Restos mortais foram descobertos em 2003 e gerou especulações sobre origem alienígena. Estudo do DNA, no entanto, mostra que se trata de um ser humano
Humberto Rezende
Via Correio Brasiliense


OPERAÇÃO A médica Juliana participou da cirurgia para implantação do recurso, feita dia 13 de março (Crédito: Gabriel Reis)Já bate forte dentro de um brasileiro o mais moderno coração artificial do mundo. Trata-se da terceira geração do HeartMate3, aparelho aprovado em agosto do ano passado pela Food and Drug Administration (FDA), a agência reguladora americana, e considerado um avanço de tecnologia pelo seu mecanismo de funcionamento e também um salto de qualidade de vida para o paciente em relação aos modelos anteriores. O primeiro implante do produto no Brasil foi feito na terça-feira 13 no Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, pelas mãos do cirurgião cardíaco Fábio Jatene, com acompanhamento da cardiologista clínica Juliana Giorgi e do médico holandês Jaap Lahpor, consultor da empresa Abbott, que desenvolveu o dispositivo. O paciente é um homem de 72 anos.
Os aparelhos conhecidos como corações artificiais têm a função de dar assistência ao ventrículo esquerdo, onde se inicia a aorta, artéria responsável por distribuir, a partir do coração, sangue oxigenado para o restante do organismo. Por isso, ajudam a garantir o bombeamento adequado do sangue em pacientes com insuficiência cardíaca. A doença é caracterizada pela incapacidade de o músculo cardíaco realizar esse bombeamento corretamente. Calcula-se que trinta mil brasileiros apresentem a condição.
Pacientes em fase avançada da doença e que não têm mais resposta a tratamento com remédio ou cirurgia dispõem de duas opções: entram para a lista de espera por transplante ou são designados para receber esses corações artificiais — tanto para aguentarem a chegada de um novo órgão (ponte para transplante) quanto para solucionarem a questão para o resto da vida (terapia de destino). “Os casos nos quais os tratamentos convencionais não surtem mais efeito têm mortalidade muito alta”, afirma a cardiologista Juliana Giorgi. “As pessoas contam com cerca de um ano de sobrevida, tempo em que geralmente passam internadas, dependentes de balão de oxigênio e remédios”.
O problema em relação ao transplante é que muitos não têm tempo para a espera ou apresentam contra-indicações, como idade superior a 65 anos, caso do primeiro brasileiro a receber o HeartMate3. Ser portador do HIV, ter câncer ou manifestar alguma condição que debilite seu sistema de defesa também são impeditivos. Nessas circunstâncias, o coração artificial é a saída. “No Brasil, usa-se pouco esse recurso”, lamenta Juliana. Uma das razões é o desconhecimento da tecnologia. O custo também é alto: cerca de R$ 700 mil. Mas a terapia é reconhecida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e pela Associação Nacional de Saúde (ANS). Portanto, é coberta pelos convênios médicos. Ainda assim há menos de cinquenta brasileiros com corações artificiais.
O dispositivo que acaba de ser implantado pela primeira vez no Brasil teve sua superioridade confirmada em um estudo comparativo apresentado nos Estados Unidos dois dias antes da cirurgia no Sírio-Libanês. A análise foi feita usando como parâmetro o desempenho da geração anterior, a HeartMate2. O novo equipamento, que funciona com um bombeamento por indução magnética, reduziu a praticamente zero os riscos de trombose e de acidentes vasculares cerebrais (AVC). O antigo empurra o sangue de forma mecânica e apresentou índice de 17% de trombose e de 19% de AVC. Participaram do estudo 366 pacientes: 190 deles implantados com a terceira geração, que tiveram índice de sobrevida de 79,5%, 19 pontos percentuais acima do observado nos 176 implantados com a segunda geração (60,2%).
Próximo desafio
Além de ser um dispositivo menor do que os anteriores, sua técnica de implante é menos invasiva, o que reduz em até quatro horas o tempo de cirurgia. Isso porque o aparelho é fixado no tórax, acoplado ao ventrículo esquerdo. Antes era preciso abrir um espaço no abdome.
Embora a colocação do coração artificial custe caro, cerca de R$ 700 mil, o valor é coberto pelos planos de saúde
RAPIDEZ A pioneira cirurgia em São Paulo: quatro horas a menos (Crédito:Divulgação)O HeartMate3 ainda não superou a necessidade de artefatos externos. O paciente precisa se adaptar a conviver com partes instaladas fora do corpo: o controle geral do equipamento e duas baterias externas. No caso da versão lançada agora, cada uma delas tem 17 horas de autonomia (antes eram 12). As engrenagens ficam conectadas ao dispositivo colocado dentro do coração por meio de um fio que atravessa a pele. O paciente pode tomar banho (existem capas protetoras), mas não pode mergulhar. O desafio é fazer com que todo o sistema seja instalado internamente, em uma conformação mais próxima da apresentada pelos marca-passos.Com informações da Istoé.com.br
Na década de 90 e início dos anos 2000, muitos cristãos debatiam sobre os riscos das mensagens subliminares em filmes e desenhos. Quem não recorda das pregações de Josué Yrion sobre satanismo na Disney? Mas, depois de um tempo, esse assunto parece ter morrido. O que não morreu foi a atuação da prática originada no marketing.
O pastor Eduardo Coimbra ressalta que falar disso não é coisa de “fanático”, mas importante para os dias atuais. “É como se fosse um Cavalo de Tróia, vem embutido. Esse tema é pouco discutido na igreja e tem certa discriminação no meio evangélico”, comenta.
“É classificado como aquelas pessoas que são fanáticos, mas na realidade é algo que tem massacrado sobretudo as crianças e os jovens”, alerta.
“A mensagem subliminar foi uma descoberta na área da publicidade é por meio dela as pessoas poderiam alterar o comportamento de outros. Com o passar do tempo a gente percebeu também que havia influência no mundo espiritual e acabou se tornando algo muito amplo na vida das pessoas”, disse.
“Uma mensagem subliminar você não percebe. A percepção e quase que zero. Se a pessoa perceber a estratégia é arruinada. Quando você vai para o campo da percepção, da pesquisa, da informação, aí você começa a abrir a sua mente em relação aquela informação. Agora no dia a dia, ninguém percebe”, coloca.
“Um objeto neutro, quando impregnado de maldade, pode trazer maldições para as nossas vidas”, disse ele sobre símbolos usados pelo satanismo.
Falando sobre os desenhos em geral, ele afirma que tantos velhos quanto novos apresentam perigo. “Antigos e novos. Em desenhos atuais, que por meio das mensagens subliminares querem embutir comportamentos, hábitos e influências nas pessoas. Não apenas em crianças, mas no espectador em geral”, alerta.
“Nós precisamos separar aquilo que a mensagem explícita do que é mensagem subliminar. Isso vai influenciar o comportamento direto, vai trabalhar no conceitual. Esse filme Frozen é muito mais atrativo pelo seu enredo do que subliminarmente. Foi algo colocado propositalmente”, salienta.
“Aquilo que está explícito você tem a prerrogativa, porque o segredo da mensagem subliminar é você não rejeitar. Vai entrando e posteriormente vai atuar na sua vida, alterando comportamentos para te influenciar. Aquilo que é explícito ou você rejeita ou você absorve”, coloca.
Fonte: Guia-me