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Em muitas igrejas o culto é um verdadeiro circo — ops! — teatro

 

Por Ciro Sanches Zibordi | Colunista Convidado do The Christian Post

Na pregação hodierna – cada vez mais interativa e pouco expositiva -, o comportamento dos pregadores e a reação do público se parecem muito com o teatro de bonecos. O manipulador, nessa modalidade teatral, é aquele que dá vida e expressão aos bonecos nos seus mais variados formatos. Nos grandes congressos evangélicos, a diferença é que o manipulador é chamado de pregador, e o objeto de sua manipulação são multidões incautas.

  • Ciro

Conheçamos alguns tipos de crentes que se deixam manipular:

CRENTE MARIONETE. Marionetes são os mais elaborados bonecos entre os vários tipos usados no teatro. Geralmente, são construídos com madeira, com articulações nos pulsos, cotovelos, ombros, cintura, quadris, joelhos e, ocasionalmente, pescoço e tornozelos. Uma marionete padrão é movimentada através de uma série de nove fios que obedece à seguinte distribuição: um para cada braço, um para cada perna, dois para a cabeça, um para cada ombro e um para as costas. Os fios de sustentação da marionete são ligados a um controle central de madeira em forma de cruz que é movimentado por uma única mão do manipulador.

Os pregadores manipuladores também têm os seus “fios”, isto é, os seus clichês, as suas frases de efeito, para mecanizar o culto e manipular o povo, afastando-o da Palavra de Deus e do Deus da Palavra: “Quem nasceu para vencer levante a mão”, “Aperte a mão do seu irmão até que ele diga ‘aleluia’”, “Tire o pé do chããão”, etc. Mas veja que curioso! Na manipulação de marionetes há uma cruz na mão do manipulador! E, na pregação moderna, não existe mais cruz! Além disso, o pregador não está mais na mão do Senhor, o Controlador de todas as coisas!

CRENTE FANTOCHE. A montagem do fantoche é feita numa luva, calçada na mão do manipulador, que dá movimento ao boneco. Ele tem tamanho e gestos limitados às dimensões e possibilidades gestuais do operador. A sua construção é relativamente simples: cabeça e mãos são feitas geralmente de material resistente, como madeira, unidas entre si por uma roupa folgada de tecido aberta atrás, por onde é introduzida a mão do manipulador.

Pregadores manipuladores costumam ter facilidade para enganar crentes fantoches, que costumam ser “cabeça dura”, por não frequentarem a Escola Bíblica Dominical e os cultos ensino da Palavra, além de fazerem “corpo mole” para a obra de Deus. Esses crentes não têm firmeza e vivem atrás de movimentos. Quando ficam diante de um manipulador, comportam-se como se estivessem hipnotizados e obedecem a todas as suas ordens…

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Certos milagreiros, à semelhança dos manipuladores de fantoches, que introduzem a mão no interior do boneco, têm conseguido tocar na alma de crentes desavisados, fazendo-os ter sentimentos nunca antes experimentados! Alguns, ao ouvirem esses “pregadores”, caem ao chão anestesiados, riem sem parar, rugem, latem, unem as mãos e não conseguem mais separá-las, etc. E assim caminha o teatro, ops!, o culto “evangélico”, sem pregação expositiva da Palavra de Deus e muita hipnose, considerada hoje uma grande manifestação do Espírito!

CRENTE MAMULENGO. Mamulengo é uma corruptela de “mão molenga” e alude a um tipo de boneco comum nos teatros do Nordeste do Brasil. O manipulador – ou mamulengueiro – emprega um tom bastante crítico nos diálogos e improvisa bastante, ao fazer piadas de humor pesado, que ridicularizam fatos ou pessoas da comunidade.

Não é difícil de identificar os mamulengueiros e os mamulengos no meio “evangélico”. Ambos, ignorando o evangelho cristocêntrico, valorizam as pregações e as canções revanchistas, ridicularizadoras, zombeteiras, pelas quais se tripudia dos inimigos, que não são as hostes do mal, o mundo ou a carne. Os seus inimigos são os seus vizinhos, patrões, colegas de trabalho e irmãos que os viram na prova e os não ajudaram, e agora são hostilizados “entre a plateia” por aqueles que estão no palco…

CRENTE JÔRURI. Comum nos teatros de bonecos do Japão, o jôruri adquiriu grande requinte a partir do século XVIII, com movimento de olhos e articulação dos dedos. Mas a sua movimentação não é fácil. São necessários três manipuladores: o mestre, vestido com traje cerimonial, responsável pela cabeça e o braço direito, e dois manipuladores assistentes, vestidos de preto e com um capuz cobrindo o rosto.

O crente jôruri geralmente é classe média alta e catedrático. Não é fácil manipulá-lo. Clichês de autoajuda como “Ouse sonhar” não funcionam com ele. Ele é muito racional e submete tudo ao teste da lógica. Para convencê-lo, é preciso um manipulador-mestre – capaz de mexer com a sua cabeça e com a sua mão direita, induzindo-o a colocá-la no bolso!

Um dos mais famosos manipuladores de crente jôruri da atualidade tem nome e sobrenome estrangeiros e é conhecido como o homem mais sábio do mundo. Não há rico e intelectual que resista aos seus argumentos! Dizem que ele, quando usa a “sua sabedoria” e conta com a ajuda de seus assessores (bispos e apóstolos brasileiros), consegue arrecadar dinheiro até para comprar jatinhos!

Fazer o quê? Na falta de exposição da Palavra de Deus, sobram as representações teatrais. E aumenta cada vez mais o número de manipuladores e manipulados nesse grande circo, ops!, grande teatro que se tornou o culto “evangélico” nesses tempos pós-modernos.

Ciro Sanches Zibordi é pastor, escritor, articulista, palestrante em escolas bíblicas. Autor dos best-sellers “Erros que os pregadores devem evitar” e “Erros que os adoradores devem evitar”das obras, além de “Mais erros que os pregadores devem evitar”, “Evangelhos que Paulo jamais pregaria”, “Adolescentes S/A”, “Perguntas intrigantes que os jovens costumam fazer” e “Teologia Sistemática Pentecostal”. Acesse este link para obter maiores informações sobre os livros.

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Bono se compara a Jesus em discurso

 

“Eu sou uma forma insuportável e arrogante de Jesus”, disse o vocalista da banda U2

Por Giana Guterres | Correspondente do The Christian Post

Bono Vox, da banda U2, fez um discurso contra a pobreza durante evento realizado nos Estados Unidos. Em suas declarações, o astro de rock irlandês fez uma comparação entre Jesus e ele mesmo. Conhecido por defender causas sociais, o cantor já recebeu diversos prêmios.

  • Bono Vox

    (Foto: Reuters/ Stefano Rellandini)

    Bono Vox, vocalista da banda U2

 

“Eu sou uma forma insuportável e arrogante de Jesus”, disse Bono ao se comparar a Jesus. Em seu discurso, ele disse acreditar que a pobreza extrema em todo mundo poderá acabar até o ano de 2030, com o apoio de recursos tecnológicos. As declarações do músico foram feitas durante o congresso TED – Tecnologia, Entretenimento e Design. O evento acontece no sul da Califórnia.

A apresentação de Bono Vox teve duração de 18 minutos. Segundo informou o G1, o vocalista disse que com o apoio da tecnologia e dos avanços médicos, mais enfermos com AIDS recebem atendimento e as mortes causadas por malária têm diminuído. Ele ainda discursou que a taxa de pobreza continua alta, porém, se seguir no mesmo ritmo deve ser vencida nas próximas duas décadas.

Bono Vox é o nome artístico de Paul David Hewson, 52 anos. Ele é o vocalista principal da banda de rock irlandesa U2. Compositor da maioria das músicas, suas letras são marcadas por temas religiosos – onde várias canções trazem citações bíblicas -, sociais e políticos. Em 2010, durante uma turnê a banda surpreendeu ao tocar “Amazing Grace”, um dos hinos cristãos mais famosos.

O artista é conhecido por defender causas humanitárias e já foi um dos nomeados para o prêmio Nobel da Paz. Bono foi um dos primeiros agraciados com o Prêmio TED, no ano de 2005. O dinheiro do prêmio, 100 mil dólares, foi gasto com doações na luta contra a pobreza extrema.

Com início há 28 anos, a conferência TED reúne diversas personalidades, como cientistas, políticos, empresários e músicos. O objetivo é que os convidados especiais de cada edição falem por 18 minutos o seu propósito na vida.

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Irmãs acusam pastor evangélico de abuso sexual

SEXTA-FEIRA, 1 DE MARÇO DE 2013

 

GCN NEWS

Duas irmãs de 12 e 15 anos, moradoras do Jardim Higienópolis, acusam um pastor de abuso sexual. O caso foi denunciado na tarde desta segunda-feira na DDM (Delegacia de Defesa da Mulher) de Franca. Segundo as menores, o pastor se chamaria José Elias e seria o responsável pela Igreja Evangélica Paz no Vale, no Jardim Redentor. Os ataques teriam começado há nove meses. A primeira a sofrer os abusos seria a menina de 12 anos. “A primeira vez que ele fez isso, a gente estava na casa dele com um grupo de jovens. Ele começou as orações e me pediu para ir para o quarto. Lá, ele fez essas coisas comigo. Disse que estava me libertando e pediu para não falar para ninguém porque se não Deus iria se voltar contra mim”, conta a menor. (Ouça na íntegra este relato. Clique aqui).

Os supostos abusos só foram descobertos porque na última sexta-feira o pastor teria resolvido atacar a irmã mais velha, de 15 anos. “Ele foi almoçar em casa. Depois, quando eu e a minha mulher estávamos saindo para o trabalho, perguntou se podia ficar mais um pouco para benzer a casa. Eu deixei. Não imaginei que ele fosse fazer o que fez”, disse o pai das meninas.

Segundo o relato da garota de 15 anos, assim que seus pais saíram, José Elias a teria levado até um quarto, onde teria praticado os abusos. “Ela conta que ele acariciou seus seios, passou a mão e introduziu o dedo em sua vagina e no seu ânus”, disse a delegada Graciela Ambrósio, responsável pelas investigações.

Com medo e vergonha, a irmã mais velha se recusou a voltar à igreja, o que despertou a desconfiança de seu pai. “Eu estranhei e comecei a perguntar. No começo ela disse que não era nada. Como insisti, hoje [ontem] na hora do almoço, ela chorou muito e me contou o que aconteceu”, disse o pai.

Ele resolveu também questionar sua filha mais nova, que, para seu desespero, disse que vinha sofrendo abusos há nove meses. “Perdi o chão. Fiquei louco. Minha vontade era matá-lo, mas pensei na minha família e vim denunciar.”

A delegada Graciela Ambrósio disse que os relatos das vítimas são muito contundentes. “Elas narram praticamente as mesmas coisas.

Segundo a delegada, para convencer as vítimas a consentirem o abuso, José Elias dizia que as jovens precisavam ser purificadas. “Ele as convencia de que elas precisavam passar pelo processo de libertação do espírito da sensualidade e de demônios. Então, dizia estar com o Espírito Santo e ungia as partes íntimas delas. Aproveitava para passar a mão nos seios e introduzir seus dedos na vagina e no ânus”, disse Graciela. A delegada informou que as vítimas disseram que não houve relação sexual com penetração.

Segundo a delegada, os ataques aconteciam na residência das vítimas e na casa do pastor. “Ele era tido pela família como alguém de confiança, por isso os pais permitiam que as meninas fossem à casa dele e que ele as visitasse em casa.”

INVESTIGAÇÕES

A delegada acredita que o número de possíveis vítimas do pastor possa ser muito maior. “Pelo que já colhemos de depoimentos, pelo menos, mais duas meninas teriam sido abusadas. Inclusive, há testemunha que presenciou os fatos. Também já tivemos notícias de outras meninas com as quais ele agia da mesma forma. Estamos investigando e vamos ouvir todos os envolvidos.”

Ontem mesmo a delegada já tinha iniciado as investigações e ouvido uma testemunha. No final da tarde de ontem, ela apresentaria à Justiça o pedido de prisão preventiva do acusado. “Esse é um caso sério, preocupante. Temos que agir.”

Graciela informou ainda que o pastor deve responder por dois crimes: estupro (para as vítimas menores de 13 anos) e posse sexual mediante fraude (para as maiores de 13 anos).

O pastor, segundo as vítimas, teria cerca de 50 anos, seria casado e teria uma filha de 17 anos. Sua mulher e esta filha viveriam em Itaú de Minas (MG), onde existiria outra filial da igreja. José Elias se dividia entre a unidade de Franca e a mineira. Ele teria aberto a igreja no Redentor há cerca de um ano. O templo era frequentado por cerca de 100 fiéis, a grande maioria jovens. Ontem a reportagem esteve no local, que está fechado. Não há sequer uma indicação de que no prédio funcionaria uma igreja. Vizinhos disseram que os cultos ocorriam sempre depois das 19 horas e que a última movimentação foi no domingo.

A reportagem também tentou entrar em contato com José Elias por meio de um número celular informado por fiéis, mas ninguém atendeu ao telefone.

Ouça: Mãe chora ao saber que filhas foram estupradas: ‘A gente confiava nele’

Dai que quando um irmão evangélico quer conversar sobre padres pedófilos, eu digo logo: A única diferença é que quando isto acontece na igreja católica se pode processar a ICAR por uma fortuna, o que gera grande publicidade, enquanto que por aqui não se tem para onde correr… Chato de ouvir, não é? Mas é a mais pura verdade.

Dica do Jefferson Carvalho

Genizah

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