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Entre anjos e serpentes

Eva e a serpente no Éden

Para compreender a fundo como a figura do réptil se conecta aos textos sagrados, precisamos mergulhar na língua original do Antigo Testamento: o hebraico bíblico. É na raiz das palavras que a fronteira entre “anjos” e “serpentes” se torna surpreendentemente tênue.
Abaixo, detalho como a etimologia une esses conceitos e reescrevo a seção dos Serafins, aprofundando o mistério linguístico que alimenta tanto a teologia quanto as teorias de seres híbridos.

A Etimologia Oculta: Seraph (\mathit{śārāp})

No hebraico, a palavra usada para designar essa classe de anjos de altíssima hierarquia é Serafim (plural de Seraph). A raiz verbal desta palavra é śārap, que significa literalmente “queimar”, “consumir com fogo” ou “ser ardente”.
No entanto, ao longo do texto bíblico, essa mesma raiz é utilizada de forma intercambiável para descrever duas realidades aparentemente distintas: Termo em Hebraico Significado Teológico (Isaías 6) Significado Literal / Biológico (Números 21) Seraph (\mathit{śārāp}) Ser celestial de fogo, guardião do trono. Serpente venenosa, cuja picada causa uma queimação febril mortal. HaSeraphim “Os que ardem” (Anjos). “As serpentes ardentes” (Víboras do deserto). Quando o povo de Israel vagava pelo deserto e enfrentou uma praga de víboras venenosas (Números 21:6), o texto original chama esses répteis de neḥašim haseraphim (“serpentes ardentes”). O veneno causava uma inflamação que parecia fogo nas veias. Para solucionar a praga, Deus ordena a Moisés em Números 21:8: “Faça um Seraph (uma serpente de bronze) e coloque-o numa haste”. Aqui, a palavra para designar o objeto em forma de réptil é exatamente a mesma usada para os anjos mais tarde.

O Texto Integrado: Os Serafins como “Serpentes Aladas”

Se integrarmos essa riqueza etimológica à visão de Isaías, o cenário ganha contornos impressionantes. No capítulo 6 de seu livro, o profeta descreve sua visão do trono divino:

“Serafins estavam por cima dele; cada um tinha seis asas: com duas cobriam o rosto, com duas cobriam os pés e com duas voavam.” — Isaías 6:2

Para a teologia tradicional, as “faces e pés” cobertos denotam extrema modéstia diante da glória de Deus. Porém, quando os estudiosos das línguas antigas e os teóricos da ufologia mitológica cruzam a descrição de Isaías com a etimologia de seraph, surge uma interpretação alternativa e visualmente impactante:

  • Criaturas Serpentinas de Fogo: Os Serafins não seriam anjos com rostos humanos e asas de penas, mas sim entidades serpentinas aladas e luminosas.
  • O Contexto Egípcio: Na época de Isaías, a cultura da Judeia era fortemente influenciada pelo Egito. Lá, o principal símbolo de proteção real e divina era o Uraeus — a naja alada cospe-fogo que os faraós usavam na coroa para queimar seus inimigos.
    Portanto, quando o homem antigo ouvia a palavra “Serafim”, a imagem mental imediata não era a de um homem com asas de querubim da renascença, mas a de um ser reptiliano voador e incandescente.
    Para quem defende a presença de linhagens não humanas na Terra, essa ambiguidade linguística e visual é a prova de que as inteligências celestiais que os profetas viam possuíam uma natureza biológica ou morfológica intimamente ligada aos répteis. Para os historiadores, é apenas a prova de que o conceito de “serpente” no mundo antigo carregava uma carga de poder, realeza e conexão com o sagrado muito maior do que o simples animal rastejante que conhecemos hoje.
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Papa Francisco: “A Tentação da Serpente no Éden é a primeira ‘Falsa Notícia’ na História”

Ao entregar uma mensagem aos jornalistas, o Papa Francisco condenou as pessoas que distribuem as chamadas “notícias falsas” (notícias falsas). Ele alegou que o primeiro caso de desinformação foi o trabalho da serpente no Éden, que levou Adão e Eva a comer o fruto proibido.

O pontífice lembrou o dano que pode ser causado quando as pessoas compartilham informações distorcidas ou desinformadas, o que é planejado para causar confusão.

Para o líder da Igreja Católica Romana, o fenômeno de distribuir falsidades como se fossem notícias legítimas é o trabalho do Diabo. “Esta é a estratégia usada pela cobra inteligente, mencionada no livro de Gênesis, que no início da humanidade, tornou-se o autor das primeiras notícias falsas”, disse ele no documento A verdade o libertará – Notícias falsas e Jornalismo pela Paz [A Verdade O Libertará: As Notícias Falsas e o Jornalismo pela Verdade] que será lançado no dia 13 de maio, Dia Mundial da Comunicação. É a primeira vez que o Vaticano se pronuncia fortemente sobre o assunto.

“Falsas notícias são um sinal de intolerância e atitudes de hipersensibilidade e levam apenas à disseminação da arrogância e do ódio. Esse é o resultado da mentira “, disse Francisco. Também lembrou que a notícia falsa são geralmente transformados em viral, ou seja, são divulgados no modo rápido e dificilmente controlados, não por causa da lógica da partilha que caracteriza as redes sociais, mas a ganância insaciável equivale facilmente em ser humano

Para o pontífice, a sede de poder impulsiona essa prática que, segundo ele, nunca é inofensiva. “O drama da desinformação é desacreditar o outro, apresentá-lo como inimigo, até chegar à demonização que favorece os conflitos”, insistiu.

O pedido do papa é que as pessoas não compartilhem esse tipo de informação e que o Vaticano incentive “campanhas tecnológicas e de mídia, visando definir novos critérios para a verificação de identidades pessoais que se escondem atrás de milhões de perfis digitais. “

Francisco pediu um “jornalismo de paz”, “sem pretensões e hostilidade às falsidades” e disse que os jornalistas deveriam prestar um serviço a todos, especialmente àqueles que não têm voz, e que deveriam estar engajados na busca por as causas reais dos conflitos.

O assunto “notícias falsas” é bastante controverso. Um estudo recente da Gallup e da Knight Foundation identificou que 66% das pessoas acham que a mídia convencional não faz um bom trabalho em separar fatos de opinião.

   Fonte: Evangelho Prime
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Adão e Eva, o princípio da “Raça Humana”