Categorias
Cultos Estudos

O Caminho do Religare: Da Separação no Éden à Busca pelo Sagrado


Bíblia-O caminho que conduz à Deus

O conceito de religião, em sua raiz etimológica (do latim religare, que significa “religar” ou “vincular novamente”), expressa o movimento mais profundo da história humana: a tentativa de restaurar uma conexão com o Divino que foi rompida nas origens da criação.


1. A Ruptura Original: O Éden e o Abismo do Pecado

No relato do livro de Gênesis, a humanidade original (Adão e Eva) desfrutava de uma comunhão plena, horizontal e direta com o Criador. Eles caminhavam com Deus “na brisa do dia”, em um estado de total transparência e harmonia. No entanto, a desobediência às determinações divinas introduziu o pecado no mundo.

  • A Incompatibilidade de Naturezas: O pecado gerou uma crise de natureza espiritual. Deus, sendo perfeitamente santo e justo, não pode coexistir com a impureza ou com a rebelião.
  • O Exílio do Homem: A expulsão do Jardim do Éden simbolizou a perda dessa presença manifesta. O homem foi afastado da Árvore da Vida, criando-se um abismo intransponível por esforço puramente humano. A partir de então, a humanidade passou a carregar uma sensação constante de exílio e vazio espiritual.

2. O Tabernáculo: A Pedagogia Visual do Retorno

Deus não abandonou a humanidade ao exílio definitivo. No deserto, após libertar o povo de Israel da escravidão no Egito, Ele ordenou a construção de uma estrutura móvel chamada Tabernáculo (que mais tarde inspiraria os Templos fixos). O propósito era claro: “E me farão um santuário, e habitarei no meio deles” (Êxodo 25:8).

Como o ser humano havia desaprendido a conviver com a santidade, o Tabernáculo funcionava como uma escola visualmilimetricamente desenhada para ensinar o preço da reconciliação. O caminho de volta ao Éden era feito de fora para dentro, através de etapas claras:[Entrada do Pátio] ──> [Altar do Sacrifício] ──> [Bacia de Bronze] │ ┌─────────────────────── [Lugar Santo] ─────────────────┘ │ (Mesa dos Pães • Candelabro/Menorá • Altar do Incenso) │ └──> [O VÉU] ──> [Lugar Santíssimo] (Arca da Aliança / Presença de Deus)

  • A Porta Única (O Pátio): O Tabernáculo tinha apenas uma entrada, voltada para o Oriente (o leste, mesma direção para onde o homem olhou ao ser expulso do Éden), mostrando que só existia um caminho de retorno.
  • O Altar do Sacrifício: A primeira estrutura visível ao entrar. Ensinava que o “religamento” custava a vida; um inocente (o animal) morria no lugar do culpado (o homem). Teologicamente, representava a Justificação.
  • A Bacia de Bronze (Lavatório): Onde os sacerdotes purificavam as mãos e os pés, simbolizando a necessidade de pureza diária para andar com Deus. Representava a Santificação.
  • O Lugar Santo: Uma sala fechada contendo a Menorá (candelabro que representava a luz divina), a Mesa dos Pães(comunhão e sustento) e o Altar de Incenso (as orações subindo aos céus).
  • O Santo dos Santos (Lugar Santíssimo): Um cubo perfeito e escuro onde ficava a Arca da Aliança, o trono terrestre da presença de Deus (Shekinah). O acesso era bloqueado por um pesado Véu. Apenas o Sumo Sacerdote podia entrar ali, uma única vez ao ano, munido de sangue de sacrifício. Era uma reconciliação provisória e pedagógica.

3. A Transição Radical: Do Templo de Pedra ao Templo Humano

Para a teologia do Novo Testamento, o sistema sacrificial e geográfico do Tabernáculo era temporário — uma sombra que apontava para uma realidade superior concretizada em Jesus Cristo. O Evangelho de João afirma que Jesus “se fez carne e habitou [literalmente: tabernaculou] entre nós” (João 1:14).

  • O Rasgar do Véu: No momento da morte de Jesus na cruz, o Evangelho narra que o espesso véu do Templo, que separava os homens da presença de Deus, rasgou-se de alto a baixo. Esse ato indicou que o abismo aberto no Éden fora transposto pelo próprio Deus. O caminho de volta ao Pai estava aberto para todos, sem a necessidade de intermediários humanos ou sacrifícios de animais.
  • A Interiorização do Sagrado: Jesus afirmou que a adoração deixaria de ser geográfica (“nem neste monte, nem em Jerusalém”). O apóstolo Paulo consolida essa revolução espiritual ao declarar: “Não sabeis vós que sois o templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?” (1 Coríntios 3:16). O “religamento” deixa de depender de ir a um lugar sagrado; o próprio ser humano regenerado torna-se a habitação de Deus. [1] 

4. O Cenário Atual: As Religiões e a Busca pelo Sagrado

Hoje, o mundo é composto por milhares de crenças. Sob a ótica sociológica e filosófica, a existência de tantas religiões reflete o que Blaise Pascal chamava de “vazio do tamanho de Deus no coração do homem”. A humanidade, mesmo fora do Éden, nunca esqueceu o seu lar original.

No entanto, há uma diferença fundamental na dinâmica desse religamento. Enquanto a teologia bíblica propõe que Deus desceu até o homem (Graça), a história das religiões em geral mostra o movimento inverso: o homem tentando subir até Deus por esforço próprio. Podemos classificar essas tentativas modernas em três grandes blocos de “pontes”:Sistema ReligiosoComo tentam operar o Religare (A Ponte)O Diagnóstico TeológicoSistemas Cármicos e Orientais(Hinduísmo, Budismo)Através de sucessivas reencarnações, purificação do ego, desapego material e meditação profunda.O homem opera como seu próprio salvador; o religamento é a fusão com o Cosmos ou a extinção do eu (Nirvana).Sistemas Legalistas e Monoteístas(Islã, Judaísmo Ortodoxo)Através do cumprimento estrito de leis divinas, códigos morais rígidos, orações ritualísticas e caridade.O religamento depende da balança das obras: se as ações corretas superarem as falhas, a divindade poderá aceitar o homem.Sistemas Humanistas e Secularistas(A Espiritualidade sem Deus)Focam no bem-estar mental, no autoconhecimento, na conexão com a natureza e na filantropia social.O sagrado foi totalmente psicologizado. O homem se desliga de uma divindade externa e se liga ao seu próprio potencial interior.


Conclusão: O Paradoxo da Religião

O grande paradoxo que este estudo revela é que, historicamente, a própria instituição da religião pode se tornar um obstáculo para o religare. Quando uma estrutura religiosa se foca excessivamente em burocracias, dogmas humanos, controle e rituais vazios, ela corre o risco de reconstruir o “véu” que já havia sido rasgado, afastando novamente o indivíduo da espiritualidade pura.

A narrativa bíblica indica que a meta final da história humana nunca foi o estabelecimento de uma religião formal, mas sim o restabelecimento de uma relação de filiação (de pai para filho). O plano divide-se em quatro grandes movimentos: Criação (comunhão), Queda (separação), Redenção (o resgate histórico) e Consumação (o retorno definitivo ao estado original de comunhão eterna, onde Deus e a humanidade habitarão juntos novamente).


Com o panorama completo e unificado, como você deseja prosseguir? Podemos:

  • Fazer uma análise focada em como o Ateísmo e o Secularismo tentam preencher a ausência do religare na sociedade moderna.
  • Explorar o significado simbólico e profético dos três objetos do Lugar Santo (Menorá, Mesa e Incenso).
  • Discutir como os conceitos de Graça e Obras dividem o pensamento religioso ocidental e oriental.
  • Deseja ajudar as obras sociais deste ministério? Faça um PIX de qualquer valor para: 61986080227

Pr.Ângelo Medrado

Categorias
Noticias

YouTube censura sermão de John MacArthur por dizer que Deus nos fez ‘homem e mulher’

A plataforma de vídeos classificou a pregação de MacArthur como “discurso de ódio”.
FONTE: GUIAME, COM INFORMAÇÕES DA CBN NEWS
Sermão do Pr. John MacArthur é censurado. (Captura de tela: Grace Community Church/YouTube)
Sermão do Pr. John MacArthur é censurado. (Captura de tela: Grace Community Church/YouTube)

O pastor americano John MacArthur, da Grace Community Church em Los Angeles, pregou um sermão no domingo sobre sexualidade bíblica para protestar contra uma nova lei canadense que entrou em vigor em 8 de janeiro após aprovada pelo Parlamento.

Mais de 4.000 pastores em toda a América do Norte se juntaram nesse dia para protestar em seus cultos dominicais.

A preocupação é que o projeto de lei C-4 do Canadá tenha uma redação ampla e possa, de fato, banir os ensinamentos bíblicos sobre ética sexual e até limitar as comunicações pessoais sobre o assunto.

De acordo com a Liberty Coalition Canada, a redação do projeto de lei é ampla o suficiente para permitir “o processo criminal de cristãos que falariam a verdade bíblica nas vidas daqueles que estão presos a pecados sexuais como homossexualidade e transgenerismo”.

De pé no púlpito no domingo, MacArthur disse: “Não existe transgênero. Você é XX ou XY, é isso. Deus fez o homem e mulher. Isso é determinado geneticamente, isso é fisiologia, isso é ciência, isso é a realidade.”

“Por um lado, a realidade dessa mentira e engano é tão prejudicial, tão destrutiva, tão isolante, tão corruptora que precisa ser confrontada, mas, por outro lado, esse confronto não pode exagerar o que já existe, que é uma sensação de se sentir isolado nos relacionamentos”, disse ele.

‘Discurso de ódio’

Mas o YouTube removeu o sermão de MacArthur de sua plataforma e disse ao comentarista conservador Todd Starnes que a apresentação em vídeo de MacArthur era “discurso de ódio”.

“Nossa equipe revisou seu conteúdo e, infelizmente, achamos que viola nossa política de discurso de ódio”, disse o YouTube, segundo Starnes. “Removemos o seguinte conteúdo do YouTube: ‘Não existe transgênero. Você é XX ou XY. É isso. – Pastor John MacArthur.'”

Starnes observou em seu blog: “Em outras palavras, o YouTube afirmou a lei canadense ao banir qualquer oposição ao transgenerismo em sua plataforma”.

Jenna Ellis, conselheira especial da Thomas More Society, que representou MacArthur quando o condado de Los Angeles tentou fechar a Grace Church por desafiar as ordens de saúde induzidas pela pandemia, falou contra a censura do YouTube ao sermão de MacArthur.

“A grande oligarquia tecnológica nos Estados Unidos está implementando o equivalente à lei insana do Canadá ao censurar a verdade e o direito dos pastores de ensinar a Bíblia”, disse Ellis ao comentarista conservador. “Se os americanos não pararem a grande tecnologia, este novo regime contornará a Constituição para impedir nossos direitos fundamentais de falar e exercer religião e o impacto será devastador.”

Os críticos temem que a lei perpetue a perseguição religiosa e possa até governar conversas privadas. “Os americanos devem estar se preparando para um momento em que pastores e líderes religiosos enfrentarão perseguição por ensinar a Palavra de Deus”, alertou Starnes.

Categorias
Artigos curiosidades

Tá na Bíblia, o homem tem que ser provedor: diz Val Marchiori

DE SÃO PAULO

A sempre esfuziante socialite Val Marchiori foi a atração do programa ‘Super Pop'(Rede TV) desta quarta-feira. E, como sempre, causou furor.

Logo de início, a apresentadora Luciana Gimenez quis saber a sua opinião sobre as colegas do reality ‘Mulheres Ricas’ (Band). Val não tinha exatamente muitos elogios a tecer sobre as meninas.

Claro que as alfinetadas mais severas recaíram sobre a que se autodenomina ‘the face of Rio’, Narcisa Tamborindeguy. “Ela é louquinha”, afirmou Marchiori sem meias palavras. “Ela é animada”, tentou amenizar a apresentadora, que é amiga de Narcisa. “Deixar um helicóptero cair em queda livre pra mim é loucura!”, retrucou Val incisiva. Fora uma ‘brincadeirinha’ que a ‘princesinha de Copacabana’ fez ao levar a linda e loura Marchiori para sobrevoar o Rio durante o reality. Mas não deu bom resultado. Val ficou furiosa. E gritava: “eu quero descer dessa m…!”.

Para a arquiteta Brunete Fracarolli também sobraram farpas. “A cachorra dela não pisa no chão e só toma água Perrier, hello!”, comentou em tom de crítica a mais fulgurante das ‘Mulheres Ricas’. Sobre a piloto Débora Rodrigues? “Ela é legal, só não é o meu estilo!”, desconversou La Marchiori. A joalheira Lydia Leão Sayeg foi a única que saiu ilesa.

“Você veio de família humilde…você tem vergonha disso?”, perguntou Gimenez. “Não, ao contrário, tenho o maior orgulho”, afirmou Val. “Vim de baixo, passei necessidade…mas quando a trajetória é longa, a gente saboreia melhor a vitória!”, acrescentou a ex-modelo paranaense elegantemente vestida num ‘pretinho básico’ de paetê preto e um scarpin preto de verniz, salto quinze.

“O que um homem precisa ter pra conquistar a Val?”, perguntou Luciana. “Ter caráter e atitude”, respondeu de pronto a convidada. “Precisa ser rico?” cutucou Gimenez. “Se não pagar o champanhe, não rola!”, respondeu Marchiori. E ainda completou com um argumento que parece considerar irrefutável: “tá na Bíblia, o homem tem que ser provedor!”.

“Depois que você ficou rica e famosa, o que mudou?”, quis saber Gimenez. “A parte material apenas…as pessoas não podem perder a sua essência, aconteça o que acontecer”, afirmou a entrevistada especial. “Você tem aquela coisa de ‘eu era feliz e não sabia’?”, continuou a apresentadora. “Não, eu sou feliz!”, respondeu convicta Marchiori. “Eu era aquela menininha que tinha tudo pra dar errado. Minha mãe nos deixou quando eu tinha uns oito, nove anos…aí meu pai nos criou, eu e meus três irmãos, como pai e mãe ao mesmo tempo”, conta Val já mais circunspecta. “Minha vó Ziza também ajudou a me criar…adoro a minha avó! Ela me vê na TV e me diz no telefone que eu tô linda, pra mim é tudo!”, comenta Val comovida.

Mas foi falando dos seus dois filhos gêmeos que a sempre exuberante entrevistada se emocionou de verdade. “A gente fica mais humana com a maternidade…o meu melhor projeto foi ser mãe. É uma bênção!”, respondeu ela para a repórter Simone Garuti que foi até o seu belo e amplo apartamento no bairro dos Jardins (São Paulo). De volta ao estúdio, sem conseguir segurar a emoção, continua: “Os filhos vêm sempre em primeiro lugar. Eles são tudo pra mim”, completa Marchiori com o rímel já borrado pelas lágrimas.

A produção do ‘Super Pop’ levou a socialite às ruas de Osasco para fazer um ‘Consultório de Etiqueta’. A amiga Flávia Rocha e o ‘personal stylist’, também seu maquiador particular, Duda Martins foram a tiracolo. “Make sempre, gente! Mulher natural não rola mais pra nada”, aconselhou o rapaz para o público que se aglomerava para ver a moça que se vangloria de ser ‘loura, alta, magra e bonita’.

“E a sua mãe, você perdoou?”, perguntou Luciana Gimenez encerrando a entrevista. “Mágoa quando uma mãe te abandona pequena sempre fica…mas perdoei”, respondeu Val Marchiori. “A gente também é mãe…talvez ela tenha feito o melhor que pode naquele momento…quem sou eu pra julgar? Só Deus!” finalizou já recomposta a mais fulgurante das ‘personalidades da mídia’.

Natural de Porto Alegre, formou-se em Estudos Sociais pela PUC/RS. Começou a fazer teatro ainda no sul. Veio para São Paulo e ingressou na Escola de Arte Dramática (USP), formando-se ator. Escreveu, dirigiu e atuou em diversos espetáculos teatrais. Fez algumas colaborações para a Ilustrada e, sempre a convite, assinou a coluna Antena, da “Contigo”. Nesse meio tempo, fez crítica de teatro para o “Jornal da Tarde” e na rádio Eldorado AM. Mais recentemente foi colunista da Folha.com, comentando o BBB11. Atualmente, além de atuar, cursa Filosofia.