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Pastor atira mulher no chão para curar coluna e ela fica tetraplégica

Bahiaextremosul.com.br
Neuza Brizola

Foto reprodução. Mixturando

Juliana Martins Costa, 28 anos, ficou tetraplégica depois de ter sido jogada no chão pelo pastor José Raimundo da Silveira, de 42 anos, para segundo ele, curá-la de um problema na coluna.

O pastor José Raimundo da Silveira, de 42 anos, foi indiciado pela Polícia de Caruari que fica a 702 quilômetros de Manaus por lesão corporal a uma fiel da igreja evangélica.

Segundo relatos de fiéis que presenciaram a cena,  Juliana estava sentindo dores na coluna quando o pastor José Raimundo, durante o culto, resolveu jogar a jovem no chão para mostrar o poder da fé dele.

José Raimundo disse que ela seria curada se ele a jogasse no chão. Usando sua força e a sua fé o pastor elevou a mulher no alto e a tacou no chão. Juliana está tetraplégica – perdeu o movimento das pernas.

A família da vítima procurou a polícia para denunciar o pastor por lesão corporal dolosa – quando há intenção de matar, mas a polícia registrou o caso apenas como lesão corporal.

Segundo o site Mixturando, o pastor disse que está sendo vítima de conspiração, enquanto isso, a mulher está impossibilitada de caminhar.

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Deltan Dallagnol e Marcelo Bretas são criticados por dizer que farão jejum e oração contra Lula

Juiz Marcelo Bretas e o Procurador Deltan DallagnolJuiz Marcelo Bretas e o Procurador Deltan Dallagnol

O procurador Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Operação Lava Jato no Paraná, aproveitou o Domingo de Páscoa para incentivar a prática de um exercício espiritual muito popular durante a quaresma: o jejum.

Segundo ele, quarta-feira é o dia D da luta contra a corrupção na Operação Lava Jato, referindo-se ao julgamento do habeas corpus do ex-presidente Lula no Supremo Tribunal Federal (STF).

“Uma derrota significará que a maior parte dos corruptos de diferentes partidos, por todo país, jamais serão responsabilizados, na Lava Jato e além. O cenário não é bom. Estarei em jejum, oração e torcendo pelo país”, escreveu Dallagnol no Twitter.

O juiz Marcelo Bretas, que citou um versículo bíblico ao autorizar Operação Calicute, responsável por prender o ex-governador Sérgio Cabral, respondeu a convocação de Dallagnol no Twitter. Bretas também é evangélico, fiel da Comunidade Evangélica Internacional da Zona Sul, no Rio.

A troca de mensagens teve reações negativas por parte de alguns internautas, que criticaram a demonstração de parcialidade e as referências religiosas.

“Você é ridículo!! Jejum e oração para prisão de uma pessoa??? Isso já virou doença! O fascismo começa assim!”, comentou uma usuária.

“Sou católica! A minha fé independe do que acho que é correto em relação ao que está escrito na CF! Não se pode atropelar a lei a favor ou contra os meus adversários! O ativismo judicial está levando o Brasil para o buraco!”, disse outra internauta.

Outra usuária chegou a citar um versículo bíblico fora de contexto para chamar Deltan Dallagnol de “fariseu”.

“Precisa vir no twitter contar q tá em jejum, fariseu? ‘E, quando jejuardes, não vos mostreis contristados como os hipócritas; porque desfiguram os seus rostos, para que aos homens pareça que jejuam. Em verdade vos digo que já receberam o seu galardão’. Mateus 6:16-18”, destacou.

“Se tinha dúvidas sobre a tendenciosa justiça, agora não tenho mais. Só espero q a maioria do STF tenha vergonha na cara( q lhe falta), e venha deferir o HC. Sou Cristão e lhe aconselho; Mais Constituição e menos Religião!!”, comentou outro usuário.

No entanto, muitos também declararam apoiar a iniciativa de Bretas e Dallagnol.

“Amem Dr Deltan.’ E se o meu povo,que se chama pelo meu nome,se humilhar,e orar,e buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos,então eu ouvirei dos céus e perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra’. 2Crônicas 7:14. Glorias a Deus”, destacou um usuário do Twitter.

“Parabéns pela coragem e pelo nível de ser humano que tem se mostrado. Estaremos juntos e com outros milhões de brasileiros que estão na mesma sintonia, verdadeiramente conscientes do momento em que vivemos”, afirmou outro internauta.

O julgamento de Lula havia começado no dia 22 de março, mas acabou interrompido em razão dos horários e compromissos de alguns ministros do STF, além do feriado da Páscoa. Apesar de valer apenas para o ex-presidente, o debate serve de pano de fundo para a discussão do início da execução da pena. Atualmente, é possível prender alguém após a condenação em segunda instância, caso do ex-presidente.

Lula foi condenado a 12 anos de cadeia pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), em Porto Alegre, no início do ano. Para o tribunal, ele cometeu os crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do tríplex do Guarujá.

Fonte: O Globo e Guia-me

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Páscoa judaica X Páscoa cristã

História mostra como ocorreu a separação das duas festas religiosas

Páscoa judaica X Páscoa cristã

Este ano, enquanto os cristãos celebram a “sexta-feira santa”, os judeus celebrarão o início da Páscoa. Mas na maioria dos anos, as duas celebrações são separadas, às vezes com várias semanas. Segundo as Escrituras, elas deveriam ser comemoradas no mesmo dia, pois ambas ocorreram no dia 14 de Nissan no calendário hebraico, que é lunar.

Há cerca de 2000 anos, judaísmo e cristianismo não eram vistos como duas religiões diferentes. Jesus, o Messias judeu, veio ao povo judeu com uma mensagem de salvação, e essa mensagem foi então pregada ao mundo inteiro.

No começo, os cristãos eram quase na totalidade judeus convertidos. Os primeiros discípulos eram todos judeus, com nomes como Yaakov (Tiago) e Yehuda (Judas) e Yochanan (João). De fato, o nome do Senhor era Yeshua, não Jesus, e Ele era chamado de “rabino”, não de “pastor”.

A data que Jesus morreu na cruz pelos pecados da humanidade não era coincidência. Foi em na Páscoa, quando os judeus lembravam o fim da escravidão no Egito e o livramento de Deus daqueles que creram nele. Além disso, Jesus ressuscitou dos mortos na festa das primícias, que ocorria naquele domingo. A vida do Espírito Santo, 50 dias depois, foi durante a festa judaica das Semanas (Shavuot). O nome grego é que a tornou a data conhecida como Pentecostes.

Todos os eventos relacionados com a morte e ressurreição do Messias, além do envio do Espírito aconteceram seguindo o calendário bíblico descrito em Levítico. Isso era algo muito claro para os primeiros gentios convertidos. Paulo fala sobre isso em sua carta à igreja de Corinto: “Livrem-se do fermento velho, para que sejam massa nova e sem fermento, como realmente são. Pois Cristo, nosso Cordeiro pascal, foi sacrificado. Por isso, celebremos a festa, não com o fermento velho, nem com o fermento da maldade e da perversidade, mas com os pães sem fermento da sinceridade e da verdade” (1 Coríntios 5: 7-8).

Separação das datas

Somente depois de muito tempo os seguidores de Jesus começaram a referir-se ao dia da Sua morte como “sexta-feira santa”, e o dia da sua ressurreição como Páscoa. Na verdade, a Páscoa (pessach) é comemorada na sexta. Os cristãos ortodoxos até hoje distinguem esses dois aspectos, comorando a Pascha staurósimon (páscoa na Cruz) e Pascha anastásimon (Páscoa na ressurreição).

A separação das datas foi oficializada durante o Conselho de Nicéia, em 325 d.C., quando o cristianismo já era a “religião oficial” do Império Romano, após o decreto do imperados Constantino. O Concílio fixou a celebração da Páscoa no primeiro domingo depois da primeira lua cheia da primavera, seguindo a práxis habitual na Igreja de Roma.

A partir da Carta do Imperador para todos aqueles que não estão presentes no Conselho. Encontrado nos escritos de Eusébio [Vita Const., Lib. III., 18-20]:

“Quando a questão relativa ao sagrado Festa de Páscoa surgiu… Foi declarado ser particularmente indigno para isso, o mais santo de todos os festivais, a seguir o costume [de cálculo] dos judeus, que tinha as mãos sujas com o mais temível dos crimes, e cujas mentes estavam cegas. Ao rejeitar seu costume, que podem transmitir aos nossos descendentes o modo legítimo de celebrar a Páscoa, o que temos observado a partir do momento da Paixão do Salvador aos dias de hoje [de acordo com o dia da semana]. Nós não devemos ter nada em comum com os judeus, pois o Salvador mostrou-nos um outro caminho; nossa adoração segue um curso mais legítimo e mais conveniente (a ordem dos dias da semana); e, consequentemente, ao adoptar por unanimidade este modo, nós desejamos, irmãos caríssimos, separar-nos do detestável companhia dos judeus”.

Ficou, portanto, determinado que os cristãos celebrariam Páscoa na primeira lua nova depois do Equinócio da Primavera (de outono, no hemisfério sul). E isso pode ocorrer na mesma data, caso a lua cheia e o equinócio ocorressem no mesmo dia, que é sempre em 21 de março no calendário gregoriano.

Essa foi uma ruptura deliberada com o povo de Israel.

Além disso, a astronomia romana não era tão desenvolvida e a festa estava relacionada ao ciclo lunar do calendário judeu. A Páscoa Cristã varia a cada ano – entre 23 de março e 24 de abril. Isso ocorre por que é usado um sistema complexo, desenvolvido para tentar acomodar calendários diferentes, uma vez que a Páscoa Judaica é determinada pelo calendário bíblico, lunar e com ciclos de 28 dias.

O calendário ocidental (criado pelo papa Gregório em 1582) é solar e não combina com os ciclos astronômicos, por isso há uma grande variação.

O astrônomo Robert Cockcroft, da Universidade McMaster, no Canadá, explica que esse ‘problema’ foi resolvido quando se fixaram “datas eclesiásticas”, diferentes das datas astronômicas: “Se a lua cheia ocorrer durante o equinócio, os cálculos eclesiásticos tendem a forçar a próxima lua cheia para determinar a data da Páscoa”.

Cordeiro pascal

Sendo assim, a comemoração da Páscoa judaica e cristã possuem aspectos astronômicos distintos quanto ao dia em que são celebradas. A história mostra que a separação do calendário bíblico foi deliberada. Porém, o sentido espiritual continua sendo o mesmo.

Enquanto judeus celebram o Pessach (‘passar por cima’) eles lembram do livramento do Egito, que teve o ápice quando o anjo da morte poupou apenas as casas daqueles que tinham crido na promessa de Deus e aspergido com o sangue do cordeiro. (Ex.12:11-27)

O cordeiro morto tinha de ser macho e não podia ter defeito. Não podiam ser quebrados seus ossos.  Jesus foi, numa metáfora, o cordeiro de Deus sacrificado para que sua morte oferecesse, a liberdade do pecado e a passagem da morte para a vida eterna.

Adaptado de One for Israel