeno “altar santo”. Eles questionam se o altar é realmente bíblico ou não. Todd Wagner, pastor sênior da Watermark Community Church, em Dallas, no Texas (EUA), acredita que manter um “altar” na igreja embora não seja “antibíblico” também não encoraja a ideia de que ele seja obrigatório.

Para muitos teólogos, esse “ritual” de aceitar a Cristo diante do altar da igreja pode levar muitas pessoas a uma falsa conversão. “Aqueles que respondem espontaneamente, indo até a frente, em resposta à oração para receber Jesus Cristo como Salvador, podem fazer isso por emoção e não por convicção”, explica Todd.

“Eu não estou dizendo que é errado você receber a Cristo no altar”, continuou. O pastor reforça que, hoje em dia, muitos consideram que os novos convertidos são aqueles que levantam a mão e se manifestam publicamente.

Para Jonathan Leeman, que é diretor editorial do ministério 9Marks, chamar as pessoas até o altar não é errado, porém, ele acredita que “produz mais mal do que bem para as igrejas ocidentais”.

Sobre o apelo

“O apelo do altar depende dos poderes da emoção, da persuasão retórica e da pressão social para induzir as pessoas a tomar uma decisão precipitada e prematura. Isso não é o mesmo que fazer discípulos”, argumentou Leeman.

Todd e Leeman pensam da mesma forma, que “os apelos do altar se originaram do movimento de reavivamento, há pouco mais de um século”. Entre os evangelistas famosos que empregaram as chamadas ao altar estão Dwight Moody e Billy Graham.

Geralmente, eles convidam as pessoas a se apresentarem depois de um sermão para fazer uma confissão pública de fé. O pregador Charles Finney, que contribuiu para o Segundo Grande Despertar – movimento de revivificação religiosa dos EUA, ficou conhecido por “usar táticas manipuladoras a fim de forçar uma resposta por parte dos ouvintes”, apontou Todd.

Quando muitos se levantam é um sinal de que a pregação “foi um sucesso”. Mas a emoção das pessoas não deveria servir de referencial para questões espirituais. Não é pelo argumento humano que se converte, mas através da ação do Espírito Santo.

A fé não deve se basear na sabedoria humana

Paulo disse em 1 Coríntios 2.1: “Eu mesmo, irmãos, quando estive entre vocês, não fui com discurso eloquente nem com muita sabedoria para lhes proclamar o mistério de Deus”. O apóstolo Paulo deixou claro que a fé deveria se basear no poder de Deus. “Esse poder é que deve encaminhar as pessoas até o altar. Mas há pastores manipulando as pessoas emocionalmente, como se elas estivessem ‘fechando um negócio’. Mas esse não é o acordo de Deus”, esclareceu Todd.

Já para David Guzik, pastor e professor na igreja Capela do Calvário, as chamadas ao altar são apropriadas. “É justo pedir por uma decisão. Jesus chamou seus discípulos para segui-lo. Discípulos são aprendizes e não convertidos”, opinou.

Depois lembrou que “o momento da conversão de Pedro foi quando ele confessou que Jesus era o Cristo e não quando começou a seguir Jesus”. “Quem converte é o Espírito Santo, nós devemos fazer o chamado e ensinar tudo o que Ele ordenou”, disse Guzik.

Todd finalizou fazendo mais uma observação: “Quando Pedro pregou em Atos 2, ele simplesmente expôs a mensagem do Evangelho. Quando as pessoas perguntaram o que fazer para serem salvas, ele disse que deveriam confessar com suas bocas que Jesus é o Senhor e crer em seus corações que Deus os ressuscitaria dos mortos”.

“Nós não somos salvos porque levantamos a mão e caminhamos até o altar. Somos salvos quando cremos sinceramente que Jesus é a nossa provisão, salvação e solução para que os nossos pecados sejam perdoados”, concluiu Todd.