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Igreja está “ferida por seu pecado”, diz Papa Francisco

Papa Francisco preocupado
Papa Francisco preocupado

O papa admitiu, neste sábado (26), que a Igreja católica está “ferida por seu pecado”, em uma mensagem à comunidade religiosa reunida no Panamá, antes de uma crucial reunião de bispos convocada por Francisco para tratar dos escândalos por abusos sexuais e seu acobertamento.

No penúltimo dos cinco dias da Jornada Mundial da Juventude (JMJ), o líder do Vaticano celebrou uma missa na catedral Santa María La Antigua, na qual alertou para um “cansaço da esperança”

Esse cansaço “nasce ao constatar uma Igreja ferida por seu pecado e que tantas vezes não soube escutar tantos gritos”, declarou o pontífice argentino, de 82 anos.

Francisco fez este chamado quando o Vaticano se prepara para receber uma reunião de bispos que tratará do tema dos abusos sexuais, que abalou a credibilidade da instituição milenar.

O porta-voz da Santa Sede, Alessandro Gisotti, expressou nesta sexta que o papa espera sair deste encontro – que ocorrerá de 21 a 24 de fevereiro no Vaticano – com “medidas concretas” para combater este flagelo.

“Será uma ocasião sem precedentes para enfrentar (…) o problema e encontrar realmente medidas concretas para que quando os bispos voltem de Roma para suas dioceses, possam enfrentar esta praga, esta praga terrível”, declarou o diretor interino do gabinete de imprensa da Santa Sede, Alessandro Gisotti.

Após a missa, a agenda do papa continua com uma visita ao Seminário Mayor de San José, uma oportunidade para falar sobre a crise de vocação do sacerdócio.

Durante a cerimônia eclesiástica, Francisco também se referiu a um “cansaço paralizante” que levou a Igreja católica – religião com maior número de fiéis na América Latina – a não saber “como reagir diante da intensidade e da perplexidade das mudanças que estamos atravessando como sociedade”.

A situação colocou “em dúvida, em muitos casos, a própria viabilidade da vida religiosa no mundo de hoje”, reconheceu o pontífice.

De acordo com o Vaticano, havia 414.969 padres católicos no mundo no fim de 2016, segundo dados do Vaticano, enquanto em 2015 eram 415.656, e em 2014, 415.792.

A tendência é parecida entre os seminaristas, com 116.160 em 2016, frente a 116.843 de 2015.

Fonte: Isto É
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Pastor é atacado pelas costas com facão durante culto

  

Facão
Facão

O pastor José Carlos da Silva, de 53 anos, da igreja evangélica Nova Aliança, foi atingido com três golpes nas costas durante o culto, por um rapaz de 19 anos preso na noite desse sábado (26), de acordo com a Polícia Militar.

Segundo a PM, Dionatan Fernando de Sousa estava transtornado porque a mãe tinha falecido recentemente e procurou a Igreja Nova Aliança para pedir oração.

Quando os pastores faziam oração durante o culto, Dionatan se levantou e, segundo testemunhas disseram à polícia, ele pegou o facão que estava na cintura e partiu para cima do pastor

A vítima foi socorrida pelas pessoas que estavam no local e levada ao hospital para atendimento. As lesões não foram graves.

Depois disso, ele deixou o local. No boletim de ocorrência da Polícia Militar, depois de esfaquear o pastor, Dionatan voltou à igreja, ameaçou os fieis e saiu, novamente.

Um dos frequentadores da igreja disse à polícia que viu o suspeito entrando no pátio de um lava-jato perto do templo.

A polícia então foi local e prendeu o suspeito, que não reagiu e ainda informou onde estava o facão usado no crime. O facão estava escondido atrás de um sofá.

Fonte: G1

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“Haverá duas civilizações: uma cristã e uma mista islâmica”, afirma Viktor Orban

Primeiro-ministro também elogiou Bolsonaro: “definição mais adequada da democracia cristã moderna
Viktor Orban
Viktor Orban. ( AFP/Getty Images )

Viktor Orban, primeiro-ministro da Hungria, afirmou que “haverá duas civilizações na Europa”, que seriam definidas pelas políticas migratórias. Durante coletiva de imprensa em Budapeste, o líder conservador previu que seriam duas civilizações, “uma muçulmana mista no Ocidente e uma cristã tradicional na Europa Central”.

Pediu ainda que as “forças anti-imigração” tomassem o poder nas eleições europeias que ocorrem em maio e anunciou que “combateria” o presidente francês Emmanuel Macron, a quem acusa de liderar uma “agenda pró-imigração”. Elogiou ainda a “primavera européia” que ele atribui ao vice-primeiro ministro italiano Matteo Salvini, que desafiou abertamente o “eixo franco-alemão”.

Chamando Salvini de seu “herói”, depois que o líder italiano disse que haveria um “novo plano para o Parlamento Europeu”, que uniria forças direita e tinha “grandes esperanças” de cooperação com a Itália e a Polônia.

Além de reclamar da postura da Alemanha, que tenta influenciar o outros países a afrouxarem as regras de imigração, denunciou “a mídia” por atacá-lo, muitas vezes de forma brutal, exercendo pressão para que as fronteiras permaneçam abertas.

Em outro momento, elogiou Jair Bolsonaro, com quem esteve na posse dia 1º de janeiro. “A definição mais adequada da democracia cristã moderna pode ser encontrada no Brasil, não na Europa”. Orban destacou ainda que possui pontos de vista semelhantes aos do presidente do Brasil, o que “aproximou atores políticos com a mesma mentalidade, mesmo que eles vivam em continentes diferentes”.