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Cardeal alerta: “Só a falsa religião permite o aborto”

Líder católico mandou recado para liberais dentro da Igreja

Raymond Burke
Cardeal Raymond Burke falando em conferência. (Foto: RTE)

O cardeal norte-americano Raymond Burke participou de uma reunião com líderes pró-vida de várias partes do mundo. Apesar de ser um assunto espinhoso para alguns setores dentro da Igreja Católica, ele defendeu a antiga doutrina do “reinado social de Cristo”.

Durante o “Fórum da Vida”, em Roma, Burke respondeu ao questionamento sobre os “limites da liberdade religiosa” e “se as falsas expressões da religião podem e devem ser suprimidas para a preservação do bem comum”.

A resposta do purpurado poder ser percebida como um recado aos segmentos mais liberais dentro da Igreja Católica. “Liberdade religiosa não é o mesmo que ter a liberdade de praticar uma religião que é falsa ou uma religião que contradiz a lei de Deus”, lembrou o cardeal.

“Uma religião que permitiria o assassinato de crianças ou que permite qualquer outro tipo de mal intrínseco não é verdadeira”, assegurou Burke, sem falar de outras manifestações além do cristianismo. “Por isso a realidade do senhorio de Cristo é tão importante. Quando compreendemos a realidade divina de Cristo, definiremos a liberdade religiosa de uma forma que pode evitar todas as falsas manifestações dentro da Igreja”.

O apelo do cardeal conservador, que esteve envolvido em disputas doutrinárias com o próprio papa recentemente, é para que os cristãos não de deixem corromper, devendo manter a tradição de proteger a vida, a definição do que significa ser ‘homem’ e ‘mulher’, além dos conceitos tradicionais de casamento e de família.

“Não se deixem levar pela consciência, pois ela é falsamente entendida hoje em dia, formada por pensamentos e desejos do indivíduo, mas devia ser purificada e entrar em conformidade com a lei e o amor de Deus”, asseverou. Afinal, essa é a percepção histórica do que significa submeter-se ao senhor de Cristo. Com informações Life Site News

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Padres pedem perdão pela missa por “Lula Livre”

“Nota de reparação” também foi assinada pelo arcebispo de Aparecida

Após a missa das 15 horas realizada neste domingo (20) na Basílica de Nossa Senhora Aparecida, ter sido utilizada como símbolo da romaria dos militantes do PT, convocada pela senadora Gleisi Hoffmann, a liderança do maior templo católico do país, pediu perdão.

Com palavras de ordem pedindo a libertação do ex-presidente e uma oração em favor de sua libertação, a celebração do Pentecostes recebeu duras críticas por parte dos fiéis nas redes sociais, que chamavam de “missa por Lula Livre”. Havia uma campanha, inclusive, para que as pessoas ligassem para o santuário e registrassem sua insatisfação e dessem nota baixa na página oficial do Santuário no Facebook.

A ligação do Partido dos Trabalhadores com movimentos dentro da Igreja Católica é bastante antiga e bem conhecida. Porém, o pedido público de “verdadeira justiça” e para que Lula retomasse o poder no país entram em conflito com a campanha pela “ética na política” que vem sendo promovida pela Igreja. Afinal, o líder petista foi condenado em duas instâncias por corrupção e deverá cumprir uma pena de 12 anos.

Através de seu perfil oficial nas redes sociais, nesta quarta-feira, finalmente foi dada uma resposta. Em “Nota de Reparação”, assinada pelo Arcebispo Dom Orlando Brandes, e pelos padres João Batista de Almeida e José Inácio de Medeiros, os religiosos pedem perdão aos fiéis e manifestam seu “profundo pesar” pelo ocorrido.

“Manifestamos nosso profundo pesar pelo desapontamento que causamos a todos. Pedimos perdão pela dor que geramos à Mãe Igreja, aos fiéis e às pessoas de boa vontade”, diz o texto. Os líderes católicos reiteram que, em sua ação pastoral, “não defendemos uma posição político-partidária, que é contrária ao Evangelho”.

Em especial, o padre João Batista, que é reitor do maior templo católico do Brasil, fez um mea culpa: “manifesto meu pesar e peço o perdão de todos que se sentiram ofendidos pela maneira como conduzi a celebração da missa das 14 horas, do último dia 20 de maio”.

O texto pode ser lido na íntegra AQUI

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Estudo mostra que evangélicos divergem sobre “dízimo”

Alguns acreditam que doações para caridade são uma forma de dizimar

DízimoFiel ofertando durante culto. (Foto: Ilustração)

Uma pesquisa recente da LifeWay Research, focada em questões de fé, mostra que as opiniões dos evangélicos variam muito sobre o dízimo. Mais da metade (54%) afirma que dão pelo menos 10% de sua renda. Porém, a maneira como veem e entregam esse dinheiro varia muito.

Entre os que contribuem, 20% o fazem com regularidade, 17% não são fiéis todos os meses e 8% dizem que não tem como dizimar por conta da baixa renda.

O levantamento foi feito junto a 1.010 evangélicos americanos e 1.000 pastores. Os fiéis mais propensos a dizimar são aqueles que frequentam os cultos no mínimo uma vez por semana (57%), um terço (35%) daqueles que comparecem uma vez por mês dizem que não são consistentes nas doações.

Embora 98% dos dizimistas afirma que entendem o princípio bíblico, quase metade (48%) acredita que tem o mesmo valor se o dinheiro for dado a um ministério cristão que não a sua igreja e 35% diz que os dízimos podem ser dados em qualquer igreja. 34% veem que é igualmente válido dar o montante para uma pessoa que esteja passando por necessidades.

Curiosamente, 18% dizem que doações para uma instituição de caridade não religiosa pode ser vista como parte de seu dízimo.

Diante da pergunta “Dízimo é um mandamento bíblico que continua válido hoje?”, 83% dos evangélicos concordaram, 8% discordam e 10% não têm certeza. Já entre os pastores, 72% respondeu que “sim” e 25% que “não. Os demais 3% dizem não saber.

  Sermões sobre o tema são comuns

Como parte do estudo, a LifeWay perguntou aos pastores quantas vezes eles falam sobre o dízimo.

Dois terços dizem que pregaram sobre o dízimo pelo menos uma vez no ano passado e um terço diz que falou sobre o tema nos sermões nos últimos seis meses.

Vinte por cento diz que nunca fez do dízimo o “foco principal” de um sermão.

“Tanto os pastores quanto os fiéis veem a doação como uma parte vital de sua fé”, disse Scott McConnell, diretor-executivo da LifeWay Research. “Embora nem sempre concordam em quanto um frequentador de igreja deveria dar, a maioria parece ver 10% como um valor mínimo”.