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Arqueólogos descobrem mosaico mostrando cinco pães e dois peixes perto do mar da Galileia

O piso de mosaico da igreja queimada perto do mar da Galileia (Foto: Dr. Michael Eisenberg)

Arqueólogos que trabalham no local de uma igreja cristã primitiva perto do mar da Galileia desenterraram um mosaico representando cinco pães e dois peixes.

O mosaico foi descoberto na chamada Igreja Queimada na escavação Hippos-Sussita, em Gennesaret, hoje conhecida como Lago Kinneret, com vista para o Mar da Galiléia, no norte de Israel, relata o Haaretz.

Um dos milagres mais famosos de Jesus é a alimentação dos 5.000 com apenas cinco pães e dois peixes.

Juntamente com o pão e o peixe, o design do mosaico incorpora motivos de romã. A Igreja Burnt foi descoberta por uma equipe de arqueólogos em julho e desde então produziu algumas cerâmicas que datam da construção do edifício até o século V.

O edifício é chamado de “Igreja Queimada” porque caiu em ruínas após ser devastado pelo fogo. No entanto, por sorte, uma camada de cinza protegeu o piso de mosaico nos séculos seguintes dos danos causados ​​pelo sol.

Michael Eisenberg, co-diretor da escavação Hippos-Sussita, está trabalhando no local ao lado de Arleta Kowalewska. Ambos são do Instituto Zinman de Arqueologia da Universidade de Haifa.

Falando da estreita conexão do site com os primeiros seguidores de Cristo, o Dr. Eisenberg disse: “Olhando para baixo, eles devem ter pensado nos milagres e obras de Jesus ao redor do lago logo abaixo”.

Os pisos de mosaico foram descobertos na nave, na abside e nos corredores laterais. Graças à camada de cinzas, suas cores permanecem vivas hoje.

Os pães retratados no mosaico são todos de cores diferentes, algo que o Dr. Eisenberg disse que pode ter significado diferentes tipos de pão.

“Definitivamente, existem cinco pães, não três ou seis. Suas cores podem refletir diferentes tipos de farinha, trigo e cevada. Depois, há o par de peixes no mosaico na abside”, disse ele.

“A associação que veio à mente foi o milagre dos pães e peixes”.

Folha Gospel com informações de The Christian Today

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Israel

Mosaico encontrado em Israel retrata conquista de Canaã

Estrutura revela representações detalhadas de várias histórias bíblicas

Os espias no mosaico na sinagoga de HuqoqOs espias no mosaico na sinagoga de Huqoq. (Foto: Jim Haberman)

Arqueólogos que escavam as ruínas de uma sinagoga construída no século V em Israel se depararam com um gigantesco mosaico. Os desenhos encontrados na sinagoga de Huqoq, próxima ao Mar da Galileia, chamam atenção pelos detalhes na representação de relatos bíblicos, sobretudo da conquista de Canaã, a terra prometida.

A equipe da arqueóloga Jodi Magness, da Universidade da Carolina do Norte (EUA), trabalha no local desde 2012. A cada escavação, novos desenhos são revelados. A maioria são cenas bíblicas, como a arca de Noé, a divisão do Mar Vermelho, o envio dos espias, e Sansão.

Outras são enigmáticas, como a de um jovem levando um animal em uma corda, que seria uma referência à Isaías 11: 6, pois a inscrição diz: “uma criança pequena os guiará”.

Também há imagens históricas, como a da chegada de Alexandre, o Grande, uma raridade na iconografia judaica. “A arte judaica antiga é frequentemente considerada anímica, ou carente de imagens. Mas esses mosaicos coloridos e cheios de cenas figuradas atestam uma rica cultura visual”, explica a arqueóloga ao National Geographic.

Torre de Babel no mosaico da sinagoga de Huqoq. (Foto: Jim Haberman)

As figuras descobertas este ano mostram o profeta Jonas engolido por um peixe e a construção da Torre de Babel. A dra. Magness disse que são reproduções muito diversificadas, a mais importante desse tipo já encontrada em uma sinagoga antiga.

Por exemplo, há diferentes espécies de peixe e um golfinho na que mostra a história de Jonas. Os trabalhadores da torre de Babel possuem diferentes tons de pele e vestimentas, representando a variedade cultural da humanidade. Além disso, eles usam uma série de polias e cordas, que refletiam em detalhe as técnicas de construção romana, comum no século V.

Jonas e a baleia no mosaico da sinagoga de HuqoqJonas e o grande peixe no mosaico da sinagoga de Huqoq. (Foto: Jim Haberman)

Para os arqueólogos os mosaicos quebram a concepção que na região de Huqoq todas as aldeias judaicas estavam sob o domínio cristão de Roma. “Os mosaicos que decoram o piso da sinagoga Huqoq revolucionam nossa compreensão do judaísmo neste período”, afirma Magness.

A prática de decorar a sinagoga com mosaicos tinha como objetivo ensinar seus frequentadores sobre as passagens da Bíblia, já que a grande maioria da população não sabia ler. “Judeus e cristãos reivindicavam a mesma herança, ambos têm suas raízes em Israel”, lembra Magness.

Não é raro que as sinagogas desse período contenham arte bíblica. “O que é incomum é a riqueza e diversidade das cenas em uma sinagoga de uma aldeia tão pequena”, ressaltou ela, destacando que no próximo ano sua equipe voltará a escavar o local.

Escavação na sinagoga de Huqoq. (Foto: Jim Haberman)
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católicos

Antigo mosaico pode revelar como seriam os rostos dos apóstolos Pedro e Paulo

Arqueólogos descobriram imagens em mural na cidade de Roma

Fotos do mosaico descoberto em Roma.Fotos do mosaico descoberto em Roma. (Foto: Comissão Pontifícia de Arqueologia Sacra)

Arqueólogos encontraram as mais antigas representações dos apóstolos Pedro e Paulo.  As imagens faziam parte de um mosaico nas pequenas catacumbas de Santa Tecla, localizada a uns 500 metros da Basílica de São Paulo Extramuros, em Roma.

No mesmo local há cerca de uma década foram encontrados ossos de um homem que especialistas do Vaticano identificaram como de Paulo, que sabidamente morreu em Roma.

Os ícones estavam em um mural, a quatro metros de profundidade, num cubículo de uma antiga tumba. Na verdade, a existência deste cubículo é conhecida desde 1720, mas as imagens estavam ocultas por uma grossa camada de cal.

Com a aplicação de novas técnicas da arqueologia, principalmente o uso do laser, eles foram revelados ao mundo. Apresentados pelo presidente da Comissão Pontifícia de Arqueologia Sacra e do Pontifício Conselho para a Cultura, o cardeal Gianfranco Ravasi, acredita-se que as faces sejam a representação mais próxima das figuras bíblicas.

Mosaico com o possível rosto do apóstolo Pedro. Mosaico com o possível rosto do apóstolo Pedro. (Foto: Comissão Pontifícia de Arqueologia Sacra)

Ao contrário de muitos registros antigos, descobertos em igrejas no Oriente Médio, os desenhos dos 12 não são todos muito parecidos. Fabrizio Bisconti, professor de Arqueologia Cristã e Medieval da Universidade de Roma, explicou que após várias tentativas, o laser permitiu revelar os primeiros três ícones, que representariam Pedro, André e João.

Mosaico com o possível rosto do apóstolo Paulo.Mosaico com o possível rosto do apóstolo Paulo. (Foto: Comissão Pontifícia de Arqueologia Sacra)

Mais tarde foi revelado também o de Paulo. Fica claro como os primeiros cristãos conseguiram distinguir os rostos de cada um desses personagens. Com informações Aleteia