Categorias
Cultos

Outra grande heresia do neopentecostalismo: O Humanismo Cósmico na Igreja

Existe uma tendência natural no meio evangélico de erroneamente chamar as disciplinas como política, economia, biologia, leis, filosofia entre outras de “disciplinas seculares”, como se houvesse alguma coisa do tipo sagrado e secular. Esta dicotomia é rejeitada por pensadores cristãos como Darrow L. Miller, como ele mesmo explica:
“… os cristãos caíram na antiga dicotomia grega dividindo o universo em um reino espiritual, que foi considerado sagrado, e o físico, visto como profano. A fé, a teologia, a ética, as missões, a vida devocional, e evangelismo foram colocados no reino espiritual e considerado de primeira importância. A razão, ciência, negócios, política, artes, música e atender às necessidades físicas das pessoas ocupam o reino físico de menor importância.”[1].
Dietrich Bonhoeffer escreveu:
“Não existem duas realidades, mas apenas uma realidade, e essa é a realidade de Deus, a qual tornou-se manifesta em Cristo, na realidade do mundo.”[2].
David A. Nobel refuta de forma interessante esta dicotomia dizendo:
“A partir da perspectiva cristã bíblica, as dez disciplinas abordadas neste texto refletem vários aspectos de Deus e Sua ordem criativa ou redentora. Deus criou a humanidade com as dimensões teológica, filosófica, ética, biológica, etc. Nós vivemos, nos movemos e temos nosso ser (nossa própria essência e existência) dentro e através destas categorias. Por quê? Porque essa é a maneira que Deus nos criou.”[3]. 
Portanto, é preciso entender que não há na Bíblia base para dicotomias deste tipo.
A pergunta que o leitor pode fazer é: “Que diferença isto faz em minha vida?” Na realidade, faz toda a diferença, pois dependendo da sua cosmovisão (visão do mundo), estará vivendo de acordo com a Palavra de Deus ou em desobediência a ela. É muito comum no meio cristão as pessoas se referirem às suas profissões como seculares e pressuporem que o ofício pastoral ou missionário seja sagrado. Como já vimos acima, este pensamento é contrário à Escritura.
Como bem explicou Aderi Souza de Matos em seu artigo O SACERDÓCIO UNIVERSAL DOS FIÉIS:
 “Dentre os princípios fundamentais defendidos pelos reformadores do século XVI, está o “Sacerdócio Universal dos Fiéis” ou “Sacerdócio de Todos os Crentes”. Os outros princípios, dos quais este decorre, são as Escrituras como norma suprema de fé e vida e a salvação pela graça mediante a fé, alicerçada na obra redentora de Jesus Cristo.”[4]. 
O sacerdócio universal ou o sacerdócio de todos os crentes é uma doutrina cristã que afirma que todos os cristãos compartilham um sacerdócio comum, independentemente de serem ou não ministros religiosos. Aderi Souza de Matos esclarece ainda:
“Todos os crentes partilham desse sacerdócio: isso se expressa principalmente nas áreas da adoração, serviço e testemunho. 1 Pedro 2.5: “Também vós mesmos, como pedras que vivem, sois edificados casa espiritual para serdes sacerdócio santo, a fim de oferecerdes sacrifícios espirituais, agradáveis a Deus por intermédio de Jesus Cristo”. 1 Pedro 2.9: “Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz”. O Apocalipse destaca o aspecto governamental desse sacerdócio: “Àquele que nos ama, e pelo seu sangue nos libertou dos nossos pecados, e nos constituiu reino, sacerdotes para o seu Deus e Pai…” (1.5-6); “Digno és de tomar o livro e de abrir-lhe os selos, porque foste morto e com o teu sangue compraste para Deus os que procedem de toda tribo, língua, povo e nação, e para o nosso Deus os constituíste reino e sacerdotes” (5.9-10).
O Novo Testamento não menciona a existência de um ofício sacerdotal na Igreja. Essa ideia surgiu posteriormente, em escritores como Clemente (ministério cristão composto de sumo sacerdote, sacerdote e levita), a Didaquê (chama os profetas cristãos de “vossos sumos sacerdotes” e refere-se à Eucaristia como um sacrifício) e, mais especificamente, em Tertuliano e Hipólito, que se referem aos ministros cristãos como “sacerdotes” e “sumos sacerdotes”.”[5].
No entanto, a reforma protestante combateu esta heresia no meio da igreja e nivelou os cristãos e seus ofícios, todos sagrados ao Senhor. Portanto, isto que assistimos hoje nas igrejas ditas evangélicas, no que diz respeito ao quase endeusamento de homens que a cada dia buscam para si um título mais elevado, e ao mesmo tempo ridículo, é totalmente contrário à Palavra de Deus. 
É impressionante como os cristãos estão tão ignorantes quanto a Bíblia e a Doutrina Cristã. Não apenas o protagonismo dos líderes evangélicos chegou ao extremo como é absurda e contrária à doutrina neotestamentária a importação de costumes e nomenclaturas judaicas para dentro da igreja, como se tais nomes, costumes e objetos tivessem alguma coisa de especial diante do Senhor, esquecendo-se que todos os rituais do Antigo Testamento se resumem na pessoa de Jesus Cristo.  Isto significa que se referir ao local de culto como templo, ao músico ou dirigente dos cânticos como levitas, e até mesmo ao pastor como o ungido é contrário ao ensino cristão.
O problema é que uma heresia, se não combatida, leva a outra pior, como o que assistimos nas igrejas, o que chega a ser uma completa aberração à luz das Sagradas Escrituras. Este comportamento tem aberto as portas da igreja para aquilo que conhecemos “Humanismo Cósmico”, que é a filosofia que busca elevar o homem ao estado da perfeição e o seu endeusamento. Um dos grandes perigos do humanismo cósmico é a diminuição do valor que ele atribui a Bíblia, como explica David A. Nobel:
 “O Humanismo Cósmico acredita que a Bíblia não é mais a palavra de Deus do que é o Alcorão, ou as palavras de Confúcio.”[6]. 
O neopentecostalismo elevou a palavra dos seus pastores ao mesmo nível de autoridade da Bíblia. Se confrontados, tendem a negar, mas basta assistir as suas reuniões e observar suas condutas e a forma como conduzem suas igrejas e veremos claramente que o que praticam é exatamente o humanismo cósmico.
Lembro-me de uma ocasião em que preguei numa igreja neopentecostal. e após o culto o pastor me perguntou o que eu achei e lhe mostrei a minha preocupação com um determinado cântico que ouvi durante o culto e que ao meu ver era contrário a Bíblia, e ele me disse simplesmente assim:
 “O irmão não está no Espírito para entender.” 
Foi aqui que fiquei sem entender mesmo, pois pareceu-me que desde que eu esteja no “Espírito” posso contradizer a Bíblia sem problema algum. Nobel diz ainda sobre a relação destes com a Bíblia:
“A revelação especial não precisa existir em livros ou em qualquer outra forma fora do homem, porque cada homem tem sua própria revelação especial na consciência superior, a sua capacidade de entrar em contato com a parte do seu ser que é Deus.”[7]. 
É justamente porque estas pessoas se consideram acima da Bíblia, que elas agem de forma contrária aos ensinos bíblicos, atribuindo às suas ações como sendo revelações especiais da parte de Deus.
Os reformadores, Lutero, Calvino e Zuínglio entenderam as Escrituras como tendo autoridade divina e, portanto, a autoridade final para a Igreja / sola scriptura /. Lutero costumava falar dos autores humanos como a “‘(‘) língua” do Espírito, e Calvino gostava de citar Isaías 59:21, com a sua referência o “meu espírito, que está sobre ti, e as minhas palavras, que pus na tua boca”. (Paul J. Achtemeier, The Inspiration of Scripture, 26). Lutero, Calvino, Zuínglio, todos afirmaram a inspiração da Escritura como Palavra de Deus.”[8].
Portanto, devemos refutar de forma firme o humanismo cósmico que tem assumido um papel destruidor nas igrejas evangélicas. É preciso dar um basta a estas bestialidades de apostolados, episcopados, profeta e toda sorte de ungidos fraudulentos que surgem nas igrejas para enganar o povo de Deus. O Apóstolo Paulo advertiu a Timóteo sobre estes dias:
“Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios.” (1 Tm 4:1). 
Não tenho dúvida alguma que quando um “pregador” se levanta em contradição às Escrituras Sagradas, está movido pelo espírito do anticristo cuja intenção é conduzir o homem à perdição eterna. E citamos ainda o Apóstolo João que nos deixou este importante alerta:
“Filhinhos, é já a última hora; e, como ouvistes que vem o anticristo, também agora muitos se têm feito anticristos, por onde conhecemos que é já a última hora.” (1 Jo 2:18).
Que o Senhor nos ajude e nos dê a sua graça, para resistir até aquele grande dia!
NOTAS
[1] Darrow L. Milller, Discipling Nations: the Power of Truth to Transform Cultures (Seattle, Wa: YWAM Publishing, 1999), página 44.
[2] H. Burtness, “Bonhoeffer, Dietrich”, in Baker’s Dictionary of Christian Ethics, ed. Carl F.H. Henry (Grand Rapids, MI: Baker, 1973), página 67.
[3] David A. Noebel, The Battle for Truth (Eugene, Or.: Harvest House Publishers, 2001), página 11.
[4] Aderi Souza de Matos, “Reforma Protestante,” Instituto Presbiteriano Mackenzie, January 10, 2014, accessed January 10, 2014, http://www.mackenzie.br/6967.html.
[5] Idem.
[6] Idem, página 37.
[7] Ibidem, página 39.
[8] Barry, John D., and Lazarus Wentz, eds. The Lexham Bible Dictionary. Bellingham, WA: Lexham Press, 2012.

Luis A R Branco é colaborador do Genizah

Categorias
Cultos

Por R$ 50, workshop diz ensinar a expulsar demônio e gera polêmica

Pastores de MT citam profissionalização de evento com ‘coffee break’ e kit
Os pastores e irmãos Alex, 32, e Alexandre Metelo, 28, da igreja Casa do SenhorOs pastores e irmãos Alex, 32, e Alexandre Metelo, 28, da igreja Casa do Senhor – Reprodução
SÃO PAULO

“Só Jesus expulsa o demônio das pessoas”, diz o bordão evangélico pichado em muros país afora. No dia 14 de abril, quem estiver disposto a desembolsar R$ 50 pode aprender como dar uma mãozinha nessa operação. É o que promete o “Curso de Libertação e Expulsão de Demônios na Prática”, um oferecimento dos pastores e irmãos Alexandre Metelo, 28, e Alex Metelo, 32.

Os dois pregam numa pequena igreja de Cuiabá (MT), a Casa do Senhor. Mas a aula a que se propuseram dar —“baseados em dez anos de experiência no assunto”, segundo diz Alexandre à Folha— provocou burburinho nacional após sua propaganda viralizar na internet.

Eles fizeram um vídeo para explicar a polêmica, já que choveram críticas pela taxa cobrada. “Qualquer evento que você vai, fazem com qualidade. Por que com igreja tem que ser o pior? Iremos fazer o melhor ‘coffee break’, com diversos salgados, sucos, chá”, afirma Alexandre.

Por telefone, o pregador caçula esmiúça outros gastos: os mais de cem alunos inscritos também ganharão um kit para anotação, com caneta, pasta e papel, e uma fita personalizada da igreja, para identificação. Com três horas, a aula mostrará a necessidade de profissionalização àqueles “que acham que basta falar ‘sai em nome de Jesus’” para desalojar o tinhoso do corpo que não lhe pertence, diz.

Alex compara: é mais ou menos “como um carro, meu amigo, que você precisa aprender a dirigir na autoescola, depois fazer aula prática e aí pegar carteira para saber o risco de ir na estrada”.

O pior coisa-ruim, diz Alexandre, é o que leva “pessoas a terem pensamentos suicidas”. Segundo o pastor, os demônios podem se manifestar de várias formas no corpo: “Gritando, quebrando correntes, batendo, brigando”.

Cartaz de divulgação do cursoCartaz de divulgação do curso – Reprodução

Conta o pior caso que enfrentou: “A pessoa foi mandada ao hospício e de lá à igreja. Com o demônio no corpo, quis matar mãe e irmã com uma faca. Oramos, e então ela estava completamente livre, não precisou mais ir ao manicômio”.

Alex diz que muitas vezes a pessoa nem sabe que está com o diabo no corpo: “Fica com uma dor que não passa, mas exame não mostra nada”. Em outros casos, fica bem explícita: “Já tive caso de pessoas que andaram na parede, como se fossem aranha”.

É por meio de oração que se afugenta entidades malignas, ensinam os irmãos. “No curso a gente vai especificar qual a preparação [para o exorcismo], como vai ser o enfrentamento com a pessoa endemoniada”, afirma Alexandre.

No curso, eles mostrarão como funciona na prática, como num vídeo em que dizem socorrer um morador
de rua endiabrado.

O despreparo fez com que, há uma década atrás, quando começava no ofício, ele e o irmão “levassem tapas e chutes” dos possuídos, justamente por não saberem “como operar a libertação”, diz.

A base teórica vem de quatro correntes de estudo dentro da teologia: cristologia (Cristo), demonologia (demônios), angelologia (anjos) e pneumatologia (Espírito Santo).

Ceticismo e zombarias lotaram de dúvidas a caixa de comentários abaixo do vídeo em que os irmãos Metelo explicam o workshop. Um deles cita a Bíblia para criticar os R$ 50 cobrados: “MATEUS 10.08: ‘Curai os enfermos, limpai os leprosos, ressuscitai os mortos, expulsai os demônios; de graça recebestes,
de graça dai.’”.

Outro indaga: “Tem que levar os demônios de casa? Ou o curso fornece os demônios para a prática?” E mais: “Precisa entregar TCC [Trabalho de Conclusão de Curso]?”.

Categorias
Estudos

Destruição da Síria é cumprimento de profecia bíblica? Teólogos estão divididos

Ghouta Oriental era parte de Damasco nos dias do Antigo Testamento

         Destruição da Síria é cumprimento de profecia bíblica? Teólogos opinam

Desde o ano passado, quando o cenário de destruição na Síria começou a se aproximar da capital Damasco, alguns teólogos vêm fazendo diferentes análises sobre a possibilidade de isso ser o cumprimento, em nossos dias, de antigas profecias bíblicas.

A partir do último dia 18 de fevereiro, as tropas do presidente sírio Basha Al Assad começaram um bombardeio maciço nos subúrbios ao Leste da capital, na região de Ghouta Oriental. Com cerca de 400 mil moradores e dominada por forças rebeldes ao regime, quase que diariamente há notícias de dezenas de civis mortos após os ataques.

A ONU tentou negociar uma trégua, que incluiria um cessar-fogo de 30 dias, quando seria possível evacuar a região. Porém, ela não foi seguida e agora surgem denúncias do uso de armas químicas. O conflito em Ghouta se estende desde 2013. Distando cerca de 15 km de Damasco, uma derrota ali permitiria que os opositores do presidente conquistassem a capital, ponto fim ao regime atual.

Ainda que alguns estudiosos descrevam essa lamentável crise humanitária como evidência do cumprimento de profecias bíblicas, há quem classifique essa conexão como “irresponsável” e “equivocada”.

Os textos mais citados são Isaías 17 e Jeremias 49, que falam sobra a destruição de Damasco, que se tornaria um “montão de ruínas”.

Para o renomado escritor evangélico Joel Rosenberg, “Estamos vendo o que parece o fim de Damasco. Não sabemos se esse é o prelúdio para o cumprimento dessas profecias. Porém, Damasco é a cidade mais antiga da Terra a ser habitada continuamente. O fato de ela estar sendo destruída é algo extraordinário… No passado, ela foi atacada, sitiada e conquistada, mas nunca ficou completamente destruída e desabitada”.

Autor de vários livros sobre escatologia, Rosenberg lembra que “O profeta Ezequiel escreveu há 2.500 anos que, nos ‘últimos dias’, a Rússia [Gogue?] e o Irã [Pérsia] formarão uma aliança militar para atacarem Israel pelo norte. Os estudiosos da Bíblia chamam este conflito escatológico, descrito em Ezequiel 38 e 39 de a guerra de Gogue e Magogue”. O teólogo acredita que a participação ativa de Moscou e Teerã neste conflito nos últimos anos não é apenas uma coincidência, mas um cumprimento profético.

Lançado em 2016, o livro “Armageddom Code” [O código do Armagedom] do jornalista cristão
Billy Hallowell possui uma interpretação muito similar a maneira como as cidades e países mencionados no “cenário dos últimos dias” podem ser facilmente identificadas em muitas reportagens exibidas recentemente na TV.

O grande drama humanitário do Oriente Médio poderá ficar ainda pior nas próximas semanas, uma vez que tantos os Estados Unidos quanto o Reino Unidos ameaçam bombardear Damasco, caso fique comprovado o uso de armas químicas, que violam os acordos da ONU. Embora o alvo primordial seria os arsenais de Assad, isso poderia, definitivamente, fazer com que a capital Síria se torne “um montão de ruínas”.

Cabe ressaltar que, a geografia bíblica é distinta da atual e nos dias do Antigo Testamento, a localização de Damasco incluía o que hoje é Ghouta, palavra que significa “oásis” e faz referência a uma fonte de água no deserto, condição essencial para o estabelecimento de cidades na antiguidade.

Profecia cumprida no passado

A ideia que não faria sentido relacionar os eventos atuais com a profecia bíblica é rejeitada por eruditos que acreditam que tanto Isaías quanto Ezequiel se referiam a algo que já ocorreu: o ataque dos assírios contra Damasco no ano 732 a.C.

É o que defende Hank Hanegraaff, teólogo com vários livros publicados no Brasil, e apresentador do programa de rádio “Bible Answer Man”, onde esclarece dúvidas sobre a Bíblia. Questionado por um ouvinte sobre o texto de Isaías 17, foi enfático: “Usar essa passagem de Isaías para explicar o que está acontecendo atualmente na Síria é um bom exemplo “escatologia de imprensa”. É uma vergonha os pastores fazerem isso. Ou eles não conhecem a palavra de Deus ou quererem promover o sensacionalismo e sofismas”.

Hanegraaff defende a ideia, comum nos seminários tradicionais, que Isaías 17 foi cumprido há milhares de anos. “Se olharmos para o que a Bíblia realmente diz, fica muito claro que o cumprimento da profecia também é relatado pelo texto bíblico. Se você olhar para o que começa a ser dito em Isaías 7, verá uma permutação, e seu cumprimento é descrito no capítulo seguinte, em Isaías 8”.

No entendimento de Hanegraaff, quem foge da interpretação histórica dessas passagens está tentando “encaixar as profecias em suas próprias visões escatológicas”.

Ele não está sozinho. A doutora Candida Moss, professora de Novo Testamento e Cristianismo Primitivo na Universidade Católica de Notre Dame, também acredita que a prometida destruição de Damasco ocorreu no século VIII antes de Cristo, mais especificamente na sua conquista pelos assírios, em 732 a.C. “Porém, essa não foi a única vez que Damasco testemunhou grandes conflitos”, sublinha Moss.

Entre os conquistadores de cidade, sempre com algum tipo de destruição, incluem-se o rei Nabucodonosor, da Babilônia, e o rei grego Alexandre, o Grande. Menos conhecido no Ocidente, o general islâmico Khalid ibn al-Walid, fez um cerco militar à cidade, no século 7. Posteriormente, na início do século 15, os exércitos turco-mongóis de  Timur-i-Lenk (Tamerlão, em português) conquistaram Damasco, matando toda a sua população. Com informações de Gospel Prime e CBN