Categorias
Noticias

Padre é preso dentro de igreja suspeito de abusos sexuais nas Filipinas

Padre
Padre

As autoridades filipinas de imigração anunciaram, nesta quinta-feira (6), que detiveram um padre católico norte-americano acusado de ter abusado sexualmente de menores em uma cidade do país. O caso foi descrito por um oficial como “chocante e abominável”.

A porta-voz do Departamento de Imigração, Dana Sandoval, disse que o reverendo Kenneth Bernard Hendricks, indiciado no estado norte-americano do Ohio por conduta sexual ilícita nas Filipinas, foi detido nessa quarta-feira (5), em uma igreja na cidade de Naval, na província de Biliran.

Sandoval afirmou que um tribunal de Ohio emitiu um mandado de prisão contra Hendricks, de 77, que vive nas Filipinas há 37 anos.

A porta-voz adiantou que o suspeito teria abusado de sete vítimas e que enfrenta 50 acusações de crimes cometidos na sua residência.

Fonte: Mundo ao Minuto com informações da Lusa

Categorias
Cultos

Filipinas inclui Conselho Nacional de Igrejas na lista de grupos terroristas

Conselho Nacional de Igrejas das Filipinas é considerado grupo terrorista
Conselho Nacional de Igrejas das Filipinas é considerado grupo terrorista

O Departamento de Defesa Nacional das Filipinas (DND) incluiu o Conselho Nacional de Igrejas nas Filipinas (NCCP) na lista de “organizações de frente de grupos terroristas comunistas locais”.

Além do NCCP, várias organizações humanitárias foram colocadas nessa lista apresentada pelo major-general Reuben Basiao, vice-chefe do Estado-Maior da Inteligência das Forças Armadas das Filipinas, em 5 de novembro.

Em uma declaração, o NCCP ” desacredita a inclusão infundada de seu nome na lista […] e pede respeitosamente ao governo que reveja e revise seriamente as acusações e se envolva na construção da paz”.

“Reconhecemos a clara ameaça que agora é apresentada aos funcionários do NCCP, igrejas membros, membros associados e outros parceiros ecumênicos”, disseram eles em uma carta que o NCCP enviou a seus parceiros na semana passada.

O NCCP também alertou que “a marcação em vermelho atrasará, ou até impedirá, a entrega de serviços tão necessários às comunidades marginalizadas em meio a desastres. Em uma escala maior, isso reduzirá ainda mais o espaço civil já limitado”.

Em junho de 2019, o governo filipino rejeitou o pedido das Nações Unidas de uma investigação sobre violações dos direitos humanos pelas políticas do governo contra o tráfico de drogas, argumentando que era uma “interferência”.

Segundo dados oficiais, 5.300 suspeitos foram mortos pela polícia desde 2016. Mas, de acordo com os defensores dos direitos humanos, o número seria três vezes maior.

O NCCP explicou na carta aos seus parceiros que “nos últimos dias, testemunhamos ataques contra organizações da sociedade civil que são críticas às políticas e programas do governo. Houve ataques, prisões ilegais e difamação. Antes disso, é claro, houve até assassinatos de ativistas e defensores dos direitos humanos”.

“O NCCP considera essas medidas como tentativas desesperadas das autoridades de criminalizar dissidências e armar a lei contra o povo”, afirmou.

A ação do governo foi amplamente condenada por vários líderes cristãos internacionais .

O Rev. Olav Fyse Tveit, Secretário Geral do Conselho Mundial de Igrejas , disse que “o uso de etiquetas vermelhas dá luz verde ao assédio e ataques mortais das forças de segurança e milícias contra os listados”.

Declarações semelhantes foram divulgadas pela Conferência Cristã da Ásia, pela Aliança Ação das Igrejas Juntas, pela Christian Aid e pela Igreja Evangélica Luterana no norte da Alemanha, entre outras.

Fundado em 1963, o NCCP é uma federação ecumênica de igrejas de denominações católicas não romanas.

Folha Gospel com informações de Evangelical Focus

Categorias
católicos

Papa Francisco critica armas nucleares e diz que próxima guerra será por água

O papa Francisco se encontrou com o imperador Naruhito durante passagem pelo Japão. Imagem: Behrouz MEHRI / AFPO papa Francisco se encontrou com o imperador Naruhito durante passagem pelo Japão. Imagem: Behrouz MEHRI / AFP

O papa Francisco retornou nesta terça-feira para Roma após uma viagem ao Japão, onde fez críticas à bomba atômica e expressou dúvidas sobre o uso civil da energia nuclear.

O principal momento da viagem de quatro dias foi o emotivo encontro em Nagasaki e Hiroshima com os sobreviventes das bombas atômicas lançadas sobre estas cidades em 1945.

Francisco chamou de “crime” o uso da energia atômica para fins militares e condenou a ideia de que a bomba atômica pode dissuadir os ataques.

O pontífice cumprimentou um por um os sobreviventes dos ataques a Hiroshima e Nagasaki, conhecidos como “hibakusha”.

“Aqui, de tantos homens e mulheres, dos seus sonhos e esperanças, no meio de um clarão de relâmpago e fogo, nada mais ficou além de sombra e silêncio”, afirmou o papa em Hiroshima, onde em 6 de agosto de 1945 foi lançada pelos Estados Unidos uma bomba atômica pela primeira vez na história.

A denúncia do horror da guerra e das armas é um discurso recorrente dos papas.

Mas uma rejeição clara à teoria da dissuasão nuclear constitui uma ruptura com o passado. Na ONU em 1982, João Paulo II definiu esta doutrina como um mal necessário “nas condições atuais”.

Francisco critica de forma geral “a corrida armamentista, que desperdiça recursos preciosos”.

Durante a visita, o pontífice ouviu os depoimentos de sobreviventes das bombas atômicas, que falaram sobre as terríveis sequelas físicas e psicológicas.

Na segunda-feira, o papa consolou as vítimas da catástrofe de 11 de março de 2011 no nordeste do Japão, que chamou de “desastre triplo” (terremoto, tsunami, acidente nuclear).

Na data, um terremoto submarino provocou uma onda gigante que matou mais de 18.500 pessoas e atingiu a central de Fukushima, o que gerou o pior acidente nuclear da história depois de Chernobyl (Ucrânia) em 1986.

Francisco citou a preocupação com o uso da energia atômica e pediu uma mobilização maior para ajudar as 50.000 pessoas desabrigadas pela contaminação nuclear na região.

Guerra por água

O papa Francisco se encontrou com o imperador japonês Naruhito no palácio imperial e alertou para os problemas mundiais em relação à água.

Para o religioso, “a próxima guerra será por um conflito pela posse de água”, e que “a única arma válida nos conflitos humanos é o diálogo para alcançar a paz”.

A declaração foi feita no terceiro dia de sua ida ao país asiático. Durante o último fim de semana, Francisco passou por Nagasaki e Hiroshima.

Apesar de sua oposição à pena de morte, Francisco não disse nada sobre o tema de forma pública, durante a viagem ao Japão, onde a pena capital ainda é praticada.

Na viagem pela Ásia, o líder da Igreja Católica também visitou a Tailândia, um país que, como o Japão, possui uma comunidade católica ultraminoritária (menos de 0,6% da população nas duas nações).

Fonte: AFP e UOL