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Mulheres sauditas serão avisadas de divórcio por SMS. E isso é um avanço

Cidadãs da Arábia Saudita receberão comunicados para avisar de divórcios pelo celular; até então, os homens podiam se divorciar sem avisar as esposas
r7.com
Mulheres sauditas receberão avisos sobre divórcio pelo celular, via SMS
Mulheres sauditas receberão avisos sobre divórcio pelo celular, via SMS
Paula Mondego/R7

A partir deste ano, as mulheres na Arábia Saudita serão comunicadas sobre seus divórcios e status conjugal via SMS. Parece um absurdo, mas, para um dos países mais fechados do mundo, isso na verdade é um avanço.

Até o momento, os homens sauditas tinham por lei o direito de se divorciar sem que suas esposas fossem sequer comunicadas. E isso era uma prática comum no país.

Desde domingo (6), os tribunais da Arábia Saudita passaram a emitir comunicados sobre a situação conjugal das mulheres por mensagens de texto. Elas também podem consultar essas informações em um site do governo.

“Proteção de direitos”

Segundo um comunicado do Ministério da Justiça saudita, a medida “visa proteger os direitos das clientes mulheres e aprimorar a transformação digital do país com novos serviços”.

Os SMS que serão enviados pela justiça às esposas terão, além da atualização sobre a situação conjugal, os números de série dos processos de divórcio.

A medida faz parte do processo de abertura do país, promovido pelo príncipe herdeiro Mohammed bin Salman, que tem governado o país nos últimos anos. O plano, que ano passado deu às mulheres o direito de dirigir, está em implementação até 2030.

Bin Salman havia se transformado em um queridinho da mídia internacional, até outubro de 2018, quando o jornalista saudita Jamal Khashoggi foi brutalmente assassinado dentro do consulado do país em Istambul, na Turquia, supostamente a mando do príncipe.

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Cardeal diz que abuso sexual ‘é culpa da homossexualidade, não da Igreja’

Pedofilia e estupro
Pedofilia e estupro

Os casos de abuso sexual infantil na Igreja Católica foram causados ​​pela disseminação da homossexualidade e da moral pública moderna, disse o cardeal alemão Walter Brandmüller em entrevista à agência de notícias DPA, afirmando que existe uma conexão “estatisticamente comprovada” entre homossexualidade e abuso sexual.

Segundo o cardeal, a sexualização do mundo moderno nas últimas décadas contribuiu fortemente para o problema.

“O que aconteceu na igreja não é nada além do que está acontecendo na sociedade como um todo”, disse ele, acrescentando que “o verdadeiro escândalo é que a Igreja Católica não se distinguiu do resto da sociedade”.

Ele sublinhou que a discussão pública sobre a questão “esquece ou silencia o fato de que 80% dos casos de agressão sexual na igreja afetaram jovens do sexo masculino, não crianças” e coloca a culpa na igreja, enquanto “apenas um número muito pequeno” de padres perpetrou o abuso.

Brandmüller é conhecido como um dos mais duros críticos conservadores às políticas do Papa Francisco.

Fonte: Sputnik News

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Damares reage às críticas após dizer que “menino veste azul e menina veste rosa”

Damares Alves, ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos
Damares Alves, ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos

Um vídeo que circula nas redes sociais mostra Damares Alves, ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos do governo Jair Bolsonaro (PSL), afirmando que “menino veste azul e menina veste rosa”. Aplaudida por apoiadores, ela diz ainda que o País vive uma “nova era”.

Nas imagens, ela é vista gritando: “Atenção, atenção: é uma nova era no Brasil. Menino veste azul e menina veste rosa.”

O vídeo acabou se espalhando e teve a reação de famosos que rebateram a fala da ministra Damares Alves.

Bruno Gagliasso, através do seu stories, no Instagram, falou: “Meninos de rosa e meninas de azul. Alguém explica para ela que cor NÃO tem gênero?”.

Luciano Huck, vestindo rosa, e Angélica, vestindo azul, compartilharam uma foto com um questionamento: “Rosa ou azul? Tanto faz.”

ROSA OU AZUL? ? TANTO FAZ.

UMA PUBLICAÇÃO COMPARTILHADA POR LUCIANO HUCK (@LUCIANOHUCK) EM 

Fernanda Paes Leme também se manisfestou: “Meninos e meninas se vestem como querem”. Tatá Werneck, Alice Wegmann e até Paolla Carosella, jurada do MasterChef Brasil, também falaram sobre o assunto.

Reação da ministra

Damares reagiu à publicação do vídeo e disse que seu objetivo foi, de fato, fazer uma declaração contra a “ideologia de gênero”, referindo-se à sexualidade das crianças. “Fiz uma metáfora contra a ideologia de gênero, mas meninos e meninas podem vestir azul, rosa, colorido, enfim, da forma que se sentirem melhores.”

O vídeo, segundo a assessoria de comunicação de Damares Alves, foi gravado logo após o fim de seu discurso de posse, realizado nessa quarta-feira, 2, em Brasília (DF). Damares recebia um grupo de apoiadores em uma sala no ministério. Ela pede atenção do grupo que a acompanha e diz a frase. Após aplausos e gritos de apoio, a ministra repete: “Atenção, atenção. É uma nova era no Brasil. Menino veste azul e menina veste rosa”.

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